Imagine - stray kids

50 .Hyunjin - . Jeongin - . LeeKnow - Continuação- Especial (ABO) +18


Notas iniciais
Olha a hora e eu aqui... Enfim, como no ultimo capitulo de continuação do Hyunjin eu dei um tiro no meu próprio pé deixando coisas "em haver" eu resolvi fechar de vez esse ciclo com um capítulo final para a fic: “MEU TRABALHO É ESSE”, logo essa Fic do Hyunjin no arco ABO é composta por três capítulos e esse é o CAPÍTULO FINAL. Lembrando que além de ABO - ALFA, ÔMEGA E BETA, essa Fic tem o cenário da máfia então sim, temos relatos de violência, palavras chulas, menção a armas e por aí vai. Sem novidades certo? Certo! 1: Teremos muitas passagens de tempo, sinalizadas, mas teremos. 2: Algumas falas em certo ponto foram tiradas do capitulo anterior, e por isso estão em destaque. E só para fechar os Avisos: ⚠️ Está Fic não tem NADA haver com a vida pessoal e real dos idols usados nela, aqui eles não passam de personagens e NÃO É A MINHA INTENÇÃO, insinuar, ofender, ou afirmar nada em questão de suas vidas reais okay?⚠️ Tudo aqui não passa de ficção. PS: Ficou bem grandinho o capitulo, eu odeio dividir então deixei tudo assim, mas é que temos arcos do Hyunjin, do Jeongin e do Minho nela fora a personagem "s/n", então é isso, espero que curtam. Boa leitura!

MEU FUTURO SERÁ SEMPRE COM VOCÊS!

“MEU TRABALHO É ESSE” – PARTE FINAL

Um ano e meio depois.

Muita coisa aconteceu desde que descobri que tinha um irmão mais novo, agora, sou praticamente uma parte importante da cúpula da máfia dos Kwan onde meu ex chefe e sogro me treina para que um dia eu possa ficar em seu lugar uma vez que a minha Ji-Hye já disse com todas as letras e alguns “tiros para o alto” que não quer essa “droga de posição” — Palavras dela — para sua vida e que ela prefere mil vezes seu alfa, vulgo eu, em tal lugar para cuidar de tudo.

O pai dela já imaginava que isso aconteceria e confessou a mim em uma de nossas muitas conversas que foi justamente por isso que fez aquele plano todo dele de me unir a ela, afinal, deixar seu melhor no comando de seus negócios e ainda o ter como membro de sua família é um sonho dentro desse cenário para qualquer líder de máfia e com ele não era diferente.

Em resumo, ele buscava em mim a lealdade e a encontrou e mesmo eu ainda não sendo o marido da Ji-Hye, não há quem duvide que esse seja o nosso futuro, nós só não temos muita pressa para que as coisas aconteçam conosco...

Enfim...

A lealdade sempre é o que mais vale e em um cenário como esse, pois a máfia não é algo fácil, todos que vivem nesse lugar sempre temem o dia que serão esfaqueados pelas costas e por isso, se unir aos que demonstram lealdade é realmente importante; e comigo meu chefe tem plena convicção de que eu daria minha vida por sua filha, garantindo a ele que a Ji-Hye sempre ficará bem mesmo que ele não esteja mais por perto e assim todos saem “felizes” no final.

Confesso que sinceramente uma posição dessas nunca foi meu real objetivo de vida, mesmo antes de começar a namorar minha alfa mandona e maluca eu pretendia continuar apenas como um guarda-costas dela e para mim estava perfeito assim.

E eu viveria assim para sempre, mas como se é sabido as coisas mudam e o mundo gira, então hoje tomo conta dos meus próprios negócios e me tornei bem mais que apenas o braço direito do senhor Kwan, que agora me chama de filho até em meio a transações tensas como na que estamos neste exato momento no hangar particular do Jhony Gates para a entrega das armas de fogo que ele fornece para nossa família.

Essa mesma transação já foi feita por nós algumas vezes, e hoje há bem mais que armamentos em jogo, então a tensão que está pairando no ar é palpável a todos que estão aqui em alerta constante.

E por falar em Jhony Gates, lá vem o nosso fornecedor todo faceiro, ele me irrita, e posso dizer que para um beta ele carrega bem o dom de ser um folgado de merda.

[...]

— Fiquem em suas posições, e mantenham-se em alerta. — Falo em baixo tom, sabendo que o ponto em minha orelha vai levar minhas ordenanças até meus capangas de confiança. — E cubram a retaguarda do senhor Kwan acima de tudo e o tempo todo me entenderam?

— Sim chefe, estamos prontos.

A voz do Bang sai firme, ele é o que está posicionado mais próximo a mim, mas eu sei que bem ali eu estou muito bem guardado por mais três ômegas extremamente eficientes.

Sim, três ômegas, aliás deixe-me atualizá-los por cima, bem rapidinho de como as coisas ficaram nesse último um ano e meio mais ou menos, antes que o Jhony Gates comece a bostejar por aqui.

[...]

Bom, vamos lá, os três ômegas como disse acima, certo? Certo!

Um deles é o meu irmão mais novo, Hwang Yang Jeongin que se uniu a mim ao longo desse último ano de uma maneira extremamente forte em vários aspectos, somos inseparáveis agora, e sim, ele trabalha comigo e é um estrategista e tanto, na verdade, ele é realmente bom em tudo o que faz.

O outro ômega; Lee Minho, que agora é exatamente igual ao Bang em relação ao seu posto no trabalho, e meio que cuida dos outros dois ômegas como se fossem seus filhos, é interessante ver essa nuance dele, sempre um bocado quieto, perspicaz e certeiro no trabalho, mas quando estamos em casa um pouco mais tranquilos ele mima os dois mais novos de um jeito todo fofo e dele de ser que tanto a Ji-Hye quanto eu achamos a coisa mais linda desse mundo.

E por fim, acreditem se quiserem, temos o Lee Felix, o último ômega que fecha essa trindade de excelência como a minha Ji-Hye gosta de chamar.

O Felix decidiu entrar para meus capangas particulares por dizer estar muito entediado em não fazer nada enquanto seus dois namorados saiam por aí tacando o terror no mundo e para nossa mais bela surpresa o ômega delicado e doce com seu rosto estrelado pelas sardas mais charmosas do mundo é um dos assassinos mais sanguinários que eu já vi em ação, inclusive ele logo ocupou o posto de “carrasco” da nossa equipe ficando encarregado das torturas aos nossos inimigos quando necessárias.

O difícil com o Felix é fazê-lo parar com as torturas para podermos obter respostas, vão por mim.

Então, para entenderem melhor a estrutura da nossa máfia, hoje estamos assim:

Os alfas:

O senhor Kwan é o Capo; o Don de tudo e chefe da máfia Kwan, ele tem seus próprios capangas, mas desde que formei a minha equipe especial ele praticamente só os usam para a segurança geral ou em ações de grande porte, deixando o resto de seus negócios com a gente.

Eu, Hwang Hyunjin, me tornei o Sottocapo dele, ou seja; um sub chefe, ou o segundo em comando se preferir chamar assim e dentro dos meus próprios negócios, sou o que está no comando de tudo, uma vez que o Jeongin não quis assumir comigo.

Já o Bang é o meu Consigliere (meu e do Senhor Kwan, porque é claro que meu chefe o rouba de mim às vezes) que nada mais é do que meu conselheiro, aquele que resolve os conflitos e toma conta do todo, mas ele também gosta muito da ação então eu o deixo livre para estar onde ele quer e ele sempre dá conta do recado.

Os ômegas:

Ter ômegas em uma máfia onde o espirito de dominância reina é algo bem incomum, mas na nossa tê-los funciona muito melhor do que ter apenas um bando de alfas lunáticos e sedentos por sangue e poder, nós costumamos dizer que ter os ômegas conosco é o nosso elemento mais valioso e isso funciona melhor do que imaginam.

Enfim...

O Minho é o meu... esquece, falaremos disso mais para frente, mas na nossa “família” ele é o Caporegime, ou seja, um membro de alta patente, valor e significado; ficando apenas abaixo do Bang, de mim e do senhor Kwan que preciso dizer é completamente apaixonado pelo Lee Minho, mas também quem não seria...

Porém, em questão de nomenclatura ele está assim como Caporegime, mas como disse anteriormente todos nós o consideramos como igual ao Bang para as questões de trabalho, ele tem o mesmo poder do Bang, (até mais às vezes por sua enorme sensatez), mas como precisamos de uma estrutura organizacional essa é a sua patente.

Voltando, meu irmão, o Capo décimo, gosta mais da parte de cuidar das mercadorias, armamento, munições, moedas de troca, e muitas outras coisas, e ele se saiu muito bem na administração revelando ao senhor Kwan que o estavam roubando e sendo encarregado pelo mesmo de dar cabo do ladrão e tomar seu posto, mas ultimamente ele está mais envolvido com o treino dos nossos soldados e planejamentos internos junto ao Felix que também colocamos na posição de Capo décimo junto a ele.

Chamamos os dois de dupla explosiva e o Bang se derrete inteiro sempre que eles estão em ação; seja ela qual for.

Para finalizar, toda essa equipe é apenas minha e da Ji-Hye, mas como o senhor Kwan diz que futuramente seremos uma coisa só, nós atuamos diretamente para ele, além de cuidar de nossos próprios assuntos.

Agora que já os atualizei por cima de como estamos quanto máfia, vamos voltar ao momento presente, então façam silêncio e observem okay?

[...]

— Vocês ouviram o nosso chefe, fiquem espertos e a qualquer sinal de traição protejam nosso Don.

O Bang reforçou a informação aos ômegas já se postando em seu lugar.

— Sim chefe!!!

Ouvi os outros três ômegas responderem ao Bang no ponto em meu ouvido e sorri ladino, o dia hoje promete.

— Vejam só que honra, todos aqui para pegar essa encomenda — O Jhony Gates veio todo engraçadinho, se eu pudesse já o teria matado há tempos. — Isso deve ser mesmo algo muito valioso para vocês, será que eu não deveria aumentar os valores das mercadorias?

A voz do Jhony Gates era insuportável, ele sabia porque estávamos todos ali, mas tinha que ser esse tagarela de merda.

— Trouxe tudo como combinamos Gates? Ou será que veio faltando algo como na última vez? — Falei no meu tom mais intimidador e ele fez uma careta para mim. — Sabe Gates, o Felix está doido para continuar com você de onde parou no nosso último encontro...

Os olhos do comerciante vigarista correram em busca de achar o ômega e o pegou sorrindo em sua direção, mostrando todos seus trinta e dois belos dentes para ele e deixando bem a mostra sua arma para o comerciante entender que ninguém ali iria tolerar gracinhas ou trapaças.

— Deus me livre Hwang, não caio nas mãos desse pequeno demônio nunca mais.

— Então pare de papo furado com meu filho e nos entregue o que viemos buscar.

