Imaginário

8 Preocupação, Confusão sentimental e Revelação.


Notas iniciais
Ta ai, consegui fazer maior e o mais rápido possível, se tiver erros ignore esta bem.

—Quando deus te desenho, ele tava sem borracha, o lápis escorrego e nasceu essa desgraça... – Eu cantava a caminho do treino, Cody vinha atrás que nem uma lesma.

— To com sonooo... — Reclamava meio que rugindo.

—Na beira do mar de horror. Na beira do maaar, na beira do mar de horrooor *cof cof* — High note fail.

—Nanda posso subiu nas suas costas? — Eu interrompi minha cantoria me virando confusa.

—Ta, sobe ai. – Ele se atracou na minha costa que nem um macaco. Ainda bem que não pesava nada. Não pergunte como ele o fez, mas fez. Se fiquei com Frio? Sim, mas diante daquele calor das 3:00pm meu amigo aquilo era como ar condicionado ambulante. – Aonde eu parei mesmo? – Perguntei me referindo a musica, voltando a anda.

—No papai do céu — Falou pousando a cabeça no meu ombro. Ele até já aprendeu.

—Aé...Papai do céu na hora de fazer você, ele deve ter se assustado pra valer...

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—Cuidado! – Não deu tempo de desvia lançamento e ela foi direto à cara da Rafa que caiu dura no chão. – Ai meu deus – Corri até ela a ajudando a se levanta.

—Sua monstra! – Se levantou com a mão massageando a testa.

—Foi mau, mas eu avisei, você é que tava que nem uma besta olhando para o céu. — Imitei ele olhando pro céu com a boca aberta. – Ai meus olhos carai — Esqueci do sol.

—E que eu to distraída hoje. — Pegou a bola do chão e apertou nas suas mão entre o suspiro.

—Percebi o Antônio te jogou uma bola de papel na cara e você nem se mexeu.

—Vocês tão mirando minha cara hoje né. — Ela jogou a bola pra mim com força e eu peguei sorrindo

—Talvez. – Deixei a bola no quanto próximo e fui até minha mochila pegando dela minha garrafa de água e minha toalhinha para limpa o suor da cara. Sai da quadra com meus pertences e sentei no primeiro degrau da arquibancada, Rafa sentou ao meu lado. – Agora é o treino de futsal ... – Vi os meninos entrarem na quadra.

—Já? — Perecia não acredita.

—A gente já ta á 1H treinando direto. — Falei como se não fosse obvio.

—Nossa... – Caramba ela nem percebeu? Por que meu corpo percebeu, coitado.

—Por que ta tão distraída em? – Questionei-a enquanto colocava as minhas coisas na mochila.

—E que eu to com medo. – Brincava com os dedos nervosa.

—Medo? Medo de que?

—Das provas amanhã. – Serio deve ter uma gota enorme na minha testa agora.

—Prova é prova, é só marca, e olha que é eu que to falando. Você é mais inteligente que eu então, não vai ter problema algum. – Dei fraco soco no ombro dela sorrindo.Falei por fala por que também estava meio preocupa com a prova e com outra coisa.

—É você tem razão. – Sorriu. Reparem que ela meio que concordou que sou inferior na inteligência – Valeu.

—De grátis.

—Rafaela venha aqui! – Chamou o professor e ela se foi para lá, eu me levantei subindo a arquibancada até o topo.

—Ei Cody acorda ai. – “Chutei” o braço dele enquanto segurava as alças da minha mochila.

—Nanda só mais 5min. – Se virou no degrau ficando de costas pra mim.

—Não! Bora! Eu to com fome e não tenho dinheiro para o lanche. — Ele se levantou com preguiça e saiu andando quase se arrastando eu apenas o seguia.

—Cody?

—hummm...? — mórgio em dúvida.

—Por que você anda com tanta preguiça esses dias? – Nossa faz três dias que ele ta lento assim, to começando a me assusta.

—Eu não sei. Só sinto-me bem cansado. – Bocejou coçando a cabeça.

—Que estranho. Você sendo um ser espiritual não devia fica cansado certo? – Dei uma olhada ao redor e me abaixei na sua frente e ele subiu em minhas costas.

