Im Raio
8 Capítulo 7
Notas iniciais
Beijão ,Perdoem os erros e espero que gostem!
Bella POV:
Acordei horas depois numa cama da enfermaria com Madame Pomfrey me examinando, percebi uma maca do outro lado da sala com as cortinas fechadas, mas pelo odor de vampiro com certeza era a Denali.
Tentei me sentar, mas Madame Pomfrey me impediu, percebi que o trio, Dumbledore, Lupin, Minerva e Severo estavam perto da cama, olhando preocupados.
- Eu estou bem. – Falei afastando as mãos da Enfermeira. Sentia-me regenerada, não ficava ferido por muito tempo, meus poderes não deixavam que isso acontecesse, sabia que estava em plena saúde e não precisava de mais cuidados, eu estava vestida em um conjunto de moletom vermelho e preto que não conhecia, mas provavelmente tinha sido Severo a me vestir, já que ele sabia que eu gostava de roupas assim, nem sempre, mas quando estou em treinos ou acabo na enfermaria, o que é boa parte do meu tempo.
- Preciso terminar de examiná-la querida, não se sinta acanhada, é para o seu bem. – Madame Pomfrey insistiu, rolei os olhos e disse me sentando.
- Não precisa, mesmo. Eu estou perfeitamente bem, já estou recuperada. – Ela não respondeu, e nenhum dos outros também falou nada. Arqueei uma sobrancelha para eles perfeitamente relaxada sob seus olhares que para muitos seriam desconfortáveis ou intimidantes.
- Vamos lá, o que será que vocês descobriram? Que eu sou um ET? – Perguntei sarcasticamente, rolando os olhos, Severo me acompanhou e eu sabia que ele não tinha dito nada porque os outros ainda não sabiam que ele era meu mentor, embora depois do que houve mais cedo talvez desconfiem.
Dumbledore limpou a garganta e olhou de relance para madame Pomfrey.
- Sinto muito pelo nosso comportamento Srta Howlett, apenas estamos impressionados. – Ele disse. Rolei os olhos novamente me acomodando ainda mais na cama.
- E o motivo disso foi a minha pequena demonstração de poder no salão? – Perguntei ainda em um tom um pouco sarcástico.
- Uma parte, sim. – Respondeu Lupin.
- Eu fiz um diagnóstico seu, quando a trouxeram para mim esta manhã Srta Howlett. – Madame Pomfrey disse cautelosamente. Isso estava começando a me irritar.
- Raio. – Corrigi. Não estava entre os trouxas então para que tentar fazê-los me chamar de Bella? Não gosto muito desse apelido mesmo, além do mais acho que a partir de agora quase ninguém se esquecerá do meu apelido.
- Raio. Eu fiz um diagnóstico e...
- E... – Instiguei.
- Bom você carrega, Licantropia, — Antes que eu interrompesse ela levantou a mão me parando. – De lobo, de tigre, de leão, de leopardo, de gato, de jaguar, de guepardo, de onça e todos os outros animais descendentes dos felinos, o lobo é a única exceção. Além disso, você tem uma forte irradiação de raio gama em sua corrente sanguínea, fora o fato de que seu esqueleto é feito de um metal indestrutível, você tem também várias outras ‘substâncias’ misturadas ao seu sangue, na verdade seu sangue é uma coisa que eu nunca tinha visto, é completamente diferente dos outros, há vários componentes em seu sangue que a definem em várias espécies, algumas desconhecidas para qualquer um de nós. Todas, menos trouxa é claro. – Ela tagarelou um pouco nervosa.
- Muito obrigado por dizer tão educadamente que eu sou um monstro... – Disse sarcasticamente e completei antes que alguém interrompesse. – Mas eu já sabia isso, sou uma hibrida de todas as espécies como já disse mais cedo, e se não se importa... – Olhei para meu relógio que marcava quase duas horas da tarde e me levantei. – Falta meia hora para o inicio dos treinos, e eu estou ansiosa para alguma ação.
- Mas você não pode! Tem que descansar! – Gritou ela parecendo muito envergonhada pelo que tinha dito antes. Não que eu me importasse, já fui chamada de coisas bem piores que monstro. Rolei os olhos impaciente e conjurei uma adaga, eu odiava ficar em enfermarias ou hospitais, então eu evitava isso ao máximo.
Ela deu um passo para trás assustada quando a adaga apareceu em minhas mãos e eu rolei os olhos novamente.
