I'm back for you

1 Capítulo 1 - Passado e Presente.


Notas iniciais
Plágio é crime.

Antes — Chicago, Dezembro de 1834.

-Aaah! Gritou a castanha ao sentir a adaga perfurando brutalmente sua costela esquerda, uma dor imensa invadiu o corpo de Alexandra imobilizando-a num instante, e logo pode sentir seu sangue escorrer por todo o seu corpo.

Ao olhar nos olhos de Vicenso pôde perceber a maldade que ele sempre havia reprimido em tantos anos de convívio.

Vicenso ainda mantinha a adaga encravada na costela da moça, segurava seu corpo rente ao dele, fitava a dor agora existente olhos da moça com prazer, olhava-a nos olhos como se conseguisse enxergar a alma pura de Alexandra, esperando que seu último suspiro viesse logo à tona para que pudesse ter a certeza que a matara.

Logo castanha não sentia mais o peso de seu corpo, sua visão começara ficar deturpada, os gritos desesperados de Nathaniel, chamando por seu nome, foram ficando cada vez mais imperceptíveis aos ouvidos da bela jovem que ainda inspirava com dificuldade um pouco de ar por suas narinas, já quase não conseguia respirar mais por mais que se esforçasse.

Olhou para Nathaniel que ainda estava gritando coisas que ela já não podia mais ouvir, abriu os lábios lentamente e sussurrou:

-Eu iriei ama-lo para sempre Nate.

Ao terminar a frase Alexandra deu seu último suspiro.

Dias atuais — Chicago, Novembro de 2013.

Pela vidraça Nathaniel observava a neve cair calma e serena. Ele queria ser como a neve, sem nem uma preocupação de como deveria cair e nem em que abundancia, a neve simplória apenas caía, como sempre livre.

Já era inverno, e era exatamente nesta época do ano em que Nate ficava mais triste, sentia como se houvesse ainda dentro de seu peito uma dor, um vazio, mesmo depois de tanto tempo.

O rapaz de corpo esbelto, olhos cor de conhaque e cabelos loiro escuro, levantou-se da poltrona e pegou um pacote que estava em cima da mesa de madeira do escritório, ao ouvir passos se aproximando dali.

Quem chegava a sala era um velho, de cabelos grisalhos e sorriso travesso, que possuía o nome de Mason Maclaine.

-Mas uma vez você conseguiu meu jovem, meus parabéns. Creio que não há nada que você não possa conseguir. – Parabenizou o velho mentor surpreso enquanto tirava das mãos de Nate o pacote.

Nate em resposta sorriu fracamente. Ele sabia que de todas coisas que pudesse fazer, a coisa que ele tanto queria, nunca poderia de fato conseguir, o rapaz olhou a neve caindo serena pela vidraça, suspirou e saiu do escritório.

Mesmo depois de tanto anos, o jovem nunca se pode se esquecer da morte de Alexandra. Por sua culpa ela tinha sido apunhalada, por sua culpa ela morrera tão jovem.

Já se fazia mais de um século que ele presenciara a morte e nunca pode arrancar de sua mente o grito de agonia da moça.

-Um doce por seu pensamento.

-Sarah... –Reclamou o rapaz.

-Eu não quero ver você triste, já se passaram tantos anos. Ela morreu, Alexandra nunca vai voltar.

-O que quer dizer com isto?

-Quero que meu irmão tenha uma vida boa. Que você não se sinta culpado pelo o que aconteceu, todos nós demos muito duro naquela noite. Não poderíamos tê-la salvo. E além do mais, Alexandra sabia o que fazia.

-Ela deu a sua vida em troca da minha, não sou o responsável por isso? — Perguntou o rapaz já irritado com as mesmas coisas que a irmã sempre lhe dizia.

-Ela amava você. O que ela fez por ti foi um gesto de amor. Tenho convicção de que Alexandra não queria causar-lhe tanta dor por tanto tempo assim.

-Pare de bobeiras, Alexandra sempre agiu por impulso, e naquela noite não foi diferente. Ela me amava eu sei, porém isto não quer dizer que ela poderia se entregar tão facilmente, não em meu lugar.

O jovem pálido bufou, deu as costas a irmã e saiu enfurecido.

Annabeth – Chicago, Novembro, 2013

-Hey, você me assusta quando fica assim sabia? Olhando pro nada. – O rapaz estalou os dedos frente ao olhos da moça de cabelos castanhos.

-O que foi? Você me assustou! – Thomas.

-A aula Anna, isto é o que houve. Você e eu, vamos nos atrasar, é o nosso primeiro mês aqui.

-Eu sei, colegial é coisa séria... Para você. – Resmungou a castanha enquanto juntava os livros e colocava a bolsa em seu ombro. –Vamos logo.