—Sei lá. – Pousou a cabeça no meu ombro e dormiu. O caminho foi silencioso assim que chegamos coloquei Cody deitado na minha cama. Fui tomar banho e me troquei no banheiro mesmo, já que Cody estava no quarto, Fiz meu lanche e depois de comer fiquei observando-o dormi. Aquilo estava me preocupando muito a cada dia ele dormia mais, e eu nem ele sabemos o porquê. Porém tudo se torna confuso quando focamos no cansaço suspeito, Cody nunca cansa, lembro das nossas apostas e corridas, ele sempre (infelizmente pra mim) ganhou.

—Amor? – Me chamou daquela forma esquisita que pelo susto não percebi de ‘prima’ manja?

—Hun ? Acordou. Como se sente? – Sentei a beira da cama.

—Bem cansado. Por que eu to assim?

—Eu não sei... Isso não devia ser possível – “Passei” a mão pelos cabelos dele pensando em alguma solução mais não me veio nada na cabeça. Ele é um ser criado por mim e minha mente,e se... – Será que se eu pensar que você esta bem, ficaria bem? – Isso parece absurdo.

—Eu não sei, mas vamos tenta está bem? – Sorriu fraco.

—Sim. – Coloquei minhas em em cima da dele que estava próxima a mim na cama e fechei meus olhos, eu fiquei pensando em ele bem e sem qualquer problema e assim que abri os olhos ele estava dormindo profundamente. Será que deu certo? Eu espero que sim. É melhor deixa-lo dormindo por enquanto. Vou lê as novas folhas de historias que minha tia me trouxe, já que seria melhor não ligar a TV, pode acorda ele.

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—Acorda! Vai se atrasar desse jeito. Hoje temos provas do 2° bimestre! – Eu despertei confusa e quando foquei de fato meus olhos Cody estava em cima de mim com os braços apoiados do lado da minha cabeça e sorrindo.

—Cody, você esta bem? — Coloquei a mão na sua testa, porém me lembrei que o atravesso. Às vezes eu esqueço que ele não é tocável.

—Sim, eu estou muito bem na verdade. Vamos se levante se não eu vou te beija! — O QUE? Beija, que maravilhosa condição é essa? PARA! Eu disse maravilhosa? Disse produção?

—Er... – Ele sorriu se aproximando e eu entrei em desespero, rolei rápido pela cama o atravessando e cair de mal jeito da mesma, me levantei com o braço doendo e sai correndo para o banheiro. Mas o que foi isso? Por que eu queria ficar lá? Mas eu queria então por que corri? O que é isso tudo que se remexe na minha barriga. Deve ser fome. Tem que ser fome.

—Nanda! – Me virei para a porta, assustada, dando um gritinho de surpresa abafado pela minha mão e ele estava do outro lado. – Por que correu? – Eu não sabia como responde essa pergunta então resolvi ser sincera. Não sei menti para o Cody, ele sabe perfeitamente quando estou mentindo e fica muito bravo com isso.

—E-Eu não sei porque corri, mas por que você quis me beija? — Na verdade queria acaba logo essa conversa, porém sou curiosa.

—Eu... Eu não sei também. Eu só quis. – Ficamos em silencio eu ainda olhava para a porta e com certeza ele também olhava. Fiquei lá não sei quantos minutos parados desconfortáveis pensando no por que de tudo isso. Não sei muito sobre relacionamentos, ou namoros, ou mudanças de sentimentos, pois a única certeza que tenho é que para mim o Cody é diferente, os sentimentos são diferentes, são melhores e mais especiais, porém também são confusos e fortes. Totalmente diferente do que já senti na vida, eu já iria me vira imaginando que ele tinha ido embora quando o ouvi fala – Me desculpe.

—O que?

—Me desculpe. Se apresse temos que ir. — Ele falou magoado, senti tristeza em cada uma daquelas palavras, decidir deixa para pensa nisso tudo depois, apenas retomei o que vim fazer que era tomar banho pra ir a escola. Sai de lá fui me vesti e Cody não estava. Peguei minha mochila mesmo não precisando por que era prova, sai para a escola. Cheguei a meu lugar e sentei.