Meu sogro estava impaciente, na verdade, até eu estava, nossa casa estava sem seus melhores apesar de todos os reforços que fizemos na equipe pessoal do senhor Kwan e na minha e a Ji-Hye estava sozinha na nossa casa.

— Aqui está caro Don Kwan, — Ele abriu a maleta e muitos diamantes e esmeraldas em um tamanho considerável apareceram brilhando em seus tons cristalino e verde mais puro. — E com essa última transação todo o carregamento de pedras do Han Dong comprados há um ano atrás agora pertence ao senhor, faça bom proveito e me pague de uma vez para que eu suma do mapa, quando o velho Dong descobrir o que fizemos aqui ele vai querer minha cabeça em uma bandeja.

Ele não estava errado, tenho até dó dele se for mesmo pego pelo Han Dong.

Meu chefe ignorou o Jhony Gates e se virou para mim.

— Pegue a maleta filho e vamos para o carro, deixe o Bang cuidar do pagamento do comerciante e o Minho confere as armas.

— Sim, pai.

— Foi um prazer para mim também senhor Kwan...

O Gates falou irônico, mas meu chefe apenas acenou e se foi.

Dei as ordenanças como fui instruído e me virei para o Felix.

— Gruda no Gates ômega e esteja livre para o derrubar se notar algo estranho.

O sorriso do Felix triplicou de tamanho.

— Pode deixar chefinho.

Balancei a cabeça em negativa, mas sorri com o entusiasmo psicótico daquela doce criatura.

— Maninho, segure a coleira do seu ômega está bem? E nada de ceder a carinha pidona dele Jeonginnie.

— Pode deixar maninho, eu só te dou orgulho e você sabe disso.

— É eu sei, você é meu melhor presente irmão.

— Também te amo coisa linda.

Sorri para o meu irmão, nós dois nunca resistimos e essas melosidades.

O Felix se aproximou do Gates o farejando como louco.

— O que foi beta? Não sentiu minha falta? Assim fico ofendido... Yang, será que devo o lembrar de como é bom estar em minhas mãos?

— Olha, pelo olhar esbugalhado dele te garanto que ele se lembra exatamente como é Felix.

— Não vai ser preciso vocês agirem okay? Eu só quero meu dinheiro e dar o fora daqui.

— Claro... então torça para não haver erros gracinha.

Acompanhei meu chefe e de onde estou agora pude ver as têmporas do Gates tremerem e me dei por satisfeito, o fraco cheiro do beta estava horrível, ele realmente temia o Felix, então sei que não tentará nenhuma gracinha.

Esperei no carro com o senhor Kwan e quando tudo se acertou eles fizeram o carregamento das armas, o pagamento e partimos dali sem maiores problemas.

Foi uma boa negociação, mas que certamente poderá nos trazer problemas futuros.

[...]

De volta a mansão dos Kwan.

— Guarde isso no quarto cofre filho, a senha lá é só sua e quero que isso fique sobre seus totais cuidados.

— Pode deixar pai.

— E como anda minha filha? Agora que vocês moram mesmo juntos, ela mal liga para seu pai, já tem o que? Um mês que ela não me visita? Vou deserda-la só você e o Yang são meus filhos agora Hyunjin.

Sorri descontraído, eu conseguia ver nitidamente a Ji-Hye estampada no senhor Kwan, eles eram mesmo pai e filha.

— Ela está agoniada com aquele assunto como sempre pai, mas consegui controlá-la dessa vez.

— Olha filho a cada dia tiro meu chapéu para você, dobrar minha filha como faz é um feito e tanto, você é realmente bom com ela, não haveria outro melhor.

Ele sorria de lado e me encarava e eu só dei de ombros.

— Ela é geniosa, mas ela sabe que quero o mesmo que ela, só que para conseguirmos o que queremos precisamos ser cautelosos e o senhor sabe que cautela não é bem a praia dela.

— Ah, eu sei, e como sei, mas acho que você está mais que certo, o Minho é perfeito demais para ser espantado pelas atitudes impensadas dela, use seu dom de estratégia e pegue esse ômega de jeito, mas não demore muito mais filho...

Agora me rendi ao sorriso ladino que me tomou, é claro que ele queria me apressar assim como sua filha.

— O senhor é exatamente como a minha Ji-Hye pai, sabe disso não sabe?

— É, eu sei..., mas não precisa me lembrar disso sempre Hyunjin.

Sorri para meu sogro que ria em uma careta divertida.

— Precisa de mais alguma coisa, pai?

— Não meu filho, você foi excelente hoje, sua família lhe obedece de forma impecável e eu estou orgulhoso de você e do Yang também, ele controla muito bem o desvairado do Felix e isso é excelente, — Ele ajeitou uns papéis em sua mesa e voltou a me encarar. — Guarde nosso prêmio filho agora estamos quites com o maldito do Han Dong, depois vá para casa e pague sua família, dê isso aqui ao Bang e isso aqui ao Jeongin e se o Felix chiar como sei que vai, dê isso a ele também sim?

— Meu Don, eles vão amar os presentes.

Peguei da mão dele pequenas bolsinhas que eu já sabia o que continham, ele estava os presenteando com esmeraldas e diamantes pelo belo trabalho e postura apresentados na missão de hoje.

— O do Minho você mesmo dará, já podem usar como forma de cortejo até, então converse com minha filha e falem com ele de uma vez.

Sorri soprado, o senhor Kwan e a Ji-Hye eram idênticos.

— Pode deixar pai.

— Agora vá.

[...]

Quando voltei para casa todos estavam lá esperando para serem finalmente dispensados por mim, porém, já em suas próprias casas uma vez que por conta do que somos eles moram na mesma propriedade que a Ji-Hye e eu, o trisal em uma casa, e o Minho sozinho em outra, o que era bom para mim que tinha meus amigos e meu irmão por perto sempre e para a minha alfa nem conta, ela sempre se mostra está super feliz com essa nossa realidade.

Entrei no meu escritório e separei os pagamentos e é claro um mimo a mais para o meu maninho fofo, mas conhecendo meu trio como conheço, eu sei que não será agora que pagarei a eles, então preparo algo a mais e vou falar com a minha alfa, estou com saudades dela e acho que finalmente chegou a hora de cuidarmos daquele assunto.

[...]

Na casa do trio (Bang, Yang e Lee.)

Yang Pov.

Como sabíamos que meu irmão iria passar um tempo com o Don, viemos direto para a nossa casa.

É, agora eu tenho uma casa e pertenço a um mini bando como gostamos de chamar.

No começo as coisas foram mais turbulentas, eu precisava me adaptar, pegar confiança, e eu dei um certo trabalho a eles, eu sei disso, mas acho que valeu a pena, pois agora vivo muito bem e feliz com meus namorados, tenho um ótimo relacionamento com meu irmão e minha cunhada e estou aprendendo mais a cada dia.

[...]

Flash back on.

Um ano e alguns meses atrás.

Eu estava em meu quarto na casa do Hyunjin pensando em como eu pediria para o meu irmão me deixar trabalhar ao seu lado quando ouvi algumas batidas na porta.

— Pode entrar.

Achei que era o Hyunjin, mas me surpreendi ao ver o Bang e o Felix entrando juntos.

— Ah, são vocês...

— Uuh que decepção hein Jeongin, se quiser podemos sair.

— Não, não, por favor, fiquem, e não tem essa de decepção Bookie, eu só estou ansioso para falar com o meu irmão e esperava que fosse ele batendo em minha porta.

— Entendo amorzinho.

— Pare de me chamar assim Felix, por favor...

— Por que Yang? Você não gosta?

Notei o Bang me observando enquanto falávamos e senti um calor me tomar.

— Não gosto, nem desgosto, mas você precisa me entender, não sou nada de vocês, a gente só se pega às vezes, então acho isso um tanto estranho...

O Felix já ia me responder, mas o alfa estendeu a mão o calando.

— Vejo que aqui é a minha deixa, Jeongin, nós viemos aqui porque queremos cortejar você, essa era nossa vontade muito antes de descobrirmos seu parentesco com meu chefe, então eu gostaria de saber, você nos aceita em cortejo?

Ele falou assim, direto, sem rodeio algum e meus olhos se arregalaram em surpresa, desde que sai do porão do Hyunjin que esses dois cuidam de mim como se eu fosse um bibelô, e eu não vou mentir, eu gosto deles, mais até do que devia, mas por essa eu não esperava.

— Me cortejar? Sério que ainda fazem isso hoje em dia? E assim, vocês dois querem mesmo isso?

Disparei as perguntas e eles sorriam feito dois bobos.

— É amorzinho, ainda se corteja hoje em dia, é uma forma de mostrar nossas verdadeiras intenções aqui, não queremos só pegação com você, queremos que seja nosso de verdade, não é alfa?

— O Bookie tem razão ômega, e sim amorzinho, nós dois queremos muito isso.

Apertei meus lábios pensativo, receoso e emocionado.

— Meu irmão vai surtar com isso não acham?

— Na verdade, eu falei com meu chefe antes de vir falar com você, era o certo a se fazer como alfa, e ele não surtou, ele já esperava por isso desde que você veio para cá.

Os dois me olhavam com tanta ternura em seus olhares que eu me sentia de fato mexido.

— Ele me chamou para ficar com você Jeonginnie, seu irmão já sabia que você era importante para nós.

O Felix falou se sentando na minha cama.

— Entendo...

Falei um tanto sem jeito, eu mal sabia para onde olhar ou onde colocar as mãos.

— E então o que me diz ômega? Um ou dois meses de cortejo e no final você nos aceita como seu mini bando que tal?

Sorri largo, o Bang disse isso já sentando em minha cama do lado oposto ao Felix e me envolvendo em um abraço.

— Um mês só de cortejo está bom para mim alfa.

Falei com um sorriso contido e o alfa cheirou o topo da minha cabeça.

— Acho que vou explodir de alegria!

— Não Bookie, não exploda meu ômega precioso, eu preciso de você para cortejar o Jeonginnie comigo amor.

Estendi meu braço para o Felix e ele se juntou a nós em um abraço que para mim foi como se eu tivesse finalmente encontrado meu verdadeiro lar.

— Vamos ser muito felizes juntos daqui para frente está bem meus ômegas perfeitos?

— Sim alfa!

Respondi em uníssono com o Felix e nós três sorrimos feito bobos.

[...]

No mês que se seguiu, eu ganhei muitos presentes dos dois, eu nunca havia sido tratado assim antes, então eu nunca sabia como reagir a isso.

Era uma sensação gostosa ser tão mimado assim.

E o meu irmão mais velho sempre de olho neles, em mim, em nós, sempre me perguntando se eu estava bem, e se eles me tratavam bem.

Isso era diferente, ter um irmão preocupado comigo, eu gostava.

Tivemos vários dates também, o Bang e eu, o Felix e eu, nós três juntos, nós três com meu irmão e a minha cunhada, e em cada date eu tinha ainda mais certeza de que eu amava esses dois.