- Vocês viram como eu me curo no salão e provavelmente quando eu estava desacordada, mas parece que precisam de um lembrete, eu possuo o poder de regeneração rápida, não só física, mas energicamente ok? – Com isso eu enfiei a adaga no meu braço, sem qualquer ruído de dor ou hesitação, já havia passado coisas piores e quanto mais você passa, mais você pensa que é covarde gritar com algo tão pequeno. Madame Pomfrey, McGonagall e Hermione soltaram gritinhos abafados pelas mãos, que eu ignorei, Ronald e Harry fizeram caretas, Dumbledore e Lupin pareciam impressionados, e Severo parecia orgulhoso, muito embora os outros não tenham percebido. Retirei a faca rapidamente, e quando todo o comprimento da lâmina saiu o corte era apenas algo superficial que em segundos desapareceu como se nunca tivesse existido. É claro aquela não era uma lâmina de prata, adamantium ou vibrânio, muito menos algo feito por magia ou alguma criatura sobrenatural. Se fosse um desses casos, eu levaria no mínimo uma semana para curar, dependendo da dimensão da ferida, mas não diria isso na frente da Madame Poppy ou ela me obrigaria a ficar aqui o resto da semana ou no mínimo ficar de repouso.
Ela se adiantou pegando meu braço e o examinando, apertando-o no local onde eu perfurei com a faca tentando notar algum vacilar vindo de mim, coisa que não aconteceu. Ela murmurou alguns feitiços para diagnosticar uma possível lesão no local, mas tudo estava perfeitamente bem. El olhou para a faca ensangüentada em minha mão e suspirou tremulamente.
- T-tudo bem... Você está... Ótima. Pode ir se quiser... – Ela parecia estar numa perda séria de palavras. Eu sorri e fiz a faca sumir de minha mão enquanto dizia.
- Obrigado Madame Pomfrey, agora... Será que algum de vocês pode me mostrar a sala onde ocorrerão os treinos? Gostaria de me aquecer um pouco, antes de tudo começar. – Perguntei me virando para olhar os outros.
Dumbledore assentiu e disse.
- Claro. Vocês três se importariam? – Perguntou olhando para o trio, os três balançaram a cabeça negativamente e sorriram um pouco em minha direção.
- Vamos?- Hermione perguntou.
- Vamos. – Respondi sorrindo.
Saímos da enfermaria em silencio eu estava planejando o que faria nos treinos já que tinha deixado para pensar nisso esta manhã, mas o Cullen e a Denali fizeram favor de estragar.
- Então... – Rony começou a falar interrompendo meus pensamentos. Olhei de esguelha para ele e percebi que ele parecia bastante animado. – Aquele poder no salão é o motivo do seu apelido? – Perguntou ansiosamente, Hermione olhou para ele como se fosse o repreender por sua falta de tato e eu a parei falando.
- Não se preocupe, eu não me importo, você devia ver os meninos do Instituto, eles sempre me perguntam sobre meus poderes. Eu realmente os acho legais.
- Mas você pareceu chateada quando Madame Pomfrey... – Começou confusa.
- Na verdade, eu fiquei daquele jeito porque ela estava começando a parecer um pouco como um cientista maluco de olho em uma cobaia, e eu não pretendo me tornar cobaia de mais ninguém. – Cortei-a, ainda sem perder o sorriso no rosto. Ela e Harry me olharam compreensivos enquanto Rony ainda mantinha-se animado. – E sim, Rony, o poder que eu demonstrei no salão é o verdadeiro motivo do meu apelido, no instituto, eles pensam que esse poder não veio das experiências, porque eles ligam o poder à cicatriz de raio, pensam que ele apenas demorou um pouco para se manifestar. – Respondi.
- Mas porque você não os corrigiu? – Perguntou Harry confuso.
- Porque eles não precisavam saber sobre Voldemort e afins, conhecimento é tanto uma arma quanto um refém Harry. Seria perigoso para eles terem essa informação. – Respondi. Ele balançou a cabeça indicando que entendeu em seguida olhou para o chão parecendo ficar imerso em pensamentos.
- Foi incrível o que você fez. Para a maioria de nós você era apenas um vulto, mas na metade da luta Dumbledore lançou algum feitiço em vocês e nós conseguimos ver melhor o que acontecia. Eu só não entendi a parte do Snape... – Ele coçou a cabeça, confuso, eu sorri maliciosamente percebendo o olhar astuto de Hermione em minha direção. Ela com certeza já tinha um palpite para isso. Harry ainda parecia perdido em sua mente.