—Bom dia para você também Nanda. – Disse a Rafa se virando na cadeira para me encara.

—Hã? – Perguntei avoada.

—Chega e nem dar bom dia.

—Bom...dia. – Levantei a mão como se estivesse prometendo algo.

—Aconteceu alguma coisa? — Me lembrei do Cody se aproximando para me beija e corei.

—Nada aconteceu! – Respondi rápido.

—Certeza? – Apertou seus olhos pra mim.

—Só os idiotas tem certeza. – Ela me mandou o dedo do meio e eu encerrei a conversa, logo o professor chegou. Fiz tudo, nem estava tão difícil, sai da sala e sentei na frente dela esperando a Rafa sai quando o professor de educação física parou na minha frente.

—Oi Fernandinha.

—Oi fesor. Onde está indo? – Nem queria sabe só perguntei por educação, tava mais concentrada em meus pensamentos.

—Ah, eu vim avisa-los que não teremos treino nas férias. – Olhava a prancheta.

—Ah sim... — Desviei minha atenção para o rio.

—Você está bem? – Me analisou rápido e voltou a olha sua prancheta.

—Estou sim Fesor, por que ?

—Parece triste. É algum garoto? – Sim é um garoto, mas eu não vou te fala nada por que você também é um e principalmente é meu professor.

—Não Fesor, é só preocupação com as provas. — Falei fazendo pouco caso é sorri amarelo.

—Ah, você não estudou não?

—Estudei sim, só que sei lá, sabe.

—Sei... – Comentou.

—Fernanda, Terminei. Oi professor. – A Rafa chegou toda alegre.

—Oi Rafaela. Não teremos treino nas férias.

—O.K.

—Vou fala para a turma. Até mais meninas. – Se despediu e entrou na sala.

—Até... – Falei o vendo ir.

—Vem Nanda, vamos lá no pátio. Como foi a prova pra ti? Pra mim foi fácil. — Segurou me braço me puxando da mureta pra eu fica de pé.

—Foi mais ou menos pra mim, Rafa eu acho que vou pra casa –Puxei as alças da minha mochila suspirando.

—Por quê?

—Não estou me sentindo bem. — Suspirei cansada coçando duas vezes minha cabeça.

—É dor de barriga? – Apontou pra minha barriga.

—Não, é dor de "confusão" mesmo. Outro dia eu te conto.

—Confusão? – Pensei em conversa com a Rafa sobre o Cody porém não me sentia segura para fala dele com ela ainda.

—É. Até mais – Sai de lá com minha mochila, e fui o caminho todo pensando e distraída acabei esbarrando com em alguém. –Oh meu deus, Me desculpe. – Falei ajudando à senhora a pega as compras que acabou soltando no chão com o impacto. – Isso parece pesado, posso ajuda-la a levar se quiser. — Será que ela vai aceita a ajuda de uma estranha?

—Ah, seria de grande ajuda. – Sorriu, não é que aceitou. Eu peguei as duas mais pesadas. – Eu moro aqui perto.

—Tudo bem, apenas me mostre o caminho. — Cara isso está muito pesado, como é que ela tava aguentando?. A senhora seguiu na frente até a outra rua, dobrou e parou na esquina. – Eu moro aqui deixe as compras lá, sim? — Apontou para uma mesa na sua sala, era uma casa aconchegante.

—Claro – Segui a ordem e coloquei lá.

—Você pareceu bem preocupada durante o caminho. Algo te aflige? – Sentou á mesa.

—Sim. — Sentei também cansada.

—Um rapaz? – A velha é vidente? Suspirei pensando que eu precisava fala aquilo com alguém, ela é mais vivida então poderia me dá uma resposta mais coerente.

—Sim senhora. — Respondi a vendo me analisar.

—Seu namoradinho?

—Não sei. – Cocei a cabeça sem jeito.

—Como não sabe?

—Eu e ele somos bem próximos, muito unidos e às vezes ele me trata como sua namorada. – Expliquei da melhor forma que consegui e ela me olhava calma.

—E você gosta quando ele te trata assim?