Enfim, foi um mês de sonhos e ao final dos trinta dias recebi uma aliança belíssima, uma marca na nuca e outra no pulso e me tornei um só com o alfa Channie e o ômega Bookie.

E agora somos um mini bando.

Flash Back off.

[...]

Momento atual.

— Estou com fome...

O Bookie falou olhando para o nada.

— O que querem almoçar meus ômegas?

— Podemos escolher hoje Channie?

O alfa sorriu com a minha empolgação.

— Jeonginnie, amor, desde quando sou eu que escolho o que vamos comer aqui hein?

— Nosso alfa tem razão..., mas hoje eu não quero escolher nada amores, pede o que quiser Jeonginnie.

No fim acabei pedindo o prato preferido de cada um e o meu alfa me encheu de selares, dizendo que eu era perfeito.

— Tá bom, Channie, você está me babando todo...

— Aí também quero...

— Bookie não…

Era tarde demais, eu tinha um alfa e um ômega em cima de mim me dando selares por todo rosto enquanto ríamos descontraídos.

Os selares foram indo para outros lugares no meu corpo, se intensificando e aquilo já estava despertando algo em mim.

— Aaaah o doce cheiro de framboesa nunca foi tão delicioso para mim como é agora...

Meu alfa falou se afundando em meu pescoço, ele cheirava o local com devoção, beijava, mordia e lambia minha pele exposta.

— Um cheiro perfeito, de um ômega perfeito...

O Felix fazia o mesmo que o Bang, mas do outro lado.

Aquilo estava me pondo louco, o cheiro deles era alucinante para mim também, o alfa cheira a cedro, era forte, marcante uma verdadeira loucura e o ômega cheira a orquídea, mas não qualquer uma, seu cheiro é o de orquídea-grapete, um sutil floral com um fundo delicioso de uva uma verdadeira perdição para mim e quando nossos cheiros se misturam eu sempre tenho a certeza de que cheguei ao céu.

— Sabe, nossa comida chega em quarenta minutos...

Falo meio perdido em pensamentos, eu já me sinto lubrificando e se eles quiserem, vai dar para passar o tempo bem enquanto esperamos.

— Huum... então tenho quarenta minutos para cuidar dos meus ômegas... quer me ajudar com o Jeonginnie Bookie?

— Você me quer amorzinho?

O ômega me perguntou todo insinuante e eu já estava delirando.

— Sim, por favor Bookie...

O alfa foi até meu ouvido e sussurrou:

— Os dois juntos do jeitinho que gosta Jeonginnie?

— Sim alfa... por favor Channie...

Ele mordeu meu lóbulo e se pôs de pé.

— Comece preparando-o Bookie, vou pegar o lubrificante e os preservativos e quero poder olhar vocês um pouco.

— Está bem mozão!

O Channie deixa um selar intenso nos lábios do Bookie e eu já sinto fisgadas intensas lá em baixo e quando ele se afasta o meu ômega vem para mim já se livrando de sua roupa e tirando minha calça em seguida.

— Que carinha linda amorzinho, assim eu não resisto.

Ele piscou para mim e sumiu em meio as minhas pernas, me abriu, me levantando em suas mãos e começou a chupar minha entrada do jeitinho que ele ama fazer e aquilo era delirante de tão bom, então perdido em desejo levei minha mão ao meu falo já rijo como pedra e comecei a dar atenção a ele.

— Nada disso ômega deixe que dele cuido eu.

O alfa que nos encarava intensamente, veio com sua potente voz e o meu lobo estremeceu dentro de mim, o Bookie me chupava com gosto, sua língua travessa brincava comigo e quando o Channie se aproximou de nós, eu pude ver que ele já estava desnudo também, que visão, e ele foi direto ao meu falo já o abocanhando.

Ter os dois cuidando de mim era insano, eu me tremia inteiro e estava quase me derramando pela primeira vez sem nem ter sido penetrado ainda como eu sei que eles gostam que seja.

— Amores, eu... aaah caralho...

Eles não pegaram leve comigo e então eu não me aguentei e agora meu alfa bebia de mim na cena mais perfeita de todas com o Bookie ao fundo agora nos encarando enquanto me preparava ainda mais com seus dedos se abrindo e fechando em meu interior, eu já estava todo rendido, todo entregue e eles me tinham em suas mãos assim como gostavam de fazer.

— Podemos ir agora Jeonginnie?

— Por favor amor, eu preciso de vocês...

Os dois sorriram, o Channie colocou o preservativo e lambuzou seu membro de lubrificante.

— Vá se preparar meu ômega lindo, te espero para entrarmos juntos e enquanto isso vou tirar a camiseta do nosso belíssimo ômega.

O sorriso largo do meu Bookie era a coisa mais linda, e, em contrapartida, eu tinha um Channie todo imerso em desejo e volúpia de uma forma mais séria e intensa, se livrando do restante da minha roupa com certa fúria.

Enquanto o meu ômega lindo se preparava, o meu alfa gostoso desceu rapidamente e me chupou um pouco.

— Seu gostinho acaba comigo, tão doce, meu ômega lindo.

Apertei meus olhos, meu membro lá em baixo já estava teso novamente.

— Estou pronto meus pedaços de perdição.

— Então vem Bookie, vamos satisfazer nosso ômega manhosinho.

Estar à mercê deles era um vício para mim, e ver o tanto que eles amavam me ter assim também era perfeito.

— Quem você quer em baixo amorzinho? Pode ser o nosso Channie dessa vez?

— Uhum, pode sim, meu amor.

O Channie sorriu, ele adorava como o Bookie e eu decidíamos juntos as coisas, e caso eu dissesse que não, todos sabíamos que o Bookie já estaria deitado embaixo de mim sem titubear.

Ele veio se deitando e já me pegando com firmeza e me virando para ficar cara a cara com ele.

— Vamos devagar tá meu amor e quando estiver okay para você nos avise.

— Certo alfa.

Eles se arrumaram, o Channie foi entrando em mim e eu já fechei meus olhos o sentindo com precisão e como o Bookie sabia como eu amava que fizessem, ele já foi se juntando a ele e eu os sentia com precisão, me invadindo, eu amo essa sensação, é perfeita para mim.

O Bookie colocou sua mão espalmada em minhas costas finalizando a penetração e em um ato involuntário eu beijei o Channie já começando a rebolar neles, demonstrando assim que eu estava mais que pronto para os receber.

— Que visão perfeita... Eu amo tanto vocês.

Eles começaram a me estocar com vontade e meus gemidos eram todos abafados pela boca deliciosa do Channie, que também gemia arrastado contra meus lábios.

O Bookie queria estar onde estava, e ele ia com vontade em mim me levando a loucura junto ao nosso alfa e depois de um tempo nisso o nosso quarto estava tomado por um delicioso cheiro combinado entre floral, frutal e amadeirado, era uma perfeição só nossa e nós três amávamos com devoção o tanto que a gente combinava em tudo, até nos cheiros.

— Ah porra! Bookie seu gostoso faz isso de novo amor, e Channie não se atreva a parar agora amor.

Falei e o Channie riu, já a risada forte do Bookie ecoou no quarto, nós três gemíamos tanto que nosso quarto virou uma sinfonia sexualmente harmoniosa.

Estávamos suados, meu corpo colado ao do Channie e quando olhei para o Bookie seus cabelos estavam colados em sua testa e quando ele me viu sorrindo para ele deu um tapa em minha bunda.

— Ah, merda... Channie eu vou...

— Nós vamos Bookie... Innie, amor...

— Sim... aaah...

Nós três viemos exatamente ao mesmo tempo, e depois de muitos espasmos e membros latejantes caímos na cama ofegantes e nitidamente satisfeitos.

— Agora quero meu beijo Innie...

— E eu quero olhar meus ômegas se beijando.

Puxei o Bookie para mim e nos beijamos com fervor, nossas línguas já se conheciam tão bem que tudo parecia uma brincadeira sapeca em nossas bocas.

— Caralho, vocês dois serão o meu fim, podem escrever isso, o alfa de vocês não vai aguentar só ficar olhando.

Em um movimento travesso puxamos o nosso alfa para um beijo triplo e ali mais uma vez eu sentia a perfeição que minha vida havia se tornado.

[...]

Terminamos os carinhos, tomamos um banho e como se fosse cronometrado nossa comida chegou, e agora comíamos tranquilamente.

Juntos e felizes.

— O Chefe mandou mensagem, quer nos pagar e nos dar presentes do nosso Don, mas pediu para esperarmos até amanhã por que hoje ele tem planos com a nossa Sweetie.

— E quando ele mandou essa mensagem, Channie?

— Uma hora atrás, quase, mas ele já avisou que sabia que estaríamos ocupados.

Me senti ruborizar.

— Meu irmão tem que ser assim sempre né?

— Na verdade, ele nem se esforça para não ser assim, viu amorzinho.

Nós três rimos.

— Bom que ficaremos juntinhos e bem... eu estava pensando que poderíamos agradar nosso ômega depois Channie ele foi tão bom para mim, queria ser bom para ele também, o que me diz alfa?

— Se ele nos quiser, Innie... quero o mesmo que você.

O nosso Bookie já nos olhava com um largo sorriso.

— Alguém aqui é louco de negar vocês dois? Vamos comer e descansar um pouco e mais tarde com certeza vou querer os dois sendo bons para mim porque eu mereço.

Encarei meu alfa e meu ômega com carinho, às vezes eu me beliscava para ver se aquilo era real, era involuntário, mas eu fazia e bem agora eu fiz, e o Channie não deixou passar desapercebido.

— Hey meu amor, já te disse que é real ômega, nós somos reais e te amamos muito, não precisa se beliscar mais.

— Nosso alfa tem razão amorzinho, sou seu, todinho seu, nosso alfa também é e nos dois te amamos demais.

Sorri e voltei a comer os encarando.

— Eu amo vocês para um grande caralho, vocês sabem disso, né?

Eles sorriram e acenaram que sim para mim e ali eu me senti completo pela milésima vez só naquele dia.

E eu sei que o meu futuro será sempre ao lado deles.

[...]

Na casa principal a uma hora a trás. (Hyunjin e Ji-Hye)

Hyunjin POV.

Mandei uma mensagem para o Bang, eu sabia que ele não a veria nem tão cedo, mas precisarei do resto do dia de hoje livre então os dispensei e avisei que os pagaria amanhã.

— Certo, acho que chegou a hora de falar com ela...

Falo para mim mesmo e ouço a porta do meu escritório se abrir, olho para cima e lá está minha alfa gostosa, sorrindo para mim.

— Pelo tom que usou agora posso deduzir que finalmente vamos falar com o Minho, estou certa príncipe?

Ela não tem jeito mesmo.

— Você bem podia me deixar surpreendê-la às vezes, né, alfa?

— E perder essa sua cara que claramente diz: “como eu amo essa maluca”? Nem fodendo, você fica ainda mais lindo quando sorri assim amor.

— Vem aqui.

