Imagine - stray kids
46 . Lee Know - Especial de Aniversário +18
Notas iniciais
Não me deixe ir.
Naquele dia, me despedir dele foi a coisa mais difícil que já fiz em toda minha vida.
Mas era preciso, então eu fiz.
Flash Back On.
“— LeeKnow, eu irei embora daqui a dois dias...
Falo em um tom extremamente cortante até para mim...
— O quê? Como assim, Mi-ra, e você me diz isso só agora?
Ele parecia completamente perdido, frustrado até eu diria, mas eu não podia voltar atrás em minha decisão.
— Eu sinto muito, e-e-euu eu não queria magoar você... me desculpe.
Ele parecia que mal conseguia formular uma frase e vê-lo assim estava me destruindo ainda mais.
— Você tem mesmo que ir?
— Sim LeeKnow...
— E não vai mesmo me dizer o motivo?
— Se eu disser, você não vai deixar que eu vá sozinha e eu não posso atrapalhar você assim.
Eu me virei para ir, mas ele segurou em minha mão, havia tanto a ser dito, mas nenhum de nós dois fomos capazes de reproduzir som algum.
— Não se esqueça de mim, tranque-me em um sonho profundo e não me deixe ir, farei o mesmo com você e esperarei que volte para mim, pois essa foi a promessa que me fez, a de que sempre voltaria para mim.
A voz dele saiu trêmula, quase chorosa e eu estava prestes a mandar tudo aos ares e contar a ele o real motivo de tudo isso, eu imploraria para que ele viesse comigo, mas eu sabia que se pedisse isso a ele, ele largaria tudo para vir comigo e isso destruiria a carreira que ele tanto lutou para seguir.
Não, eu jamais faria isso com o meu LeeKnow.
— Adeus LeeKnowyah...”
Me desvencilho do seu toque que me segurava com firmeza e volto pelo caminho que trilhávamos, sozinha, eu não olhei para trás por saber que ele me encarava, então continuei firme sem o meu dançarino favorito.
Sem o amor da minha vida.
Flash Back Off.
E agora uns dois anos e meio depois recebo a notícia que eu tanto esperava e a primeira coisa que penso é em como o LeeKnow está agora.
O que será que ele tem feito?
Pego meu notebook e dou início a uma busca, não demora muito começo a ver notícias sobre o dançarino LeeKnow, um fenômeno mundialmente conhecido que agora realizava seu sonho e abria sua própria escola de dança.
— Ele agora é professor também?
Falo com um sorriso bobo, desde sempre ele me falava sobre o seu sonho mais profundo de ensinar outros corpos falarem através da dança e ver que ele realizou isso era uma enorme alegria para mim.
Começo a ver seus vídeos, suas apresentações, todas coreografadas lindamente por ele e um orgulho imenso me invadiu.
O LeeKnow era bom! Bom não, ele é excelente no que faz e isso é nítido para quem quer que olhe com o mínimo de atenção.
Ali eu perdi horas a fio até que as obrigações das quais eu ainda não estava completamente livre vieram me chamar e eu tive que parar de sonhar com ele.
Quem sabe daqui a alguns meses eu não o reencontre.
[...]
LeeKnow POV.
Naquele fatídico dia a Mi-ra e eu caminhávamos lado a lado e nem de longe eu pude imaginar que aquela seria nossa última vez juntos.
Como eu poderia saber?
Ela parou de caminhar quando achou que teria a coragem para me falar e cada palavra que me disse era cortante e decisiva, ouvi-la me dizer que iria partir me feriu profundamente e só de lembrar daquilo me sinto perder o ar como se eu revivesse aquele momento com exatidão.
“— Adeus LeeKnowyah...”
Eu ainda ouço a voz delicada dela furando meus tímpanos com uma realidade que até hoje manteve os seus reais motivos ocultos para mim.
Ela e toda a sua família se mudaram de Seul assim sem nada dizer, ela não contou nada também para os nossos amigos, nada! E volta e meia eu me pego revisitando a lembrança da despedida mais dolorosa da minha vida para tentar ver o que eu deixei passar.
Estávamos em Haeundae Beach — Busan, a praia mais bonita de lá, ficamos um final de semana inteiro juntos e pensando bem olhando agora com frieza tudo o que a minha doce Mi-ra fez naqueles três dias parecia mesmo ser uma despedida e depois que ela se foi me deixando para trás eu me peguei olhando nossas pegadas, haviam dois pares em minha direção, e apenas um par de pegadas indo para longe de mim.
Eu quis correr até ela, perguntar o que estava acontecendo, exigir a explicação que eu julgava merecer, mas uma promessa que eu havia feito a ela me impossibilitou de agir como eu gostaria de ter agido naquele momento.
Flash Back On.
“— LeeKnowyah?
Ela falou estando deitada comigo em minha cama, sua cabeça sobre meu peito e suas pernas erguidas na parede como ela amava ficar e eu adorava ver.
— Mi-ra?
— Por que você sempre me responde com o meu nome?
— Porque você é o meu “futuro” e eu gosto de vislumbrar o que me espera quando olho para você.
— Tão romântico ele, quem ouve não faz ideia de que você joga sujo comigo.
— Apenas calúnias infundadas Mi...
— Infundadas?
Ela se sentou para me encarar e eu ri.
— LeeKnowyah você não fica nem vermelho né?
— E por que eu ficaria?
Ela inflou as bochechas em indignação e eu simplesmente daria tudo para vê-la assim pelo resto de minha vida.
— Todos os nossos amigos estavam aqui e você me atiçando por debaixo da mesa Lee Minho, eu quase não consegui me controlar, e se isso não for jogar sujo...
— Eu só estava te preparando para o que acabamos de fazer aqui Mi-ra-ssí, vai me dizer que não valeu a pena?
— E você acha mesmo que ninguém notou?
— Ah não, o Channie é muito perspicaz, você não viu que assim que acabou nosso jantar eles lavaram a louça e foram embora? Aquilo com certeza foram as ordens do Kanguru astuto que deixou seu casal de amigos terem um momento gostosinho a sós.
Ela levou as mãos ao rosto corando irremediavelmente, mal sabia ela que aquilo me despertou novamente e eu estava prestes a atacá-la sem dó e eu teria feito isso se ela não tivesse me encarado daquele jeito.
— LeeKnow... — Não a respondi, apenas a encarei. — Me promete uma coisa?
— Depende... é importante para você?
— Sim, muito...
— Então peça que eu te digo se prometo ou não.
Ela respirou fundo e segurou uma de minhas mãos, deixando um leve selar em seu dorso com ternura.
— Me prometa que vai respeitar minha palavra final em uma situação decisiva sem me questionar ou me tentar fazer mudar de ideia?
Aquilo me atingiu em cheio.
Do que será que ela está falando?
— Que especifico Mi... está acontecendo algo?
— Me promete Lee Minho?
Eram poucas às vezes que ela usava meu nome mesmo e eu a conhecia bem, já estamos juntos há dois anos, seja o que for que a estiver levando a isso eu não vou convencê-la a me dizer, nisso ela era igual a mim.
— Você está me deixando no escuro, sabe que não gosto disso minha coelhinha.
A expressão dela não mudou, logo, eu entendi que a pergunta dela ainda estava de pé.
— Se isso é mesmo importante para você, eu prometo.
Falei, mas me arrependi no mesmo instante, agora quando ela vier com o que tem a me dizer eu terei que cumprir meu prometido a ela e nós dois sabemos que nossas promessas nunca voltam atrás.”
Flash Back off.