- Chegamos. – Hermione disse sem tirar o olhar inteligente de mim. Olhei ao redor procurando alguma porta, mas não vi nenhuma, franzi a testa até que uma passagem de algum livro que li sobre Hogwarts veio em minha mente, junto com o comentário de Dumbledore sobre a sala precisa. Hermione passou algumas vezes em frente a parede lisa em nossa frente e uma enorme porta que parecia muito medieval como todas as outras na escola, apareceu ali. Quando ela abriu a porta vi uma sala de treinamento, embora não do modo que eu imaginaria, a maioria das coisas serviriam para se treinar bruxos, e grande parte dos meus ‘alunos’ eram vampiros. Redecorei a sala em minha mente, imaginando a sala de treinamento dos X-mens, misturada a que Hermione conjurou e alguns equipamentos trouxas. Quando abri os olhos e a sala parecia exatamente como eu pensei.
- Perfeito. – Disse em voz alta.
- Uau. – Ouvi o trio sussurrar baixinho atrás de mim. Caminhei até uma mesa com várias armas e equipamentos de luta e combate trouxa. Eu tomei um gosto para depois de ajudar uma amiga Anita Blake, em um caso de assassinato vampiro. Ela é uma executora de vampiros que ocasionalmente trabalha com a policia, e como eu não podia deixar os policiais saberem dos meus poderes, eu não poderia usá-los tão em publico, então ela me ensinou como usar as armas e outros métodos trouxas, embora ela tenha relutado bastante por causa da minha idade, mas depois que eu a mostrei meu passado ela não reclamou mais. Realmente foi uma ótima experiência, com grandes aprendizados, pena que eu tive que voltar...
Tinha um Mossberg 590A1 shotgun Bantam, um MP5 Ithaca 37, Heckler Koch, minha metralhadora favorita, a Smith Wesson u0026 MP9c, uma Deringer, uma Firestar, uma Mini-Uzi, uma granada de fósforo uma Browning BDM, uma faca de coluna que mais parecia uma espada, perfeita para criaturas que só morriam com decapitação, duas lâminas menores com alto teor de prata e adamantium com bainhas de pulso, uma Browing Hi-Power, várias bainhas, uma para cada arma ou faca. E numa mesa ao lado dessa várias munições para todas elas.
Engraçado que depois de ter conhecido ele essas armas meu conhecimento em armas melhorou mil vezes, uma das minhas caixas de armas Fo um presente dele, depois que eu disse que gostava delas e que tinha uma coleção. Eu comprei depois de conhecer Anita, eu não a deixei com ele quando fugi porque eu realmente gostava das armas, e seria muito triste deixá-las lá. Eu ainda tenho elas, guardadas junto com as outras, neste momento dentro de um compartimento no meu malão.
- O que são isso? – Rony perguntou estendendo a mão para a Mini-Uzi, mas Hermione segurou seu braço antes que eu o fizesse. – O que foi? – Perguntou irritado.
- Isso são armas, armas trouxas muito perigosas. – Ela respondeu no mesmo tom. Ele olhou para mim em busca de uma confirmação e eu assenti. Harry olhava interessado para as armas, mas não fez nenhum movimento para pegá-las.
- Porque você desejou isso? – Perguntou Harry me olhando um pouco confuso. – Estamos no mundo bruxo, os bruxos não usam isso...
- Nem os mutantes. Mas eu gosto delas, são muito eficientes contra seres sobrenaturais se quer saber. Eu tenho uma coleção delas, mas as munições e boa parte das minhas armas eu mesma modifiquei, para funcionar melhor no mundo bruxo, por exemplo, tenho uma caixa de munições contra vampiros da raça dos Cullens, ninguém sabe que existe uma que os afete. E isso é uma vantagem já que nossos inimigos não usam armas trouxas. – Respondi pegando a Browing Hi-Power e carregando com Hornady XTPs foram feitas para atravessar o alvo, mas não continuar em movimento depois e correr perigo de acertar um inocente, esse tipo de bala deixa um estrago no alvo.
Apontei para um alvo do outro lado da sala, mirei e atirei. A bala acertou exatamente no centro do alvo, deixando um enorme buraco no lugar. Ainda tinha um eco do barulho do tiro, já que estávamos em uma sala fechada, mas logo sumiria.
