Imagine - stray kids

34 . MiSung - +18 Pedido - Especial de Aniversário


Notas iniciais
⚠️MISUNG + PRINCIPAL. (PEDIDO DE LEITOR) + plus de aniversário Han Jisung. ⚠️ Leves menções a abuso violência e morte. Lembrando que não há intuito de ofender, denegrir, ou insinuar absolutamente nada em relação a vida real e pessoal dos Idols referidos. Boa Leitura.

COM VOCÊ, TRANSBORDAMOS.

Flash Back On (Dois anos atrás)

Jisung Pov.

Hoje meu namorado e eu vamos sair, e eu estou tão empolgado que parece que é o nosso primeiro date, isso mesmo já estando com ele há dois anos.

O Minho é o grande amor da minha vida, e desde que nos conhecemos no trabalho que eu soube que ficaria com ele.

Perfeito, lindo, um grande gostoso, romântico e com um fogo no rabo que só ele tem, eu posso dizer que encontrei o homem perfeito para mim e bem agora estou o encarando enquanto ele se veste...

Mal acredito que ele topou sair, porque o que ele tem de gostoso ele também é preguiçoso, mas usei todo o meu charme para o convencer e funcionou, fora que o motivo para sairmos essa noite é nobre.

Hoje é meu aniversário!

E eu sei que é só por isso que meu gatão não está resmungando a vida enquanto se arruma.

Geralmente no aniversário dele ele quer passar o dia comigo em casa fazendo vários nadas, que acabam virando algo como namorar o dia todo, muito chamego, pedir comidinha gostosa e essas coisas.

Ele realmente não curte comemorações, mas por mim ele sempre acaba topando.

Como ele é perfeito... e enquanto eu o encaro um milhão de coisas passam em minha cabeça...

O jeito que nossos olhares se cruzavam no escritório de direito quando começamos a nos interessar um pelo outro...

A forma como ele lutou por nós no início de tudo.

E como ele me faz sentir até hoje... é algo único e eu me sinto muito sortudo por namorar o Lee Minho.

É, eu posso dizer que tenho o melhor namorado do mundo, um pouco antissocial? Sim! Mais caseiro do que eu? Com certeza!

Mas também extremamente perfeito em cada mínimo detalhe seu.

Sorrio bobo com meus devaneios e o homem mais lindo do mundo sorri para o espelho enquanto me espia através dele.

— Tá me encarando tanto Sunguie, quer que eu tire essa roupa? Depois eu tiro a sua e a gente nem precisa sair que tal?

Sorrio largo para ele, eu estava só esperando por isso.

— E que tal ao invés disso você terminar de se arrumar e a gente ir para o nosso date?

Ele faz um bico enorme e eu vou até ele e lhe dou um beijo apaixonado.

— Me beijando assim é que eu não vou mesmo... — volto correndo para a porta do nosso quarto e ele finge espernear, um lindo. — Sunguieee não seja malvado assim com o seu gato vai, vamos ficar hoje huh? Prometo te compensar por isso, posso cantar parabéns para você de um jeito todo especial, o que acha? Tenho certeza que você vai gostar...

Insistente tem um sinônimo e esse responde por Lee Minho.

— E que tal você sair com seu namorado que está fazendo aniversário e quer se divertir um pouco e quando voltarmos eu te recompenso?

Ele levanta uma sobrancelha e sorri ladino em minha direção.

— Com você falando assim nem tem como negar isso, quando você faz essa carinha, eu sei que vamos morrer de prazer juntos depois, mas não esqueça, hoje eu sou o seu presente.

Sorrio largo, o Minho passou o dia todo me mimando...

Me trouxe o café na cama, me deu flores e me levou para almoçar e quando estávamos lá ele me deu um cordão de presente, uma chave e um cadeado, na chave tem escrito Mi e no cadeado Sung e quando encaixa forma nosso ship “MiSung” que é como nossos amigos nos chamam, o cordão é lindo, meu namorado um fofo e eu amei meu presente.

— Você sempre foi o meu presente amor, agora pare de drama, você já conseguiu o que queria de mim, vamos logo essa noite eu quero me divertir.

Saio do quarto e o ouço gargalhando, ele não ia dar para trás e eu sei disso, só estava querendo garantir que faríamos algumas loucuras depois, e eu que não sou nada bobo já garanti a nossa alegria, porque é claro que eu quero muito cometer todas as loucuras possíveis com o meu namorado também.

Afinal hoje é dia de comemorar!

[...]

No barzinho.

Para comemorar meu aniversário viemos ao barzinho do nosso primeiro date que inclusive foi no dia do meu aniversário e quando ele descobriu, fez uma festa para mim, foi muito divertido, e ali eu descobri que eu jamais seria triste ao lado do Dr. Lee Minho.

E hoje o HaPpY estava perfeito, nem muita gente, nem vazio e monótono e quando chegamos já me senti eufórico.

— Amor, escuta isso...

Falo mais ao ouvido dele por conta da música alta, estava tocando “Fuckin’ Perfect — Pink” que foi à música que declaramos um para o outro quando começamos a namorar.

— Nossa música? E nem fui eu que planejei isso gatinho, é o destino.

— Sim, amor... o nosso destino está entrelaçado em cada detalhe, e você é “fodidamente perfeito para mim”, o meu melhor presente de aniversário.

— Você que é mais que “fodidamente perfeito” para mim amor, feliz aniversário, gatinho.

Falamos nos referindo a música que toca fundo em nossos corações e nos beijamos, eu estava radiante e a noite estava apenas começando...

[...]

Alguns drinks depois e eu já estava no meu modo “intenso” ativado, o Minho sabe bem como eu sou, afinal dois anos juntos e o melhor nisso tudo é que ele sempre me apoia e embarca comigo nas minhas maluquices completamente aberto e destemido.

A música que estava tocando agora era envolvente e o Minho dançava colado a mim, os olhares alheios estavam nos observando e nós dois amamos esse tipo de atenção velada onde tudo o que fazemos é mostrar ao mundo como podemos ser os amantes mais quentes que existem.

E foi aí que eu a vi.

Uma mulher nos olhava tão fixamente que me fez acreditar que ela queria muito estar com a gente.

E aí me surgiu a ideia de provocá-la um pouco para ter certeza que era isso que ela queria.

Vou até o ouvido do meu namorado, mordo seu lóbulo e enquanto isso aperto sua bunda com vontade.

— É impressão minha ou meu gatinho está testando alguém?

Como disse antes, o Lino me conhece bem.

— Vire a gente devagar amor, — Ele me apertou contra seu corpo e me beijou, nos virando no balanço da música. — Garota de vestidinho preto e cabelos longos perto do bar.

Dou a direção para ele e o encaro podendo o ver sorrir largo ao olhar para ela.

— Você a quer Sunguie? — ele fala me encarando fundo nos olhos e eu me sinto eufórico.

— Podemos gatão?

Ele sorri e morde o lábio, essa não seria nossa primeira vez com uma terceira pessoa, mas a primeira vez, sim, com uma mulher.

— Claro que podemos, mas e se ela não quiser? Você não vai ficar tristinho Sunguie?

— Aí o azar é todo dela Lino... — ele sorri ainda mais e me beija com carinho. — Gatão, olha como ela está nos secando, eu duvido que ela não queira e se ela disser não a gente só deixa para lá.

— Você não vai nem apelar por ser seu aniversário?

— Claro que vou, — Falo em meio a um sorriso travesso. — Mas essa informação já darei assim que chegarmos nela.

— Certo, mas ela pode querer só você Sunguie, e se for assim não se preocupe, eu fico só olhando tá?

— Pode ser que ela queira só você também, quem não ia querer um puta gato desses?

— Mas se ela quiser só a mim ela não vai ter...

— Mas ia ser legal ver vocês se pegando... se ela quiser só você dê uns pegas nela tá? Eu também vou querer ficar olhando amor...

Ele me encarou como se duvidasse.

— Quantas você já tomou hein meu gatinho manhoso?

— Ah... nem vem amor... tomei o mesmo tanto que você.

— Tá, e como você pretende chegar nela?

— Vem comigo.

Puxo ele pela mão e ele me segue com sua gargalhada gostosa.

Vamos ao ataque!

[...]

“Ela” Pov.

Tive um dia péssimo, então resolvi dar um pulo na HaPpY para liberar meus monstros internos.

Sozinha como sempre, se aparecer algum gatinho que eu fique afim, dou uns beijos para aliviar a tensão e é isso! Mas se nada aparecer também, sem problemas.

Hoje eu só quero curtir da melhor forma que eu puder.

Esse era meu plano, simples e certeiro né?

Até que eu os vi...

Um casal fodidamente gostoso dançando e se pegando com vontade, nada obsceno, mas altamente desejoso para qualquer um com um pingo de libido aflorada.

Dois caras lindos de morrer e eu só conseguia pensar que daria de tudo para ser a garota deles e esse pensamento me fez rir, seríamos um lindo trisal? Eu com dois caras? Se eu tivesse completamente sóbria eu jamais pensaria nisso, muito menos os encararia como estou fazendo esse tempo todo.

Eu, a filhinha do papai que mesmo já adulta e morando sozinha jamais decepcionaria meu velho assim.

Já pensou?

“ — Oi, papai, esses aqui são meus namorados.”

Meu velho infartaria.

Mas estou só olhando e olhar não custa nada né?

E nossa... como é bom só de olhar...

Eles têm uma química invejável, nunca vi nada assim antes e olha que eu já vi muita coisa...

Enquanto os encaro devaneando com cenários diversos, algo muda e eu travo onde estou.

Um deles está me olhando?

Naaann... eu já devo ter bebido mais do que devia.

Caramba ele está me olhando sim e pelo jeito ele entendeu que eu os estou devorando de longe e agora sem tentar disfarçar ele está me mostrando para o seu namorado que tem um puta olhar penetrante.

Puta merda, até gelei com a encarada do outro.

Faz isso não moço, sou cardíaca...

Sorrio bobo, minha mente está fervilhando com esses dois que já tomaram conta de tudo aqui dentro.

Peço mais um drink e quando me viro eles simplesmente sumiram do meu campo de visão.

Devem ter ido embora, uma pena, mas com certeza foram se curtir em um canto mais privado.

E estão completamente certos.

Tchau seus dois gostosos foi uma honra poder olhar um pouco para vocês, e com certeza terei conteúdo para minha imaginação fértil por meses.

O barman me chama com meu pedido pronto, então me viro, pego meu drink e quando eu me volto para minha mesa...

[...]

Minho Pov.

Tudo que meu gatinho me pede, eu faço com prazer.

Nós já ficamos com outras pessoas junto a nós e quase formamos um trisal fixo com o Hyunjin uma vez, mas acabou que ele começou a namorar o Channie e hoje somos apenas muito amigos.