Se não fosse essa maldita promessa eu teria corrido até ela, a abraçado com força e a impedido de se afastar de mim, mas eu não podia, eu apenas fiquei ali encarando o caminho que fizemos e buscando sentir se o cheiro dela permanecia presente.
Era frustrante, eu ainda sentia o calor da mão dela na minha, mesmo ela não estando mais ali ao meu lado e nada daquilo fazia sentido para mim.
Nossa história foi linda desde o início e as memórias deixadas por você em mim significam muito mais do que esse “Adeus LeeKnowyah...” que você me disse tão sem convicção.
Você também me fez uma promessa Mi-ra, prometeu que sempre voltaria para mim, então por favor, não se esqueça disso, eu estou te esperando todo esse tempo e te esperarei por mil anos se preciso for.
Você sabe o quão determinado eu sou, então não duvide de mim.
[...]
Mi-ra POV.
Dois dias depois de me despedir dele viajei com a minha família, minha mãe que adora o LeeKnow foi contra eu esconder meus motivos, já meu pai pensava como eu, ele tinha uma carreira brilhante pela frente e se eu contasse a ele o porquê eu precisava me afastar, jamais que ele me deixaria vir sem querer me acompanhar e todos sabemos que quando ele põe algo em sua cabecinha ele vai até o fim e isso só arruinaria todo o caminho que ele trilhou até aqui.
Eu não podia fazer algo assim com o amor da minha vida.
Estar ao meu lado para tudo foi sempre uma marca significativa em ser a namorada do LeeKnow, mas dessa vez eu não poderia fazer isso com ele.
Nossos amigos também não sabem o motivo real do meu sumiço, menos o Felix que acabou descobrindo enquanto me ajudava com as malas para minha viagem misteriosa como ele costumava dizer.
Flash Back On.
“— Espera um pouco aí Mi-ra...
Sua voz grossa cortava o ar do meu quarto e eu me senti encolher por entender que ele achou algo que definitivamente não deveria ter visto.
— O LeeKnow precisa saber disso, os meninos também, mas o LeeKnow principalmente, ele é seu namorado Mi-ra.
— Não! — Falei completamente frustrada, não era para o Felix ter visto aqueles papéis. — Felix por favor, não conte nada para ele, nem para ninguém.
Os olhinhos dele se encheram de lágrimas, ele ainda lia os papéis em sua mão e assim que terminou ele veio até mim e me abraçou forte.
— Há quanto tempo você passa por isso sozinha Mi-ra?
— Um ano.
— Um O QUÊ? Como assim garota? Só com o LeeKnow você está a dois, e nossa amiga você é há uns quatro anos, não é? Como você pôde? Eu não estou acreditando que você escondeu isso de nós por todo esse tempo.
Começo a chorar e ele chorando junto a mim me abraça mais uma vez.
— Por que você não conta para ele, amiga?
— E estragar toda a vida dele? Felix você sabe que se ele souber disso ele vai largar tudo para vir atrás de mim.
— Mas essa não teria que ser uma decisão dele? Porque vocês não conversam droga...
— Você conhece a teimosia do LeeKnow a muito mais tempo que eu Felix... nada nesse mundo vai fazer ele pensar em algo que não seja largar tudo que ele lutou tanto para conseguir e vir atrás de mim.
O Felix parecia que ia enlouquecer.
— Dois teimosos é o que vocês são, nunca vi, tinha que ser a namorada do LeeKnow mesmo.
— Me prometa que não vai contar nada para ele ou para os meninos.
— Mi-ra...
— Por favor Lixie, eu já estou sofrendo o suficiente em ter que deixar tudo que mais amo para trás, não dificulte as coisas para mim amigo.
— Eu ainda acho isso tão errado...
— Mas me promete guardar segredo? Por mim... por favor Felix.
Ele me olhou e nós dois estávamos chorosos.
— Prometo, mas se ele descobrir que eu sei de tudo e me matar a culpa é sua.
— Ele jamais mataria você, você é o brownie boy dele, ninguém faz mal ao pintinho amarelinho desse grupo de amigos malucos e você sabe disso.
— É isso, todos eles vão me matar, não só o LeeKnow...
Sorri fraco e ele me abraçou com força.
— Me prometa que vai lutar? — Ele pegou meu rosto com as mãos e me fez o encarar. — Vamos Mi-ra, me prometa que vai lutar, você vai vencer isso e voltará para o LeeKnow e para os seus amigos.
— Talvez eu não volte Felix...
— Hey, hey, hey! Eu te proíbo de dizer uma porcaria dessas entendeu? E te proíbo ainda mais de se atrever a não voltar para nós, leve o tempo que você precisar e eu ficarei de boca fechada, mas volte assim que estiver tudo bem okay?
Sorri pequeno, eu adorava essas interjeições que o Felix usava.
— Eu vou continuar lutando Felix, é justamente por isso que preciso ir agora.
Ele me envolveu em um abraço novamente e nós dois soluçávamos juntos de tanto chorar.
— Me faça outra promessa Mi...
— Qual?
— Se você não... — Ele engoliu seco e voltou a falar em seguida. — Você vai conseguir me entendeu?
— Sim...
— Mas se você notar que não, deixe que o LeeKnow se despeça de você, deixe que a gente se despeça está bem?
— Felix...
— Me promete isso Mi... não deixe o LeeKnow sem saber de você o que ele precisa saber.
Respirei fundo, tudo aquilo me feria mais do que ácido na pele.
— Eu prometo Lixie.
— Perfeito minha amiga corajosa e forte! Vem, vamos terminar de arrumar suas malas.”
O Felix sabia que não tinha muito a ser dito, muito menos a ser feito, e naquela noite ele dormiu em casa, contei tudo a ele com riqueza de detalhes e prometi voltar assim que possível.
Flash back off
Três meses depois.
Momento atual.
— Você está muito bem agora Mi-ra, seus resultados melhoraram consideravelmente e se continuar assim mês que vem você estará liberada para voltar como havia me pedido.
Sorrio feliz, daqui a um mês será aniversário do LeeKnow e se eu conseguir voltar a tempo quero fazer uma surpresa para ele...
Mas será que ele vai gostar de me ver? Seria o nosso reencontro um presente para ele?
Eu ainda falo com o Felix sempre que consigo e ele me disse que apesar de ter demorado para o LeeKnow ficar numa boa ele agora está muito bem, e isso é bom, não é?
Eu ainda me lembro com exatidão de como é ter o seu toque em minha pele e só de pensar nisso me sinto muito saudosa.
Me lembro de suas incansáveis brincadeiras e de como ele adorava falar ao meu ouvido algo que só nós dois poderíamos saber.
O LeeKnow sempre foi a leveza da minha vida e estar com ele era sempre garantia de sorrisos fáceis e divertidos.
Eu ainda o amo tanto.
E torço de todo o meu coração para que ele não me odeie muito.
[...]
LeeKnow Pov.
Nesses últimos dias a lembrança da minha pequena coelha está muito presente em minha mente, tanto que chega a doer.
Tento me fazer de durão para os nossos amigos e eu sei que o Felix me esconde alguma coisa, mas se ele sabe realmente de algo, eu tenho certeza que ela o fez jurar que não nos contaria nada e é claro que ele prometeu, e justamente por isso que, no fundo, eu sei que ela precisa que eu seja forte para que ela também possa ser.
Ou talvez isso é tudo coisa da minha mente fantasiosa.
Querer que ela ainda lembre que eu existo talvez seja algo que só viva em mim.