- Você tem uma mira muito boa. – Hermione disse olhando para onde a bala acertou.
- Obrigado. Eu não acho que vocês vão aprender sobre armas no treinamento, não tenho certeza se o diretor aprova isso, na verdade eu só as conjurei porque ultimamente quase não tenho tempo para mexer com elas. – Comentei. – Já que estamos aqui será que tal começarmos a treiná-los agora mesmo? – Eu perguntei. Rony abriu a boca para dizer algo, mas eu interrompi. – Não vou usar as armas em vocês, não se preocupem. – Ele respirou, aliviado e Harry disse, sacando a varinha.
- Tudo bem, eu não tenho mais nada para fazer mesmo.
- Além do mais, os outros chegam em alguns minutos. – Hermione disse também sacando a varinha. Rony apenas deu de ombros sacando a sua também.
- Bom primeiro Hermione, eu quero que você tente usar o feitiço Element Circa, esse feitiço faz possível controlar os elementos da natureza. Você pode escolher um, imaginá-lo em sua mente. Concentre-se nele e em seguida envie-o pela sua varinha, você deve ter muito controle e controlá-lo em sua mente. – Eu falei.
- Nós nunca estudamos esse feitiço, e eu realmente nunca li sobre ele. – Ela franziu o cenho.
- Isso, é porque esse feitiço de acordo com meu mentor, é algo que só existe nos livros da seção reservada, é um feitiço muito forte e muito perigoso. – Expliquei.
- Então porque você quer que eu faça? – Perguntou confusa. – Porque não o Harry?
- Você é muito inteligente, e muito habilidosa com feitiços, é um feitiço ofensivo e eu os estou ensinando porque estamos à beira de uma guerra, se eu pudesse ensinar determinados feitiços para vocês seria muito mais fácil, mas grande parte deles são considerados ilegais então acho melhor usar os que são legais para não trazer problemas para vocês.
- E isso não trás problemas para você? – Harry perguntou.
- Não, primeiro porque minha magia não atende para eles como apenas de um bruxo, e eles, portanto assumem que não é problema deles. Além do mais muitos dos feitiços que eu faço são indetectáveis, mas isso requer muito treinamento e habilidade, e eu não vou perder tanto tempo os ensinando apenas isso, de que adianta fazer feitiços indetectáveis numa guerra se você não sabe usar feitiços adequados para uma? – Perguntei retoricamente. – Em fim, você deve fazer isso Hermione. – Estiquei a mão para o alto pensando no fogo. – Element Circa. — Minha palma esquentou um pouco e uma rajada de fogo saiu dela se mantendo no ar tomando a forma de um Leão. O Dragão rugiu, enquanto eu pensava na água e o Leão se transformava em uma cobra feita de água, a cobra se contorceu sibilando e se desfez se transformando em um texugo feito do liquido extraído das árvores, em seguida o texugo fungou, enquanto se desfazia tornando-se uma águia feita de ar ligeiramente azulado. Fechei a palma extinguindo o feitiço e sorri para seus rostos impressionados.
- Esse é um ótimo feitiço, mas não sei se consigo fazê-lo tão bem quanto você. – Hermione comentou.
- Não diga isso, as magias sempre saem mais fáceis e mais bem produzidas quando se tem confiança. E eu acredito que você é a mais indicada o três para produzir este feitiço em um tempo mínimo. – Eu falei. – Tente.
Ela assentiu pegando sua varinha e fechando os olhos, depois de alguns segundos respirando fundo ela abriu os olhos e agitando a varinha disse.
- Element Circa. – Um jato de fogo saiu da sua varinha se acumulando acima das nossas cabeças. Por um momento não tomou nenhuma forma, então ela agitou a varinha novamente, com mais firmeza e o fogo lentamente tomou a forma de um gato gigante e flamejante. Ela sorriu olhando para a sua produção.
- Bom, agora o ordene mentalmente para atacar um dos alvos. – Eu disse. Ela assentiu e o gato se agitou em seguida correu para um dos alvos feitos de madeira, o gato o atravessou e quando saiu do outro lado restavam apenas cinzas com leves relances de laranja se decompondo no chão. Eu sorri e disse. – Muito bem Hermione, para torná-los de outro elemento basta se concentrar neles. Quer tentar um duelo com eles? – Perguntei.