—Gosto. — Sorri me lembrando das vezes que isso acontecia.

—Você gosta muito dele. — Não foi uma pergunta mas eu respondi.

—Sim. Ele é muito especial para mim. – A certeza na minha voz fez ela sorri brevemente e eu me assusta.

—Você o ama?

—Sim. — Nossa eu falei mesmo.

—...Mas você o ama como amigo ou como garoto? – Eu fiquei calada pensando. Eu o amo com certeza mais o quanto o amo? Será que o amo só como amigo? Será que ele também pensa nisso? Será que também está confuso? Será que ele me ama?. Tenho certeza que meu olhar se tornou perdido. – Você ainda não sabe a resposta, certo?

—Não.

—Quando você se resolve ai – Apontou para o meu coração. – Você saberá responder a essa pergunta. Não precisa ficar pensando muito. Apenas sinta e se deixe leva. – Falava sonhadora pra mim, provavelmente se lembrando dos velhos tempos dela, quando era jovenzinha. Sorri agradecida, me levantei e a abracei de surpresa.

—Obrigada.

—De nada pequena. – Pequena... e ela é menor que eu...

—Tenho que ir vovô. — Falei já saindo de sua casa.

—Tchau. – Eu me despedi com um aceno de mão e sai correndo para casa animada.

Eu não sabia direito o que era tudo isso, mas agora estou disposta a entender, mesmo que isso me leve à loucura, mesmo que isso leve tempo. Eu sei que um dia vou entender.

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BIBLIOTECA...RECREIO.

— Nanda? Ei! – A Rafa passou a mão em frente minha cara, me despertado do meu transe .

—Hun? – Olhei pra ela confusa.

—Tá um tempão olhando essa pagina ai sem se mexe.

—Ah... – Voltei a olha a pagina do livro de poesias, era uma poesia sobre o Amor jovem, li mais sobre amor nas fanfics que minha tia trás pra mim e na seção de alto ajuda daqui da biblioteca, e a conclusão é que eu estou ferrada, minha confusão pode ser explicada como ansiedade e o amor é bonito – Rafa acho que apaixonei?

—Que? Por quem? Sancara? – Me puxou pelo braço pra conversamos cochichando se não os outros alunos iriam ouvi.

—Não rum! Pelo Cody obvio!

—Cody? Quem é Cody? – Fudeu! Droga eu falei sem pensar!!!

—É..er...- Me encolhi na cadeira sem saber o que fala pra sair dessa. A Rafa é minha amiga tipo vai entender se eu fala a verdade né? NÉ? — Lembra...er...aquele dia que eu comprei lanche e fui pra arquibancada comer junto com meu amigo?

—O especial? – Perguntou sorrindo maliciosa.

—Disso tu lembra né? — O tom da minha voz aumentou e ela me olhou feio junto dos outros alunos. Limpei a garganta e voltei a cochicha — é esse mesmo.

—Então você ta “apeixonada” por ele?

—S-Sim. – Não acredito que to fazendo isso.

—Ele estuda aqui né, claro que se encontraram no recreio ele deve estuda aqui, de que sala ele é que nunca ouvi fala de um Cody no nosso bloco. Não! Ele é da 8ª ? – Me olhava surpresa e eu fiz minha melhor cara de “Sério isso?”

—Não. Ele estuda com a gente na nossa sala. – Ela cuspiu o Ar apontando pra mim irônica.

—Mentira Fernanda, conhecemos todos os meninos da nossa sala e nenhum dele se chama Cody, fala logo quem é. – Eu não disse mais nada apenas peguei o nosso primeiro “livro” do minha mochila e coloquei sobre a mesa. – O que tem esse caderno? – Ela pegou e começou a lê depois de alguns segundo folheou ele lendo rapidamente outras pagina e por fim o colocou de volta na mesa. -Explica isso.

—É meu livro... Eu escrevo um livro, Não é um livro qualquer, ele é tipo...hum...mágico?

— Mágico? – Perguntou confusa.