Há tantas coisas que eu não pude dizer a ela, tantos apertões que eu queria ter dado naquele corpo que antes era só meu, beijos infinitos e carinhos abundantes, tantos, tudo que não fiz e daria tudo para fazer.
Eu ainda chamo por ela baixinho, e nem que eu quisesse com todas as minhas forças eu esqueceria de tudo o que vivemos.
Momentos que eu ainda desejo ter ao lado dela...
Será que tudo voltará a ser como antes?
Um dia talvez?
Eu sei que se a encontrar novamente e ela disser não me querer mais, eu aceitarei sua decisão por mais que isso me doa, mas não antes de lhe dizer tudo o que preciso.
As palavras não ditas que gritam nas paredes de minha mente.
Esse é o meu único arrependimento.
Pensar da Mi-ra ainda mexe muito comigo e sempre que meu aniversário está chegando, ou o dela, eu sinto ainda mais falta da minha pequenina, e então eu faço exatamente o que estou fazendo agora, tiro um pedacinho dela de minha memória e fico encarando por horas com um gostinho de saudades que mesmo que doa me faz sentir vivo.
É uma imagem especial dela que só eu posso ver.
Será que ela pensou em mim ao menos uma vez nesses quase três anos longe?
— Professor Lee?
Uma das minhas alunas da nova turma de “dança, corpo e sentimento” que são aulas de dança terapêuticas que dou aqui na minha escola me chamou a atenção e com minha vista embaçada por um segundo achei que quem estava em minha frente era a Mi-ra.
Mas a nitidez do momento veio me alertar para trancar aqueles meus pensamentos novamente.
— Ah oi Kya, chegou cedo para a aula?
— Na verdade, não professor...
Ela fez uma carinha apreensiva e quando dei por mim minha turma toda me encarava.
— Oh... me desculpem por isso, — Falo sinalizando que a Kya volte ao seu lugar. — Eu só estava pondo em prática o tema da aula que preparei hoje para nós.
Os alunos me encaravam curiosos então peguei minha caneta piloto e escrevi no quadro.
“SAUDADE”
Me viro para minha turma que me encara ansiosa.
— Saudade é o tema da nossa aula de hoje e a música que trouxe para dançarmos será a mesma que apresentarei semana que vem no teatro municipal de Seul, LIMBO.
Falo e deixo a música que escolhi no ponto para soltar com a ciência de que nem todos conheceriam a música de minha autoria que vem embalando meus momentos saudosos desde que a Mi-ra se foi.
— Quero que prestem atenção na letra e deixem que as emoções falem com vocês, depois disso apliquem o estilo de dança favorito de vocês, vão até o centro do tablado e comecem a dançar, e para que entendam bem o que quero que façam, eu dançarei primeiro.
Dou play na música, vou ao centro do tablado e começo minha dança.
[...]
Termino minha dança e encaro os olhos dos meus alunos brilhando.
— Professor, isso foi lindo!
A Kya falou tendo consigo a concordância de todos os meus alunos daquela linda turma que me aplaudiam em meio a sorrisos e lágrimas.
— Que bom que gostaram, gosto de tocar as pessoas com a dança, mas sem me enrolar, estou de olho em vocês, agora é sua vez!
Volto a pôr a música e eles vão dançando, individualmente, em duplas ou trio, como disse não os limitaria, e cada um foi expressando as saudades que tinham e ali vi que eu não era o único a me sentir saudoso com algo.
Eu não estava sozinho, e eles também não.
A aula foi linda e eu sei que sairemos dali bem mais leves do que entramos.
— Que tal se o professor Lee ceder finalmente e vir beber com a gente?
A Kya perguntou e eu ponderei, desde que iniciamos que eles me chamam para beber depois da aula já que a turma deles é a última da grade e então acabo cedendo.
— Certo, vamos lá, dessa vez eu vou com vocês...
Uma euforia os tomou e eu acabei sorrindo.
— Mas não se animem muito, isso não será um hábito.
— Tudo bem, pelo menos o senhor vai com a gente professor Lee.
[...]
A noite foi agradável, os alunos se divertiam e em um dado momento notei um comportamento que não queria ter notado.
— De quem você sente tanta saudade LeeKnow?
A Kya na aula era uma fofa, doce e delicada, mas agora parecia estar prestes a me devorar com uma dominância absurda.
— Da minha namorada.
Falo sucinto e noto ela fazer uma careta de desgosto.
— Você namora? Como assim? Isso não parece ser verdade.
— E por que eu mentiria para você?
Ela me olhou como quem quisesse dizer: “para que eu pare de te atormentar?” E se ela dissesse isso eu seria obrigado a confirmar.
— Mas ela não está aqui está?
Ela veio para cima de mim de forma insinuante e insistente, aquilo me pegou desprevenido e quando dei por mim ela estava me beijando.
— Kya, o que você está fazendo?
A peguei pelos ombros e a afastei de mim, duvido que fosse a bebida agindo nela, pois estou observando todos eles e ninguém aqui bebeu demais.
— LeeKnow, eu... eu não devia ter feito isso, me perdoe, mas é que eu gosto de você e não sabia como me declarar.
— Você gosta de mim?
— Gosto, e queria que você pensasse a respeito.
Eu poderia me relacionar com quem quer que fosse, afinal a Mi-ra se foi e nunca mais nos falamos, mas tudo em mim gritava que aquilo era muito errado.
— Esqueça isso Kya, por favor e nunca mais se aproxime de mim assim.
Levanto da mesa e vou até o caixa, pago tudo que consumimos até então e peço que avisem que dali para frente o que consumissem seria por conta deles, saio dali atordoado, todas as lembranças da minha Mi-ra vinham como um furacão em minha mente e a dor dessas lembranças ardiam em meu coração.
Posso muito bem deixar todas elas para trás, mas eu não quero fazer isso, eu ainda espero que ela volte para mim.
Ela me prometeu que voltaria.
[...]
Uma semana depois
Mi-ra Pov.
Estou bem agora no avião que me levará de volta para a Coreia depois de quase três anos nos Estados Unidos.
Fui liberada depois que tudo se estabilizou e apesar de eu ter que aguardar o tempo de remissão os médicos me deram muito ânimo sobre meu estado.
Meu coração está descompassado, nem o Felix sabe que estou voltando, eu pretendo fazer uma surpresa a todos eles indo à apresentação do LeeKnow que será amanhã.
Espero que eles não me odeiem muito.
Estou com tanta saudade dos meus amigos, e dele...
Estou literalmente morrendo de saudades do LeeKnow.
Será que ele pensou em mim esse tempo todo, nem que tenha sido só uma vez?
[...]
No dia seguinte.
LeeKnow POV.
Hoje é o dia da minha tão esperada apresentação onde dançarei para um grande público e todo o dinheiro arrecadado neste evento eu investirei em um programa de música na universidade de Seul.
Talvez eu até lecione lá também, mas meu intuito inicial é implementar esse curso e direcionar os jovens que desejam ser idols.
Eles estudarão no melhor programa de todos e eu os direcionarei para as agências que mais se encaixarem nos seus perfis, onde saberei que eles ficarão bem e felizes, afinal vida de idol é dureza e eu quero poder cuidar melhor desse nicho.
Não estou nervoso, por assim dizer, mas um inegável frio na barriga com certeza estou sentindo, é sempre assim quando vou me apresentar, mas hoje meus amigos estarão na plateia me apoiando e quando tenho eles por perto eu me sinto bem melhor.
Eu queria mesmo é que a Mi-ra viesse hoje, eu teria enviado um convite a ela se eu ao menos soubesse onde ela está.