- Sim, isso é incrível! – Ela exclamou. Eu me coloquei de frente para ela e conjurei o feitiço, fazendo uma cobra de água. Sem esperar que eu fizesse o primeiro movimento o seu gato flamejante atacou a minha cobra, que se desviou do lugar tentando se enrolar ao redor do gato.
Ouvi a porta ser aberta, mas não desviei o olhar para ver quem tinha chegado, ouvi também, vagamente algumas exclamações de surpresa ao ver o que acontecia.
O gato se sacudiu chiando e se afastou, em seguida pulou em direção a cobra novamente com as unhas de fogo arreganhadas, ela deu uma patada na cobra, mas não teve tanto efeito já que eles não tinham realmente corpos físicos. A cobra sibilou abrindo sua enorme mandíbula e deu o bote tão rapidamente que o gato não teve tempo de reagir, a cobra engoliu o gato, em seguida os dois explodiram no ar já que ambos eram combustíveis um para o outro.
Antes que ficássemos banhados de água fervente, eu lancei um feitiço acima das nossas cabeças que absorveu a água assim que a mesma a tocou.
- Muito impressionante, um duelo digno das mais habilidosas bruxas. – Dumbledore exclamou de onde estava parado na porta da sala, junto com McGonagall, Lupin, Os Cullens, Os Denalis, incluindo a Tânia que estava nos braços de Eleazar ainda desacordada. E Severo que estava mais atrás dos outros.
- Você melhorou desde a ultima vez Raio. – Severo comentou chamando a atenção dos outros para ele, em seguida se aproximando de mim. – Creio que seja a primeira vez que conjura este feitiço Srta Granger? – Perguntou olhando para ela que estava um pouco corada com o elogio do diretor. Hermione assentiu. – Parabéns. Geralmente demora umas dez tentativas para um bruxo conseguir o que a Srta você acabou de fazer... – Ele comentou com um tom de voz sem muita emoção. Todos na sala, menos os Cullens, os Denali e eu olharam para ele como se ele fosse um ET.
- Você... Acabou de elogiar uma Grifinória? Ainda mais a Hermione? – Perguntou Harry chocado.
- Eu acho que estou tendo alucinações... – Rony colocou a mão na testa se sentando numa cadeira ao lado da mesa de armas. – Merlin, eu estou com febre... – Dramatizou. Eu e Severo rolamos os olhos para ele.
- Um dia de grandes acontecimentos, mas sem querer ser grosseiro com você Severo, mas... O que faz aqui? – Perguntou Dumbledore cauteloso.
- Essa eu respondo. – Eu me adiantei sorrindo maliciosamente. – Tenho o prazer de apresentar para vocês meu Mentor, Severo Snape. – Dumbledore e Hermione não pareceram surpresos, embora os outros pareciam que eu tinha acabado de falar que Merlin estava dançando Macarena vestido de coelhinha da play boy no meio do salão principal.
- Eu já imaginava, depois do que houve no salão mais cedo... – Hermione comentou baixinho. Dumbledore concordou.
- Sim, Severo nunca agiu daquele modo com nenhum aluno, ainda mais um que ele supostamente tinha acabado de conhecer. – Ele disse.
- Podemos começar? Ou será que preferem continuar falando da minha pessoa? – Severo perguntou sarcasticamente.
- Claro. Claro. – Dumbledore disse. – Me permita mais uma pergunta. Você sabia sobre ela o tempo todo? – Perguntou para Severo e apontando para mim.
- Sim. – Severo respondeu sem nenhuma emoção em sua voz.
- E não disse a nenhum de nós? – Minerva perguntou severamente.
- Vamos parar por aqui. Sevy estava sobre um voto perpétuo para não dizer nada sobre mim, então não venham tirando conclusões sobre nada, tirar conclusões precipitadas sobre as coisas é o que vai fazer vocês cometerem erros. – Eu disse me colocando a frente de Severo, lançando um olhar como se os desafiasse a me desacreditar para todos eles. Eles olharam para mim por um tempo até que Dumbledore assentiu.
- É melhor deixarmos as discussões de lado, e fazermos o que realmente viemos fazer aqui. – Minerva assentiu a contra gosto, sendo acompanhada pelos outros.
- Ótimo, Cullen’s e Denali’s façam uma linha bem aqui, fiquem em pares, um de frente para o outro... – Comecei, mas fui interrompida por Dumbledore novamente.
