Im Raio
16 Capítulo 15
Notas iniciais
Eu sei que tenho deixado passar muito tempo entre as postagens ultimamente, mas minha imaginação estava focada em outras coisas, felizmente parece que ela está voltando e eu espero que continue aqui para que eu possa voltar à postagens regulares!
Boa Leitura!
Terceira Pessoa POV:
O enorme tigre dourado rosnou flexionando as patas com garras afiadas como facas, olhando para seu oponente com o equivalente à um sorriso felino em forma animal. O Leão dourado ainda estava atordoado de mais com a surpresa por ver o animal que enfrentaria, mas o sinal de batalha já tinha sido dado. O tigre caminhou imponentemente em direção ao leão que deu um passo para trás antes de perceber o que tinha feito e fixar-se ao chão não tirando os olhos do Tigre.
Não escapou da mente de todos ao redor que o leão não refez seu passo retrocedido com o avanço do tigre que agora circulava predatoriamente seu oponente que o seguia. Nenhum dos dois atacou, apenas observou por alguns instantes antes que o Leão impaciente saltou acreditando na distração do tigre.
Os dois animais se chocaram com um ruído colossal que ecoou pela câmara colocando muitos à estremecer. Os felinos dourados rolaram pelo chão lutando pelo topo, o Leão avançou com os dentes arreganhados para o pescoço do tigre, mas fechou a mandíbula no ar, quando o tigre moveu-se em uma velocidade exorbitante saindo de baixo do leão. Um ruído quase ronronante ecoou do trigre e o leão rugiu pela zombaria de seu oponente.
Desta vez o tigre saltou para o leão flexionando as garras no ar e fazendo quatro cortes profundos e sangrentos no rosto do leão que rugiu em dor dando passos cambaleantes para trás. O tigre se afastou novamente parecendo zombar do leão que aproveitou ao ver o tigre lhe dando as costas para atacar. O leão pousou nas costas do tigre que se jogou ao chão rolando-os na terra novamente o Leão flexionou suas próprias garras fazendo um corte irregular e profundo no estômago do tigre, que ao contrário do esperado nem ao menos vacilou com a dor.
O tigre rugiu para o leão lançando suas presas afiadas em uma das patas do oponente que rugiu dolorosamente quando a mandíbula do tigre se fechou fortemente em sua pata dianteira esquerda. O tigre se afastou outra vez recomeçando a circular seu oponente com uma aura de poder ao seu redor.
O leão mancando e sangrando, olhou furioso para o tigre e o ruído de ossos se estalando ecoou pela câmara, os pelos do leão escureceram suas patas diminuíram e engrossaram à garras, seu tamanho aumentou consideravelmente e de repente um urso furioso encarava o tigre dourado. O urso rosnou e correu para o tigre que saltou caindo em cima do urso com os dentes cravando na garganta do oponente. O urso gritou na dor, chutando o tigre para longe.
O tigre tinha agora toda a mandíbula sangrenta, manchada com o sangue do urso, que se levantava da poça do próprio sangue cada vez mais furioso. O tigre saltou para o urso novamente dessa vez visando sua outra pata. Antes que o urso pudesse cortar suas garras pelo pescoço do tigre, o felino estava à metros de distância novamente ronronando um riso zombeteiro.
O urso rugiu e novamente o ruído úmido de ossos estalando ecoou pela câmara. O urso caiu em suas patas e garras seu corpo diminuindo e emagrecendo um pouco, seus ossos se refazendo, seu focinho e presas se alongando, e de repente um lobo estava no lugar do urso rosnando ferozmente para o tigre, que o observava passivamente claramente não impressionado.
O Lobo saltou para o tigre e os dois colidiram novamente, rosnados e baques ecoando pela câmara enquanto o felino dourado e o canino negro rolavam pelo chão em um borrão de movimentos ferozes e violentos.
A velocidade dos dois era quase rápida de mais para até mesmo os licantropos acompanharem. Algumas pessoas mais próximas a luta tinham respingos de sangue em seus corpos, toda a frente do salão estava manchada do liquido úmido e gosmento que escoou dos corpos dos dois lycans ao se transformarem, o liquido transparente se misturava ao sangue que os dois derramavam entre si, dando uma aparência macabra ao local.
Finalmente os dois se separaram circulando um ao outro novamente. O tigre tinha uma mordida abaixo das costelas e mancou por alguns segundos antes de voltar a caminhada constante, quase toda a sua pelugem estava coberta de sangue fresco, seus dentes arreganhados em sinal de perigo e zombaria. O Lobo tinha as duas patas ainda sangrando, embora estivesse consideravelmente melhor do que alguns segundos antes, as marcas de garras em seu rosto eram agora cicatrizes permanentes em seu corpo, a mordida em seu pescoço estava ainda mais crua que antes, marcas de garras corriam por todo o seu lado e sangue pingava no chão abaixo de si. Um rosnado de raiva e dor escapou do lobo e ele saltou para o tigre novamente.