Enfim, afasto meus pensamentos mais dolorosos, hoje não posso me desconcentrar de jeito nenhum.
— Quem é o dançarino mais maneiro do mundo todo?
— Hwang Hyunjin? Lee Felix? — respondo o Hwang que entra no camarim com sua enorme câmera fotográfica a tira colo e sorrio da cara de bobo dele. — E aí drama queen?
Ele aperta seus olhinhos numa carinha fofa que ele faz sem nem perceber e eu sorrio em sua direção.
— Desagradável, o dançarino mais maneiro de todos é o que vai se apresentar hoje seu bobão.
— E não é mesmo você? Olha, fiquei sabendo que era... me enganaram então.
— Você é um idiota LeeKnow.
— Igual ao meu amigo.
Sorrimos um para o outro e ele se pôs a falar.
— Enfim, vim te desejar uma boa apresentação, aqui... — ele se virou para a porta e a abriu fazendo os outros seis malucos da minha vida entrarem. — Trouxemos até flores.
Era o Seungmin que carregava o buquê, com aquela carinha de tédio dele de sempre que eu tanto amo.
— Boa sorte hyung.
Ele me entregou o buquê e eu o agarrei.
— Obrigado mong mong.
— Depois da apresentação vamos comemorar hein — O Changbin deu um grito para falar isso e todos caímos na risada. — Seu aniversário já é amanhã, se ficarmos até meia-noite já poderemos cantar os parabéns!
— Está para nascer alguém mais empolgado com aniversários do que o Seo Changbin!
Falei e ele sorriu fofinho para mim.
— Parabéns hyung. — O I.N falou e logo se pôs confuso. — Pela apresentação quero dizer, o aniversário não, ainda não no caso, só depois da meia noit... ah vocês me entenderam.
— Mas eu ainda não me apresentei também I.Nnah...
— Oh... é mesmo.
Mais risadas se deram pela carinha confusa do nosso maknae e o Han veio até mim e me entregou o seu presente, depois o Chan e por último o Felix.
— Desejo uma apresentação excelente LeeKnow.
— Obrigado meu brownie boy.
Eles ficaram mais um pouco decidindo onde iriamos depois para comemorar e quando estava tudo decidido eles me deixaram sozinho.
Um erro?
Talvez, era só eu ficar sozinho que eu voltava a pensar nela.
[...]
Mi-ra POV.
Chego ao teatro municipal de Seul e avisto os cartazes da apresentação dele, me sinto tontear pensando no quanto eu ainda o amo e um receio me toma.
Ele pode nem querer me ver mais...
Há tanto a dizer...
Mas eu jamais o obrigaria a me ouvir se ele realmente não quiser mais saber de mim.
Como não quero que ele perca o foco me escondo, óculos escuros e roupas discretas me camuflam em meio à multidão que tem ali, então vou até meu lugar e fico bem quietinha.
Depois de um tempo umas moças sentam em minha frente e mais um tempinho depois vejo nossos amigos em comum indo rumo à primeira fileira.
Claro que seria assim, a amizade deles é tão linda.
— Vocês vão ver, meu namorado arrasa dançando.
Ouço a fala de uma das moças em minha frente e me sinto gelar.
— Kya não endoida, o professor Lee te deu um fora e todo mundo sabe disso.
— Que nada, a gente até se beijou.
— Mentirosa, eu soube que o professor Lee namora.
— Sim, ele namora comigo.
Então ele está namorando? Felix, por que não me contou?
Penso e sigo ouvindo mesmo sabendo que era errado ouvir conversa alheia, tentei me conter, eu não poderia fazer nada a respeito, afinal eu nem estava mais na vida dele.
— Tem como provar? Só acredito vendo... — Uma das amigas falou em um tom bem desdenhoso.
— Pois fique você sabendo que tenho sim.
— Então mostra.
Aquela moça pegou seu celular e apenas desbloqueou a tela, senti meu corpo inteiro estremecer, eu não estava preparada para isso.
— É você e ele se beijando como fundo de tela?
— Sim, sua invejosa, agora vamos prestar atenção, a apresentação já vai começar e ele dançará a nossa música.
Elas sorriam como quatro hienas malucas e meu mundo foi ao chão.
Vi com nitidez na tela do celular daquela moça o meu LeeKnowyah com seus lábios encostados em outros e apesar de saber que eu não tinha sequer o direito, tive muito ciúmes daquela imagem.
[...]
— Sras. e Srs. — a voz do mestre de cerimônia se pôs ativa. — É com muita honra que apresentamos em nossa última atração do dia o dançarino mais famoso de toda a Coreia que hoje trará para nós uma apresentação que ele titula como “LIMBO” e vocês poderão entender melhor do que se trata no encarte que foi entregue a vocês na entrada, onde também está explicando a finalidade desse projeto.
Aplausos vinham de todos os lados tão acalorados que por um instante me esqueci das moças em minha frente e aplaudi com vontade.
— Meu namorado é o máximo mesmo.
— Parece meio triste... Limbo não é um lugar ruim?
— Lê a definição depois idiota, ele fala sobre a saudade que ele sente, de mim é claro.
Isso era uma inverdade.
Eu conheço muito bem o LeeKnow, ele não falaria de uma saudade que ele poderia resolver pulando a janela dela e dando a ela uma noite de amor e prazer intenso que era como ele sempre fazia comigo dizendo que não aceitava sentir saudades, sendo que morávamos a duas ruas de distância um do outro.
Limbo deve ser algo mais particular e intenso para ele.
— Antes de chamá-lo ao palco gostaríamos de lembrar a todos que no final ele receberá um prêmio, então aguardem para prestigiar esse jovem dançarino que tanto orgulho nos dá.
Mais aplausos e eu sorri com a empolgação dos meninos na primeira fila.
Eu deveria estar ali com eles, mas não estou, e eu sei que hoje eu no máximo sou para todos eles a lembrança de alguém que fez o amigo deles sofrer.
— E agora se me permitem, com vocês LeeKnow!
As luzes se apagam e um único foco aparece, uma fumaça toma o palco e ele vem surgindo do chão em sincronia com o toque da música que logo de início já me emocionou apenas no instrumental.
“Andar lado a lado
Eu não sabia que seria o último
Nas pegadas deixadas para trás
Olho para trás para ver se o seu cheiro permanece...”
Meu coração para.
— É a voz dele cantando... Essa letra...
Olho no palco e ele se move livremente em um dos estilos de dança que eu sei que ele mais ama executar, o estilo livre.
Penso na nossa última noite juntos e me sinto paralisar.
“...Nossa história foi linda
As memórias deixadas por você em mim
Significando mais do que isso
Por favor, não se esqueça disso
Vagando por um longo dia
A noite que recomeça
Ainda há muitas coisas que não pude dizer...”
Parecia que ele estava revelando ao mundo como eu me senti nesses últimos anos, mas por ser ele quem escreveu essa música estava nítido que aquilo tudo se tratava apenas de como ele se sentia.
Vejo ele girar com perfeição, passando uma de suas pernas a frente e em seguida abraçar o seu próprio corpo como se estivesse em busca de um contato que não tinha mais, e por tudo que há de mais sagrado eu o entendia com precisão.
Noites e noites passei internada querendo o toque do meu namorado, em delírios de dor eu chamava por ele, mas nunca tive coragem de interromper seus planos e o vendo dançar tão bem assim, não me arrependo de nada do que fiz.
Ele estava tão perfeito que a cada movimento seu toda a plateia perdia o ar, eu não era diferente e se eu pudesse eu correria até ele agora mesmo e o abraçaria.