- Hm, será que você poderia trazer de volta a Srta Denali? Madame Pomfrey não sabe o que há com ela, muito menos nenhum de nós, Dr. Carlisle não é especializado nessa área, embora Severo diga que só você pode trazê-la de volta.
- Sevy está certo. Eu posso trazê-la de volta. – Eu disse sem muita vontade.
- Então você vai acordar ela? – Kate perguntou esperançosa, olhei desgostosa para a vampira desacordada, por mim ela passava o resto da eternidade assim... – Por favor. – Kate insistiu percebendo minhas intenções. Suspirei pesadamente e disse.
- Tudo bem, mas se ela me atacar eu não vou apenas colocá-la em coma. Eu só dou uma chance, e os dois, — Apontei para Tânia e Edward que estava o mais longe possível de mim perto de sua família. – já tiveram a deles esta manhã. – Eleazar apertou os braços fortemente ao redor dela para garantir que ela não escaparia quando acordasse. Aproximei-me deles e toquei o rosto dela devolvendo a energia que tirei. Aos poucos ela retomou a consciência, olhando confusa para Eleazar e rosnando quando me viu. Meus olhos tornaram-se âmbar como um pequeno aviso do perigo, Eleazar se afastou de mim com ela nos braços. Os Denali o acompanharam para acalmar ela, e eu me afastei do grupo novamente me aproximando de Severo.
Depois que eles a acalmaram eu retomei minha fala.
- Façam a fila. Emmett e Edward. Alice e Kate. Eleazar e Carlisle. Carmem e Rosalie. Esme e Irina. Jasper e Tânia. – Eles se posicionaram, e eu olhei para os bruxos mais velhos. – Vocês vão participar ou só assistir? – Perguntei.
- Eu vou apenas assistir por enquanto. – Dumbledore disse se sentando em uma cadeira que ele conjurou e pegando uma taça de doces no braço da mesma. Ainda franzindo o cenho para ele, virei-me para os outros.
- Vou apenas assistir. – McGonagall disse.
- Eu não posso lutar contra os vampiros na forma humana, mais posso ajudar você com o trio. – Lupin disse.
- Por enquanto. – Eu falei.
- O que? – Perguntou confuso.
- Eu disse por enquanto.
- O que isso quer dizer.
- Por enquanto você não pode lutar com eles na forma humana. Mas, quando o treinamento terminar seus sentidos estarão muito mais aguçados na forma humana, mais ou menos como eu sou, por exemplo, audição, visão, olfato, velocidade, força... Não será tão eficaz como na forma animal, mas será melhor do que pessoas comuns.
- Você é mais rápida na forma animal do que é na Humana? – Perguntou.
- Não, minha velocidade é a mesma nas duas formas, mas isso se deve ao fato de que eu tenho vários tipos de mutação no meu sangue, digamos que isso alterou algumas coisas que não deviam ser alteradas. – Expliquei me aproximando dos Vampiros.
- E isso será bom ou ruim? – Perguntou Lupin incerto.
- Depende do seu ponto de vista. Do meu, por exemplo, é ótimo em batalhas e afins, mas não é muito bom se você viver com mais de uma pessoa, ainda mais com casais, é terrível o que a gente é capaz de escutar nessas horas... – Comentei fazendo uma careta. – Principalmente se umas das pessoas com quem você vive são seu pai e sua madrasta... Mas, isso é o meu ponto de vista, tudo sempre tem seu lado bom e ruim, você decide quais priorizá-los. – Falei olhando em sua direção, em seguida me virei para meus novos ‘alunos’ deixando-o pensar sobre o que eu disse. – Bom, eu escolhi os pares assim porque depois de observar um pouco vocês eu tracei um perfil, não tão preciso por enquanto, de cada um, então eu decidi colocar os que têm mais habilidades físicas, com os que têm mais habilidades mentais. Alguns de vocês podem depender muito dos seus poderes, ou habilidades físicas e se esquecer dos outros pontos. Numa guerra, quanto mais habilidoso você é mais chance de sobreviver. Os de vocês que dependem muito de poderes, precisam aprender a se virar sem eles, já que nem todos os oponentes que enfrentarão, serão vulneráveis as suas habilidades; E os que dependem muito da força ou habilidade física, precisam aprender mais sobre estratégias e sobre o psicológico, força e impulso não é tudo, principalmente no nosso caso. Então para os que tem poderes, não será útil contra seus adversários, cada um de vocês, terá que se virar sozinho, sem suas habilidades extras, para os que têm, e para os que usam muito a força bruta e as aderências de ser um vampiro, terão que aprender a usar isso corretamente. Explorar seus pontos fracos transformando-os em pontos fortes. Qualquer vulnerabilidade pode ser prejudicial e até mesmo fatal. Quero que vocês lutem contra seus oponentes, eu vou observá-los e analisar suas táticas, em seguida corrigi-los para seus erros, e instruí-los da maneira correta, ou mais adequada. Comecem. – Ordenei. Eles hesitaram um pouco, mas por fim o fizeram. Eu já tinha colocado os escudos para os poderes deles não funcionarem, assim como um feitiço ao redor da sala para que nada sobre Sev seja dito fora dos treinos.
