I'm Yours
31 Stefan Salvatore
Notas iniciais
POV Damon
Algumas semanas haviam se passado e meu amor por Elena só aumentava. Era estranha e ao mesmo tempo incrível a maneira como ela fazia eu me sentir — completamente vivo, feliz e muito amado. A sensação de amar e ser amado eram algo totalmente novo para mim, um sentimento jamais experimentado antes. E sinceramente, eu estava achando aquilo incrível.
Elena estava cuidando de Jeremy enquanto eu lia pela centésima vez o mesmo contrato, tentando entender o que estava de errado ali.
Desde que me tornei um marido fiel e dedicado a família, as coisas mudaram um pouco na empresa. Katherine não falava direito comigo e quando falava, tentava me seduzir. Então, eu estava evitando falar com ela, mas mantive-a ali porque era muito boa no que fazia — o trabalho.
Estreitei os olhos diante das pequenas letras no papel e o larguei no braço do sofá, desistindo de continuar aquela leitura que não levaria a nada. Eu iria ser obrigado a pedir a Katherine para que desse uma olhada e fizesse o necessário.
Suspirei com o toque de Elena em meus ombros. Ela chegou por trás do sofá e envolveu seus braços em torno do meu pescoço, depositando alguns beijos no meu rosto e roçando os lábios pela minha bochecha, indo para o pescoço lentamente.
Fiquei ereto instantaneamente. Mais um poder de Elena Salvatore. Ela sabia como me deixar louco.
Sorri com seu toque delicado e majestoso, enquanto ela lentamente roçava seus lábios por toda a extensão do meu pescoço. Segurei suas mãos enquanto ela me acariciava e as beijei sensualmente. Ouvi uma risadinha em meu ouvido.
— Vem aqui — sussurrei aponta para o meu colo.
Ela deu a volta no sofá, ficou de frente para mim, ainda em pé. Me olhava com tesão, enquanto suas mãos estavam atrás das costas, desamarrando o enorme vestido rosa que ela usava. Continuei olhando-a sem piscar. Seus cabelos soltos, sua postura, seu jeito de me olhar, tudo nela era incrivelmente lindo.
— Por que está me olhando assim? — indagou sensualmente, mordendo o lábio inferior, seu vestido caiu no chão, a deixando somente com uma camisola de seda. Sorri analisando-a de cima a baixo.
— Porque você é incrivelmente deliciosa.
— Deliciosa? Sério? — ela riu baixo. Sentou-se no meu colo, as pernas uma de cada lado do meu corpo, encaixando-se perfeitamente em mim, senti meu coração acelerado quando o cheiro dela preencheu o ar. — Vou te mostrar o que é delicioso, querido.
Sorri fraco, puxando-a com ferocidade até meus lábios, segurei sua nunca, envolvendo seus cabelos com minha mão livre. Ela soltou um gemido baixo grudada em meus lábios, sua boca entreaberta. Ela se remexia suavemente, deixando sua bunda roçar na minha ereção. Ofeguei, beijando-a com paixão, minha língua explorando cada parte da sua, chupando-a num movimente bruto e sem pudor.
— Tira isso — disse ela ofegante separando um pouco sua boca da minha para conseguir falar e respirar, suas mãos procuravam desesperadamente o zíper da minha calça, tentando tirá-la. Ajudei-a com pressa e sem cuidado algum, querendo eliminar de vez aqueles tecidos que nos separavam.
Beijei seus lábios, um tanto desesperado diante da excitação. Elena sorriu, completamente entregue aquele momento também e me beijou de volta, segurando com força meus cabelos, fazendo movimentos de vai em vem com a cintura, me deixando completamente fora de si enquanto ouvi-a gemer entre meus lábios.
Agarrei-a pela cintura, ouvindo a ofegar, passei a língua com calma por seu pescoço, mordendo de leve o lóbulo de sua orelha, ela deu um gemido alto, cravou as unhas nas minhas costas, sua cabeça jogada para trás.
— Damon... — implorou ela baixinho, continuei meus beijos por toda a extensão do seu pescoço, deixando ali algumas mordidas. Ela gemia baixinho. — Vamos acabar acordando o Jeremy.
Levantei sua camisola até a altura da barriga, deixando sua intimidade exposta, acariciei com um dos dedos devagar, ouvindo-a ofegar ainda mais alto.
— Damon... Por favor.