“...Para que eu não me machuque em meus sonhos
Quero te chamar baixinho
Eu não consigo me esquecer de tudo, o momento que eu desejo
Será que tudo voltará a ser como antes?
Eu sei que mudará com apenas uma palavra...”
Posso estar enlouquecendo, mas algo ali vai muito além do que todos acreditam...
Acho que o LeeKnow escreveu essa música pensando em nós e em tudo o que vivemos que era algo como tatuagem na pele de tão intenso e marcado que era.
O vejo correr e dar um leve sauté no ar e em seguida cair com força e erguer suas mãos como quem queria desesperadamente alcançar o inalcançável.
Aquela coreografia estava perfeitamente linda e não havia dúvidas que tudo ali gritava pelo nome de quem a fez.
E a letra da música...
Era como uma carta dele para mim, uma carta que eu nunca pude receber, pois ele não saberia para onde enviar.
“...As palavras não ditas
Tranque-me em um sonho profundo, não me deixe ir...”
As lágrimas rolavam pelo meu rosto sem que eu desse permissão para isso.
“...Quando eu sentir sua falta, eu vou tirar de vez em quando
A sua imagem especial que só eu posso ver
Você também vai pensar em mim pelo menos uma vez? ...”
Eu o admirava com devoção e a cada passo incrivelmente limpo e coeso de sua dança todos ali entendiam o porquê ele era considerado o melhor.
Olhei de relance para nossos amigos e eles também estavam emocionados, muito até eu diria, decerto que além de mim eles ali são os únicos que sabem o real significado dessa apresentação.
Será que estou sendo muito pretensiosa em pensar que é como ele se sente em relação a mim?
Essa jovem em minha frente parece bem convicta de que tudo aquilo era para ela.
O vejo fazer um giro sobre os joelhos e se levantar com um de seus braços o erguendo como se alguém o puxasse, era lindo, um movimento fluido e todos estavam boquiabertos.
“...Quero te chamar baixinho
Eu não consigo me esquecer de tudo, o momento que eu desejo
Será que vamos voltar?...”
Tudo em mim doía, uma emoção incontrolável e a música rumava lindamente para seu fim.
— Quando ele receber o prêmio vou subir no palco e beijá-lo, meu amor foi incrível e eu tenho certeza que ele vai me abraçar de volta e assumiremos para todos o que temos.
Ouvi aquilo completamente entristecida e desmotivada a me mostrar para ele, ele pode até não estar mencionando-a em sua apresentação, mas de qualquer forma ela era alguém novo em sua vida, e apesar de isso me doer como a própria morte, eu tenho a total consciência de que eu nem deveria ter voltado agora.
O que eu estava pensando?
Depois de o abandonar assim como fiz, eu volto como se nada tivesse acontecido?
Eu não tinha esse direito.
Encaro o palco e o vejo girar lindamente no eixo, e em seguida ele passa seus braços pelo seu tronco como se arrancasse de si uma dor que só ele sabia sentir.
“...Eu sei que mudará com apenas uma palavra
As palavras não ditas
Falando sozinho baixinho...”
Ele abre os braços, encara o palco e as luzes se apagam.
Todos se levantam e o aplaudem, o ovacionam e eu, que já estava toda lavada em lágrimas, chorei ainda mais.
— Isso foi realmente lindo LeeKnow. — O mestre de cerimônias se apresentou já com o prêmio que daria a ele em mãos. — Sua apresentação apenas nos mostra o porquê de ser você aqui nesse palco nesta noite, e o porquê de ser você em toda a Coreia.
Mais aplausos e começo a notar a movimentação da moça em minha frente.
— Meninas eu vou agora.
Ela fala já pronta para se esgueirar e por não querer ver o que está por vir, decido ir embora, me levanto e saio de fininho e um pouco antes de virar na porta de saída escuto ao longe.
— E essa apresentação foi para alguém em especial?
Um silêncio rompido por um longo “Oooohhh” e eu não quis olhar, certamente a moça o estava beijando e então corro dali o mais rápido que posso.
Eu preciso ir para o mais longe que conseguir.
[...]
Minho Pov.
Por toda a minha apresentação eu sentia como se os olhos da Mi-ra estivessem sobre mim, e por isso dancei como nunca, dancei para ela e apenas meus amigos na primeira fila sabiam disso.
Era como se não estivesse mais ninguém ali além da minha coelhinha fofa e eu.
Finalizei com um sentimento de dever cumprido e ver que todos amaram me deixou muito feliz e orgulhoso e enquanto o apresentador do evento fala comigo noto duas movimentações estranhas na plateia.
Distintas, mas igualmente esquisitas.
“— E essa apresentação foi para alguém em especial?”
Assim que ouço essa pergunta, todos parecem querer ouvir minha resposta e algo que detestei ver foi acontecendo quase que em câmera lenta.
Um “Oooohh” se ouviu ali no teatro quando eu com meu ótimo reflexo segurei a Kya que estava prestes a me beijar.
— Quem é ela LeeKnow? É a dona dessa declaração?
Vejo um vulto correr da porta de saída e meu coração me diz que devo ir atrás do que vi.
— Hyunjin, suba aqui e receba esse prêmio por mim, — Olho para o apresentador. — Te explicarei tudo depois amigo, agora apenas entregue meu prêmio par esse bonitão aqui, e quanto a você, — Olho para a Kya que ainda seguro a mantendo longe de mim. — Feche sua matrícula no meu curso, eu não quero mais te ver.
Falo e saio correndo completamente desesperado.
Eu sei o que vi, não estou maluco.
Ou estou?
Que se dane, preciso ver com meus próprios olhos.
[...]
Corri feito louco e de fato havia alguém que tinha saído do teatro e com um nó em minha garganta me aproximei.
— Mi-ra é você?
Falo assim que alcanço a pessoa que vi correr do teatro a segurando pelo braço e o cheiro dela vem a mim como uma onda de libertação.
— Mi, olhe para mim.
Ela se vira lentamente e quando fica de frente para mim eu sinto minhas pernas perderem a força.
Levo minhas mãos até os óculos que cobriam seu lindo rosto e os removo com delicadeza, era ela, minha coelhinha finalmente voltou para mim.
— Oi, LeeKnow...
Ela falou tímida e eu pude notar que ela estava mais magra e seus cabelos bem mais curtos, mas ela ainda estava completamente linda, perfeita do jeitinho que me lembrava dela.
— Mi-ra você sabe que eu odeio correr, por que me fez correr até aqui?
Ela sorriu, aquele sorrisinho tímido só dela que eu tanto amava e eu pude ver seus olhos marejarem.
Levei minha mão ao seu rosto e deixei carinhos ali.
— Mi-ra, eu tenho tantas coisas para te dizer... — Suspiro fundo e a encaro, mesmo a vendo, a sentindo ali comigo aquilo não parecia ser real. — Há muitas coisas que eu ainda não te disse...
— Eu te amo Lee Minho!
A voz dela cortou minha fala, ela me chamou pelo meu nome como só fazia em poucas ocasiões, e não pelo meu apelido o que me soou como uma resposta que eu buscava desesperadamente por todo esse tempo.
Então ela também não se esqueceu de mim, ela me ama e acabou de me dizer isso.
Eu me sentia o homem mais sortudo do mundo e então cessei as palavras por hora, teremos tempo para conversar depois, afinal se ela está aqui é porque voltou para mim, não é?
Ela cumpriu sua promessa e voltou.
— Eu também te amo minha Mi-ra...
