Immortal Love

2 First Act: Immortal Nightmare


Notas iniciais
Agora começa a história de verdade

C. Taylor


...Andar na noite fria, com a luz da penumbra a neblina que se mistura com a fumaça dos carros, num bairro dito o mais perigoso da cidade era... Normal para mim. Mas justo naquela noite, não ia ser assim.


Meu nome? Christian Lucker Taylor, nasci na Inglaterra, já morei em muitos lugares, nenhum pude chamar de lar, cometi vários roubos, fui preso, ganhei campeonatos pelo mundo todo em Kung-fu e Karatê, hoje tenho 19 anos e sinceramente não me orgulho de nada que eu fiz desde que me tornei um adulto. E já faz dez anos. Como disse não me orgulho do que sou agora, mas afinal o que sou agora? Sou conhecido como Kree, tenho uma casa no bairro dito com o mais perigoso do cidade tenho como parceira desse lar uma prostituta chamada Kate que apesar de ser o que é, ela é uma boa pessoa.

Eu queria mudar tudo de errado que estava acontecendo comigo, me ajeitar tava perto de arranjar um by Savings Sidekick\">emprego, porém minha vida estava no começo do fim. Passando entre as ruas que faziam um labirinto eu estava quase em casa quando ouvi gritos e gemidos vindos de um beco, quando cheguei lá eu vi um homem alto, cabelos longos e brancos, lisos e cheirosos mesmo de longe, mesmo naquele beco fétido não tirava aquele cheiro de orvalho, ele estava em cima de um outro homem que usava uma manta preta o que destacava mais ainda seu cabelo, seu olhos eram estreitos e cor de mel eles olharam como se me engolissem, seus lábios estavam secos ele os molhos com a língua como um cachorro pronto pra morder algo, ele me atacou, agora ele estava por cima de mim, pressionando meus braços contra o chão e estava tão perto que compartilhávamos o ar um do outro, era desconfortante, eu até podia sentir o coração dele bater peito a peito estávamos perto demais precisava me afastar de repente ele levanta e some rapidamente, eu chego perto do corpo caído e sem marca alguma de nada quando algo entra em mim como uma ar poluído, invade meu pulmões e parece seguir até encontrar meu coração, me joga na parede, eu olho para o céu e adormeço ali mesmo.

Quando acordei o sol já estava alto, estava na minha cama, como eu não sei, nem me perguntei, o que me perguntei era se aquilo tudo foi real, senti meu peito pesar como se fosse uma resposta, eu estava tão cansado de repente, mas nada fazia sentido, como aquele cara podia sumir assim? Como ele poderia matar alguém sem deixar ao menos uma marca? A resposta viria mais tarde, indo para o primeiro dia de trabalho, um pouco distraído para meu azar fui atropelado e estranhamente estava sem nenhum arranhão quando levantei, tentei pensar em algo lógico encontrei o medo... Avistei no alto do telhado de uma casa o cara de cabelos brancos que me atacará a noite passada, seus olhos se fixavam em minha direção, fiz o que fazia de melhor... Fugi.

Os bueiros eram como túneis para mim, era tão fácil, eu mandava ali, era meu território, mas ele era mais que uma pessoa, Ele aparecia em cada lugar, ele era rápido quase como se pudesse se mover além do tempo, talvez fosse isso mesmo, não estava afim de descobrir o que era aquilo, afinal, ele queria me matar, dizia ele que queria uma alma, só poderia ser... A minha alma.

Me escondendo em becos, escapando em bueiros, fazendo armadilhas em construções, até que chegamos ao ponto final, um edifício abandonado, estava sem saída.

Era inútil, era o fim e pensar que eu estava indo tão bem, estava a uns 10 metros dele, mas ainda podia ouvir tudo, até mesmo o som de seus passos na lama, podia fugir por um buraco no chão, mas ele me pegaria antes de chegar ao terraço.

– Eu posso facilmente ir até aí! – gritou de longe ele –

– Eu sei, mas por que você que minha alma mesmo? – questionei com o pouco ar que ainda tinha em meus pulmões –

– Eu não quero sua alma imundo de humano, quero a alma de ceifeiro que entrou em você, quando você cutucou minha presa, lá no beco! – ele respondeu com tranqüilidade mesmo me insultando –

– Ora não tem como fazer isso sem me matar? – fiz o que parecia a última pergunta de minha vida –

Ele aparece na minha frente, me segura pelo pescoço, me ergue, olha bem nos meus olhos e estávamos de novo como na outra noite, peito a peito, só um pouco mais distante, ainda ouvia seus batimentos, ele grunhiu.

– A alma de ceifeiro se instalou no seu corpo, agora você está pior que um humano, agora é um mestiço imundo, que desperdício, você me deve uma alma! – isso parecia uma divida e ele sumiu no horizonte, tão repentinamente quanto surgiu.

Não quis arriscar sumi no buraco no chão e estava quase fora do prédio quando o avistei na minha frente, ele só estava parado, até que atrás apareceu outro... Outro como ele, mas se vestia diferente, só tinha um cheiro e um jeito igual, aquele olhar sanguinário era o mesmo.

– Ora, ora, além de poder pegar o traidor, ainda pego um mestiço de brinde, é meu dia de sorte, dois coelhos numa cajadada só! – debochou o outro ser –

– Não me subestime idiota! – exclamou o que estava na minha frente –

– Já ouvi falar de você Vincent, você é uma desgraça para os Seres Imortais! – disse o outro cuspindo no chão –

– Bem, como eu não tenho nada a ver com isso tenho de ir, até mais. – sim eu estava fugindo de novo, o que mais poderia fazer eu não era igual a eles. –

– Não – disse Vincent me segurando pelo punho – agora vai começar o show! – além do olhar sanguinário, um sorriso psicopata tomava seu rosto, um rosto de um assassino era como estava, o mesmo rosto que noite passava, não assombrava nem uma garotinha, apenas a seduziria de tão belo.

Eles lutavam, o outro era fraco, todos seus golpes e suas esferas de energia eram repelidos por Vincent sem ele se quer levantar uma de suas mãos, Vincent se cansou, o fez se assustar sumiu de repente e surgiu em sua frente, com aquele olhar, o agarrou pelo pescoço como fizera comigo, mas dessa vez... Terminou o serviço, o queimou vivo! Mas o fogo era roxo diferente e parecia ser mais doloroso a agonia do outro ser durou pouco logo ele virou cinzas.

– Não importa o que tenha acontecido, isso não muda nada entre nós dois! – disse ele virando para mim –

– Não aconteceu nada importante o bastante para mudar. –engrossei a voz e endureci o olhar, ele estava abaixado para falar comigo, quando se levantou sorriu e sumiu como sempre –

Do alto do meu telhado deitado admirando o luar pensei, sem saber que do alto de um penhasco admirando o luar Vincent pensava o mesmo:

“Por mais estúpido que seja essa vida, hoje valeu a pena estar vivo para sempre... Mas parece que acabou e sinto tomar conta de mim um tédio... Mortal” (risos)***


Notas finais
Espero que tenham gostado, isso vai ser um mangá então essa é a primeira temporada e se chama "Pétalas" ^^