Dessa vez, ao invés de esperar para ser atingido, o tigre saltou também encontrando o lobo no ar e os dois caíram, lutando pelo domínio alguns segundos antes que o lobo estivesse embaixo do tigre que mantinha uma pata em seu peito e os dentes na carne de seu pescoço.
Tudo ficou silencioso por um instante. Ninguém se atreveu a se mover. O tigre rosnou contra a garganta do lobo que choramingou de dor. O tigre então se afastou olhando feroz e imponente para o lobo abaixo de si, antes de dar alguns passos para trás. O lobo se apressou em se levantar se abaixando para atacar, mas o tigre fixou seus olhos âmbar em sua forma ferida e o choramingar do lobo ecoou por todo o salão.
O tigre pareceu subitamente maior e mais mortal, enquanto travava uma batalha de olhares com o lobo vacilante em seus pés. Um grunhido ecoou do lobo enquanto ele caia contrariadamente em seus joelhos como se em reverencia ao tigre dourado e um suspiro coletivo ecoou pela câmara para a demonstração obvia de poder.
Todos os Lycans que conheciam a lenda dos tigres dourados sabiam o que tinha acabado de acontecer. Era uma demonstração de que o tigre dourado podia realmente controlar os outros Lycans. Era uma demonstração que o título de Clã Supremo não foi dado a eles em vão. O lobo curvava-se à contra gosto, porque a vontade do tigre era imponente e intolerante. O poder exalava do tigre, atingindo cada outro Lycan naquela sala.
O tigre soltou um rugido e todos os outros lycans na sala, mesmo o lobo ecoou, os bruxos e vampiros ainda na entrada da sala saltaram com o ruído primitivo que ecoou das gargantas de homens e animais em reverencia à sua rainha. O tigre olhou passivamente para o lobo que choramingou rolando no chão em uma tentativa vã de escapar, mas uma força invisível o parou. Tigre lentamente se aproximou recolocando a pata acima do peito do lobo apertando-o contra o chão.
Olhando diretamente nos olhos de seu oponente o tigre cravou profundamente suas garras no peito do lobo que uivou de dor e agonia. Muito lentamente sob os olhos transmutados de cada Lycan na sala o tigre esmagou o coração do Lobo enquanto observava de perto a vida escorrendo para fora dos olhos azuis do lobo. Lentamente o lobo diminuiu gradualmente de volta à sua forma humana, até que era apenas o corpo quebrado de Quimera.
O tigre então caminhou para a frente da câmara, em frente ao trono, mas não sentou-se, esse era um aparato humano não necessário para o tigre. Ele caminhou para a frente e o chão se moveu debaixo de seus pés, movendo-se perigosamente formando e a cada passo que ele dava um degrau se formava criando um pódio para o tigre. Cinco degraus acima o tigre olhou para baixo à seus seguidores e todos eles estremeceram, incluindo seu Skoll e Hati, mesmo tendo ciência de que sua fúria não era dirigida a eles.
Os dois foram os primeiros à caírem em seus joelhos em sinal de submissão à rainha, e lentamente como um efeito dominó, todos os lycans na sala caíram em seus joelhos. O tigre olhou para todos os novos rostos, rosnando perigosamente a cada novo membro desconhecido, um sinal de advertência, um sinal de poder.
O Skoll e o Hati puxaram os bruxos e vampiros ainda paralisados com os olhos fixos na forma fria e sangrenta de Quimera, obrigando-os a se ajoelhar. Todos eles seguiram ao perceber o olhar predatório que recebiam da rainha.
Assim que todos estavam em posições submissas, o tigre rugiu e o som ecoou como um trovão pela câmara, um trovão cheio de fúria, cheio de raiva. O tigre estava furioso. A rainha estava banhando-se em raiva. Os dois, o humano e o animal estavam decepcionados com seu povo.
Seus olhos âmbar que pareciam chamas crepitantes de um fogo avassalador se moveram por cada um de seus seguidores fixando-se em seus Bolverk, simultaneamente todos eles estremeceram ao sentir o peso de seu olhar e uma delas, choramingou com isso. A mulher foi a primeira a começar a rastejar, assim que ela se moveu os outros Bolverks também o fizeram arrastando-se, humilhando-se, implorando o perdão de sua rainha. Cada outro lycan na sala choramingava sentindo através da ligação que partilhavam com a rainha, a raiva e a decepção que ela sentia no momento. Enquanto eles se arrastavam o som de ossos estalando ecoou pela câmara enquanto o corpo do tigre se curvava e diminuía até que Isabella olhava em fúria imponente à seus Bolverks.