Vou até ela e sem pensar em mais nada eu apenas cesso a distância entre nós selando meus lábios aos dela e bem em frente ao teatro municipal de Seul, nós nos beijamos em um reencontro que foi desesperadamente esperado por mim e pelo que sinto em como ela me envolve com seus braços me aconchegando e acarinhando do jeito que ela sabe que eu tanto amo e eu posso dizer com convicção que a minha Mi-ra também esperava ansiosamente por isso.
Ela também esperava por mim.
Me sinto flutuar e eu nunca mais largarei dela.
[...]
Mi-ra Pov.
Enquanto corri para a saída do teatro tive um breve devaneio onde ele teria me visto e viria atrás de mim, e agora que o vejo em minha frente reclamando por odiar correr me fez sorrir timidamente.
Como eu consegui viver esse tempo todo longe dele?
O LeeKnow é o amor da minha vida e eu preciso dizer a ele que eu o amo.
Ele ia falando comigo e sua mão me segurava firme como quem não fosse me soltar nunca mais, mas eu preciso que ele saiba que eu nunca mais o abandonarei ou o deixarei ir.
Ouço sua voz em meus ouvidos e a sensação que tenho é que ele está me acarinhando com suas palavras.
“— Há muitas coisas que eu ainda não te disse...
— Eu te amo Lee Minho!”
Não me aguentei e falei de uma vez, quase gritei para falar a verdade, eu o amo e não era mentira, eu sei que há muito a ser dito entre nós, mas para esse primeiro momento de retorno eu preciso que ele saiba disso.
Que sinta todo o meu amor por ele.
E é por isso que me entreguei a esse beijo tão esperado por mim, que por noites e noites desejei desesperadamente que nem que fosse por um segundo apenas que eu pudesse sentir novamente seus lindos lábios nos meus e pelo jeito como ele me aperta e me embala em nosso beijo vejo que não fui a única a desejar viver esse momento.
— Não acredito que isso é real.
Ele fala sessando nosso beijo e colando sua testa a minha.
— Eu também mal posso acreditar.
Ele me encarou e segurou em minha mão.
— Eu sei que temos muito o que conversar ainda, mas vem comigo, vamos voltar lá para dentro, preciso me desculpar com o apresentador do evento por deixá-lo falando e você precisa dizer um “oi” aos nossos amigos.
Ele me abraçou apertado mais uma vez.
— Sentimos muito sua falta Mi.
— Eu também senti a falta de todos vocês LeeKnowyah.
— Tenho certeza que de mim sentiu muito mais.
Ele disse com sua carinha convencida que eu tanto amava.
— Assim como foi você o que mais sentiu a minha falta.
— Nunca duvide disso, coelhinha, agora vamos lá.
Voltei com ele, era como ele mesmo disse, teremos muito o que conversar, mas o momento ainda não era esse.
[...]
Ele havia me apresentado ao mestre de cerimônia do evento que chorou ao ouvir que foi para mim que ele havia dançado LIMBO sem nem saber que eu estava na plateia e foi se trocar me deixando na mão dos meninos.
— E então??? — O Han me encarava querendo saber de mim o que houve.
Olhei para o Felix implorando por socorro.
— Pera aí, o Felix sabia do porquê você desapareceu? — O Hyunjin perguntou incrédulo.
— Quando você se despediu da gente Mi-ra acreditamos que você manteria contato.
A fala do Bang Chan fez com que eu me encolhesse um pouco.
Os outros me encaravam, todos queriam saber o que estava acontecendo.
— Posso pedir para falarmos disso depois? Sei que não estou em condições de pedir algo assim, e se vocês quiserem, pedirei para o Felix adiantar o assunto para vocês, — o Hyunjin me olha cruzando os seus braços. — É, Hyunjin, eu sei, mas eu não contei nada a ele, ele descobriu e eu o fiz prometer que não falaria sobre.
— Foi algo sério pelo jeito. — O Changbin falou e veio até mim me envolvendo em um abraço. — Está tudo bem agora?
— Podemos dizer que sim Changbin.
— Ótimo, então esclareça tudo com o LeeKnow e depois falaremos.
— Mas enquanto isso vamos fazer o Felix falar. — O Seungmin falou e todos concordaram.
— Vem com a gente comemorar o aniversário do hyung? A gente ainda vai comemorar né?
— Claro que vamos, e é claro que a Mi vai também. — O Han falou também vindo me abraçar. — Você fez falta coisinha ruim.
Todos vieram em um abraço coletivo e eu finalmente me senti em casa novamente.
— Eu não posso me afastar um segundo e meus melhores amigos tentam roubar minha namorada de mim.
A voz do LeeKnow nos tira de nosso momento fofo.
— Agora podemos ir?
O I.N perguntou e todos nós sorrimos para ele.
— Vamos, vão na frente e eu vou seguindo vocês, e você... — Ele me puxa para perto. — Você vem comigo.
[...]
No caminho para o restaurante conversamos um pouco sobre coisas aleatórias.
— LeeKnowyah, você evoluiu tão bem na dança! Eu amei cada mínimo detalhe da sua apresentação.
Ele sorriu pequeno, mas algo parecia o incomodar.
— Obrigado, Mi-ra não vamos falar sério agora, mas você pode me dizer o porquê sumir daquele jeito sem deixar vestígios?
Senti um frio no estômago, eu não posso esconder nada dele, não mais.
— Precisei cuidar da minha saúde LeeKnow, e voltei agora porque consegui.
Vi suas mãos apertarem o volante com força.
— Você está realmente bem agora, ou veio apenas se despedir de mim?
Sua fala carregava um medo inevitável, então levei minha mão até a dele e a pousei com delicadeza sobre a sua.
— Eu estou bem agora, eu prometo, vou te contar tudo assim que estivermos prontos para essa conversa.
— Você me guardou em seu coração esse tempo todo? Não me deixou ir como havia me prometido que faria?
— Te guardei e será sempre assim, eu nunca vou te deixar ir, e peço que nunca me deixe ir também.
Ele passou a mão dele por cima da minha e a segurando firme, levou até seus lábios e a beijou.
— E aquela garota? Ela é mesmo alguma coisa sua?
Ele me olhou rapidamente sorrindo e voltando sua atenção a rua.
— A Kya? Não, ela não é e nem nunca foi nada minha que não fosse aluna e somente isso, eu realmente esperei por você Mi-ra, você sabe que eu te esperei.
— Sim, eu sei, mas não custa perguntar né, afinal ela tem uma foto te beijando no celular dela.
— Ela tem o quê? — Ele parecia incrédulo. — Alguém tirou foto daquilo... Mi, ela veio para cima de mim, mas eu a afastei, foi uma única vez e eu a dispensei.
— E mesmo que você tivesse tido algo com ela, eu jamais reclamaria LeeKnow, você estaria no seu direito e eu perguntei só para entender mesmo.
— Ela não é nada para mim, Mi.
— Mas para ela você é o namorado dela.
— Uma maluquinha.
Ele revirou os olhos e nós dois começamos a rir, e não demorou muito chegamos no restaurante.
[...]
O jantar foi muito agradável e estava tudo uma delícia, os meninos pelo jeito foram atualizados pelo Felix, mas tentaram se manter neutros a noite toda.
— O bolo!
O Felix falou parecendo mais aliviado, mas todos ali me encaravam como quem fosse chorar a qualquer instante.
— Olha vocês já devem estar sabendo mais do que eu, mas vamos parar com isso tá?
— Lino, você ganhou o presente que queria?