Falei dando um tapinha em minha perna para que ela se sentasse no meu colo e ela veio correndo, pulou em mim quase nos derrubando da cadeira.

— Amor?!...

— Estou nervosa, dá um desconto.

— Certo, e eu ganho um beijo?

— Até mil beijos, Ji.

Nos envolvemos em um beijo amoroso, nada demorado porque a essa altura até eu já estava nervoso.

— Ji-Hye, vamos conversar com o Minho agora, mas por favor, só tente não o espantar com toda essa sua louca intensidade, você sabe que...

— Ji, eu quero que você fale primeiro.

Por essa eu não esperava mesmo.

— Você quer? Tem certeza?

— Sim, amor, eu acho você tão centrado, principalmente quando quer muito algo e... — Ela olhou bem em meus olhos e eu retribuir seu olhar na mesma intensidade. — Nós dois queremos muito ele né?

— Sim, queremos demais esse ômega perfeito.

Ela sorriu.

— Eu não vou estragar tudo como na última vez eu juro.

Me lembrei do que aconteceu e sorri de lado, lembram que falei que o Minho era o meu, “alguma coisa” e parei? Então, agora vocês já podem saber o que ele é meu...

O Minho é meu prometido, e é assim que tenho o chamado em certos momentos e essa promessa veio justamente por causa dessa última vez entre eles a que a minha Ji-Hye se referiu.

Flash Back On (meses atrás.)

Ji-Hye Pov.

O Minho já estava trabalhando com a gente há alguns meses e se eu tivesse que sentir esse delicioso cheiro de amêndoa e jasmim mais uma vez sem poder o chamar de meu, eu iria entrar em loucura.

O ômega sempre que estava com a gente não usava seu inibidor costumeiro por um pedido meu que o meu Ji foi de acordo, mas aquilo acabou se tornando o meu fim, e depois de pouco tempo sentindo seu cheiro deliciosamente viciante para mim eu até sonhava com o Minho.

E meu alfa não estava diferente de mim, no seu último cio tive que ir escondida roubar uma peça de roupa do Minho para o Ji e só então ele sossegou um pouco.

Meu namorado e eu estamos perdidamente apaixonados pelo ômega, assim, simples e irremediavelmente apaixonados, mas sempre que tentamos nos aproximar ele foge como água entre os dedos.

Eu preciso dele.

Meu Ji precisa dele.

E eu já sei o que fazer.

[...]

— Com Licença, a senhora me chamou?

Ele entrou todo acanhado no escritório onde eu o esperava.

— Minho pelo amor, senhora? Sério? Esqueceu do que havíamos combinado? E outra, você é mais velho que eu ômega, então deixe dessa bobagem sim?

Eu sei que ele ainda estava se acostumando com isso, mas eu não o quero dessa forma... não, eu o quero para mim como meu lindo e perfeito ômega...

Queria poder dizer isso a ele, mas me contive.

— Desculpe.

Ele encarou o chão e mordeu seu lábio de canto e eu me segurei para não o beijar bem ali.

— Minho quero sair, preciso comprar umas coisas pessoais, você me acompanha?

Por sorte eu não saio sozinha nem na esquina de casa devido minha posição, então é claro que ele não diria não para mim.

— Acompanho sim alfa, saímos agora?

Se ele soubesse o que me causa quando me chama de alfa...

— Sim, por favor vamos de uma vez, vou só pegar minha bolsa, me espere em meu carro está bem? Eu vou dirigindo.

— Tudo bem.

[...]

No carro eu tentava falar com ele mais informalmente, mas ele parecia manter distância de proposito.

— Você costuma ser frio assim sempre?

Notei pelo espelho que ele encolheu seus ombros.

— Acho que esse é meu jeito sim alfa, desde sempre.

— Duvido muito que seja isso mesmo... mas queria que se abrisse mais com a gente, você não vai mais mudar de emprego e se não planeja sumir do nada, por favor nos deixe entrar em sua vida Minho.

Ele não me respondeu, estava tenso, era nítido.

— Você e o alfa Hyunjin são boas pessoas...

— E então?...

— Bons demais para mim Ji-Hye, e talvez logo você descubra o porquê.

— Impossível Lee Minho, ômega, não há ninguém bom demais para você acredite em mim. — Parei o carro, pois já estávamos em nosso destino, tirei meu cinto e o encarei. — Você, que é bom demais para nós, ômega, por favor acredite em mim.

Estava feito, implicitamente me declarei a ele que estava tomado em rubor e parecia em pânico, nem parecia o implacável capanga do meu Ji, se eu já não o tivesse visto em ação jamais diria o quão firme ele era.

Talvez ele só seja assim no trabalho, porque bem agora o olhando tão vulnerável a mim, tudo que mais quero é poder proteger ele com a minha própria vida.

— Minho não se acanhe comigo, eu só quero cuidar de você ômega.

Sem notar, meu cheiro se intensificou, o dele se alterou também, mas eu sentia medo vindo dele.

Me virei mais em sua direção e sem pensar, eu o beijei.

— Pelo amor de deus não faça isso Ji-Hye!

Ele me empurrou e eu me arrependi de ter avançado tanto.

— Mas porque não Minho? Eu... eu sei o que te disse sobre o respeitar e eu juro que eu o respeito e muito, mas é que estou gostando de você ômega.

Tudo aconteceu muito rápido, assim que me declarei para ele, uma explosão se ouviu e os vidros do meu carro se esfatiaram sobre nós naquele estacionamento o que me assustou e muito, pois tecnicamente eram vidros blindados, e mais rápido ainda fui levada, me encapuzaram e eu só conseguia ouvir os gritos do Minho que diziam “não, não, larguem ela, deixem-na em paz!”

Levei uma coronhada e tudo se apagou.

[...]

Acordei em um porão, eu já estive ali muitas vezes com meu ex namorado Jisung então eu sabia que mais uma vez o Han Dong estava tentando se vingar da morte do seu filho.

— Minho!

Vi o ômega sentado em um sofá em minha frente, eu, para variar, estava só de lingerie e amarrada pelos punhos.

— Ainda bem que to sempre pronta para transar com o Ji, pelo menos faço bonito quando me deixam seminua.

Falei em um tom sarcástico enquanto sentia a dor da coronhada e nada do Minho me olhar.

— Lee Minho olhe para mim, eu juro que se você está trabalhando para o Han Dong, eu mato você, e depois te perdoo porque estou apaixonada... PUTA QUE PARIU MINHO OLHA PARA MIM PORRA!

Na verdade, eu estava era preocupada com ele, na nossa conversa do carro ele disse não ser bom para mim.

Será que era por ele ser um agente duplo?

Essa seria uma hipótese comum até nesse ramo de malucos.

Que porra, Minho...

Depois dos meus berros ele pareceu acordar, ele me viu e se levantou, mas quando tentou vir em minha direção ele foi impedido por uma voz nojenta que logo reconheci.

— Nem se atreva ômega maldito, ou atiro nela agora mesmo.

O Minho paralisou.

— Então é para a Ji-Hye e seu alfa bonitão que você trabalha agora...

Ele se aproximou do meu ômega e eu rosnei sem ter consciência do que fazia.

— Ora, ora, ora, então agora você é buraco de porra dos seus novos patrões Lee Minho?

— Sai agora mesmo de perto dele, seu arrombado!

O sangue fervia em minhas veias; se o Han Dong encostasse no Minho, eu ia matar ele.

— Pela cara do ômega Ji-Hye, você ainda não sabe que ele era minha puta particular.

Vi o Minho engolir em seco e aquilo doeu em minha alma, meu lobo estava rosnando e eu só queria tirar meu ômega de perto daquele infeliz.

— Cala a porra da boca! Não me importa o que ele era Han Dong, me importo com o que ele é para mim.

— Seu pai deve estar muito feliz com a merda de filha que tem, dois capangas Ji-Hye? Sério isso? Com tanto bom partido por aí?

— Bom partido como seu falecido filho Han Dong? Não, valeu, eu tô de boa com meus capangas.

— Não se atreva a falar no meu filho, sua vadia de merda!

Revirei os olhos, procurava uma forma de me soltar, mas estava impossível.

— Seu ômega, essa vadiazinha aqui era meu há muito tempo atrás, depois fugiu e muitos anos depois descobri que ele esteve ocupado trabalhando como segurança particular de gente importante, foi treinado em combate, mas com certeza ainda era a putinha de alguém... Um ômega segurança particular, sério Minho?

Ele alisou os cabelos do meu ômega e eu urrei de ódio mais uma vez, o Minho nada fez, então eu vi, ele também estava preso.

— Jun-ho!

A voz do Han Dong me gelou a alma, eu conhecia bem o Jun-ho e sabia o que ele fazia.

O alfa capanga do Han Ding foi até o Minho e o espancou.

— SOLTA ELE SEU MERDA!

O chefe da família Han fez um gesto e o Jun-ho parou na hora.

— Minho olhe com atenção.

O meu ômega encarou aterrorizado, provavelmente já sabendo o que viria, seu rosto estava todo ensanguentado e ele tinha um olhar de súplica em seu semblante.

— Isso é pelo Han Jisung! O meu FILHO QUE SEU CAPANGA DE MERDA MATOU!

Senti a ponta fina de uma adaga me perfurar, era a adaga favorita do Jisung, e seria poético se não fosse trágico, eu iria morrer, meu pai iria se vingar, o meu Ji iria se vingar, e logo não restaria mais ninguém da máfia Kwan.

— Agora você vai sangrar lentamente até a morte, e a vadia do seu ômega, vai ver tudo e eu vou soltá-lo para que ele conte ao seu namoradinho e para o seu papai como a alfa deles morreu pelas minhas mãos.

O Han Dong desferiu um forte tapa em meu rosto, cuspiu no chão e se foi, deixando seu capanga de olho em nós.

— Hey, Minho... — Falei com certa dificuldade, a dor era aguda. — Não é culpa sua, nós matamos o filho dele e ele está se vingando, matamos o Jisung porque ele matou a minha mãe, então por favor não se culpe...

— Mas eu não a protegi alfa, esse era o meu dever.

— Ômega pare com isso agora mesmo, pelo que vi fomos emboscados, alguém nos traiu Minho, e o traidor não é você, certo?

Ele me lançou um olhar de completo pavor.

— Não! De jeito nenhum, eu juro Ji-Hye, eu só disse que não era bom para você e seu alfa, por ter sido a puta de alfas nojentos como ele no passado, mas é só isso eu juro.

Sorri forçado devido à dor, eu já havia entendido isso.

— Olhe para mim, — Ele olhou choroso. — Eu acredito em você, eu juro, e não Minho você não é a puta de ninguém, você é o meu amor, meu e do Ji, nossos lobos te reconheceram e...

Me senti enfraquecer... parece que o sangue se esvaia mais rápido do que devia.

— Fique quieta, pelo amor de deus Ji-Hye, eu te imploro alfa, vou tirar a gente daqui, eu juro...