– Por favor... – Raina choramingou aos pés da rainha. – Por favor, minha rainha... Perdoe-nos... Perdoe nosso erro... Ele ameaçou nossos companheiros... Ele ameaçou nos matar... Ele era um louco... Veja você mesma rainha... Veja em nossas mentes... – Os outros apenas choramingaram. A rainha saltou do pequeno pódio que se desfez assim que seus pés se conectaram com o solo e caminhou em direção à Rainha que tinha o rosto coberto de lágrimas enquanto humilhava-se.
Colocando os dedos com unhas afiadas debaixo do queixo de Raina, Isabella ergueu o rosto de sua Bolverk obrigando-a a olhar-la nos olhos. Os olhos de Raina demonstravam medo, arrependimento e dor. Os olhos da rainha demonstravam raiva fria, decepção, desprezo e determinação. Imediatamente Raina aumentou seu choro, o olhar da rainha, dava certeza não só que todos seriam punidos pela mentira e traição que cada um deles cometeu contra a rainha ao não alertá-la sobre o perigo de Quimera, mas também dizia que todos ali tinham perdido sua confiança, que todos ali não eram dignos de seu poder, de seu afeto, de sua proteção.
O movimento foi um borrão, não visto pelos olhos de ninguém além da própria rainha, mas o ruído alto e o grito de dor que se seguiu foi escutado por todos presentes, enquanto um estremecimento coletivo ecoava pelo salão.
Raina caiu ao chão ainda chorando seu rosto avermelhado com uma cópia perfeita da marca da mão da rainha. Lágrimas ainda caiam de seu rosto machucado, uma de suas mãos estava colocada acima do local onde fora estapeada, como se o movimento fosse diminuir a dor que parecia fogo puro em sua carne em cada local que a palma da rainha tocara. Ninguém ousou fazer um movimento para consolá-la mesmo que alguns dos bruxos e vampiros desejassem. O Skoll e o Hati, juntamente com Lupin os impediram silenciosamente, ou a fúria da rainha recairia sobre eles.
Nem mesmo Raina fez algum movimento de se defender, não havia ponto nisso, ninguém ali era capaz de derrotar a rainha, ninguém ali possuía sua força e rapidez. E mesmo que possuísse sua punição era justificada. Tinha sorte de não ser punida com a morte imediatamente, mas não ousava ter esperanças. A rainha quase nunca punia os seus pessoalmente. Era para isso que os Bolverk serviam. Apenas duas vezes a rainha tomou em suas mãos a punição de um individuo, e cada um ali estremecia com a lembrança dos gritos, mesmo sem o visual completo, apenas os gritos eram indicação o suficiente de que a rainha era habilidosa em suas punições, e sua fúria era terrível para aqueles que a desafiavam.
A rainha se levantou com um olhar de desdém para a forma encolhida de Raina caminhando até o próximo Bolverk. Graham.
Ela passou as mãos por sua cabeça, quase como se acariciando seus cabelos, seus dedos se entrelaçaram em nos cabelos dourados dele num gesto quase intimo, seu rosto se aproximando do dele como se fosse beijá-lo. Mas seus olhos... Seus olhos prometiam dor. Seus olhos prometiam punição... Ela o puxou bruscamente para cima o obrigando a ficar de pé perante a si, e levou sua mão livre ao peito de seu Bolverk, que estremeceu ao toque suave de suas unhas afiadas contra sua garganta. A rainha o olhou friamente enquanto pressionada uma de suas unhas contra seu pescoço causando-o a gemer de dor, mas ele não ousou soltar outro ruído, com medo do que poderia causar.
Ela desceu a unha por sua garganta cortando sua pele com uma faca cortaria a manteiga, seus olhos fixos nos dele com toda sua raiva fria, todo o seu desprezo e decepção, que lhe doía mais do que a punição física.
Sua unha forçava agora contra a gola de sua camisa rumo ao seu peito. Segundos depois o tecido da roupa cedeu sobre sua força e outro gemido de dor ecoou de Graham, enquanto lágrimas silenciosas caiam de seu rosto, ao olhar indiferente da rainha para si.
Ela continuou a lentamente fatiá-lo, até que sua camisa tinha toda a frente rasgada. E um corte profundo e irregular atravessava seu peito manchando seu estômago de sangue. Ela o soltou e ele caiu em seus joelhos como uma marionete que tem as cordas partidas, ainda chorando silenciosamente, seu peito pulsando com a dor, como se as unhas da rainha tivessem ácido e sal que multiplicava sua dor terrivelmente.