Mas a vontade de ser um trisal um dia sempre nos rodeia e por conta disso, nós já pegamos outros caras assim em balada também.

Mas uma mulher?

Essa seria a primeira vez.

O melhor é que ele está muito afim... adoro quando ele fica assim.

E no começo rejeitei a ideia, não vou mentir, mas olhando para como ela nos olhava e o tanto que o meu gatinho está querendo isso, eu acabei me animando também.

Fora que ver o meu Sunguie feliz é perfeito para mim e nós nunca fomos um casal de mente fechada.

Longe disso...

Em dois anos juntos nós já tentamos mais coisas do que as próprias que existem para se tentar, e isso é algo perfeito para os dois, então sempre dá certo.

Claro que conversamos muito sempre sobre tudo e esse é o ponto-chave da nossa relação.

A conversa.

E bem agora estamos indo em direção a mais nova obsessão do meu namorado.

Se der ficamos, se não... bom, de qualquer jeito olhar para ela e ver o quanto ela nos deseja já foi bem interessante.

Ela está pegando um drink com o barman e nós estamos a centímetros dela.

Já era, não tem mais volta, quando ela se virar...

[...]

Jisung Pov.

— Oi...

Falo sorrindo largamente para a garota de cabelos cumpridos que estava virando de frente para nós, enquanto chupava seu canudinho tomando um pouco do seu drink.

Sexy...

Ela arregalou os olhos rapidamente e nos encarou.

— Ooii...

— Podemos? — O Minho fala vendo que eu já fiquei nervoso.

— Claro, fiquem à vontade.

Nos sentamos de frente para ela e eu já fui logo falando.

— Vi que nos olhava enquanto dançávamos fiquei curioso e queria muito saber... você gostou do que viu?

A risada do Lino foi deliciosamente tentadora, e eu o acompanhei no riso, o que fez ela sorrir também.

— Direto você né?

— Quando ele quer? Sim, muito direto.

Dou um selar na bochecha do meu gatão e ela segue nos encarando.

— Mas e então? Gostou ou não?

— Sim, eu gostei... e acho que até demais.

Bingo! Nem acredito que isso vai virar.

— Na verdade, deu para notar, né, amor?

— É, sim, meu gatinho, deu para notar bem até, e é por isso que estamos aqui.

Ela nos olha com uma satisfação no olhar que me deixa ainda mais eufórico.

— Por isso? O que querem dizer com isso?

— Bom, hoje é o meu aniversário, meu namorado me trouxe aqui para comemorar, e agora queremos saber se não quer se juntar a nós.

O Minho sorri bobo me olhando, sim, usei a chantagem do meu aniversário, e espero muito que funcione pois sem saber explicar muito bem eu estou encantado demais nela.

— Ah, seu aniversário? — aceno que sim e ela abre um sorriso ainda maior, linda demais. — Meus parabéns!

— Obrigado, você é linda sabia?

Tenho certeza que se estivesse claro eu estaria a vendo corar, além de linda ela é fofa, e olhando para o Minho sei que ele está pensando o mesmo que eu.

— Obrigada, mas lindos são vocês... sério.

— Fofa e gentil... — O Minho sorri para ela e segura em sua mão. — E então? O que acha de dar esse presente para o meu namorado e se juntar a nós?

Aproveitei e segurei em sua mão livre e tanto eu quanto o Minho fazíamos carinhos nela que parecia buscar forças para nos responder.

E eu sinto que esse nosso primeiro contato pareceu ser algo que estava escrito para acontecer.

— Só posso dizer que isso seria uma honra para mim rapazes.

Ela disse e nós dois ficamos eufóricos, essa noite tem tudo para ser perfeita.

Ela se virou no balcão do bar e pediu mais dois canudos e assim que os pegou os colocou em seu drink e com uma carinha de anjo atrevido ela sugeriu sem nos dizer uma só palavra que bebêssemos juntos e é claro que o Minho e eu topamos na mesma hora.

Quando nos juntamos para tomar o drink sorrimos bobos uns para os outros e nossos rostos ficaram bem próximos enquanto bebíamos e assim que terminamos demos início a um beijo deliciosamente perfeito que misturava o doce da bebida com o geladinho de nossas línguas e eu senti...

Nós combinamos.

Temos um encaixe surreal de bom e sinto que ela parece nos transbordar...

Estou gostando disso mais do que eu imaginava e a comemoração do meu aniversário só melhorava.

[...]

A noite foi incrível.

Nosso entrosamento foi muito além do que imaginávamos, parecíamos ser um trisal consolidado há anos, mesmo com apenas pouco tempo de contato.

Ela se entregou a nós por inteiro, e nós a ela...

Dançamos muito, rimos descontraidamente e nos pegamos o tempo todo.

Os três de uma vez, ela e o Minho, ela e eu, eu e meu namorado enquanto ela nos enchia de carinhos deliciosos e na hora dos parabéns o Minho e ela cantaram para mim e eu adorei, foi incrível.

Enfim, tudo foi completamente perfeito entre nós e tanto eu quanto o Minho pensamos igualmente em chamar ela para ir para a casa com a gente.

Mas isso não rolou...

Por algum motivo que nunca descobrimos, ela desapareceu da HaPpY e nunca mais a vimos novamente.

Tanto eu quanto o Minho procuramos por ela desesperadamente naquele barzinho, mas nada...

E para piorar?

Quando ela sumiu nos demos conta, nem os nossos nomes falamos. Não tínhamos nenhum contato, nada!

E assim nossa noite no HaPpY acabou e meu namorado e eu voltamos para casa, onde tentamos recuperar o ânimo e nos aproveitarmos a nosso modo, o que sempre é perfeito para nós.

Mas ficamos perdidos por ela ter sumido assim...

E queríamos muito poder reencontrá-la.

A verdade foi que o Minho e eu, gostamos dela de cara, e a queríamos para nós.

Nós desejamos fazer dela nossa garota, mas agora...

[...]

Dois anos depois. (momento atual)

Minho Pov.

O Sunguie e eu estamos abraçadinhos na cama, ele está brincando com meu corpo como adora fazer e isso já me desperta para algo a mais, o que farei questão de reivindicar em breve.

— Sabe que posso mandar te prender, não sabe Han Jisung?

Falo e vejo meu namorado ruborizar em suas bochechas gostosinhas.

— Me prender? — ele sorri tímido e eu suspiro bobo. — Mas porque amor?

— De acordo com a Lei nº qualquer, que acabei de inventar, você deve ser preso pelo crime de me maltratar assim.

— Huum meu advogado penal é tão rígido em seu julgamento...

— Você acha meu advogado civil?

— Acho, sim, pense comigo senhor Lee Minho, se você mandar me prender, como que vou para a cozinha fazer nosso café da manhã? E como você vai até lá me atrapalhar enquanto preparo tudo e a gente acaba se amando lá mesmo?

Meu Sunguie sabe como me provocar...

— Tudo bem, vou deixar passar por hora, mas estou de olho Sunguie, e acredite em mim, você está por um fio de faltar o trabalho hoje para ser punido por ser tão gostoso assim.

— Isso só se você me pegar Dr. Lee.

Meu namorado levanta e vai correndo para a cozinha e eu fico que nem bobo pensando na sorte que tive em ter o melhor namorado do mundo.

— É bom correr mesmo! — falo alto para ele me escutar. — Mas não se esconda por que eu vou até aí dar um jeito em você Han Jisung e se você estiver escondido sua pena aumentará e muito.

O ouço gargalhar e me levanto da cama.

— Pronto ou não, aí vou eu, meu gatinho lindo.

[...]

— Você precisava mesmo fazer aquilo Minho?

Olho para o Han como se não soubesse do que ele está falando e ele joga uma almofada em mim.

— Ai, ai, ow... é claro que eu precisava amor, e vai me dizer mesmo que você não gostou?

O Sunguie sorri sem graça, ele sabe, eu sei e talvez agora até os vizinhos saibam que ele amou o que fiz pelo tanto que ele gemeu a pouco.

— Você é um bobo Lino...

— Bobo por você, Sunguie.

Me levanto, e vejo meu namorado se espreguiçar, um fofo.

Hoje será um dia e tanto, eu vou trabalhar no escritório e meu Han terá audiências para ir então sei que não o verei por lá hoje.

E já estou com saudades dele.

— Vou tomar um banho e saio em vinte minutos, vai querer carona para o fórum gatinho?

— Ah, não amor, hoje você vai primeiro, eu ficarei aqui para arrumar umas coisas, minha audiência é só as onze.

— Ah, está bem então, cuide dos nossos bebês, tá bom?

Vou até ele e deixo selares pelo seu rosto todo e ele sorri se encolhendo, muito fofo.

— Pode deixar amor, eu cuido sim.

[...]

Quando estou saindo noto um movimento diferente no apartamento em frente ao nosso, parece que alguém está de mudança.

— Será que o nosso vizinho ou vizinha nova é legal Lino?

O Han fala abraçado a mim.

— Espero que sim, amor, os últimos eram uns chatos e nem gostavam de gatos.

— Verdade, — ele me beija e nos despedimos. — Vai lá amor, nos vemos mais tarde.

— Até meu gatinho lindo.

— Até mais, meu gatão.

Entro no elevador e vou embora, espero mesmo que o dia seja bom e principalmente que passe voando para eu voltar logo para o meu Sunguie.

Quando chego no térreo, a porta se abre e me pego surpreso pelo que vejo.

Uma linda moça, sério, linda mesmo, tem cara de ser gentil e como eu nunca a vi por aqui, acredito que seja nossa nova vizinha.

— Bom dia.

Ela diz sorrindo de forma bem singela ao passar por mim, ela entrando e eu saindo do elevador.

— Bom dia.

Saio da caixa de metal e sinto um perfume que me é comum, mas não consigo lembrar onde o senti antes e um estranhamento me toma, mas por ter que ir trabalhar eu apenas sigo meu rumo tentando não focar nessa estranheza.

[...]

Jisung Pov.

Ficar em casa sem o Lino é esquisito, quatro anos vivendo com ele e eu ainda não me acostumo com sua ausência, mas como tinha muito o que fazer antes da audiência, acabei não vendo o tempo passar e agora é minha vez de sair e ir trabalhar.

— Soonie, Doongie, Dori, se comportem, Okay? Os seus papais já voltam, está bem meus docinhos?

Elas vêm até mim e começam a se roçar na minha perna, uns amorzinhos.

— Tchau meus bebês.

Saio do apartamento e quando me viro...

— Opa! Me desculpe eu não te vi aí. — Olho por cima do amontoado de caixas que eu quase derrubei segundos atrás tentando ver com quem estou me desculpando.