— Fique com o meu Ji ômega, ele te ama tanto quanto eu acredite em mim, — eu estava perdendo minhas forças. — Minho cuide dele para mim está bem?

Me senti desfalecer.

Um estrondo e as portas do porão se abriram com tudo, olhei para o Minho e o Jun-ho estava o esfaqueando, em seguida ouvi um tiro e o Jun-ho caiu no chão.

— Bang tire o Minho daqui, vou pegar a Ji-Hye.

— Sim senhor.

Senti meu alfa se aproximar e notei que ele também sangrava.

— Te peguei amor, pode descansar agora.

— Amor, o que houve com você? Ji... O Minho...

— Ele vai ficar bem princesa, eu também ficarei, agora vamos vou tirá-la daqui.

Tudo se apagou para mim.

[...]

Depois desse episódio infeliz, todos ficamos bem, só ganhamos cada um uma bela de uma cicatriz e quando conversamos com o Minho, ele disse não poder nos corresponder por ser quem era se referindo ao seu trauma, e por ter quase me levado a morte.

Ele quis se demitir, mas não deixamos, e uma semana depois o Ji matou dois de nossos capangas que descobrimos ser os agentes duplos.

Continuamos insistindo com o Minho, mas o máximo que conseguimos foi uma promessa de que ele iria pensar sobre o assunto de ser nosso ômega e o Ji falou que quando estivéssemos juntos ele o chamaria de “meu prometido”.

Já eu, fiquei muito triste por ter ferrado tudo com ele, teria sido muito melhor que fosse ele a nos contar suas dores e não o imbecil do Han Dong o expondo daquela forma humilhante.

Eu estava arrasada, falei com o papai e ele prometeu interceptar todo o esquema de encomendas das pedras preciosas do Han Dong por um ano inteiro.

Não haveria retaliações explicitas porque meu pai estava extremamente pronto para o Don da máfia rival.

Ele sabia que agora o ponto fraco do Han Dong eram as pedras e tirá-las dele seria o castigo adequado por mexer com sua filha e o ômega dela e da forma que ele faria as interceptando com o Gates o Han Dong jamais descobriria qual das máfias o estava roubando o que evitaria novas retaliações.

Flash Back off.

[...]

Momento atual

Hyunjin Pov.

E como viram, foi isso o que aconteceu, sobre as cicatrizes, a Ji-Hye fez uma tatuagem belíssima na dela, e eu decidi deixar a minha ser sexy só por existir mesmo, já a do Minho é algo que tanto a Ji-Hye quanto eu estamos loucos para poder ver.

Quanto as pedras preciosas do Han Dong até hoje não houve falhas nos planos do nosso pai e a última leva que interceptamos está no cofre quatro da casa dele juto as outras três anteriores.

Voltei meu olhar para a minha alfa, ela ainda tinha receios com o Minho e mesmo sendo impetuosa como sempre ela se segurava na presença dele e a via de mão dupla era igual, o Minho sempre que podia, a evitava e apesar de termos estreitado os laços, meu prometido e minha alfa precisavam de uma nova chance entre si.

E eu ia dar isso a eles.

— Sabe amor, eu te entendo...

— Ah, é? Que milagre Hwang Hyunjin!

Ri bobo e ela deitou a cabeça em meu peito.

— Tô falando sério, sua boba, eu sei que sou muito melhor que você em ter cautela com as coisas, mas nesse caso, com nosso ômega, eu acho que chegou a hora de soltar minha Pitbull fogosa em cima dele.

Ela me olhou confusa.

— Você tá falando sério? Amor eu não posso... vou estragar tudo outra vez.

— Não vai, minha princesa gostosa, sua fúria é exatamente do que precisamos agora e quando digo nós, me refiro a nós três.

— Posso tentar... quando vai ser isso?

Cheirei o pescoço dela e vi sua pele se arrepiar.

— Agora mesmo, o que me diz? — Me levantei a aprumando no chão, peguei uma caixinha e a coloquei no bolso. — Vamos até a casa do Minho amor?

Deixei um selar em seus lábios.

— Vamos!

Sua voz saiu animada e ela dava pulinhos em minha frente e sem resisti dei um tapa em sua bunda gostosa.

— Aí amor!

— Gosto assim, adoro ver esse seu brilho nos olhos que revelam a mim que você jamais largará o osso.

— Idiota!

— Pitbull!

[...]

Casa do Minho.

Ji-Hye Pov.

Tá eu confesso, estou nervosa!

Meu alfa além de um grande gostoso é muito sábio e perspicaz, então se ele disse que era melhor eu tomar o rumo da conversa é porque ele confia que eu não porei tudo a perder, então bem agora estou uma pilha.

Uma porque não quero decepcionar meu alfa de jeito nenhum, afinal, se o Minho finalmente disser sim para nós, formaremos nosso bando em breve, e outra por que é o Minho...

Meu ômega lindo, perfeito, meu sonho de consumo há mais de um ano, nosso sonho, do Ji e meu como um casal puramente alfa...

Que as luas me iluminem...

— Ji...

— Oi, princesa.

— Se eu titubear, entre em ação, promete?

Ele me vira para ele e segura em meu rosto com ternura.

— Eu prometo meu amor, mas também confio que você não vai titubear, você não é disso amor, agora vamos, chame nosso ômega.

Ele deixa um doce selar em meus lábios e só com isso me sinto mais confiante, esse capanga stalker é de fato meu porto seguro.

Chegou a hora, me desejem sorte.

[...]

Minho Pov.

Acabei de sair do banho, estou só com um shorts cumprido e folgado, sem camisa e cabelos molhados, quero fazer uma comidinha gostosa e me jogar na cama.

Nossa ação de hoje nem foi tensa, mesmo sabendo que futuramente poderemos enfrentar o Han Dong mais uma vez, lá no hangar o Gates foi até que bem certinho, graças ao Felix, ômega maluco...

Vou até a cozinha e algo em mim se acende, é como se meu lobo soubesse de algo que eu não sei e isso me causa cambalhotas no estômago.

— Mas o que foi isso?

Falo comigo mesmo sorrindo bobo por não entender nada.

“Você já vai descobrir” — Ouço a voz do meu lobo e me assusto, fazia um tempo que ele não falava comigo assim, e em seguida a isso ouço batidas firmes em minha porta.

— Ora essa... que mistério...

Vou até minha porta, mas antes mesmo de abri-la sinto os cheiros dos alfas mais incríveis que já conheci.

Meus chefes.

A dupla de alfas mais perfeita.

Hyunjin e Ji-Hye.

Os cheiros mais deliciosos que já senti e bem agora os sinto com precisão, é uma mistura e tanto devo admitir.

— Tá... vejamos o que eles querem de mim.

Cerro meus punhos em uma tentativa de buscar forças e abro a porta enfim.

— UOW, Minho que lindo...

Ela nem disfarça... A Ji-Hye bem podia ser mais sutil né?

— Não se preocupe Minho, estamos em sua casa, não precisa se incomodar em se cobrir, e ela tem razão, meu prometido está perfeito assim.

Ótimo, hoje o Hyunjin está na mesma sintonia de sua alfa.

Estou feito com esses dois.

— Por favor, entrem.

Falo constrangido e sorrindo para mim, os dois adentram minha casa.

— Temos trabalho chefes?

Pergunto tentando demonstrar meu real interesse e os dois sorriem largamente.

— Não Minho pode continuar o que estava fazendo, viemos apenas conversar com você.

Minha chefe fala descontraída e eu olho para o alfa que acena em concordância.

— Tudo bem, então, eu vou preparar algo para comer, já que estão aqui, juntem-se a mim, faço questão.

— Oh, você cozinha Minho?

— Sim alfa, por favor, sentem-se e fiquem à vontade.

— Quero ver você cozinhando, posso?

Dou de ombros e a Ji-Hye não espera nenhuma resposta verbal e já corre para minha cozinha.

— Nossa alfa é assim Minho... vai se acostumando.

O Hyunjin fala pondo a mão em meu ombro e eu me sinto desfalecer.

Como assim nossa alfa? Eles não vieram aqui para o que estou pensando não né?

Eu não estou pronto para isso.

Agora com os dois sentados de frente para mim na enorme bancada da minha cozinha, eu começo a cortar alguns legumes para saltear junto ao frango que farei e decido aumentar a receita para que eles comam comigo.

Eles ficaram sem nada dizer por um momento longo até, e eu estava tão envergonhado que meu cheiro começou a oscilar.

— Amêndoa e jasmim... — A alfa se pôs a falar. — Sabe Minho, na primeira vez que te vi quis muito sentir seu cheiro e quando eu o senti... uau... você é perfeito, sabia?

Minhas bochechas queimaram na mesma hora em que ela começou a falar.

— Obrigado alfa, vindo de você é um elogio enorme, mas eu já disse, eu não sou perfeito como diz.

— Por favor... não faz assim ômega, eu já te disse que seu passado não te define em nada, e tudo que quero é cuidar de você no presente e em nosso futuro.

As palavras dela eram sinceras e verdadeiras, eu sabia disso, mas algo em mim não conseguia aceitar aquilo.

Eu fui marcado de uma forma ruim, sujo por alfas que me viam apenas como depósito de esperma, graças a deus eu nunca engravidei de nenhum deles, mas aquilo ainda me corroía por dentro, doía e era difícil de esquecer.

Eu era tratado como lixo, uma puta sem valor, então isso dela dizer que sou perfeito e todo o resto não fazia sentido algum para mim.

O alfa nada disse, mas me olhava com um carinho ainda maior do que sempre que estávamos assim ele costumava demonstrar.

— Ji-Hye, eu sinto muito não ser o suficiente para você, mas...

— Pode ir parando aí ou eu não respondo por mim Lee Minho.

Lá estava a explosão alfa costumeira da minha chefe.

Levei os legumes a gordura já quente na panela e comecei a os saltear para juntar ao frango.

— Minho olhe para mim anjo.

Ela me chamou e meu lobo se rendeu antes mesmo de mim.

— Pois não alfa.

O olhar dela no meu me fazia vacilar.

Nada em mim estava firme e eu sentia meu coração pulando no peito, afinal eu já gosto desse casal há quase um ano.

No início eles só me assustavam, mas meu lobo se rendeu ao que ele e eu sentimos com facilidade e depois disso...

Enfim...

— Aquela vez que tudo foi por água a baixo eu ia te pedir em cortejo, longe do Ji mesmo, mas ele já sabia das minhas intenções, e essas eram também as dele...

Ela saltou do banco e veio até mim e assim que ficamos próximos ela segurou em meu rosto.

— Você não teve culpa de nada daquilo e sabe bem disso, e eu sinto muito pelo babaca do Han Dong ter exposto suas feridas daquele jeito, mas quero que saiba Minho, saber de seu passado não alterou em nada o que sentimos por você a não ser em nossa vontade de cuidar e proteger você, o que é estranho considerando que é você quem cuida de nós, mas isso é apenas no trabalho, na vida meu anjo quero ser sua alfa, o Ji quer o mesmo e por isso hoje nós dois viemos até você.