Ouvi-la implorar acabara de se tornar a minha coisa preferida no mundo. Sorri, roçando meu lábio inferior no dela, que o mordeu sem dó, puxando-a para si. Passou a língua por ele, seus olhos grudados nos meus, nos olhávamos com desejo.
— Quando foi que você ficou tão sem vergonha? — perguntei com dificuldade. Já estava difícil aguentar a vontade de tê-la por inteiro.
Ela riu, sua expressão de puro prazer ainda me olhando nos olhos, sua voz baixinha no meu ouvido me fez estremecer.
— Quando conheci você — suas palavras fizeram cócegas no meu ouvido, nossos corações batendo na mesma freqüência, nossa respiração ofegante.
Segurei-a com força, olhando-a nos olhos e então, eu a tive.
POV Elena
Minhas costas doíam, mas era de se esperar após a mágica tarde que Damon e eu tivemos no sofá. Mesmo com a sensação de que Madeleine apareceria a qualquer momento por uma das portas avisando que Jeremy estava em prantos, nos entregamos e nos amamos por tempo indeterminado.
— Vou precisar ir até o escritório — Damon se levantou com dificuldade, provavelmente suas costas também doíam por causa da nossa aventura, sem contar que estavam completamente arranhadas. Sorri diante daquela obra prima que eu acabara de deixar ali.
Mordi meu lábio inferior analisando-o enquanto ele se vestia.
Como alguém podia ser tão perfeito? Seus braços, ombros, abdômen, pernas e outra coisinha... Era tudo tão, tão lindo.
— Não me olha assim — alertou, fechando o zíper da calça. — Eu posso perder o controle e te agarrar.
Sorri de um jeito safado, levantando uma das sobrancelhas enquanto mordia o dedo indicador.
— Seria uma pena se você fizesse isso — provoquei. Ele riu.
— Preciso resolver aquela papelada, mas prometo que estarei em casa em breve — ele se aproximou, beijou meus lábios demoradamente. — Dê um beijo no Jeremy por mim.
Dizendo isso, ele saiu pela porta, deixando seu maravilhoso cheiro no ar e minha respiração ofegante ao lembrar da nossa tarde.
Jeremy havia acordado, Madeleine fora preparar sua mamadeira e eu estava tentando o acalmar.
Às vezes, eu me perguntava como é que ele conseguia chorar tanto. Balancei ele devagar no meu colo, cantando uma música de ninar e segundos depois ele parou de chorar.
Uma das sensações incríveis em ser mãe, era conseguir acalmá-lo quando ninguém mais conseguia. É claro que Madeleine também o acalmava, mas era engraçada a frustração de Damon toda vez que eu conseguia fazê-lo parar de chorar e ele não.
— Quem é o menininho da mamãe? — perguntei olhando-o com um sorriso bobo nos lábios, Jeremy deu um sorriso de bebê.
Sentei-me com ele no sofá, esperando que Madeleine não demorasse muito com a mamadeira.
Ouvi batidas na porta da frente.
Minha primeira reação foi achar estranho, quem poderia ser? Não recebíamos visitas, a popularidade de Damon o fazia ser a primeira pessoa na lista de quem não se visitar.
— Pode deixar que eu atendo — falei para Madeleine quando ouvi seus passos apressados vindo em nossa direção.
Fui até a porta, se tinha conseguido chegar até ali, provavelmente Max havia deixado que entrasse pelo portão, o que tornava a pessoa conhecida.
Abri a porta, ainda segurando Jeremy.
Eu não o conhecia. Ele era alto, tinha olhos verdes com a expressão muito séria. Era bem musculoso, embora não muito. Atraente, em partes. Seus cabelos castanhos escuros estavam bem penteados.
Ele me encarou por longos segundos, indo de mim, até Jeremy com uma expressão curiosa.
— Você deve ser a Elena — ele disse após alguns minutos de silêncio. Assenti. Como ele sabia o meu nome?
Não ia convidá-lo para entrar, eu não o conhecia.
— É um prazer conhecê-la. Eu sou o Stefan Salvatore, irmão do Damon. — Ele estendeu a mão para me cumprimentar. Em choque, estendi a minha de volta. Ele beijou-a delicadamente.
Stefan deu um largo sorriso, mostrando todos os dentes alinhados e brancos.
Senti um frio percorrer minha espinha, algo me alertando que a vinda dele ali não era para algo bom.
Pensei em Damon no escritório e em qual seria a sua reação quando o visse ali.
Sem saber o que fazer, mas sendo no mínimo educada, o convidei para entrar.
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