Emmett atacou Edward precipitadamente, dando chance para o mesmo desviar. Kate avançou em Alice com um soco no estômago que a fez voar para trás. Eleazar tentou nocautear Carlisle com um chute, mas foi impedido quando o Dr. Segurou sua perna girando-o no ar e lançando-o no chão. Rosalie atacou Carmem rosnando e dando socos subseqüentes deixando sua oponente somente na defensiva. Irina atacou Esme pulando em cima dela, e as duas saíram rolando aos golpes, Tânia atacou Jasper de frente sendo um ataque previsível, facilmente defendido com um chute no plexo solar, um soco no rosto, uma rasteira, e em seguida uma imobilização experiente sem dar chance para que ela fugisse.
- Parem. – Ordenei, fazendo-os dar fim às lutas. – Emmett, seu ataque foi bastante óbvio, você deve tentar algo que não faça você estar tão vulnerável ao seu oponente. Seu inimigo nem sempre vai apenas desviar, você deu chance para vários golpes diferentes, até mesmo uma decapitação. Evite deixar seu tórax e pescoço vulnerável, use mais golpes com braços e pernas, ou alguma estratégia diferente. Edward, pare de desviar, e tente uma ofensiva, você não vai ganhar nada estando apenas desviando dos ataques inimigos, principalmente se o inimigo for um bruxo, você não pode dar tempo para eles te acertarem antes de dar o primeiro golpe. Kate; foi um belo golpe, mas tente acertar algo que deixe o inimigo mais atordoado, ou que o fira mais gravemente, e não o lance para tão longe de você, pode ser bastante perigoso, tente sempre acabar com o oponente o mais rápido possível e não dê chance de uma revanche. Alice, você sempre confiou de mais em seu poder, e esperou que ele lhe ajudasse agora, você deve aprender a se virar sem ele, use de seu físico e inteligência para acertar o oponente, você tem a vantagem de ser subestimada por ser uma garota, principalmente uma garota menor do que a maioria, mesmo que você seja uma vampira, seu inimigo sempre achará menos de você por isso, use isso a seu favor. Eleazar, você deve atacar perto o suficiente para não dar chance ao inimigo para impedir o golpe, mas longe o suficiente para poder evitar um. O chute que você deu é algo que deve usar em um momento de vulnerabilidade do oponente, não em um ponto de partida da luta. Carlisle, você pensou e agiu rápido, mas lançar o oponente ao chão e não imobilizá-lo imediatamente pode ser a sua derrota. Rosalie, você foi rápida e esperta, mas um golpe subseqüente é difícil de manter, pois deixa seu corpo vulnerável para ataques baixos e frontais, tente uma estratégia que mantenha você protegida deles. Carmem, não fique apenas na defensiva, como diz o ditado, a melhor defesa é o ataque. Tente não dar chance para que o inimigo a encurrale na defensiva, lembre-se que precisa terminar a luta rapidamente, pois numa guerra sempre haverá mais inimigos, e até que o ultimo oponente caia, você ainda está em uma luta. Irina, seu ataque foi obvio, embora tenha funcionado em Esme, não é sempre que você achará alguém que não tenha uma defensiva para isso, você como Emmett deu a chance para um ataque letal. Esme você foi pega desprevenida, e a luta de vocês duas é algo mais parecido com uma briga entre a amante e a esposa, tapas, arranhões e puxões de cabelo, não funcionam em uma guerra, tente aprender golpes mais eficientes e ofensivos, socos e pontapés, por exemplo, e não deixe a guarda baixa uma vez que a guerra comece, sempre há alguém para surpreendê-la e nunca de uma forma agradável. Tânia, seu ataque foi óbvio de mais, você agiu impulsivamente, e não avaliou que se oponente é experiente em batalhas e que goza de várias estratégias, tente usar mais a mente, use táticas diferentes, ou o distraia de algum modo, seja a fala, a provocação ou nos golpes. Jasper, seu ataque foi incrível, faz juz ao nome deus da guerra, mas sempre lute cogitando a possibilidade de que seus oponentes podem ter mais treinamento, ou alguma habilidade surpresa, não seja tão confiante até que a luta tenha acabado e só você esteja de pé, lembre-se disso. Quero que lutem novamente e explorem os seus erros, os fortificando. Isso é o que eu vou ensinar hoje, agora pratiquem. – Mandei já me virando para o trio. – Harry você e Severo vão duelar, a única regra é sem ferimentos mortais, guardem isso para a batalha. Obedeçam quando eu falar, ou eu mesma os separo estamos entendidos? – Perguntei sem nenhuma inflexão na voz. Sev pareceu contente, bem como Harry pareceu horrorizado com a idéia de duelar com o mestre de poções que o ‘odiava’.