— Alfa, não faz isso...

— Sinto muito Lee Minho, você é nosso companheiro de alma meu bem, e eu tenho certeza que tanto você quanto seu lobo souberam disso assim que nos conhecemos, e eu te garanto que foi o mesmo para nós, não é Ji?

O Hyunjin encarava a cena com o olhar mais lindo que eu já o vi dar em todo esse tempo estando com eles.

— Sim, amor, antes mesmo de eu o vir, seu delicioso cheiro de amêndoas e jasmim me dominou, e quando entrei no meu escritório e vi minha alfa ressoando a você Minho daquela forma tão bela, ali eu soube que havíamos encontrado nosso ômega.

Eu não sabia o que fazer...

Sim, eu os senti de igual forma, mas eu morreria negando isso.

Um silêncio foi tomando conta do lugar, não era desconfortável, mas tive que falar.

— E vocês procuravam por um ômega?

— Não exatamente, bom, meu pai já havia nos dito que teríamos que arrumar um, ele até disse que procuraria um para nós, mas dissemos para ele deixar as coisas acontecerem, estávamos juntos há quase dois meses apenas quando o conhecemos Minho, então queríamos nos firmar como um casal de alfas primeiro, e foi só por isso que não te pedi em cortejo assim que você me disse oi.

Sorri por lembrar de como ela ficou agitada comigo no dia em que me conheceu...

[...]

Flash Back On. (o dia em que nos conhecemos)

Eu estava no escritório do meu chefe a pedido do Bang, pois nosso líder queria me conhecer, e a espera estava tranquila até que ouço a porta se abrir, me levanto para cumprimentar o alfa, mas quando olho na direção não é ele que vejo e sim outra alfa.

A que eu sabia ser a filha dos Kwan.

— Ji, amor, eu queria...

Ela parou de falar assim que colocou seus olhos em mim.

— Olá... você é o?

Me aprumei, eu sem entender o motivo direito estava bem nervoso, meu lobo deu uma cambalhota e um uivo, coisa que ele não faz nunca e então comecei a me sentir tontear.

— Sou o Lee Minho, senhorita, sou o novo capanga do seu marido, fui contratado pelo Bang semana passada.

Ela me olhava confusa.

— Lee Minho, me diga, por que não sinto seu cheiro? Você é um beta?

A pergunta dela fez sentido, tem betas que os cheiros são praticamente imperceptíveis.

— Não, senhorita Ji-Hye, sou um ômega.

Os olhos dela se arregalaram.

— Inibidor de cheiro? Jura?

— É melhor assim não? Estou em meio a muitos alfas senhorita, não quero causar transtornos aqui.

— Olha só, você é um fofo... muito interessante essa escolha do meu Sweetie... — ela notou minha confusão estampada em meu olhar. — O Chris, ou melhor, você o conhece como Bang, ele é meu amigo, por isso que eu o chamo assim.

— Ah, entendo.

— Minho, — a olhei atento. — Não serei formal com você, tá? Detesto essas porcarias.

— Por mim tudo bem senhorita.

— Se tá tudo bem para você, então pare com essa merda de senhorita, me chame pelo nome ômega.

Corei, ela era atrevida, uma alfa sendo alfa, mas com um quê de geniosa como eu nunca havia visto.

— Vou tentar ser mais informal.

— Perfeito, agora por favor querido retire seu inibidor.

Eu quase desmaiei, ela é louca ou o quê?

— Tem certeza disso, Ji-Hye?

— Você sente alguma dúvida em mim, anjo?

Me lembrei de como respirar e o cheiro dela já tomava conta de mim e pelos deuses não, não havia um pingo de dúvida na alfa em minha frente.

— Tudo bem, então.

Retirei o adesivo de minha nuca e vi exatamente quando a alfa mordeu seu lábio em um gesto involuntário.

— Amêndoa e jasmim? Um doce e perfeito ômega... Fofo e todo anjinho, Minho vou querer te ver em ação, tenha certeza disso, deve ser tão excitante...

Eu só queria um buraco para me enfiar.

— Ou me desculpe querido, eu sou assim, soa idiota às vezes, eu sei, mas por favor não me julgue ainda, está bem? Me conheça melhor antes sim?

— Tudo bem, eu não ligo...

— Ah, liga sim... dá para ver em você todo que liga, mas acredite, aqui você será sempre respeitado, não somos alfas pau no cu, eu prometo para você anjo.

Sorri com a expressão, ela realmente não tem papas na língua, achei adorável.

— Certo, confiarei no que me disse.

— Ótimo, agora me diga, o Ji já falou com você Minho?

— Estou esperando o chefe alfa.

— Certo, aqui vai uma ordem minha, será a única que lhe darei, então por favor acate-a okay?

— Estou ouvindo alfa.

Ela pareceu titubear, acho que o lobo dela está agitado como o meu.

— Quando você estiver no casarão, principalmente perto de mim, do Hyunjin, e do Bang, não quero que use seu inibidor, — a olhei incrédulo, eles são três alfas. — Eu sei o que está pensando, somos todos alfas, mas é aí que a nossa confiança irá se estabelecer, logo você verá que não somos um bando de alfas lunáticos e imbecis.

— Mas e se eu estiver próximo ao meu cio?

— Aí você estará livre para usar, na verdade, quando for assim, por favor use.

Ela falou sorrindo largo.

Ela se sentou na mesa do chefe e então minha ficha pareceu cair; ela também é minha chefe, né?

Então, lobo, mantenha seu foco, isso jamais pode acontecer... mentalizo para o meu lobo que está completamente maluco dentro de mim e tento manter meu foco...

E em seguida ela começou a ler minha ficha com atenção.

— Você era segurança particular... estou encantada com sua ficha, na verdade, estou pensando em futuramente roubar você para mim...

Tudo que ela fala tem duplo sentido?

— Para ser seu segurança? Não me parece que você curta essas coisas Ji-Hye...

— E vejam só, você lê bem as pessoas... ômega você é um achado... Tem razão Minho, eu odeio, comecei a namorar o Hyunjin para que ele deixasse de ser meu stalker.

Ela sorria largo e eu tentava me controlar, o cheiro dela fazia uma festa sensorial dentro de mim.

— Só por isso? Duvido muito.

— E está certo mais uma vez... outro dia te conto a história toda, se quiser ouvir, claro, fique tranquilo que eu não vou tirar você do seu posto como uma dondoca filha da puta, mesmo tendo vontade de...

Nesse momento a porta se abriu novamente e o cheiro de pinheiro e menta tomou o lugar, se misturando deliciosamente com o cheiro da alfa em minha frente, que sorriu ao notar minha timidez.

— Amor, o que faz aqui?

— Vim te fazer uma pergunta e me deparei com ele.

Ela apontou para mim como quem dizia “amor olha ele” e eu fiquei completamente sem jeito; olhei para o meu chefe e nossos olhares se cruzaram, mas como em uma cena de filme romanticamente clichê, não sustentamos esse olhar muito tempo já o desviando.

— Você é o Minho? Novo capanga do Bang?

A voz dele era doce, para um alfa isso não era muito comum e mais uma vez meu lobo uivou, só que dessa vez muito mais entregue.

— Sim senhor.

Meus chefes se encararam e eu apenas esperei, era nítido que eles conversavam entre si em uma linguagem só deles, afinal eles se pertencem, então devem ser muito ligados.

— E como está a adaptação ao serviço?

— Sem problemas, senhor.

Continuamos conversando até que ele perguntou sobre meu cheiro, eu sabia que isso me traria problemas e quando ia falar algo a Ji-Hye tomou a fala.

Ela lhe disse que foi ela quem me pediu para tirar o inibidor e eles falaram sobre isso.

Me mantive quieto o tempo todo. A verdade é que eu estava em pânico.

— Minho, seja bem vindo, você obedecerá diretamente ao Bang, que obedecerá a mim, faça um bom trabalho e será muito bem recompensado.

A voz do meu chefe me trouxe de volta ao escritório deles.

— Muito obrigado senhor.

— E viu o que a alfa disse né? Quando estiver apenas com a gente não use seu inibidor está bem? Queremos você a vontade perto de nós.

— Está sim, obrigado por isso alfas.

— Não por isso, agora pode ir, tenho que falar com a minha alfa.

— Com licença, senhores.

Saí do escritório deles e antes de fechar a porta atrás de mim pude ouvir algo que me deixou em pânico total.

— Toda animada amor, por que será que está assim hein?

— Amor, sei que pode ser cedo para isso, mas seu lobo também reagiu ao Minho que eu sei.

— Claro que sabe..., então qual é o plano?

— Não sei ainda, vamos observar, estamos juntos há quase dois meses, então acho que é bom mantermos assim só nós dois, mas...

— Mas se quisermos ter um ômega para formamos uma família e ter os nossos filhos, esse será o Lee Minho? É nisso que está pensando amor?

...

Não me senti capaz de ouvir mais nada, até porque não seria o certo a se fazer, então sai correndo dali antes que eles notassem que eu ainda os ouvia.

E eu passei o resto do dia todo pensando neles, meus chefes... os alfas que aparentemente fizeram meu lobo querer se entregar mesmo depois de tanto relutar em se abrir para o amor...

Eu estava perdido e sabia disso, mas por hora eu fugiria com todas as minhas forças.

Flash back off.

[...]

— Certo Ji-Hye, agora deixe-me terminar nosso almoço, por favor alfa.

Ela sorriu pequeno, ela era tão bela, aliás que casal lindo que eles são, o Hyunjin ainda nos encarava e eu mal podia o olhar.

— Vem princesa, vamos deixar nosso prometido terminar de cozinhar.

— Tudo bem né, dois chatinhos vocês, viu.

Mal notei quando nós três sorriamos juntos, e ali meu lobo os sentiu ainda mais forte.

— Obrigado pela paciência comigo alfa.

Falei acanhado, e, no fundo, me referia a tudo, eles pareceram entender bem.

— Só você conseguiu isso de mim Minho, saiba disso, mas não vire um convencido.

— Ela tem razão ômega, nunca vi ninguém conseguir fazer minha Ji-Hye esperar tanto.

— Vocês dois são sempre terríveis assim? — Me senti ruborizar e me virei para o fogão. — Está quase pronto, só mais um pouco está bem?

Terminei nosso almoço e nos servi no balcão mesmo, pois o Hyunjin disse preferir assim e a Ji-Hye disse não ligar nem um pouco desde que estivesse com nós dois.

[...]

— Minho?

Eu, que ainda degustava meu frango, apenas encarei a Ji-Hye.

— Nos deixe cortejá-lo? — um silêncio se deu, quase engasguei, mas consegui me conter. — Não afetará nada em seu trabalho, o Ji e eu jamais tiraremos sua autonomia, na verdade, temo até que assim que nos unirmos em nosso próprio bando você nos domine por completo, e sinceramente eu não ligo para isso, eu... eu quero isso, quero você Lee Minho.