O Han perguntou para tirar a atenção daquilo.
— Sim Jisung, eu finalmente ganhei o que pedi nos meus pedidos de aniversário desses últimos três anos, finalmente a Mi-ra voltou para mim.
Sorrio fraco, eu ainda estava sem jeito perto deles.
— E então o que vai pedir esse ano?
O Hyunjin falou já acendendo as velas.
— No três, dois, um! — O Chan contou e eles logo começaram a cantoria.
“Parabéns pra você...”
— Faz um pedido LeeKnow!
Fechei meus olhos e desejei profundamente que a Mi-ra estivesse mesmo completamente curada e que ela nunca mais fosse embora da minha vida.
E aquele aniversário teve um gosto especial, completamente diferente dos últimos que tive.
[...]
Casa do LeeKnow.
Chegamos e eu fui tomar um banho única e exclusivamente pela insistência da Mi, que dizia que me queria relaxado depois de tudo que rolou nas últimas horas.
[...]
Mi-ra POV.
Ele quis me levar com ele para o banho, mas eu disse que melhor não, nossa conversa ainda se daria e eu não fazia a mínima ideia de como será a sua reação quando souber dos fatos.
Não demora muito ele sai do banho só de toalha amarrada na cintura e com outra em sua mão que secava seus cabelos molhados e se aquilo não era a imagem da mais pura perfeição, então eu nem sei mais o que poderia ser.
— Você está babando Mi.
Sorrio soprado, ele não perdeu seu jeito provocador.
— Pois é, acho que preciso de um banho também.
— Deixei uma toalha para você no banheiro, e uma camiseta minha para vestir depois, leve o tempo que precisar.
Está bem.
Fui e tomei um banho tranquilo, mas não muito demorado, eu precisava falar com ele e essa espera estava me matando.
Saio já vestida na camiseta larga dele e o encaro, ele estava com um olhar fixo para a porta do banheiro e assim que eu saí, ele fixou seu olhar em mim.
— Você continua um sonho de tão linda.
— Olha quem fala, já se viu no espelho LeeKnow?
— Me olho sempre e concordo com você, sou lindo, mas nada se compara a sua beleza Mi-ra.
Sorrio pequeno e ele dá leves tapinhas no colchão de sua cama, me indicando para sentar ali e sentindo um frio enorme na barriga, eu vou até ele e faço o que ele pediu, ficando cara a cara com o amor da minha vida.
— E então?
Ele diz um tanto impaciente.
— LeeKnow, vou falar de uma vez, não dá mais para enrolar com isso — Ele apenas acenou concordando e eu continuei — Eu estava esses últimos três anos nos Estados Unidos tratando minha leucemia...
Os olhos dele se encheram de lágrimas e eu segui contando a ele tudo desde quando descobri que eu estava com essa doença, falei para ele dos meus motivos por deixar tudo em segredo e expliquei tudo da melhor maneira que pude, falei para ele todos os detalhes da minha doença que quase me venceu, o tratamento como foi difícil, e que agora eu estava “curada” só precisaria esperar os cinco anos de remissão, e se dentro desses cinco anos a doença não voltasse eu estaria finalmente curada por completo.
— Sei que você já tentou me explicar isso, mas porque você me deixou de fora, Mi? Por que não me quis ao seu lado?
— Acredite em mim Minho, tudo que eu mais queria era ter você ao meu lado, e você pode até me xingar de egoísta ou do que mais quiser, mas meu pensamento era apenas um: Se eu não vencesse essa luta e você tivesse ido comigo eu apenas teria te privado de correr pelos seus sonhos, e quanto tempo isso levaria? Não tinha como saber... eu não podia fazer isso com você amor.
Ele me ouvia e sua mão me acarinhava o tempo todo.
— Aposto que a minha sogra quis me contar.
— Pois ganhou de lavada, ela foi contra o tempo todo eu manter isso em segredo.
— Mas meu sogro não...
— É...
— E o Felix sabia, não sabia?
— Ele descobriu enquanto arrumávamos minhas malas.
— Nossa e ele guardou isso sozinho esse tempo todo?
— Parece que sim...
— Meu brownie boy cresceu bem.
O encarei envergonhada.
— LeeKnow, me perdoe ter escondido isso de você, eu posso ter agido errado, mas u não queria dar mais esse fardo para você carregar, sua vida sempre foi corrida e sua luta constante para dar a sua mãe o futuro que ela merece, eu não poderia acabar com isso.
— Você agiu como achou que devia, e pagou suas consequências por isso, eu também sinto muito por não ter insistido com você, eu queria poder estar eu seu lado Mi, acredite em mim se eu soubesse eu estaria com você.
— E eu não sei, se foi exatamente por isso que não te contei nada amor, e outra você me prometeu que não faria nada assim como insistir comigo, você apenas cumpriu sua promessa como sempre faz...
Ele me abraçou forte
— O importante é que você voltou para mim e como eu sempre disse você é o meu futuro... Minha Mi-ra... e agora vamos cuidar para que isso nunca mais volte e você me prometa que nunca mais sairá de perto de mim, principalmente me deixando no escuro desse jeito, foi horrível Mi-ra.
— Eu prometo Lee Minho.
Nos afastamos do abraço e ele me encarou sorrindo.
— Eu te amo Lee Minho! — Ele me imitou em nosso reencontro na saída do teatro e eu dei um leve tapinha em seu ombro. — Aí, não me agrida, eu achei fofo você dizendo que me ama, repete?
Sorri ainda mais largo, mas também morri de vergonha.
— Eu te amo Lee Minho!
— Acho fofo quando me chama pelo nome, mas fale isso mais uma vez tentando o apelido agora.
— Eu te amo LeeKnow!
— Waar… isso foi bom... — Ele avançou e selou seus lábios levemente nos meus. — Eu também te amo minha Mi-ra-ssí.
Ele veio para cima de mim e a sensação que tive era a de que ontem mesmo eu estive em seu quarto compartilhando de um momento íntimo com ele.
Era como se o tempo não tivesse passado, mas, ao mesmo tempo, meu corpo gritava por ele de tanta saudade que eu sentia, meu corpo todo ansiava por seu toque mais íntimo e eu sentia me derreter em suas mãos que com delicadeza removeu a camiseta que me cobria.
— Agora minha coelhinha tem marcas pelo corpo...
Ele olhava cada uma delas, passando a ponta de seus dedos por onde elas estavam, e as beijando com carinho e eu ainda sentia algumas delas doloridas.
— Você aguentou tudo isso sendo firme todo esse tempo, estou muito orgulhoso de você meu amor.
Uma lágrima rolou o meu rosto, o LeeKnow era exatamente assim, centrado e certeiro, ele era compreensivo e eu só conseguia ter ainda mais certeza do meu amor por ele.
— Eu senti sua falta LeeKnowyah.
— E eu senti a sua Mi-ra.
Ele me deitou com cuidado, como se eu fosse me partir ao meio, segurou minha cabeça apoiando-a confortavelmente no travesseiro fofo dele.
— Você pode? Quer dizer... podemos matar nossa saudade assim?
— Sim, podemos, e não é como se você fosse me quebrar né?
Ele me olhou com um sorriso ladino.
— Pelo visto esqueceu como eu te deixava de pernas bambas né? — Ele veio até meu ouvido e sussurrou. — Tudo bem, será um prazer para mim te lembrar de como éramos na cama.
Senti um fogo me tomar e o virei em um único movimento o deitando e em seguida me livrando de sua box sem nada dizer e ver o membro dele todo teso só a minha espera me deixou eufórica.
