Im Willing To Be On Your Side Forever.
4 Double U
Notas iniciais
Isso vai explicar umas coisinhas derp'
kisu ;*
Correu as mãos por sobre os moveis e sentou-se na beira da cama, olhando para aquele volume deitado sobre aqueles lençóis que sinceramente tinham um cheiro horrível, era uma coisa que ele não suportaria ficar muito tempo, mas nada que fosse o bastante para fazê-lo sair dali, de deixá-la sozinha.
— Me diga o que tem feito durante esses anos? – ela falou fraca, parecia estar arrastando aquelas palavras, como uma cruz e ele percebeu isso suspirou aquilo não estava certo.
- Nada demais eu imagino. Formei-me, me casei... Tive uma filha, acho que no final me tornei um humano como qualquer outro. – observou aqueles olhos, ansiando por mais tal como uma pequena vampira que vê uma vitima ensanguentada na sua frente, mas ainda sim gentil. Uma gentileza difícil de entender.
- Sim disso eu já sei. Mas me refiro quanto ao seu coração... – ela suspirou e sorriu fitando aquele rosto que já não lhe era conhecido, como havia mudado, cada feição por mais que fossem as mesmas estavam diferentes, ele havia crescido e se transformado em algo... Algo encantador, sempre havia sido para ela, mas agora, tinha certeza que não era somente ela que achava aquilo. – como ele está?
Ele respirou fundo e desviou o olhar preferia se manter fixo ao lado de fora onde o céu estava num raro tempo azul, os pássaros cantavam mas não era uma cantoria bonita, parecia mais em desespero como se perguntassem onde estava seus parentes mortos, suas asas...
- Sim está tudo bem. Eu a amo. Amo Jessica, de verdade, como jamais amei alguém.
Ela se encolheu, mas sorriu um sorriso calmo, que mais servia para disfarçar. É ela não havia gostado de ouvir aquilo.
— Mas é claro, é sua esposa não é? Deve amá-la.
Ele observou aquilo, olhou para a expressão em seu rosto, é de novo... de novo... o que havia com ele? Ia tocar-lhe o rosto quando seu celular começou a tocar, se afastou e viu o visor mostrando um numero familiar. Era Jessica. Olhou para a enferma na cama e para o visor. Escolheu Jessica.
— Tenho que ir. É... Mais importante. – e saiu da sala. Lá fora no corredor viu todos aqueles seres que antes estavam na sala, conversando baixo e ignorando o fato de que ele havia saído. Atendeu ao telefone.
- Onde você se meteu? Eu preciso de você aqui sabia? – Jessica falou com uma certa raiva na voz, não parecia gostar do atraso do marido. Este olhou para o relógio e viu que este indicava 4:00 da tarde. Suspirou.
— Me desculpe, estarei chegando o mais rápido possível. – e desligou o telefone o guardando no bolso. Caminhou até o elevador e apertou o botão o chamando, quando Dominic encostou a mão em seu ombro.
— Já está indo? Ainda é cedo... – sibilou
- Tenho de ir. Minha esposa está me esperando. – ele deu um falso sorriso ao ruivo que o encarava como um predador a sua presa. Aquele cara lhe dava calafrios.
— Ela está doente? Porque a minha está... E ela é sua amiga não é? Acho que como amigos você deveria ficar do lado dela e...
O Elevador chegou e Nicolas apenas tirou a mão daquele outro de seu ombro. E então não sorriu apenas mostrou os dentes.
— Desculpe, ela não é minha amiga. E sinceramente.... Jessica é mais importante.
Então entrou no elevador, encarou aqueles olhos verdes que pareciam queimar de raiva.
— Vejamos... – o ruivo sorriu e então as portas fecharam.
O moreno revirou os olhos e se encarou no espelho. Qual era o problema? O que havia de errado? Balançou a cabeça e olhou para o papel de parede de seu celular. A loura de olhos azuis do lado de uma pequena garotinha de cabelos castanhos e olhos azuis, de fundo um jardim florido, era manhã e de repente um sorriso brotou dos seus lábios. Não importava seus pensamentos agora eram de Jessica, ela sim. Ela era importante. As portas se abriram no saguão. Foi até o carro e sentou-se ali, ligou o radio e foi até sua casa que ficava praticamente do outro lado da cidade, em uma rua arborisada e com casas todas iguais, apesar de toda a guerra no país aquela área ficou intacta, um pedaço da antiga polônia. Parou em frente a uma casa roxa, a sua casa. Estacionou ali em frente não resolveu colocar o carro na garagem, pretendia afinal levar Jessica para jantar mais tarde.
- Querida? – ele abriu a porta da casa e deu uns passos a frente, foi surprendido com uma garotinha de cabelos castanhos pulando sobre ele, Nathaly havia chegado do colégio.
- Olá minha pequena o que fez hoje? – Ele sorriu para a garotinha de bochechas rosadas que apertou a sua camisa.
— Hoje tivemos oficinas e eu fiz uma coisa pra você. Quer ver? – ela lhe falou com aquela vozinha aguda de criança. Ele fez que sim e ela saltou dali , correndo até o seu quarto. Ele levantou-se e viu na escada uma loura com longos cabelos o fitando, um sorriso.
— Finalmente não é? Se continuar desse jeito vou achar que esta me traindo...
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