Pisquei rapidamente algumas vezes, eu sabia que era isso que os trouxe a minha casa, mas e agora? Ela falou...

Céus ela falou e os dois estão me encarando.

— E então Minho, o que nos diz? Aceitaria o nosso cortejo?

A voz penetrante do Hyunjin invadindo meu ser, o olhar pidão da Ji-Hye sobre mim...

O que mais eu poderia fazer?

“Diz que sim de uma vez” — meu lobo rosnou em minha mente.

— TÁ, MAS QUE CHATO!

Os dois em minha frente arregalaram os olhos e eu quase morri ali mesmo.

— Não... pelo amor de deus não foi com vocês isso eu juro... é que o...

Eu tremia e sem notar os dois alfas seguraram em minhas mãos, um em cada uma delas que se movia afoita no ar.

— O seu lobo nos quer Minho?

O Hyunjin ainda vai me matar falando assim.

— Ele nos reconheceu meu anjo?

Ji-Hye, pare com isso...

— Alfas, antes de dar minha resposta, ouçam bem, eu sou quebrado, sei que vocês não tem nada a ver com isso, mas não tem para onde fugir, esse sou eu...

Mordi meu lábio e os dois alfas deixaram selares em minhas mãos simultaneamente e pela lua eu amei e sensação que tive com esse carinho novo para mim.

— Meu lobo os deseja desde nosso primeiro encontro, e eu os desejo a quase o mesmo tempo, então sim alfas, eu aceito o cortejo de vocês, mas por favor peguem leve comigo e...

— Hey, anjo olhe para mim.

Olhei para a alfa que tinha os olhos marejados.

— Esse é o dia mais feliz de nossas vidas, não é Ji?

— Sim, é sim...

Olhei rápido para ele que acenou que eu voltasse a olhar para a Ji-Hye.

— Vamos cuidar de você ômega, seremos seus alfas, mas, além disso, vamos cortejá-lo para que você sinta de fato que podemos ser muito além disso, seremos seus parceiros, companheiros, amigos, e aí sim seus amores, amados e amantes, você entende o que quero dizer Minho?

— Em teoria, sim... mas eu nunca vivi um romance antes Ji-Hye.

O Hyunjin tomou a fala.

— Mas agora você viverá, e tanto eu quanto a Ji-Hye saberemos te amar e te respeitar sempre Minho, vamos mimar você e um dia você se esquecerá dessas suas dores, pois não haverá mais lugar para elas em seu coração, só haverá lugar para o nosso amor, confie nos seus alfas está bem?

Senti um turbilhão de emoções e sorri pequeno.

— Está bem, alfas.

— Podemos abraçar você Minho?

A pergunta da alfa me pegou de surpresa.

— Podem sim.

Os dois vieram até mim e nos abraçamos, me encaixei neles e senti o aperto carinhoso e protetor deles.

Me senti em casa, eles eram meu lar.

— Agora podemos voltar a comer? Vocês mal tocaram na comida alfas, está tão ruim assim?

— Tá maluco Minho? Nunca comi um frango tão saboroso.

— E eu idem.

Voltamos a comer e falamos sobre muitas coisas, distintas, estava gostoso para mim compartilhar esse momento com eles e bem ali em minha cozinha eu soube que me acostumaria fácil com essa vida.

[...]

Meses depois.

O cortejo dos alfas começou naquele mesmo dia, quando antes de irem embora eles me presentearam com uma caixa que tinha um cordão e brincos de esmeralda.

Eu quase desmaiei, mas tive que aceitar, fazia parte do cortejo e aqui foi só a ponta do iceberg;

Durante todo o mês que se seguiu ganhei tanto mimo, presente dos caros aos simples, fui levado a dates mega românticos com os dois, só com o Hyunjin ou só com a Ji-Hye, e até com o trisal do barulho que surtou muito quando soube que eles me cortejavam.

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E eu estava criando raízes, amigos, amores, nosso Don da máfia Kwan me chamava de filho antes mesmo do cortejo acabar, e acreditem ou não ele também me dava presentes, o tempo todo quase.

No começo eu não soube lidar, mas a minha coelhinha Ji me ajudou com o pai dela que agora é meu sogro e tudo ficou bem.

Eu sobrevivi, e meu coelhinho Ji disse que sou muito forte, pois lidar com o senhor e a senhorita Kwan requer nervos de aço.

E se querem saber ele não estava mentindo não.

Depois que o cortejo acabou, fui pedido em namoro, e é claro, aceitei, eu já estava perdidamente apaixonado por eles e, no fundo, eu já sabia...

“— Claro que aceito, meus Jin-Ji, meu futuro será sempre com vocês, eu os amo e sou grato por não desistirem de mim.”

Começamos a namorar e eles me deram uma aliança e duas marcas na nuca, uma ao lado da outra, afinal, são dois alfas, e eu os marquei nos pulsos, formando assim nosso bando perfeito formado por três pessoas.

Dois alfas e um ômega.

[...]

Momento atual. (meses depois do pedido de namoro)

Hyunjin Pov.

Eu estava com os meus em uma ação e quando voltamos para casa eu já sabia o que esperar...

— Finalmente vocês voltaram eu já estava de saco cheio aqui e... PUTA QUE PARIU HWANG HYUNJIN VOCÊ ESTÁ FERIDO PORRA?

Minha princesa, sempre dramática.

— Não amor esse sangue é do...

— LEE MINHO SEU FILHO DA PUTA SE VOCÊ ESTIVER FERIDO EU VOU MATAR VOCÊ.

Olhei de relance para meu coelhinho e nós dois caímos na gargalhada.

— Coelhinha Ji, pare de drama agora mesmo e venha aqui nos beijar, o sangue não é nosso amor é do Han Dong.

Os olhos dela se arregalaram e ela veio até nós deixando selares em nossos lábios como nosso ômega lhe ordenou.

— Vocês mataram o velho meus coelhinhos?

— Não ele não merece essa facilidade toda, mas soltamos o Felix nele e bem, voou sangue para todo lado.

— Eu amo meu sweetie, esse lado dele estava muito bem escondido, mas depois que ele se libertou... nossa, quanto sangue, tem certeza que aquele velho asqueroso não morreu?

— Ele ainda pode morrer se os médicos não forem rápidos, mas não, não queremos a morte de um dos grandes em nossas mãos, não ainda pelo menos.

— O alfa tá certo, fora que o nosso papai não quer complicações agora.

— Certo então vão logo para o banho, quero jantar fora hoje.

Troquei olhares com meu ômega e vi que ele estava pensando o mesmo que eu.

— E por que você não nos dá banho princesinha coelha?

O sorriso da Ji-Hye era o maior que já vi.

— Só se meu ômega e meu alfa forem bons para mim.

Ela já foi falando toda manhosa, do jeito que eu amo tanto e o Minho foi até ela e a abraçou.

— Quer que eu seja bom para você minha coelha fogosa?

Ela apenas balançava a cabeça em afirmação e eu me juntei a eles a abraçando por trás o que me permitia também repousar minhas mãos na cintura do nosso Minho.

— Sente isso alfa?

Mostrei para ela como eu estava animado para o nosso banho e ela arfou profundamente.

— Vamos logo para a banheira.

Ela falou em meio a sorrisos e o ômega a beijou lentamente.

— Vamos Hyunjinnie, nossa alfa precisa de nós.

— Vamos amor, vamos dar a ela todo nosso amor huh?

Eu mal podia acreditar no tanto de amor que eu sentia por aqueles dois...

— Eu sou a porra de uma filha da puta sortuda...

[...]

Ji-Hye Pov.

Antes que meus neurônios agissem, meu corpo reagiu às mãos bobas daqueles dois sobre mim, era como queimar no inferno mais denso e quente ser a namorada do alfa e do ômega mais perfeitos do mundo.

Fomos para a banheira e já a ligamos para enchê-la, o que sabíamos não demorar nada, então entre beijos, toques intensos e caricias formos nos despindo e nos preparando para entrar na água quente.

— Hyunjinnie acho que fomos muito mal recebidos hoje pela nossa coelhinha alfa, você não achou?

Aquilo estava indo exatamente para onde eu queria e quando nosso ômega falava assim, eu sabia que estaria adentrando as portas do céu em breve.

— Concordo com você, meu príncipe coelho, ela gritou com a gente, e já falamos para ela não nos receber com gritos.

Os olhei incrédula, mas era tudo fingimento meu.

— Em minha defesa achei que vocês estivessem feridos.

Fiz um bico enorme e o Hyunjin me beijou, o Minho apertou minha nádega já desnuda e eu me senti tremer.

— Isso não é desculpa coelhinha e eu já te disse isso.

A voz do Minho arrastada assim... eu estava prestes a enlouquecer.

— E então, o que vocês vão fazer comigo?

Fui pega pelos cabelos pelo meu ômega que eu amava com devoção quando ficava todo mandão assim e fui levada para dentro da banheira, o meu alfa esperou as instruções que ele saberia que viria.

— Hyun...

— Oi, meu amor.

— Me traga as algemas e escolha seu chicote favorito.

— Tudo o que quiser, meu prometido.

O Hyunjin se virou e fez como lhe foi ordenado e enquanto esperávamos o Minho usava seus dedos em mim sem pudor algum.

— Toda molhada... que delícia Ji-Hyenah, você quer gozar hoje amor?

— Eu vou poder, meu anjo?

— Talvez... Hyun, o que você acha?

Nessa hora o Hyunjin já estava na banheira com tudo que precisava.

— Acho que todos ganharemos doces hoje.

Os olhos do Minho brilharam e os meus também.

— Aqui ômega, pode prendê-la.

Ele passou as algemas para o Minho e ele logo me algemou com os braços para cima onde geralmente já tínhamos o costume de fazer coisas assim, ainda ficávamos dentro da banheira, mas e eu ficava mais inclinada e de costas para eles.

— Sua vez alfa...

Ouvi a voz do Minho e em seguida os estalos de um selar intenso que eles trocavam, sorri faceira e mordi meus lábios, eu amava quando eles se beijavam assim, e o melhor? Eu podia os ver do enorme espelho que tínhamos no banheiro.

O Hyunjin veio até mim e começou a passar levemente a tiras do seu chicote favorito em mim enquanto o Minho me torturava com o couro do dele.

Claro que eles fariam isso juntos, o Ji não deixaria o Min sem seu próprio chicote para me castigar junto a ele.

— Aaah!

Senti o primeiro acoite em minha pele, esse veio do Minho, e me ergui levemente, o fazendo sorri ao encarar o vergão em minha pele.

— Puta merda, que delícia...

— Uuuhh...

Dessa vez a mão mais pesada do meu Ji me dando o que eu merecia.

— Veja como ela está ômega.

O Minho veio até mim e introduziu dois dedos em minha intimidade, fazendo movimentos de vai e vem e eu me senti arrepiar.

— Olha isso, que sensível amor...

— Ji... Min...