— Ah, tudo bem, eu também não o vi aí...

Ela abaixa as caixas e eu a vejo, que linda...

Realmente uma mulher muito linda, e pelo jeito será a nossa vizinha.

Sorrio para ela que estende a mão para mim em um jeitinho todo fofo, sorrindo simpática.

— Estou me mudando hoje, serei sua vizinha, muito prazer, sou a Young Se-rin.

Ela tem um brilho genuíno e parece ser alguém legal.

— Muito prazer, sou o Han Jisung.

A mão dela é delicada, assim como ela aparenta ser e em nossa primeira troca sinto que podermos ser bons vizinhos, amigos até, quem sabe...

Ela não parece ser chata.

— O prazer é todo meu Han, e mais uma vez me desculpe por isso, prometo que antes das dezoito já terei terminado minha mudança.

— Não se preocupe com isso, você tem por lei até as vinte e duas para fazer todo o barulho que quiser.

Sorrimos e algo aperta em meu peito, mas não sei dizer de cara o que seria.

— Verdade, — ela sorri um pouco mais e eu a acho ainda mais fofa. — Bom, não vou te atrapalhar mais, você deve estar indo trabalhar né?

— Sim, estou indo... Bom, foi um prazer, depois vamos ver para você ter uma recepção adequada de seus vizinhos.

Sorrio para ela que parece corar, meu deus que fofinha.

— Não se preocupe com isso Han.

— Imagina farei questão, vou falar com meu namorado e combinamos algo.

Procuro ver se a reação dela será negativa ao fato de eu ter um namorado, mas ela penas sorriu ainda mais.

— Está bem então, me avise quando combinar com ele e eu levarei alguma coisa para vocês.

Hum... ela não é preconceituosa... gostei.

— Bom vou nessa, até mais Young Se-rin.

— Até, tenha um bom dia Han Jisung.

Entro no elevador e sinto um perfume delicioso, deve ser o perfume que ela deixou aqui.

Mas por que esse cheiro me causou um reboliço no estômago?

Não sei, mas me senti arrepiar...

Que estranho.

[...]

A noite no mesmo dia.

Estamos jogados no sofá, e o Lino está massageando meus pés.

— Ah, então ela é a nossa nova vizinha mesmo?

— Você a viu amor?

— Vi, sim, bem rapidinho quando estava indo trabalhar, eu saí do elevador e ela entrou, nem deu para prestar muita atenção nela, mas deduzi que era nossa nova vizinha por nunca a ter visto por aqui.

— Aaah, e o que achou dela?

— Bem bonita né?

— Siiim, amor e muito fofa também, será que ela namora?

— Sunguie...

Comecei a rir, sempre conversamos sobre minha vontade de ser um trisal um dia, já até nos aventuramos algumas vezes e foi bom, ele nunca me negou que se um dia achássemos alguém legal poderíamos tentar mais a sério como quase fizemos com o Jinnie, mas o Lino é muito desconfiado, ele teme em colocar alguém de fato na nossa relação e desandar tudo o que temos.

Eu até entendo ele, às vezes penso igual não vou mentir.

E a única vez que consideramos nos tornar três sem receios foi naquela noite no HaPpY... mas nossa terceira parte sumiu e nunca mais a vimos.

Mas eu não estou sugerindo nada ué... não ainda...

— Amor se acalme, só estou especulando, é que ela não pareceu vir para cá com mais ninguém, aí fiquei curioso.

— E vocês conversaram?

— Um pouquinho, bem rapidinho mesmo.

— Entendi, podemos chamá-la para jantar, aquilo de boa vizinhança que você adora fazer e que eu só faço por amar você, o que acha?

— Você também ficou curioso em relação a ela meu amor?

— Não exatamente, mas tô vendo que você vai ter um treco se não souber mais sobre a vida da nossa nova vizinha.

Sorri alegre, o Minho me conhece bem, eu estou mesmo morrendo de curiosidade.

— E quando você pretende chamá-la?

— Pode decidir gatinho, só me avise para eu fazer um jantar caprichado para nós.

— Está bem, vou ver com ela e te aviso, agora vem aqui e me abrace, senti falta do meu namorado maluquinho.

— O maluquinho sou eu gatinho? Tem certeza?

— Sim, e não discuta comigo.

Ele vem e me abraça.

— Jamais amor...

Ele me aperta no abraço e eu entendo que ele quer falar algo.

— Desembucha Lino.

— Meu deus, como me conhece...

— Fala de uma vez amor, sou curioso.

— Sobre nossa vizinha...

— O que tem?

— Você sentiu o perfume dela Sunguie?

Então ele também sentiu?

— Sim amor, só não consigo lembrar de onde o reconheço.

— Pois é, bati a cabeça várias vezes com isso e nada também.

— Quando nós a chamarmos aqui quem sabe nos lembraremos.

— É... Quem sabe...

[...]

No dia seguinte eu tentei encontrá-la “por acaso”, mas não deu certo, então resolvi esperar mais um pouco para convidá-la.

E aquele estranhamento em relação ao perfume delicioso dela não deixou minha cabeça em paz, na verdade, nem a minha, nem a do Minho, mas nenhum de nós dois ficamos muito focados nisso.

[...]

— Amor, você desce com o lixo hoje?

— Já estava indo Sunguie.

— Te amo gatão!

— Também te amo...

[...]

Minho POV.

Após deixar o lixo vou até o hall para subir pelo elevador comum, não gosto do elevador de serviço, acho sinistro, e quando chego na porta para esperar o elevador chegar o perfume que me causou antes vem com tudo para cima de mim como se quisesse chamar minha atenção de propósito.

Sei que é neura minha, mas...

Olho para a direção que acho que é de onde o cheiro vem e como um soco no estômago a imagem na nossa nova vizinha me traz flashes nítidos de uma noite específica há dois anos atrás.

Não pode ser...

É a garota do HaPpY?

Puta merda! Como deixei isso passar?

Me sinto trêmulo, o Sunguie e eu procuramos ela por uns dois meses depois daquele dia, mas acabamos desistindo e o que vivemos com ela naquela noite acabou virando apenas uma lembrança.

Ela mudou um pouco também, o cabelo já não está tão cumprido, e mesmo com seu semblante fofo ela parece mais séria do que antes e se mudar a make mais pesada, as roupas de noitada por como ela está agora e remover as luzes e o escuro do ambiente...

É ela mesmo, não é?

Ela se aproxima de mim ficando tímida e eu decido por não falar nada com ela sobre aquela noite.

Não agora...

Falarei com o Sunguie primeiro.

— Oi...

Falo e me concentro, vamos ver se eu não tô ficando louco.

— Ooii...

Puta que pariu é ela.

O mesmo jeitinho de falar e tudo!

O elevador chega e entramos, aperto o oitavo andar e ela sorri, pois está indo para lá também.

— Você é a nossa nova vizinha né? O Sunguie me disse que falou com você sobre ir lá em casa.

— Ah, sim, então você é o namorado do Han Jisung.

Ela não lembra da gente?

— Sou, sim, Lee Minho, muito prazer.

Estendo minha mão para ela que a pega com delicadeza.

— O prazer é meu, Young Se-rin.

É ela, cara o mesmo toque e tudo...

— Vou falar com o Sunguie, vamos marcar um jantar para poder te dar as boas-vindas, o que acha?

— Agradeço muito Lee Minho, mas não precisa ter tanto trabalho assim por minha causa.

Ela cora e eu sinto meu estomago revirar, então era assim que ela ficava no HaPpY todas às vezes que o meu Seunguie fez questão de deixá-la tímida? Que linda!

— Trabalho algum Young Se-rin, o que acha de ir amanhã à noite?

— Seu namorado está de acordo com isso?

— Vou falar com ele, mas acredite em mim ele estará.

O elevador chega no nosso andar e eu deixo que ela saia primeiro.

— Está bem então, vocês tomam vinho?

— Sim, meu gatinho adora inclusive.

Ela sorri gentil e eu estou em surto, preciso entrar em casa e falar com o Sunguie.

— Então está bem, só me diga o horário e amanhã levo o vinho para o nosso jantar.

— As vinte é ruim para você?

— Não, está perfeito.

— Ótimo, combinado então.

Ela vai até sua porta e eu vou para minha e nos despedimos.

— Até amanhã, Young Se-rin.

— Até Lee Minho.

[...]

Entro em casa e o meu gatinho está jogado no sofá.

— Amor...

— Oi, gatão.

— E se eu te disser que a nossa vizinha é a garota do HaPpY?

Ele deu um pulo no sofá e me encarou.

— Minho não brinca assim comigo.

— Não tô brincando amor, tenta se lembrar, ela só mudou o cabelo e parece um pouco mais séria do que naquele dia, mas também poxa, não estamos alcoolizados e com várias luzes piscando em uma escuridão envolvente.

O Hannie apertou seus olhinhos como quem tentasse fazer as conexões.

— O mesmo perfume...

— Sim amor!

Me jogo no sofá ao seu lado.

— Lino, você tem certeza?

— Absoluta! Acabo de subir com ela e não tenho a menor dúvida, ela veio até nós Sunguie e está morando na porta à frente.

— Caramba, caramba... — Ele falava levando as mãos à cabeça e ao coração alternadamente. — CARAMBA!

— É... caramba mesmo!

— Precisamos trazê-la aqui, amor, por favor vamos marcar logo com ela.

— Amanhã as vinte que tal?

— Você já marcou? — Ele disse me encarando todo empolgado e eu aceno que sim. — Jura? E ela vem?

— Sim e sim...

— Amor, eu te amo muito.

— E eu a você... só acho que ela não se lembrou de mim, Sunguie.

— Nem de mim..., mas eu também estou um pouco confuso com isso, amor, quero muito olhar para ela de novo.

— E você vai, amanhã no jantar ela estará aqui.

— O que será que rolou com ela esses dois últimos anos? Será que ela tem alguém?

— Vamos descobrir amanhã amorzinho.

Eu estava nervoso, mas meu Sunguie parecia que ia explodir em euforia.

— Sabe o que é mais interessante?

— Seu aniversário está chegando...

— Sim! Será que ela veio a nós mais uma vez como meu presente do destino?

Sorri largo para meu potinho de teorias da conspiração.

— Será amor?

— Não sei... ela pode ter ficado com a gente naquele dia, mas, no fundo, ela nem curte essa de trisal, né?

— É... tem isso, mas também tem a gente Sunguie.

— Sim, eu sei... temos que conversar bem sobre isso.

— Sim, e só se entendermos que realmente estará bem para os dois que poderemos fazer algo em relação a ela, certo?

— Certo.

— Então está bem, vamos com calma, afinal agora ela não vai sumir novamente.

— Assim espero amor, mas me lembre de pegar o telefone dela amanhã.