— Vai ficar deitado assim? Amoleceu LeeKnow?
Ele sorriu balançando sua cabeça em indignação.
— Olha só ela não mudou nada...
Ele se levantou e eu me arrumei na beirada da cama e pronta para o que eu queria tanto fazer, massageei um pouco seu falo com a minha mão e vi o líquido de preparo saindo com facilidade de sua glande.
O encaro só mais uma vez e me volto ao seu membro rijo, o abocanhando sem dó e iniciando um trabalho faminto nele.
— Aaaah porra...
Eu o sugava com vontade e sempre que conseguia eu o encarava, curiosa em ver sua feição desejosa e a cada vislumbre que eu tinha me sentia eufórica, eu não poderia ter morrido sem o ter assim tão rendido a mim novamente.
A minha luta foi árdua, mas agora ela havia cessado e nesse momento tudo o que quero, está bem aqui comigo nesse quarto que acolhe seus gemidos sôfregos da mesma forma calorosa de antes, o que me fazia sentir que nada mudou entre nós apesar de tudo.
Em um dado momento ele leva sua mão aos meus cabelos e começa a dar leves estocadas em minha boca.
Uma provocação que ele sabe que vai me enlouquecer e sem pensar eu começo a investir sugadas insistentes em sua glande até que o sinto começar a tremer, ele está prestes a vir em minha boca e eu farei questão de fazer com que ele se deleite enquanto bebo dele com prazer.
— Puta merda Mi-ra... puta merda...
Ele fez que sairia da minha boca, mas eu o prendi com minha mão o encarando feio como quem fosse o repreender.
— Merda...
Ele se afunda em mim e vem com vontade e eu me sinto viva novamente como a muito não sentia.
Eu estava no céu e minhas estrelas vinham dele.
— Você é fogo sabia? — Ele fala um tanto ofegante — Olha só como me deixou, mas nem vem que não vou deixar você sair impune assim.
Ele me deitou na cama e em encarou fundo nos olhos.
— Minha vez.
E com toda sua habilidade e todo seu conhecimento do meu corpo e do que me fazia enlouquecer ele começou a descer selares em meu pescoço deixando chupões ali apenas para me marcar como ele tanto amava fazer, e quando sua boca chegou em meus seios ele levou uma de suas mãos até minha intimidade e começou a brincar por ali enquanto me chupava e mordiscava meus mamilos que já estavam muito sensíveis.
Meus gemidos eram altos e eu estava prestes a implorar por ele.
— Nada mudou por aqui, não é? — Ele falava da forma mais instigante possível enquanto me estimulava com destreza lá em baixo. — Não quer gozar comigo brincando assim? Você ainda não consegue esperar?
— LeeKnow...
Ele sabia que eu o desejava dentro de mim, mas é claro que ele ia me torturar antes.
Me revirei quando ele acariciou de forma mais intensa meus pontos sensíveis e ele apenas me encarava em pleno deleite.
— Tudo bem meu amor... vou te dar o que quer.
Ele veio se deitando sobre mim e o peso do seu corpo contra o meu fazia tudo ficar ainda mais perfeito e assim que ele estava todo sobre mim ele começou a roçar seu membro em minha intimidade afoita e eu me abria ainda mais só esperando que ele me invadisse.
— LeeKnow, por favor, pare com essa tortura.
Ele sorriu satisfeito e enquanto se colocava todo para dentro de mim sua boca me tomou em um beijo voraz e nesse exato momento todo o meu mundo voltou a fazer sentido, meu namorado me mostrava a cada estocada firme que nunca se esqueceu de mim e sua língua brincalhona apenas instigava meu desejo de ser dele ainda mais.
— Aaaah…
Ele gemia pesado em meu ouvido e em resposta eu mordi seu ombro.
Meus próprios gemidos começaram a dominar o quarto e ele me estocava com firmeza me estimulando de todas as formas possíveis e em um aperto involuntário que eu dei nele senti que ele também delirava comigo em seus braços.
— Mais amor, por favor, mais forte.
— Caralho Mi... você quer mais do seu LeeKnow?
— Sim...
— E como pede?
— Por favor amor...
Ele sorriu vitorioso e eu me rendi a ele.
— Vou dar o que a minha Mi tanto quer.
Ele mal terminou sua fala e suas estocadas ganharam uma força absurda, estava perfeito para mim e eu apenas implorava por ele enquanto me roçava contra seu membro e depois de um bom tempo nisso eu vim nele me contorcendo ainda mais o que fez ele vir logo em seguida, ele se demorou a sair de mim e eu aproveitei cada instante daquele momento.
[...]
Ficamos abraçadinhos por um tempo sem nada dizer, ele acarinhava meus cabelos e eu ouvia o bater do seu coração que lentamente foi voltando ao ritmo certo.
— Bom saber que o tratamento não mudou em nada a sua libido.
— Na verdade, eu não fazia ideia de como isso ia se dar, conversei com os médicos e eles disseram que poderia haver alterações e eu tinha receio com isso.
— Eu machuquei você?
— Não amor, você foi perfeito, do jeitinho que eu sempre amei que fosse.
Ele me apertou em um abraço e beijou minha testa.
— LeeKnow...
— Mi-ra...
Sorri feito boba, eramos ele e eu juntos novamente como se o tempo não tivesse passado para nós.
— Feliz aniversário.
— Obrigado coelhinha.
Me virei para encará-lo e ele abriu um de seus olhos.
— Você quer dormir?
— Não, quero só cinco minutinhos para podermos continuar nossa comemoração.
Sorri feito boba e ele agora estava com seus dois olhos abertos me encarando.
— Mi-ra...
— LeeKnow...
Ter o imitado lhe arrancou um sorriso genuíno e eu amava quando ele sorria daquele jeitinho lindo para mim.
— Promete que nunca mais vai me deixar?
Vou até seus lábios e deixo um selinho demorado nele.
— Prometo.
— Ótimo porque eu também farei uma promessa aqui.
— Que seria?
— Eu nunca mais vou te deixar ir.
Meus olhos se encheram de lágrimas e ele os encarou com ternura.
— Por favor, LeeKnow, não me deixe ir, nunca mais.
— Eu não vou.
Depois de nossas promessas voltamos a nos amar, a saudade que tínhamos um do outro estava longe de cessar e com isso criamos novas lembranças que encherão o nosso LIMBO com imagens e sentimentos que só nós dois poderemos ver.
Esse era o nosso mundo do jeitinho que sempre foi e estar em seus braços novamente foi para mim a minha verdadeira vitória.
“Ainda há muitas coisas que não pude dizer
아직 못다 한 말이 많은데
ajik motda han mari maneunde”
“Eu te amo Lee Minho
사랑해요 이민호
salanghaeyo iminho”
Música que inspirou o capítulo:
https://www.youtube.com/watch?v=tUYJdNxrSyk
Ps: Usei durante a Fic várias falas baseadas na canção LIMBO dele, mas queria muito destacar (assim como fiz na declaração da Mi-ra no reencontro deles e no final da Fic) esse momento aqui:
https://www.youtube.com/watch?v=J9AXl2PaLsk
No vídeo ele em live combinou com os Stays que iam ao show para que eles gritassem "salanghaeyo iminho" na parte antes do refrão e eles fizeram deixando ele muito feliz, e eu sou muito apegada com esse momento dele, por isso quis trazer e enfatizar ele na Fic.
Vamos sempre dizer um sonoro "EU TE AMO LEE MINHO" para o nosso gatinhos lindo!
Ele merece todo o amor do mundo!
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