— Calma coelhinha.

O Hyunjin deu uma mordida no ombro do Minho e ele arfou pesadamente.

— Já Hyun?

— Não resisti coelhinho.

Eles voltaram a atenção para meu corpo que estava completamente à mercê da minha dupla sexy e mais umas belas açoitadas foram dadas pelos dois sobre minha pele sensível.

Alternadamente, ao mesmo tempo, e a dirty talk rolava solta.

Eles sabiam bem o quanto aquela mistura mexia comigo e o jeito que eles se dedicavam em me dar o doce sabor do prazer era algo de outro mundo.

— Está gostando de ser a nossa vadia?

O Ji perguntou puxando meus cabelos, levando minha cabeça para trás e abrindo o espaço que os dois tanto amavam usar para minha tortura, deixando selares, passando suas línguas e dando chupões em meu pescoço.

— Claro que ela está meu bom alfa, ouve só como nossa vadia gosta de gemer para nós.

Por tudo que há de mais sagrado, eu gemia como louca para eles, e garanto que se eu estivesse em meu cio já teria quebrado as algemas e atacado os dois, isso já aconteceu uma vez e eles amaram esse meu impulso.

Mas agora eu aguentaria, eu os queria exatamente assim e puxa, eles são bons demais.

— Estou ouvindo meu doce ômega, mas não a ouvi me responder... — Ele me deu uma chicotada mais forte e eu pulei no lugar. — Não vai me responder alfa manhosa?

— Eu sempre vou amar ser a puta de vocês dois Hwang Hyunjin. — Quase não falo, mas fiz questão de usar o nome do alfa como usei, ele enlouquecia quando chamado assim. — E Lee Minho, não pare por favor, e se me permite, posso ter o seu cheiro?

O sorriso do meu anjo ficou ainda mais largo.

— Quer vê-la implorar, meu bom alfa?

— Quero meu amor.

— Perfeito.

O Minho foi até o registro de água e abriu a parte que simulava uma queda d’água, o toque molhado descendo meu corpo era extasiante e misturado com os estímulos de ambos que recebia agora em meus seios me fizeram puxar os braços por impulso e isso não passou desapercebido por eles.

— Vai se soltar amor?

— Não, meu anjo...

— E por que não minha princesinha?

Levei um tapa na bunda e mordi meu lábio com força.

— Porque se eu me soltar meu alfa não me deixará gozar.

— Tão boazinha...

— Meu ômega, por favor...

Eu implorei, imploraria mil vezes se preciso fosse, eu preciso do cheiro dele agora.

— Tudo bem, amor, aqui, cheire o seu ômega.

Ele ficou em minha frente e eu pude sentir seu membro roçar em mim, ele já estava pronto e pelo que senti lá atrás meu alfa estava igual.

Me afundei no Minho, seu cheiro era meu maior vício, mas havia algo que me levava para mais fundo no paraíso.

— Hyunjin... seu cheiro amor, por favor?

Recebi uma mordida na nuca e logo o alfa estava todo colado a mim, me virei para trás e o cheirei também e pronto, estava feito, a qualquer momento eu enlouqueceria.

— Vem minha alfa pidona, seu ômega vai cuidar de você...

O Minho me pegou em seus braços e céus, como eu queria poder tocar nele.

Ele passou minhas pernas pelas laterais de seu corpo e nosso encaixe foi perfeito.

Ele deslizou com tanta facilidade para dentro de mim que o próprio gemeu alto.

— Porra Ji-Hye, que delícia coelhinha.

Sorri largo e selei meus lábios aos dele rapidamente, me voltando aos lábios do meu alfa em seguida.

— Você me quer também princesa?

— Por todos os deuses eu o quero muito.

— Junto a ele ou por trás?

— Por trás amor.

— Que perfeita amor...

E sem se demorar, ele, que já estava brincando em minha outra entrada, se colocou em mim vagarosamente, me obrigando a senti-lo com precisão.

Ambos eram grandes e grossos, mas o Hyunjin era ainda mais longo e eu parecia me eletrizar quando ele terminou de me invadir.

— Puta merda...

Comecei a rebolar neles em uma súplica implícita por mais e assim eles fizeram, se uniram em um beijo onde fiquei apenas apreciando e começaram a me estocar com fúria.

— Aaaah... mais forte, meus amores, por favor... mais fort... porra.

O Ji era mais longo, mas o Min era mais grosso, então enquanto o ômega me estocava, ele automaticamente estimulava meu pondo sensível, e eu já via anjos cantarem a mais perfeita canção.

O Minho segurava firme em minha cintura, e o Hyunjin amassava meus senos em suas mãos grandes.

A água deixava tudo ainda mais perfeito, mais sensual, e em um momento de pura insanidade eu mordi meu ômega, que gemeu tão lentamente que fez tanto o meu alfa quanto eu começarmos a sentir o orgasmo chegando.

— Porra Minho... você é um fodido sabia?

— Por que Hyun? Aaah… por que não me aguenta ouvir gemer alfa?

— Puta que pariu, eu não aguento mais… me beijem vocês dois, agora! Se virem...

Eu estava muito perto do meu ápice e os dois sabiam que eu nunca me controlava, foda-se se era eu com algemas ali, quando eles me enlouqueciam eu me tornava uma mandona novamente.

— Eu amo você princesa...

— E eu te amo coelhinha...

Eles colaram seus lábios nos meus e se afundaram em mim ao mesmo tempo.

Minha mente sumiu de mim e eu vi todo o tipo de estrelas, brilhantes, cadentes e quando me apertei no membro do Minho o Hyunjin se apertou contra mim.

— E eu amo vocês dois com toda minha alma.

“Meu alfa, meu ômega, meus amores” — meu lobo falou ao deles e juntos os três lobos uivaram enquanto gozávamos juntos.

Nossos altos gemidos e juras feitas fecharam com chave de ouro esse nosso doce momento.

— Caralho isso... isso foi foda demais!

O alfa falou saindo de mim e soltando minhas algemas, elas não eram mais necessárias.

Meus braços caíram sobre os ombros do Minho que me beijava com um fogo delicioso.

— Meus amores tão perfeitos...

O Ji molhava seus cabelos nos encarando, com cautela o Minho me sentou na banheira, deixou um selar em minha testa e foi até o alfa.

— Eu posso, coelhinho?

— Claro que pode.

Os dois se beijaram e eu vi o Ji masturbando o Minho que já se contorcia todo em sua mão.

— Porra! Que cena perfeita...

Vi o membro do Ji endurecer novamente e tive uma ideia.

Sorrateiramente fui até eles e comecei a chupar o Ji.

— Aaaah minha princesa veio me enlouquecer, não foi?

Olhei para ele com uma expressão brincalhona e me voltei ao falo do Minho...

— A nós dois? Coelhinha? Aaah... uau...

Comecei a intercalar entre os falos e eles ficaram quietinhos apenas recebendo toda minha atenção.

Minha boca ia e vinha de um, depois do outro e enquanto ela estava agindo sobre um deles, minha mão trabalhava no outro e os dois me conduziam pegando em meus cabelos, o que deixou tudo muito mais gostoso para mim.

— Me beije alfa... preciso dos seus lábios.

— Claro, meu amor, te amo Min...

Os dois se beijaram lá em cima e eu sentia ambos se engrossando em minha boca e mão, já anunciando que estavam perto de gozar novamente.

Os dois se encontravam completamente imersos naquele ato, e eu terminei de os deixar frente a frente e cuidei logo das suas glandes inchadas e não demorou mais eles se viraram para mim e me mandaram ajoelhar.

— De joelhos, minha Ji-Hye.

Fiz como me mandaram e os dois se masturbaram até virem juntos em meus seios.

— Isso foi perfeito demais, vem princesa, o Min e eu vamos dar banho em você.

Me levantei e os dois me beijaram com paixão.

— Eu amo vocês.

— Nós também te amamos.

[...]

Depois que o Minho começou a se livrar de seus traumas, ele se mostrou muito interessado no jeito do Ji e meu de fazer as coisas mais íntimas, até porque não era sempre assim, mas ele pegou gosto e para nós, foi a mais pura perfeição tê-lo assim com a gente.

O Minho se entregou a nós, e o Ji e eu nos demos a ele por inteiro.

[...]

Finalizamos o banho e agora estávamos exaustos e deitados na cama, eu usava uma camiseta do meu ômega e ele usava uma do Ji, já o alfa preferiu ficar apenas com a sua box preta.

— Princesa, tem certeza que ainda quer jantar fora?

— Nem fodendo Ji, vamos ficar na cama por favor.

— Vou preparar nosso jantar então.

O Minho ia se levantando e o Ji e eu o impedimos.

— Tá maluco Min?

— É, para onde você vai, meu prometido?

— Fazer o jantar ué?

— Nem a pau, vamos pedir, você não sai de perto da gente de jeito nenhum.

— Ouça a sua alfa amor, fique aqui quietinho com seus alfas tá bom?

— Tudo bem... — ele se aninhou entre o Ji e eu e nos beijamos.

— Hyun?

— Oi, Min...

— Por que ainda me chama de seu prometido? Eu já não sou seu ômega? Já cumpri a promessa que fiz a vocês, não?

Vi o Hyunjin sorrir, eu amo quando ele sorri assim.

— Sim, você já é meu, meu só não, você já é nosso Minho, porém você e a Ji-Hye nunca deixarão de ser uma promessa para mim.

— Ah, é? Eu também estou nessa, meu guarda-costas stalker?

Rimos feito bestas e o Ji deixou selares nos dorsos da minha mão e da do Min.

— Sim, você também princesa, você e o meu prometido são a minha constante lembrança de como será o meu futuro.

Um silêncio e tanto meu ômega quanto eu estávamos curiosos, olhamos em um acordo implícito e perguntamos em uníssono.

— E como será o seu futuro Hwang Hyunjin?

Ele riu alto e nos beijou, um beijo triplo, lento e doce e quando precisamos de ar ele disse baixinho.

— Meu futuro será sempre com vocês!

E assim como ele disse que seria, nossas histórias caminharam unidas até o fim, o Hwang Hyunjin, o Lee Minho e eu, Kwan Ji-Hye, nunca nos separamos, nem por um dia sequer e acreditem se quiserem.

Fomos felizes para sempre.

Notas finais
Dessa fez finalizamos bem certo? Okay... Eu poderia, até queria colocar mais interações entre os irmãos mas ai esse capitulo ia virar um livro mas acredito que deu para entender que eles se amam muito né? Espero que tenham curtido amores, fiz com muito carinho em meio a cólicas e crises de ansiedade. rs. TPM me derruba muito. Fiquem bem, e se cuidem tá? E para quem for tentar compara ingresso para o show dos SKZ semana que vem; respire fundo, vá com calma e BOA SORTE! E caso você queira mas não possa, sinta-se abraçado (a), e acredite, você ainda terá sua vez okay? Então não fique mal, tudo na vida tem seu tempo vão por mim. Beijokas!