Sorri bobo para o Han, ele é ainda mais fofo quando fica animado.

— Pode deixar gatinho.

[...]

No apartamento a frente.

Young Se-rin POV.

Acho que estou enlouquecendo.

Só pode ser isso, não tem outra explicação.

Primeiro o Han Jisung no meu primeiro dia aqui, mesmo sorriso, mesmo olhar doce e astuto e o toque de sua mão...

E agora o namorado dele o Lee Minho.

Mesma encarada penetrante, mesmo ar enigmático e mesmo sorriso encantador.

Não... impossível... dois anos depois?

Mas o toque dele me pareceu o mesmo e me levou direto para aquela noite dúbia onde vivi um sonho seguido do pior inferno que alguém possa imaginar.

Será que são eles mesmo? Parece tanto...

Se mudar as roupas, a make que usavam... deixar a imagem mais clara e sem todas aquelas luzes piscando frenéticas...

Remover o álcool das ideias...

Me sinto arrepiar.

Mas não posso chegar que nem uma idiota perguntando se são o casal descolado do HaPpY.

E se forem eles mesmo e eles me odiarem por eu ter sumido?

Não foi minha culpa..., mas eles jamais souberam disso e devem achar que aquela garota que eles pegaram é uma grande cuzona.

Caramba... estou perdida, e agora aflita também.

Tem como eu não ir amanhã no jantar?

Não... agora moro de frente para eles...

Uma porta de distância para ser mais exata! Nem dá para acreditar...

Fugir nunca será uma opção.

Já sei.

Vou ficar na minha, como se não fossem eles os mesmos de dois anos atrás e na pior das hipóteses, eles vão se lembrar de mim e me odiar...

Droga...

Até amanhã talvez eu morra.

[...]

O Jantar.

Jisung Pov.

O meu gatão está na cozinha terminando o jantar e como sempre ele caprichou.

Ontem passamos a noite falando sobre todas as possibilidades que esse reencontro pode trazer e decidimos que vamos ir com calma.

Temos que ver se é realmente ela, e se for, entender se ela também se lembra de nós, e se ela lembrar, precisamos saber porque ela sumiu daquele jeito, dizer a ela que a procuramos para fazê-la entender que na época não encaramos ela como só um lance aleatório para nós.

Enfim, tudo isso para aí talvez começarmos uma amizade.

Isso se ela não surtar quando descobrir que se mudou para a frente da casa do casal que pegou ela há dois anos.

Foram só amassos? Sim, e dos bons, não passamos disso, mas não por falta de vontade de ir além...

Enfim...

Não temos como saber qual será a reação dela a tudo.

Vou até meu Minho e o abraço por trás.

— Meu gatinho está nervoso?

— Um pouco.

Ele se vira e me abraça.

— Tente se acalmar, e se tudo der errado use o seu golpe do exodia e fale para ela ser a nossa amiga como um presente de aniversário para você.

Dou um leve tapa no ombro do Minho, ele é um bobo mesmo.

— Claro... o golpe do aniversário nunca falha né?

— Comigo pelo menos, nunca amor.

A campainha toca e meu corpo parece que vai desfalecer.

— Vai lá gatinho, receba a nossa vizinha huh?

O Minho me beija para me encorajar e eu faço um carinho no rosto dele.

— É isso, vamos lá.

Vou andando até a porta, mãos trêmulas e dois anos de histórias não ditas a poucos passos de se revelarem e quando abro a porta o sorriso encantador dela está me encarando timidamente.

— Boa noite, Young Se-rin.

— Boa noite, Han Jisung.

— Por favor, entre, que bom que veio.

— Muito obrigada por me convidar, aqui, como prometi ao Lee Minho, trouxe vinho, e também sorvete para a sobremesa.

Ela está tímida e eu trêmulo, mas sim, tenho certeza agora.

É ela!

Me sinto arrepiar, minha vontade é de abraçá-la com carinho, mas me contenho e sigo o rumo normal das coisas.

O Minho está na cozinha, mas como temos um balcão americano ela consegue o ver quando chegamos na sala.

— Boa noite, Young Se-rin, que bom que veio.

— Boa noite, Lee Minho e mais uma vez obrigada pelo convite, aos dois.

Sorrimos bobo e ficamos por um instante sem saber muito o que fazer.

— Sente-se Young Se-rin, vou pegar uns aperitivos para nós, o Lino está quase terminando o jantar.

— Ah, obrigada, e não se preocupem comigo, está bem?

Sorrio para ela e nossa, mal consigo acreditar que é mesmo ela na minha frente.

Agora vejo com clareza...

— Vou colocar o sorvete no congelador, e já volto com os petiscos.

— Certo, se precisarem de ajuda, por favor é só falar.

— Não se preocupe, quando o Lino está cozinhando, ele não gosta muito de ter mais pessoas na cozinha com ele.

— Eu o entendo bem, sou assim também.

— Já volto minha querida, fique à vontade.

Me viro e o Lino está me olhando nos olhos, nós dois mal podemos nos conter, dois anos depois e ela está sentada em nosso sofá.

[...]

A comida do Lino estava uma delícia e recebeu muitos elogios da nossa convidada mais que especial e enquanto comíamos conversamos um pouco sobre tudo e acabamos descobrindo algumas coisas.

— Então quer dizer que você estava fora da Coreia?

— Uhum, depois que meu pai faleceu eu me vi completamente perdida e sozinha aqui, tudo me lembrava ele, então resolvi ir embora.

— E para onde você foi?

— Irlanda...

Nós três sorrimos e ela estava toda falante, acho que por já estarmos na nossa terceira garrafa de vinho.

— Nossa, Irlanda? Você tem familiares lá? — O Minho perguntou.

— Não, não, eu não tenho ninguém nesse mundão, e se tiver desconheço a existência.

Ela falou aquilo um tanto tímida e desviando seu olhar de nós, o que mexeu um pouco comigo.

— Nem amigos Young Se-rin?

— Nem amigos, digamos que minha história era um pouco complicada, ninguém ficava perto de mim muito tempo, eu até evitava as pessoas para ser sincera, para protegê-las, é verdade, mas elas nunca souberam disso.

Será que foi por isso que ela sumiu daquele jeito?

Olho para o Minho que parece compartilhar do mesmo pensamento que eu.

— Mas você é tão doce... — Falo sem ponderar muito.

— Mas sempre estive com um ser muito amargo no meu pé que me infernizou a vida por anos.

— Entendo, e quando foi que você decidiu ir para a Irlanda?

— Dois anos atrás, eu estava vivendo um momento incrível, mas fui arrancada dele sem dó nem piedade por esse ser amargo que mencionei, ele me levou e nas mãos daquele idiota eu vivi as piores coisas que uma mulher poderia viver, meu pai conseguiu me libertar um tempo depois e então decidimos fugir, só que meu pai foi pego antes que fugíssemos e ter me libertado causou seu fim.

Tanto o Lino quanto eu estávamos boquiabertos, essa é a história que nunca nos foi contada? Ela foi tirada do HaPpY por alguém que tempos depois matou o pai dela?

Troquei olhares com meu namorado e não sabíamos o que dizer.

— Pesei o clima né? Me desculpem, informação demais para um primeiro contato, eu sei, mas é que vocês são... — Ela parou e mordeu o lábio. — Esquece, vamos tomar o sorvete?

— Claro, eu vou buscar para nós, fique com ela Lino.

— Está bem gatinho.

[...]

Minho Pov.

Ela está se lembrando de nós?

Parece que sim, e essa história dela? Por isso ela sumiu? Alguém fez mal a ela?

Meu instinto protetor gritou dentro de mim, ela me causa praticamente os mesmos sentimentos que o Sunguie e minha vontade é de abrir logo o jogo com ela e dizer que somos o casal do HaPpY para ver o que ela diz e só não faço isso agora mesmo porque não foi o que combinei com o meu Sunguie.

— Posso te perguntar uma coisa?

— Claro Lee Minho.

— Você está livre desse ser amargo que mencionou, ou ele ainda te persegue?

Ela encolhe de leve as pernas e aperta brevemente seus lábios.

— Ele ainda deve estar por aí, mas não deve saber que voltei, e eu espero que nunca descubra.

Ouvi-la e vê-la assim me deixou enlouquecido e com uma vontade enorme de cuidar dela.

— Por favor Young Se-rin, se você precisar de algo, fale com a gente, está bem? Nós dois podemos te proteger não é amor?

O Sunguie que voltava com o sorvete já foi concordando comigo.

— Sim querida, inclusive nos passe seu telefone, vamos fazer um grupo e nos falar sempre, e qualquer coisa que te deixar em alerta nos avise.

Os olhinhos dela se marejaram e eu desejei poder abraçá-la.

— Vocês dois são tão legais... obrigada, mas não acho ser uma boa meter vocês nessa.

— Você não está nos metendo em nada, — falo assertivo. — Nós que estamos pedindo por isso.

— O Lino tem razão.

Ela sorri pequeno e estende sua mão.

— Me passe seu celular.

Entrego o meu para ela e ela coloca seu número ali, repetindo o mesmo com o Sunguie em seguida.

— Prontinho, agora os dois tem meu número.

— Eu já vou criar nosso grupo.

Meu Sunguie faz isso, mas na hora nem olhamos os celulares.

— Vamos tomar o sorvete?

— Vamos!

[...]

Young Se-rin POV.

A noite com eles foi encantadoramente agradável e o casal ali sem dúvida é o mesmo de dois anos atrás, e quando me liguei nisso, quis chorar, minha maior tristeza na época foi ser levada pelo meu malfeitor sem poder nem me despedir e agradecer a eles pelo momento plenamente feliz que eles me proporcionaram.

Eu nunca havia sentido nada como aquilo antes, parecia até que já nos pertencíamos.

E com meus sentimentos transbordando, eu quase abri todo o jogo para eles, por pouco não revelei quem eu era e recebi ali mesmo a minha sentença.

Agora temos um grupo de conversa e estamos tomando sorvete juntos.

O mais legal é que eles ainda me despertam a mesma sensação que tive no HaPpY a dois anos atrás.

Eu queria muito ser a garota deles.

Sei lá, isso parece o certo, mesmo eu sabendo que esteja onde estiver, meu pai enlouqueceria em ver sua filha em uma relação com dois homens.

Mas mesmo assim, se eu pudesse... se eles me quisessem...

— O que tanto pensa aí Young Se-rin?

O Han chama minha atenção e eu quase pulo de onde estou.

— Me chame apenas de Se-rin, Han Jisung, os dois, na verdade, não precisam ser formais comigo está bem?

— Perfeito, mas se é assim me chame apenas de Jisung também...

— E a mim, de Minho por favor. — O Minho fala com a boca cheia de sorvete de creme, e nós caímos na risada.