—Eu criei o Cody. Não, deixa eu explica direito. No ano passado, um dia, eu desenhei um garoto no fim do meu caderno, ele era realmente fascinante e então resolvi lhe dá um nome, e esse nome foi Cody. Quando cheguei em casa cheia de ideia sobre ele resolvi escreve um livro de historias — Apontei para o caderno e ela ouvia atentamente. – Nesse livro depois de algumas coisas acabamos por namorar. No dia em que estava escrevendo o capitulo do inicio do namoro ele simplesmente apareceu pra mim, tipo um amigo imaginário, uma alma penada e dai pra frente nos tornamos amigos e conversamos sempre todos os dias, até dividimos a cama, e estudamos juntos, ele vem a escola comigo e assisti as aulas também. Entendeu agora? – Ela não disse nada por alguns segundo se manteve na mesma posição me olhando. – Rafa?

—Fernanda... Você anda fumando maconha? Recebeu algo estranho de alguém na rua? – Ela me questionou bem seria.

—Não, olha Rafa, você entendeu, certo?

—Claro que entendi, você tem um amigo imaginário e agora ta apaixonada por ele. Isso é super normal, eu também to apaixona por um fantasma, ele se chama José, José o Fantasma. – Falava irônica e eu bati na minha própria testa. Peguei meu livro e coloquei na mochila suspirando com raiva, sabia que iriam me taxa de louca drogada. Me levantei e apenas sair de lá pra sala de vídeo para a próxima aula que seria um filme sobre a Guerra Civil na áfrica já que o recreio acabou á alguns segundos. Sentei no final e quase todos estavam lá, a Rafaela chegou atrasada e sentou do meu lado depois de me avaliar um pouco. Assistimos ao filme em Silencio, sem conversa e nos olhar, apenas assistimos e no fim voltamos pra sala. Eu sentei no meu lugar e Rafa na minha frente. O professor estava demorado a chegar e eu estava começando a ficar incomodada, é lógico que ela não entenderia mas tira saro já é demais pra mim.

—Hey!– Olhei para meu lado e Cody estava sentado em uma cadeira vazia. – Parece tristonha pequena.

—Pe.que.na. Quanta vez já disse pra não me chama assim. – Falei baixo de forma cansada. Ele se levantou e sentou na minha mesa.

—Você é pequena mesmo oras, nada a vê te chama assim, reclama não vai fazer você cresce também. – Cheguei à conclusão que Cody é suicida.

—Quer morre Cody? Hun? – O Ameacei cochichando.

—E como é que vai me mata mesmo? – Sorriu irônico e eu bufei. Rafa se virou na cadeira dela em minha direção me assustando e ao Cody que deu um gritinho fino de surpresa.

—Ele ta ai? – Perguntou procurando algo.

— Ele? quem? — Questionei confusa

—O Cody? – Eu hesitei um pouco em responde.

—Sim. – Respondi incerta.

—Perai o que? Ela-ela sabe? – Cody me perguntou desesperado, e começou a passar a mão na cara dela. – Consegue me vê? – O olhei negando de cara feia.

—Mais hein? ...Ela sabe. Cody o que te levou a pensa que ela poderia te vê?

—Sei lá. Milagre?

—Mas tu é muito retardado mesmo viu.

— he he Oi Cody. – A Rafaela falou e ele olhou pra ela e se levantando abismado .

—Oi! — Exclamou quase gritando.

—Ele disse oi com uma cara bem bocó. – Ela riu.

—Você consegue me vê? – Ela perguntou me fazendo bate com a cara na mesa.

—Vocês devem ter o mesmo retardo mental só pode.

—Olha quem fala! – Falaram juntos e eu rolei os olhos. A secretaria bateu na porta da nossa sala e disse que o professor de historia faltou então podíamos ir embora, sugeri que focemos para a arquibancada conversa e eles aceitaram. Quando chegamos eu me sentei e antes que a rafa senta-se ao meu lado alertei.

—Senta ai não o Cody ta ai.

—Do seu lado ? — Ela segurava o riso e eu revirei os olhos.

—É.

—Okay então eu sento do lado dele. — Ela ficou tentando toca o ar como se checa-se que Cody estava ali e não sentaria nele. Nós ficamos olhando estranho pra ela até finalmente se senta.

—O que quer sabe? — Fui direta.