Os minutos não pareciam passar para Anna, ela estava exausta, debaixo de seus olhos olheiras formavam-se como resultado de uma noite mal dormida. Queria poder ir para casa e tomar um longo banho mas isso ainda estava longe de acontecer a jovem ainda teria 5 aulas pela frente.

“ –Eu a amo.

-Eu amo tanto você, que sinto quase mal posso respirar. – Gritou a garota aos céus, enquanto o rapaz de olhos cor de conhaque a levantava pela cintura.

- Então quer se casar comigo?”

-Annabeth, acorda! – Thomas gritou enquanto batia a sua mão em um livro de biologia sobre a mesa.

- O QUE HOUVE? – Gritou.

-Você, é isso o que houve. Está acontecendo algo para você estar com tanto sono assim? Não dormiu a noite? – Falou rindo da amiga.

- Eu fiquei estudando ok? Pare de agir como se fosse meu pai. Isso soa muito mal para uma pessoa tão nova como você. – Reclamou ela enquanto levantava da cadeira.

-Eu só quero que você fique bem. Temos aula daqui dez minutos. Não fique brava, só queria te acordar. – Sorriu novamente para a castanha só que desta vez sarcasticamente.

-Eu estou ok? Agora me dê licença, vou a biblioteca buscar os livros para o trabalho de história antes da próxima aula começar. – E antes que o rapaz pudesse oferecer-se para acompanha-la ela pronunciou: — Sozinha.

Chegando na biblioteca foi exatamente para onde a balconista havia lhe informado onde estariam os livros de história, pegou-os rapidamente, passou no balcão registrou o empréstimo e saiu dali, pois já estava quase atrasada para a aula de sociologia.

Enquanto caminhava pelo corredor ainda cheio de pessoas perambulando para cá e para lá ela lia a contracapa de um dos três livros que pegara para seu trabalho.

Thomas apareceu logo mais a sua frente chamando por seu nome e dizendo:

-Hey Anna, ai está você.

Antes que pudesse executar qualquer ação em resposta, Anna sentiu uma tontura, milhares de imagens que nem se quer recordava de onde era e muito menos de quem pertenciam passavam agora por sua mente.

Olhou para o amigo com o olhar amedrontado e pronunciou em um tom mais baixo que o rotineiro:

-Tom, socorro! Não estou bem.

“Anna pode se observar fora de seu corpo, estava à frente de um casarão antigo e trajava um vestido muito elegante azul que por sinal parecia ser do inicio século dezessete.

-Eu estava esperando por você. – Disse ela com um sorriso travesso em seus lábios.

- Eu vim o mais rápido que pude. – O rapaz de cabelos claros e olhos cor de conhaque falou enquanto surgia de trás de algumas árvores.

-Já fiquei cento e quarenta e sete anos sem você, não quero ficar por nem mais um segundo. Nunca mais. – Anna dizia enquanto passava os braços sobre os ombros do rapaz, abraçando-o pelo pescoço.”

-Eu a amo. – O rapaz acariciou seu rosto com ternura.

Annabeth não podia acreditar no que via, aquilo era um sonho? Uma visão? Uma recordação?

De qualquer modo, Anna possuía apenas dezessete anos, seria impossível aquilo ser uma recordação antiga. Seria algo irreal.

-Quem são vocês? – Indagou assustada, porém ela e o rapaz pareceram não ouvi-la, aliás parecia que ela nem estava verdadeiramente ali.

Tudo a sua volta foi ficando claro demais, claro a ponto de aos poucos a casa, o jardim, o rapaz e Anna sumirem.”

A castanha inspirou ar com toda a sua força e abriu os seus olhos rapidamente, o que a fez piscar e ficar um pouco tonta com a claridade.

- Anna, graças a Deus. Estava muito preocupado. – Ouviu a voz conhecida surgir no meio da sala e logo Thomas, aparecera do lado da maca onde ainda estava deitada.

- Onde? Aonde eu estou?

- Você está na enfermaria, parece que você desmaiou de tanto cansaço. Você precisa dormir mais. – Alertou o rapaz enquanto ajudava a amiga a se sentar na maca.

-Desmaiei? – “Então tudo não passou de um sonho maluco, certo?” Pensou Anna ingenuamente, porém algo dizia-lhe que esta teoria estava de certa forma errada.

-Sim, você deve estar cansada. Volte para sua casa, descanse um pouco que tudo irá melhorar. – Falou a enfermeira enquanto entregava uma pasta com alguns documentos com a isenção de Anna das aulas do dia.

-Quer que eu leve você até em casa? – Ofereceu Thomas como sempre.

-Não, na verdade estou muito bem. Apenas um pouco tonta, vou ligar para minha avó e ela irá mandar alguém me buscar. – Pegou o aparelho celular de dentro da bolsa, que estava no chão ao lado da maca, ligou uma sequência de números conhecida rapidamente e esperou alguém do outro lado da linha atender.

Notas finais
Espero que tenham gostado, comentem se gostaram que continuarei a postar.