Ele é muito fofo, igual ao Jisung.

— Está bem rapazes, pode deixar.

— Mas isso não responde minha pergunta Se-rin, em que você estava pensando?

Sorrio acanhada.

— Em como vocês dois ficam bem juntos, me desculpem por isso, mas é verdade, poucas vezes vi um casal combinar tanto em tudo.

Não era bem mentira, mas também não falei tudo o que pensava a eles.

Eles me encaram e eu mal sei para onde olhar.

Sinto que a noite está se encerrando e decido ir para casa.

— Bom, eu queria muito agradecer a recepção de vocês, e como sua vizinha prometo não dar trabalho algum.

Nessa hora vejo um gatinho vindo até a sala.

Eles têm gato? Que família linda!

— Ai meu deus... que gatinho lindo.

O felino vem até mim e começa a se esfregar, me dando algumas cabeçadas e depois se deita do meu lado.

— Essa é a Doongie, temos mais duas, a Soonie e a Dori que devem estar dormindo lá dentro.

Faço carinhos na gatinha e a ouço ronronar.

— Ai meu deus que delícia! Vocês têm uma linda família vizinhos, meus parabéns.

Consigo ver o enorme sorriso dos dois para mim, mas infelizmente para eles, minha atenção agora será toda para a Doongie.

[...]

A gata deles me prendeu mais do que deveria, mas agora tenho mesmo que ir embora.

— Bom, já os aluguei demais. — Falo me pondo em pé e eles me acompanham.

— Uma pena, vamos fazer isso mais vezes? Foi muito bom poder te conhecer um pouco melhor Se-rin.

— Vamos sim Jisung, na próxima podemos jantar na minha casa que tal?

— Será um prazer para nós.

— Fico feliz em saber Minho, bom, agora me vou, o jantar estava divino e a Doongie é uma gracinha, obrigada pela noite foi muito bom para mim também poder os conhecer melhor.

Eles me acompanham até a porta e quando vou me despedir, eles me cumprimentam com selares nas bochechas, um de cada lado, ao mesmo tempo, o que me fez estremecer inteira.

— Tenha uma boa noite, Se-rin.

— Obrigada Jisung, você também.

— Boa noite, vizinha.

— Boa noite, Minho.

Eles ficam me esperando entrar no meu apartamento e quando fecho a porta respiro fundo e penso que se eles se lembram de mim, eles devem estar como eu, vendo onde tudo isso irá nos levar.

Tomo um bom banho e vou me deitar, e antes de dormir dou uma conferida no celular e vejo as notificações e quando olho é do grupo com meus dois vizinhos.

Mi Sung Rin (Beleza e Amor Puro):

Número desconhecido:

[Durma bem vizinha.

Espero poder nos reunirmos mais vezes.]

Número desconhecido:

[Sim, inclusive esqueci de falar no jantar

Meu aniversário está chegando, topa comemorar com a gente?]

Sorrio boba com o nome que o Jisung deu ao nosso grupo, salvo os números deles e me lembro, realmente, conheci eles no mês de setembro e era aniversário do Jisung.

Me:

[Seria uma honra para mim Jisung.

Me diga quando e onde.

Boa noite, meninos, durmam bem

E mais uma vez, obrigada pelo jantar.]

Não espero respostas, afinal eles já devem ter ido dormir, e é exatamente o que farei também.

[...]

Dias depois.

Jisung Pov.

A vida seguiu sendo vida, e as nossas sempre bem corridas, acabou que vimos bem pouco a Se-rin.

Às vezes saímos de casa ao mesmo tempo, às vezes chegamos juntos do serviço.

Ela e o Lino.

Ela e eu.

Raras vezes os três juntos.

Mas nos falamos todos os dias no nosso grupo e meu namorado e eu já não nos aguentávamos mais.

[...]

— Lino...

— Oi, gatinho.

— Vamos contar a ela que nos lembramos?

— Você também não aguenta mais isso né?

Sento na nossa cama e o encaro.

— Não, amor, fora que hoje à noite vamos jantar na casa dela, podíamos falar de uma vez, né?

— É podemos fazer isso... vamos jogar como quem não quer nada e ver a reação dela, o que acha amor?

— Perfeito, e decidido.

Volto a deitar no peito dele e recebo vários carinhos do meu amor.

— Sunguie?

— Hun...

— E depois?

Do jeito que estou deitado, apenas viro minha cabeça para poder olhar nos olhos do meu gatão.

— Vamos tentar ser os namorados dela, amor?

— Você está gostando mesmo dela, Sunguie?

— Estou sim Lino, mal consigo explicar isso e você?

— Também... sempre que encontro ela parece que viro uma gelatina, isso é louco...

— Isso é destino gatão...

Falo e volto a me aninhar nele, de qualquer jeito, nós já tivemos uma conexão com ela antes, sabemos que tudo entre nós três era incrível, e depois de tê-la tão próxima assim parece que tudo isso aflorou novamente em um sentimento novo para o Lino e para mim.

Novo e intenso...

Meu namorado e eu vínhamos conversando muito sobre o que sentíamos em ralação a ela e nos entendemos muito bem quanto a isso por que era exatamente igual para nós dois, nada que conseguíssemos explicar, mas quem explica sentimento?

Sentimento se sente, nada mais...

E o Lino sentia o mesmo que eu, o que se tornou perfeito para nós.

— Não é dividir né, Lino?

— Não Sunguie, é expandir meu amor...

— Parece que estamos ainda mais completos com ela por perto, né?

— Sim, não é que nos faltava algo, é que agora teríamos algo a mais sendo nosso e com ela é como se realmente transbordássemos e essa é uma sensação surreal de boa.

— Exatamente amor, é assim que eu me sinto também, você é perfeito, sabia Dr. Lee Minho?

— Não tão perfeito quanto você Dr. Han Jisung.

Começamos a trocar selares e daí para frente colocamos fogo no quarto.

[...]

A tarde chegou que nem vimos e ela anunciava que em breve iriamos jantar com a Se-rin e tanto eu quanto o Minho estávamos sem nos aguentar de ansiosos.

Claro que eu muito mais que ele, mas isso porque eu sou mais assim que o Lino.

— Amor... — O Lino me chama.

Olho para o semblante assustado do meu namorado e me ponho em alerta.

— Olha o nosso grupo.

Me sinto gelar, pego meu celular na mesma hora e abro a nossa conversa.

Mi Sung Rin (Beleza e Amor Puro):

Nossa Se-rin:

[Meninos, terei que cancelar o jantar.

Na verdade, eu sinto muito, mas acho que não vamos mais

Poder nos ver...

Eu realmente sinto muito por isso

Não me odeiem, por favor

Depois se der, explico tudo.]

— Mas que merda é essa? — falo já ficando trêmulo.

— Não sei amor, mas estou com um mau pressentimento, vamos para a casa agora.

— Vamos.

[...]

Young Se-rin POV.

Há uns dias venho me sentindo vigiada, e acabo de entender o motivo disso...

— Então quer dizer que a princesinha voltou a Coreia e não foi me procurar?

Aquela maldita voz me alcançou e eu estava nervosa.

— Por que eu iria procurar você Son Rang?

Falo e o asco pelas lembranças horríveis que tenho dele me tomaram.

— Ora, pelos nossos momentos juntos, vai dizer que não foram inesquecíveis?

Ele fala pegando no meu braço.

— Me solta agora mesmo!

— Uuuuh ela está mais arisca agora, ah já sei, o seu papai morreu né? Não posso mais usá-lo para te chantagear e conseguir que fique quietinha.

— O meu papai morreu? Você o matou Rang! E ele nem lhe devia mais nada!

Falo e começo estremecer, por sorte estou longe de casa, ele não sabe onde moro, e assim que eu me livrar dele vou até lá, pego minhas coisas e sumo novamente.

Doce ilusão a minha que poderia voltar para a Coreia e viver em paz.

— O que são todas essas sacolas hein? — Ele fala ignorando totalmente o que eu havia dito sobre meu pai. — Vai dar um jantar? Você está namorando Young Se-rin?

— Por que você não me deixa em paz? A dívida do meu pai já foi paga, eu não tenho mais nada a ver com você ou quem quer que seja da sua laia, então, por que me atormentar assim?

— Por que é bom? Por que você é gostosa e eu quero te foder de novo?

Nojento...

Eu estava saindo do mercado que tem próximo ao meu trabalho com algumas coisas que faltavam para fazer o jantar quando esse idiota me achou, por sorte eu consegui mandar a mensagem para os meninos no grupo antes de ser abordada de fato por esse boçal.

— Você nunca mais vai encostar em mim Rang, aquela foi a última vez e você só fez o que fez comigo por ter me deixado praticamente inconsciente.

— Aquele dia salvei você da vergonha de ser fodida por dois boiolas nojentos.

— Não se atreva a falar deles! Você não é digno nem de mencioná-los.

Falo com uma raiva crescente dentro de mim e arranco risos sínicos do meu malfeitor.

— Você os reencontrou Young Se-rin? Vai me dizer que você voltou só para dar para aqueles dois? Uma vadia dessas me negando sexo?

Ele vem até mim e me prensa na parede, minhas sacolas caem no chão e ele avança para tentar me beijar.

— Me solta seu imbecil!

E nessa hora meu corpo parece que vai desfalecer.

Só queria sair desse pesadelo.

Ouço uma voz que reconheço na hora.

— Solta ela não ouviu não?

Era o Han e logo atrás dele o Minho falava ao telefone.

— Puta que pariu são eles? Serinaah você voltou mesmo a encontrar essas bichas? Será que terei que me livrar deles como fiz com seu papai?

— Não se atreva Son Rang, ou juro que...

— Ele não vai fazer nada com mais ninguém.

O Minho vem até ele e o tira de cima de mim.

— Chamamos a polícia e esse imbecil não vai mais te fazer mal Se-rin, o Minho vai segurar ele até que cheguem.

Eu tremia tanto que mal sabia o que fazer, então como quem recebe a visita de um anjo o Jisung me abraçou me consolando e me afagando e pelo reflexo da vitrine em minha frente pude ver o Minho imobilizando com destreza o idiota do Rang.

— Vocês dois vão me pagar, eu vou matar vocês, seus viadinhos de merda.

— E eu vou processá-lo, por abuso, assassinato, sequestro, crime de ódio e tudo mais que eu puder botar no teu rabo, seu babaca do caralho.

O Minho estava possesso.

Não demorou muito mais a polícia chegou.

— Dr. Lee, Dr. Han, — parece que eles são conhecidos da polícia. — Vamos levar o Son Rang, finalmente pegamos esse meliante, graças a vocês.

— Ele estava na lista de procurados?

— Sim, há quatro anos já Dr., tem muitas acusações contra ele, mas nunca o pegamos.