—Sobre o Cody? tudo.

—Fala pra ela que pode pergunta que eu respondo e você repassa. — Disse sério pra mim, nem questionei.

—Ele disse que você pode pergunta que ele responde e eu repasso.

—Certo, qual é seu nome?

—Cody Anashisaua. — Respondemos juntos.

— Esse nome é de onde? — Ele me olhou curioso.

— Ouvi em algum lugar os dois nomes e juntei, ficou bonito.

—Aah...- Disseram os dois.

—Prossiga.

— Cody tem consciência própria?

—Sim. — Acrescentei — Até demais.

— Cody gosta de alguém? — Eu petrifiquei.

— Sim. — Meu coração parecia que ia atravessa minha caixa torácica.

—Ele disse que sim.

— Ooh — Ela apontou pra nós e ficou arrastando os indicadores um no outro.

—Tá! Acabou as perguntas por hoje! — Me levantei rápido.

— Ah mais eu ainda quero saber mais sobre vocês, quer dizer , sobre o Cody.

—Amanhã você faz mais perguntas. Vamos embora que eu quero almoça. — Disse aquilo como desculpa pra fugi, mas não deixava de ser verdade. Ela ainda relutou porém por fim fomos os três para o portão.

—Bom eu vou indo pra minha casa então. Tchau Cody, tchau Nanda.

—Tchau Nazaré! – O Cody falou animado quase dando pulinhos.

—Ele disse – Limpei a garganta antes de imita-lo — Tchau Nazaré!

—Não acredito que ele disse isso! Até o diabo do amigo imaginário me chama de Nazaré! – Deu as costa pra gente e foi embora reclamando.

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NO OUTRO DIA... 7:15AM

Entramos na sala e sentei (me joguei) no meu lugar de sempre, senti olhares sobre mim, olhares curiosos e eu dei uma checada nos meus amigos, eram eles que me olhavam curioso.

—Que foi hein? — indaguei.

—Você escreve um livro. – Eu que os encara com os olhos semicerrados de sono logo os abri surpresa sentando direito, olhei reaprendendo a Rafaela e ela sorriu amarelo.

—Você falou pra eles? – Questionei e ela me chamou pra mais perto e cochichou...

—Sim, mas, só falei que escreve um livro e falei sobre o livro não sobre você vê e falar com o Cody. – Suspirei aliviada e voltei o olhar para os meus amigos.

— É galera eu escrevo um livro, um livro de heróis. — Falei e depois cantarolei a musica de abertura da liga da justiça (estava em alta na época)

— A Rafa disse que era um livro de menininhas. — Comentou o Antonio e a encarei inusitada.

— ¬¬ A Rafa não fala a verdade, não confiem nela. — Falei séria, man do jeito que falei até eu acreditaria em mim e seguiria meu conselho.

—HEY!

—EBA! NOVOS AMIGOS! – Comemorava sentado na minha mesa, Perai deixa eu pega minha tesoura porque eu tenho que corta esse barato.

—Cody eles não podem te vê e a Rafa só falou que escrevo um livro eles não sabem que vejo você – Sussurrei disfarçadamente pra ele que parou de ri me deu dedo e saiu da sala. – Olha só! — Exclamei surpresa, não acreditando no descaramento dele.

—Nossa eu não sabia que a Fernanda faria isso um dia – O Antonio falou incrédulo. – Geralmente ela é meio lerda e bate nos outros-

—Outros ou em você? – O Sancara perguntou rindo. Verdade gente eu bato no Antonio com frequência, quando ele fala besteiras ou me provoca, costumo bater nele, Tipo um soco, um tapa, voadora... kkkk brincadeira eu não dou voadora nele. Ainda.

—Em mim. – corrigiu sincero. – O fato é que sem provas é inacreditável que ela realmente escreve um livro. – Peguei o meu livro da mochila, mostrei pra eles, folhei e dei língua guardando.

—Deixa eu lê? – Perguntou a Rafa e eu neguei, o resto da manhã foi assim eu negando eles pegarem o livro pra lê, ainda não era a hora pra isso, um dia eu deixo eles verem...um dia.

Notas finais
Jal-ga ^^