Com um olhar frio ela caminhou através dele para o próximo. Isso se seguiu para os próximos quarenta minutos até que cada mulher do grupo tinha uma marca vermelha e inchada da palma da rainha em seu rosto e cada um dos homens tinha o peito fatiado por suas unhas. Todos os vinte deles humilhando-se aos seus pés, implorando que ela os perdoasse.
Lupin tinha colocado um feitiço do silencio em cada um dos bruxos e vampiros, para impedir que algum deles tentasse protestar e acabasse morto.
Assim que ela terminou com o ultimo deles ela falou em uma voz mortal e poderosa.
– Não sejam equivocados em pensar que esse foi uma punição fácil e que estão perdoados. Essa marca continuará aí enquanto minha fúria e decepção queimar, doendo em suas carnes até aprenderem que eu não tolero traição. – Cada um deles estremeceu pela forma que ela cuspiu a ultima palavra. Ela então lhes deu as costas ignorando sua miséria e virou-se para seu Geri, seu segundo no comando, Richard, e seu Freki, o terceiro no comando, Micah. Ela se aproximou dos dois com uma área predatória. Até que estava apenas a um passo dos dois. – Qual dos dois deu a palavra final sobre essa decisão? – Ela perguntou em uma voz mortal. – Qual dos dois decidiu que seria uma boa idéia aceitar novos membros no bando sem consultar a minha palavra? – Os dois estremeceram ainda silenciosos. – Qual dos dois foi estúpido o suficiente para aceitar um alfa mais forte que a si mesmo dentro do bando quanto eu estava ausente? Qual dos dois aceitou não só um alfa mais forte que a si mesmo, mas um grupo de quinze novos Lycans poderosos à nível do Geri e Freki sem me consultar? – Ela rosnava para os dois agora. – ME RESPONDAM! – Ela gritou fazendo cada ser presente saltar e estremecer.
– M-minha r-rainha... – Richard gaguejou. – E-eu a-aceitei-os... E-eles n-não pareciam t-tão perigosos... – Ela se moveu como um borrão e em um milésimo de segundo tinha-o pelo seu pescoço forçando-o a encará-la diretamente em seus olhos.
– Não pareciam tão perigosos huh? – Ela zombou para ele apertando seu pescoço quase a ponto de cortar sua respiração. – Então me responda Richard... Porque é que eu tenho dois vampiros que deveriam estar sendo punidos fodendo em meu quarto? – Ela rosnou. – Porque é que os membros mais fracos e menos dominantes do bando estão presos nas masmorras desacordados pela dor da tortura? Me diga porque é que aquele que considero minha cria implora pela morte? – Ela sibilou contra ele. – Você vai tomar o lugar deles. Passar por cada tortura que eles passou... – Ela zombou do olhar de pânico ao rosto de Richard. – Você ouviu minhas meninas gritarem enquanto esses filhos da puta as usavam... Você vai sofrer por isso. Assim que você sair das masmorras, Cada decisão sua será questionada. Cada movimento seu deve passar por mim antes de ser executado. E a punição para quem me desobedecer é a morte. – Ela rosnou. – Micah, você está em observação constante. Suas decisões também serão questionadas, seu trabalho é eliminar cada um que tocou em Nataniel, Vivian, Gregory e Viki. Você não vai ter ajuda para isso. Mate-os cada um deles. – Micah assentiu engolindo em seco. Ela voltou seu olhar frio para Richard. – Você tem sorte que eu sou contra estupro ou eu faria você suportar isso também. – Ela disse friamente. – Bolverks. – Ela chamou sem olhar para o grupo que recompunha-se, já não mais em lágrimas, mas ainda estremecendo de dor a qualquer movimento. – Vocês vão cuidar de Richard, tudo o que os quatro passaram exceto a violação, ele vai suportar durante as próximas vinte e quatro horas. Comecem já! – Ela rosnou. Eles se apressaram em se levantar estremecendo. A rainha jogou Richard aos seus pés e o encarou. Ele fechou os olhos não querendo ver a dor, raiva, tristeza e aflição que sentia através da ligação que tinha com ela, em seus olhos. Ele sabia que ela odiava ordenar a tortura de um dos seus. Ele sabia que ela sentia isso como se fosse em si mesma, para ela ordenar isso agora... Eles a tinham forçado de mais. A tinham obrigado a assumir o papel de mal feitora. Tinham quebrado sua confiança a traindo tão descaradamente por medo e covardia. Nenhum deles questionava suas punições, pois sabiam que mereciam, mereciam porque decepcionaram aquela que os protegia e os guiava. Mereciam, pois eles tinham destruído qualquer chance de que ela confiasse completamente neles outra vez.
Fim do Capitulo.
Notas finais
Bjs e até a próxima!
P.S.: Se vocês quiserem que eu dê uma lista com os nomes dos vinte Bolverks e sua raça de Lycan é só pedir e eu coloco nas notas do próximo capitulo!
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