— Ótimo, serei advogado contra ele em todas as ações que tiver, você pode avisar as vítimas por favor?

Pelo sorriso dos policiais, o Son Rang estava muito encrencado.

— Será um prazer enorme Dr. Lee, agora levem a vítima até a delegacia, vamos colher o depoimento dela.

— Pode deixar.

O Jisung que ainda estava abraçado a mim, me soltou e recolheu as minhas sacolas do chão e os dois me levaram com eles.

[...]

Depois de dar o meu depoimento e prestar minha queixa, como fui orientada pelo Minho, os dois me levaram para comer em um lugar que eles disseram amar.

— Eu ferrei nosso jantar né?

— Não pense nisso agora, e olha só vamos jantar juntos aqui, a comida deles é ótima você vai gostar.

O Jisung disse segurando em meu braço.

— Sim, não se preocupe mais com isso está bem? — aceno que sim para o Minho e ele sorri. — Vamos cuidar de você.

[...]

Estávamos comendo e o clima estava ameno, mas meu coração parecia que explodiria a qualquer momento por conta de tudo que aconteceu a dois anos, e a poucas horas também.

— Jisung, Minho, eu sinto muito... — falo tentando criar a coragem necessária.

— Já dissemos a você querida não precisa se desculpar.

— É, você está segura agora, e não vai precisar fugir...

— Mesmo assim, eu sinto muito, mesmo rapazes, e por tudo...

Tanto a dizer e todo o meu ser travado.

— Por tudo o que exatamente?

— Você sabe Jisung... dois anos atrás, no HaPpY, era eu e...

Como naquela noite cada um deles segurou em uma de minhas mãos e deixavam carinhos nela o que me fez querer chorar.

— Nós já sabíamos que era você Se-rin...

O Minho fala e eu o encaro.

— Sim querida, descobrimos no dia seguinte em que se mudou, só não falamos nada por querer ir devagar com tudo isso para não assustá-la e nem meter os pés pelas mãos.

Sinto o gelo do meu corpo começar a derreter, então eles lembraram de mim?

— Vocês dois devem me odiar, não é?

— Quem disse uma bobagem dessas?

— Nós nunca odiamos você Se-rin... — O olhar penetrante do Minho buscava o meu.

— Nunca?

— Nunca! Naquela noite nós te procuramos pelo HaPpY quem nem dois loucos, não entendemos bem o porquê você sumiu, mas não desistimos, ficamos voltando lá toda noite por dois meses inteiros só para ver se te acharíamos...

O semblante do Jisung ao me falar aquilo era tão sereno que me emocionou.

— Dois meses? Meu deus eu sinto muito...

— Não sinta... é sério, né, amor?

— Sim, nós gostamos de você, e de ter ficado contigo, nós dois gostamos igual e ficamos indo atrás por querer te reencontrar, mas também por preocupação.

— Mas já entendemos que você não sumiu porque quis, e se me permite dizer, foi um alívio saber que você não fugiu de nós, mesmo seus motivos sendo sérios e tristes assim.

Sorri pela carinha acanhada do Jisung e por um instante me permiti assimilar tudo aquilo.

Eles me procuraram.

Eles gostaram de estar comigo.

E dois anos depois olha como estamos...

— E agora estou com vocês de novo, — falo acanhada. — E pelas minhas contas o aniversário do Jisung é sábado que vem né?

Vi os semblantes de ambos se iluminarem e aquilo acalentou meu coração aflito.

— Sim, sábado que vem, e dessa vez você vai comemorar com a gente né?

Sorri para a empolgação do Jisung.

— Sim, eu vou.

— Isso será ótimo, e Se-rin...

— Hun?

— Não se preocupe mais com o Son Rang ou nada que venha dele, eu e o Sunguie vamos cuidar de você agora e mesmo que você nos diga que não quer, ficaremos ao seu lado.

O Minho é bem decidido isso não dá para negar.

— Está bem... eu nem sei como agradecer a vocês dois.

O Han vem até mim por um lado e olha para o Minho que entende e vem pelo outro e os dois deixam selares em minhas bochechas simultaneamente, igualzinho a noite do jantar na casa deles.

— Só nos prometa que não vai sumir nunca mais.

— E caso algo acontecer, prometa que você voltará para nós.

Sinto um rubor me tomar, minhas bochechas estão queimando e eles parecem notar.

— Eu prometo.

— Uma gatinha fofa, não acha Sunguie?

— Sim gatão, e agora ela será a nossa gatinha fofa.

[...]

Sábado 14/09/2024.

Jisung Pov.

Acordo no sábado de manhã, olho para o lado e nada do meu gatão.

— Nossa, ele já levantou? Que horas são?

Me sento na cama e enquanto coço meus olhos e ouço passos no corredor.

— Parabéns pra você, nesta data querida, muitas felicidades...

Olho para a porta e meu namorado trajado apenas com sua cueca box branca (que ele sabe que me enlouquece) está segurando uma farta bandeja de café da manhã, enquanto canta lindamente para mim.

— Muitos anos de vida!

Sorrio abertamente para meu namorado que é perfeito em cada detalhe e ele vem até mim deixando a bandeja em meu colo depositando um selar carinhoso em meus lábios.

— Obrigada amor! Você é o melhor namorado do mundo, sabia?

— Eu sou?

— Uhum!

Ele sorri todo cheio de si.

— É, eu sabia, sim, mas não fico falando, sou o melhor namorado do meu Sunguie e ninguém mais precisa saber.

— Fofo, come comigo?

— Claro meu amor, como com você, como você, hoje vamos fazer muitas coisinhas gostosas por aqui gatinho.

Sorrio ladino para ele, meu namorado é uma delícia e pela carinha dele eu já sei que hoje ele está a fim de aprontar muito.

— Te amo Lee Minho.

— Eu te amo mais Han Jisung, Feliz aniversário, amor.

— Obrigado gatão.

Ele pega uma uva e dá na minha boca, pega uma segunda e a deixa cair de propósito fazendo ela parar em um ponto estratégico para ele e na mesma hora eu entendo sua intenção.

— Oops, acho que caiu amor... — ele afasta a bandeja e se aproxima de mim. — E eu vou ter que pegar sabe...

Coloco minhas mãos para trás apoiando meu corpo no colchão e deixo que ele veja que já me assanhou o suficiente.

— Ah, é amor? — Ele levanta a sobrancelha e me encara sorrindo. — Então pega meu gatão.

[...]

Depois de uma manhã e tarde de preguiça a lá Lee Minho com muitos mimos e alguns presentinhos de todos os tipos possíveis, nós finalmente estamos nos arrumando para comemorar meu aniversário e desta vez será aqui em casa mesmo, com alguns poucos convidados.

— O Channie mandou mensagem, já ta subindo com o Jinnie.

— Legal, o Binnie também está vindo com seus namorados.

— É sério que ele namora três meninos?

— Aham, e você vai ver amor é um mais fofo que o outro.

— Sortudo do caralho, e a Se-rin? Falou com ela Sunguie?

— Falei sim, ela disse que já, já vem.

— Não é como se ela fosse se atrasar também né? Mora em frente.

— Sim...

Sorrio e me lembro de alguns momentos que tivemos desde aquele jantar que virou caso de polícia...

Começamos a levá-la e buscá-la no trabalho, no começo ela chiou um pouco, mas nada como um Lee Minho persuasivo e um Han Jisung determinado para fazê-la aceitar o nosso cuidado com ela rapidinho.

E com isso nos aproximamos mais.

Um dia a Doongie foi parar no apartamento dela e por ser a sua folga as duas ficaram lá o dia todo e quando chegamos ela estava na porta com a gata no colo.

As outras duas também adoram ela, mas são mais discretas.

E foi aí que o Minho teve plena certeza do que já vínhamos falando desde dois anos atrás.

Mandamos flores para ela uma vez do nada e quando ela recebeu ela mandou um áudio todo fofinho no nosso grupo, o que nos fez derreter ainda mais por ela... enfim, nós nos apegamos a Se-rin de um jeito inexplicável.

Ela nos complementa.

Não nos completa porque não nos falta nada, mas a Se-rin é o nosso plus, algo que nos dá ainda mais brilho, e ficamos muito bem juntos.

E com todas essas lembranças aflorando meus sentimentos decidi falar com o Lino...

— Gatão?

— Oi, meu bebê.

— Urgh... bebê? Jura que tá carente assim?

— É acho que tô, mas fala aí o que meu gatinho quer?

— Vamos falar com a Se-rin hoje?

— Na sua comemoração?

— Pode ser, ou quando todos forem embora, sei lá...

— Tá bom amor, vamos trazer nossa gatinha fofa para nossa caminha de amor.

— Lino, você carente é divino...

Gargalhamos e o som da campainha nos avisa que minha festinha vai começar.

— Vamos lá meu bebê, hora de comemorar.

[...]

Todos estavam se divertindo muito, e o Hyunjin acompanhado do Bang Chan vieram até nós dois em um momento mais discreto...

— Desculpe eu me meter assim, mas cara, essa Se-rin foi feita para vocês. — O Hyunjin fala todo empolgado.

— Meu Jinnie tem razão, vocês até já parecem um trisal Hannie, por que ainda não estão juntos?

— Estamos indo com calma, tem história nesse rolo, vocês sabem...

— É, mas o destino uniu vocês de novo... — O Binnie disse se encostando na gente e ficamos os cinco olhando os quatro que cantavam a plenos pulmões no karaokê. — Isso não pode ser ignorado meus MiSung.

— E não vai. — Falo e eles sorriem como se fossemos estudantes prontos para aprontar alguma. — O Lino e eu vamos falar com ela ainda hoje.

— Bom saber, depois dos parabéns a gente vaza.

— Relaxa Binnie, ela mora aqui na frente, vocês podem ficar o tempo que for.

— Ain..., finalmente vocês vão ser um trisal! — O Hyunjin falou abraçando ao Lino e a mim. — Sejam muito felizes amigos, vocês merecem.

— Obrigado Jinnie.

[...]

Tudo foi muito incrível, nós todos nos divertimos muito e meus amigos me mimaram até não poder mais e depois dos parabéns eles ficaram mais um pouco, mas quando foram foi em efeito manada, ficando só nós três no apartamento.

— Para de lavar a louça Se-rinah... — falo fazendo um bico e ela abre um enorme sorriso.

— É fofinha, deixa isso aí por favor...

— Me deixem terminar aqui, está bem? Eu já estou acabando e depois eu os deixarei a sós.

Não gostei nada daquilo, mas não me manifestei calorosamente como queria porque o Lino me segurou fazendo um sinal como quem diz: “agora não”.

[...]

Se-rin Pov.

A comemoração do Jisung foi muito divertida, conheci os amigos mais chegados deles e acabei me enturmando muito bem com todos.

Foi muito legal, e agora que terminei de arrumar tudo aqui darei o meu presente para ele e vou embora.

— Jisung?

— Oi Se-rinah.

— Aqui, isso é para você.

Ele arregala os olhinhos quando vê a caixa preta com um enfeite de flores todo delicado e um cartão.

Ele pega o cartão e lê.

“Que a sua vida seja sempre colorida e que você nunca perca esse seu sorriso lindo.

Parabéns Jisunguie.”

— Que fofa, não precisava Se-rinah.

— Abre logo amor, tô curioso.

Sorri pela carinha do Minho, quando for o niver dele vou dar algo bem legal para ele também.

O Jisung abre a caixa e fica todo bobo.

— Não acredito, você voltou naquela loja Se-rinah? Olha amor, ela comprou a blusa que eu estava querendo e olha isso... chocolates.

— Uma grande fofucha né, Sunguie?

— É, sim, Lino.

— Você gostou Jisung?

— Eu amei fofinha, eu estava louco para voltar lá e comprar, mas o Lino não... — Paro e os encaro e ambos estão com uma carinha denunciando um belo de um “culpado” enquanto sorriem cúmplices — Pera aí amor, você sabia?

— Sabia, sim, foi ela que me pediu para não deixar você voltar lá.

— Olha só esses dois.

Ele veio até mim e me abraçou.

— Obrigada amor.

Nessa hora eu paralisei, o Jisung veio até mim e me deu um selinho e o Minho gargalhou ao ver minha expressão.

— De nada Jisung, você merece.

Não consegui dizer mais nada e um breve silêncio tomou a sala.

— Se-rinah, podemos conversar antes de você ir?

— Claro que podemos.

— Vem aqui, sente-se com a gente.

Fui sendo levada pelos dois que seguravam minha mão e sentamos no chão, os dois de frente para mim me encarando com olhares curiosos, e então o Jisung faz um sinal para o Minho falar.

— Se-rin, nós não vamos enrolar, até porque o Sunguie me pediu para tomar a frente e eu não sei ser enrolão, então me ouça com atenção, está bem?

— Certo... eu acho.

— Você quer ser a nossa garota?

Levo minhas mãos ao rosto na hora.

Por um acaso eles me ouviram dizer há dois anos, ou quando os reencontrei que eu queria muito ser a garota deles?

— Se-rinah, por favor não responda agora, se não quiser, te daremos tempo para pensar, eu juro, mas pense com carinho promete?

Sorri para o Jisung, que vontade de morder suas bochechas.

— Eu não esperava por essa pergunta hoje.

Os dois sorriram, mas em seguida se ligaram no que eu disse.

— Hoje? — O Minho pergunta. — Então você já esperava por isso?

— Sim, eu esperava, vocês dois não sabem disfarçar muito bem sabia?

— Nem gostamos de disfarçar fofinha, então isso quer dizer que você já pensou sobre? Teria problema para você fazer parte de um trisal?

— Sim Jisunguie, eu já pensei nisso, noites inteiras até.

— E então? Por favor, fale de uma vez...

Os dois me olhavam ansiosos e então tive uma ideia.

Me levantei, peguei o drink que havia sobrado e coloquei no copo, os dois me olhavam um tanto confusos, peguei o item final e voltei até eles.

— Minha resposta é essa...

Coloquei três canudos no drink e os convidei com o olhar para tomarem comigo, recriando assim a cena do nosso primeiro encontro e os dois com largos sorrisos vieram beber junto a mim.

Enquanto tomávamos nossos olhares não se desconectaram, meu estomago foi tomado por uma revoada de borboletas e assim que o drink do copo acabou nos fundimos em um beijo triplo de tirar o fôlego.

— Finalmente nossa gatinha voltou para nós.

O Minho falou entre o beijo e sorrimos.

— Eu não aguentava mais de vontade do nosso beijo.

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O Jisung falou e as coisas começaram a esquentar mais entre nós.

— Obrigada por esperarem por mim.

Nos afastamos um pouco do beijo, mas sem deixar de distribuir carinhos entre nós.

— Você é o que nos transborda minha gatinha e agora que estamos juntos sei que isso é o certo para nós.

— O Lino tem razão, vocês dois são meu presente de aniversário e nós dois somos do Lino, ele é nosso gatão e ele e eu somos os seus namorados agora.

Acada palavra deles minha excitação só aumentava, eu estava prestes a pegar fogo.

— Agora sou a garotinha de vocês e vocês dois são os meus amores.

Falei, mas mal conseguia acreditar naquilo... um sonho? Com certeza o melhor dos sonhos!

— Dorme aqui hoje bebê? — O Minho falou deixando selares quentes em meu pescoço enquanto apertava a cintura do Jisung com vontade.

— O Lino tá carente fofinha, vamos cuidar do nosso gatão? — Fui beijada nos lábios pelo Jisung que sentou no colo do Minho se esfregando com vontade nele.

— Vocês vão me matar assim...

Falo me sentindo eletrizar, meu corpo inteiro parecia flutuar e eu estava feliz.

— Você não faz ideia do quanto vamos nos matar essa noite, então apenas fique com a gente está bem?

— Está, sim, Jisung...

O Minho se levanta com o Jisung no colo e eu sou pega de surpresa quando com seu outro braço ele resolve me levar também.

— Vamos meus gatinhos lindos, vou levá-los para nossa cama.

[...]

Ao chegar no quarto me sinto enlouquecer, o Minho nos coloca no chão e o Jisung avança em mim me beijando, tirando minha blusa e me deixando exposta para eles.

— Tudo bem amor?

— Uhum...

— Vai lá, tira a blusa do nosso gatão.

Vou como o Jisung me pede e tiro a blusa dele que mantém seu olhar se intercalando entre meus seios e meus olhos.

— Tão perfeitinha...

Sinto o Jisung vir atrás de mim, se colocando com vontade colado em meu corpo e soltando o fecho do meu sutiã, o que me faz arrepiar inteira pelo contato dele com minhas costas desnudas e agora meus seios amostra para os dois que já me tiraram de órbita só com isso.

Eles são intensos e sabem exatamente o que fazem, já para mim, será a primeira vez com dois homens e eu mal sei o que fazer ou como prosseguir.

— Não precisa ficar nervosa, meu gatinho e eu vamos cuidar muito bem da nossa garota gostosa.

O Minho fala me encarando firme enquanto sinto o Jisung deixar selares em minhas costas e a sensação que isso me causa me faz fechar meus olhos no desejo por mais daquilo.

Mais deles...

— Deixa eu tirar sua camisa também gatinho.

O Minho fala já levando seus braços que passam por mim para despir o jisung e eu ali no meio dos dois me viro para o nosso aniversariante e assim que a camisa dele é removida eu o envolvo em um beijo e o Minho vai nos acarinhando apertando e dando mordidas provocantes em meu ombro.

Nunca tive nada assim, a sensação de tê-los colados a mim era sublime e quanto mais nos beijávamos e nos acarinhávamos mais meu corpo gritava por eles.

Pelos dois...

Em momento algum, minha mente pedia apenas por um deles, não!

Eu queria o Minho tanto quanto queria o Jisung.

E quanto mais nossos corpos se tocavam mais eu sentia que os dois me queriam da mesma maneira.

Eu estava no céu e nada me tiraria desse momento.

— Vamos para a cama?

A voz do Jisung saiu mais grave do que o normal e isso me fez arrepiar.

— Vamos.

Fui com eles que me tratavam como uma joia preciosa e lá eles terminaram de me despir, me olhavam como se eu fosse o motivo do maior desejo dos dois e eu mal sabia como os encarar.

— Que visão perfeita...

O Minho fala olhando para mim e para o Jisung e me sinto tímida.

— Sim, a mais perfeita que já tivemos não é amor?

— Sim gatinho, por ser nós três na imagem...

— Vou pegar camisinha...

O Jisung falou se virando na cabeceira da cama deles e pegando algumas para deixar mais fácil.

— Vá até o nosso gatinho minha fofinha, faça um carinho nele...

O Minho entendeu que eu estava travada, sem saber me portar e decidiu me conduzir e eu o agradecia internamente por isso.

Fui até o Jisung que me olhava nos olhos sem desviar um só instante e comecei a deixar selares por seu corpo já completamente desnudo.

Fui descendo e brinquei com seus mamilos eriçados e poder o ouvir gemer foi incrível tanto para mim quanto para o Minho que em momento algum ficou de longe levando suas mãos até mim e elas passeavam pelo meu corpo todo.

Desci até o membro já irremediavelmente teso do aniversariante mais perfeito do mundo e o abocanhei sem pedir permissão antes que ele colocasse o preservativo e o gemido dele foi mais que satisfatório para mim.

— Que delicinha, nossa menina gosta de chupar né... — A voz do Minho veio certeira em meus ouvidos e eu já sei que ouvi-lo assim vai me destruir até o fim de tudo isso. — Posso me colocar em você gatinha?

Sem parar meu trabalho gostoso no Jisung aceno que sim para ele e o sinto morder meu pescoço.

— Você é uma boa menina não é?

Ele se afasta indo para trás de mim e me arrumando para ele que já estava devidamente protegido e assim que o faz ele me prepara com seus dedos.

— Olha isso Sunguie, nossa gata está tão molhadinha.

Finalmente ouço algo além de gemidos vindo do Jisung.

— Fode ela então gatão e venha me beijar para nós três sermos finalmente uma coisa só, que tal?

Ofegos soltos e livres vinham dos três e meu corpo estava completamente arrepiado quando o Minho se afundou em mim.

— Huuumm tão apertadinha... que gostosa...

Fechei meus olhos e comecei a chupar só a glande do meu Jisung e com isso pude o sentir vibrar em minha boca.

— Puta merda nossa gatinha chupa que é uma delícia... — ele fazia carinhos no meu rosto e eu voltei a engoli-lo. — Caralho... Minho me beija por favor amor.

— Vem gatinho...

Do jeito que pude, olhei para cima e me sentir enlouquecer com a visão privilegiada que tive.

Os caras mais gatos e gostosos do mundo inteiro se pegando enquanto eu os sentia em mim daquele jeito que eu tanto estava adorando.

Comecei a sentir espasmos e gemi alto no membro do Jisung fazendo tudo vibrar em minha boca que sem se aguentar mais me fez sentir o seu gosto vindo em mim.

Ele notou o que estava por vir e tentou se afastar, mas eu o segurei, quero que ele goze para mim e quando ele entendeu isso ele se afastou do beijo e segurou em meus cabelos.

— Você quer beber do seu namorado?

— Uhum...

— Caralho vocês dois... — O Minho falou e eu o senti se apertando a mim.

Meus agora namorados estavam enlouquecidos e me enlouquecendo também e como se nossos corpos tivessem combinado nós três viemos juntos em uma explosão de êxtase que eu nunca nem imaginei que sentiria em toda minha vida.

Eu me apertava contra o Minho enquanto engolia tudo que recebi do Jisung e os dois não deixavam de me acarinhar enquanto se beijavam loucamente.

— Aaaah, nossa isso foi foda demais...

O Jisung falou se tirando de dentro de mim e com suas mãos me levantou para eu ficar da altura dele e sem falar muito mais ele me deu um selar digno de Óscar.

— Vocês dois querem me matar...

O Minho fala também saindo de mim e eu pude o ver dando nó na camisinha e a jogando em algum lugar.

Puxei ele para o nosso beijo e ficamos ali nos amando como se nunca tivéssemos nos separado.

Para mim parecia que eu sempre fui deles dois e pelo jeito que eles estavam comigo parecia que eles sentiam o mesmo em relação a mim.

— Ela sempre foi nossa não é Lino?

— Sim Sunguie... sempre foi.

Eles me olhavam com desejo e eu mal conseguia falar nada.

— Vocês são perfeitos sabia?

Disse enfim...

— Olha só nossa gatinha sabe falar, pensei que só miasse e gemesse gostoso.

Uma risada tímida me escapa e os dois sorriem junto a mim.

— Vai acostumando meu amor, o Minho não perde uma.

— Desculpe gatinha, não resisti.

Eles se deitaram na cama me levando junto a eles me deixando entre os dois o que decidi no mesmo instante ser o melhor lugar no mundo todo para estar.

Nós três, nus, deitados e em uma conchinha deliciosamente perfeita.

— Eu morri não foi? — Falo e eles me encaram. — Estou no paraíso né?

— Você se sente assim amor?

— Sim Minho...

— Então sim minha querida, você está no paraíso, o nosso paraíso, e no que depender de mim será sempre assim... perfeito para nós.

Nos envolvemos em mais um delicioso beijo e eu já os sinto prontos para mais.

— Quer sentar no Sunguie gatinha?

Me sinto corar e o Minho morde minha bochecha.

— Ai..., sim, eu quero muito sentar nele...

— Doeu minha gostosa? — ele fez um carinho onde mordeu. — Desculpe eu não resisto... amo morder.

— Não doeu não Minho... foi gostoso, eu também gosto de mordidas.

— Perfeita em tudo... Sunguie... amor?

— Oi, meu gatão.

— Senta em mim? Nossa boa menina vai cavalgar em você e eu quero levar vocês dois no meu balanço que tal?

— Lino já te falei que você é o melhor namorado do mundo?

O Jisung vem até ele e os dois se beijam apaixonadamente, mas sem soltar meu corpo e eu faço carinhos nos cabelos deles descendo suas nucas e consigo ver o exato momento em que ambos os corpos se arrepiam e me sinto feliz por fazer parte daquela cena.

— Vem, vamos nos amar mais uma vez...

O Minho recebe o Jisung de uma forma linda e quando é a minha vez de ir por cima vejo Jisung pegar o preservativo e o colocar com maestria.

— Vem minha gostosa, sobe em mim...

Sorrio largo e os dois sorriem de volta e mais uma vez nosso encaixe é perfeito.

Assim que o sinto dentro de mim começo a me movimentar, lentamente, mas de forma precisa e consigo ver o Jisung morder seus lábios.

— Se beijem para mim huh? Quero ver meus gatinhos se pegando.

O Minho sabe como enlouquecer alguém...

Sem demora o Jisung me envolve em seus braços e me beija com vontade e sua língua começa a brincar com a minha, o que me faz sentir um formigamento delicioso nos lábios.

— Puta merda, dois gostosos do caralho e são meus!

O Minho começa a estocar o Jisung refletindo em estocadas firmes dentro da minha intimidade pulsante e eu posso jurar que vi estrelas.

— Se-rinah, quero um beijo também...

Sorrio colada ao Jisung e mordo o lábio dele antes de me levar até os lábios do Minho que parece me esperar ansioso.

— Quer meus beijos também Minho?

— Uhum... quero sim, minha gostosa.

— Posso beijar ele Ji?

Falo apenas para provocar o Minho que sorri faceiro entendendo bem o que estou fazendo.

O Jisung ri e me aperta com vontade, auxiliando os meus movimentos em seu pau.

— Claro que sim minha gostosa, vai lá e dê a ele o que ele quer...

— Toda obediente assim, vai me deixar alucinado... vem gatinha beije seu namorado.

Levo meus lábios até ele que os lambe antes de invadir minha boca com sua língua gostosa.

Nossos gemidos tomam o quarto e nós três nos aproveitamos ao máximo e quando o Minho intensifica as estocadas dele no Jisung, eu automaticamente aumento a intensidade dos meus movimentos também e ficamos assim subindo e descendo em um balanço deliciosamente torturante para os três.

— Não dá mais... eu vou gozar.

O Jisung fala se apertando em mim.

— Vamos...

Falo e ele geme alto os nossos nomes nos levando a ainda mais a um perfeito delírio.

Me aperto toda nele e mordo sua clavícula e ele se enfia em mim fazendo tudo em nós explodir, e quando olho para o Minho seus lábios entreabertos soltam um gemido fodidamente perfeito e ele vem no Jisung...

Mais uma vez gozamos juntos e eu tenho plena convicção de que o mundo não pode ser mais perfeito do que isso.

Deito meu corpo no do Jisung me encaixando em sua clavícula e sinto seus afagos gostosos em minhas costas.

— Acho que a nossa gatinha cansou Lino gatão.

Eles começam a se arrumar, me levando para me deitar com eles e eu estou em um mix de euforia, timidez, e sim, um cansaço daqueles bem gostosinhos de sentir.

— Meus dois gatinhos lindos, descansem um pouco e vamos tomar um banho para aí, sim, dormirmos juntinhos o que acham?

Eu ainda encostada no Jisung suspirei fundo e sorri, o que deixou os dois curiosos.

— O que foi minha gostosa? Está tão tímida assim?

Encarei os dois, e ainda parecia um sonho.

— Vocês querem que eu durma aqui com vocês?

O Minho vem e nos beija, e os estalos de nossas línguas já parecem ser algo costumeiro, o som da perfeição eu diria.

— Mas é claro que queremos, você prefere ir para sua casa?

— Vocês me deixariam ir se eu quisesse?

Eles me encaram e eu sorrio alto.

— Deixaríamos, sim, Se-rin, mas não é o que queremos, não é Sunguie?

— Com certeza não Lino...

O bico dos dois estavam impagáveis, me sento e os encaro.

— Eu vou ficar, mas não se acostumem com isso

— E por que não?

— Por que nós três deveríamos ir com calma não acham?

O Jisung que estava todo encostado no Lino se sentou também.

— Você não acha que esperamos muito por isso para agora termos que ir com calma minha gatinha?

— O Sunguie tem razão... e você precisa saber, nós dois não somos enrolões, se queremos, fazemos, simples assim.

— É, quando o Lino me pediu em namoro não deu muito tempo começamos a morar juntos entende?

— Sim, entendo... — Falo pensativa. — Mas de qualquer forma moro aqui em frente, não vou estar longe de vocês, então podemos ir aos poucos vendo como será tudo isso.

Dessa vez o Minho que se senta na cama e nos encara.

— Você tem medo de alguma coisa gatinha? Por que assim, falo por mim, mas sei que o Sunguie pensa igual, pois conversamos muito já sobre isso e para nós você já é nossa, na verdade, já era desde a noite que nos conhecemos, não é amor?

— Sim, gatinha o Lino tem razão, mas se você precisa pensar mais vamos entender.

Eu não queria pensar em mais nada, mas também não posso ignorar que aquilo era muito novo para mim.

— Só vamos conversar um pouco mais, mas acreditem em mim, eu não irei a lugar nenhum a não ser que vocês me peçam para ir.

Eles abrem um enorme sorriso e vem até mim me abraçando, me beijando e deixando vários carinhos fofos pelo meu corpo.

— Com você, nós transbordamos... — O Jisung fala no meu ouvido.

— Você é a nossa menina, nossa gata gostosa, nossa namorada, só vamos oficializar isso, mas saiba que já a consideramos assim.

O Lino disse enquanto deixava selares no meu ombro.

— O Lino, você, eu... nada é tão claro ou brilha mais que essa verdade para mim, vamos conversar o quanto você quiser, mas eu a quero juntinha a nós desde já.

— Não iremos a lugar nenhum se você não for com a gente.

Eu os olhava boba, eu sou tão sortuda assim?

— Então tem um lugar que os dois vão agora mesmo comigo.

— Ah, é?

— E aonde vamos gata?

Me levanto e vou em direção ao banheiro.

— Que tal o banho meus gatões?

Os dois vem correndo e eu sorrio para eles.

— Vou dar banho em vocês dois! — O Lino fala todo empolgado arrancando sorrisos bobos do Jisung e de mim.

— E nós vamos dar banho em você Lino!

Os dois começam a fazer cócegas em mim e eu quase desmaio.

— Ah sem cosquinhas, por favor...

— Fofa demais!

— Uma gatinha manhosa!

— Ah, está quase acabando, mas antes... — Os dois me olham e eu puxo o Lino para o meu lado, falo rapidamente em seu ouvido o que quero que façamos e em seguida sorrio ladino. — No três Minho?

— No três, gatinha...

— Um, dois, três...

— Feliz aniversário, Han Jisung!! — Falamos juntos e vamos até as bochechas fofas do nosso namorado as beijando simultaneamente e quando nos voltamos para encará-lo o vemos corar completamente.

— Ah, seus perfeitos! Meus presentes mais lindos! Vem aqui vocês dois, quero nosso beijo...

[...]

Posso dizer que aquele foi o banho mais delicioso que eu já tomei na vida e agora meu coração pode se acalmar, estou novamente nos braços dos dois homens que me fizeram sentir desde o início como se uma constelação cadente caísse em mim e daqui para frente descobriremos juntos como formaremos o nosso acordo...

Estou com o Minho e com o Jisung novamente... e seja como for, eu sei que será perfeito.

E finalmente posso dizer que sou a garota dos MiSung e assim como eles dizem, quando estamos juntos, transbordamos.

Música usada como referencia no capítulo: "F**KIN' PERFECT — P!NK" Cantada pelos personagens Kurt e Blaine da série Glee.

LINK: https://www.youtube.com/watch?v=q1Durjtihi8

Notas finais
"Desejo ao Han Jisung tudo de melhor e mais bonito, que ele seja sempre feliz e que tenha muita saúde para desfrutar todas as maravilhas que ele alcançar em sua vida!"