Dumbledore limpou a garganta ruidosamente chamando pela primeira vez desde que o treino começou, atenção para si mesmo.
- Hã... Srta... Raio. – Se corrigiu antes que eu o fizesse. – Não acho que seja uma boa idéia colocar Ambos, Severo e Harry para duelarem entre si... A relação deles não é... Digamos... amistosa. – Apontou cuidadosamente. Eu arqueei uma sobrancelha para ele e retruquei.
- E certamente que a relação de Harry contra Voldemort é muito amistosa eu suponho? Bellatix Lestrange é sua tia favorita, assim como Rodolfo e Rabastan Lestrange são seus defensores? – Zombei sarcasticamente. – Não vou colocar Lupin ou qualquer outra pessoa que seja ‘amiga’ para entrar em um duelo junto com ele. Estamos aqui para testar os limites da hostilidade e controlá-los. Qualquer outra pessoa que esteja nesta sala, exceto Sev e eu, iria de alguma forma evitar seus melhores ataques para dar uma oportunidade a Harry. Mas creio eu que nem Voldemort nem nenhum de seus comensais darão oportunidades a ele de vencer um duelo, ele tem que aprender isso e nunca confiar que seu oponente tem os mesmos escrúpulos, regras ou impedimentos que ele ou seus aliados, isso vai fazê-lo ser morto, e se eu não posso ensinar isso a ele, creio que devemos parar por aqui. – Olhei para eles desafiando-os a me contrariar.
- Certo, entendemos isso, mas a inimizade entre os dois pode atrapalhar um pouco as coisas, deixá-las injustas... – Dumbledore falou.
- Eu continuo a afirmar que Harry tem que aprender a dançar conforme a música, sei que ele não se sente confiante o suficiente para ser um inimigo letal de Voldemort, e ele tem que esquecer isso, o melhor modo de começar é ele aprender a se virar em uma luta injusta, até que ele possa sair por cima em um duelo, à nível de algum subordinado de Voldemort, ele deverá aprender isso. – Antes que alguém argumentasse, acrescentei. – Sei muito bem, por experiência própria, que Harry já escapou de Voldemort várias vezes, mas ele escapou na maioria das vezes com perdas, tendo que sacrificar algo ou alguém para garantir que sairia vivo, Harry tem que aprender a passar por cima disso, e não depender do fato de que sua ligação com Voldemort o impede de ser morto pelas mãos dele. Ele tem que aprender que pode se manter em um duelo contra Voldemort sem esperar que algo milagroso salve o dia. A batalha será o ponto decisivo de tudo, a profecia diz que nós dois devemos destruir Voldemort, mas para isso, temos que estar preparados para tudo, até mesmo o pior. Ninguém ganha nada assumindo que o mundo é arco-íres e flores. Porque comparado ao que poderia ser se Voldemort assumisse o poder, é exatamente isso que vivemos agora. Você já deixou claro que não quer que Harry aprenda o tipo de magia que se iguala aos conhecimentos de Voldemort, eu concordo, mas se você for me limitar a cada passo que eu dou, sugiro que o treine você mesmo. – Alguns olharam escandalizados para o modo desrespeitoso com que eu falava com Duumbledore, mas se tem uma coisa que eu não tolero é ser questionada sobre meus métodos de treinamento. Eu não estaria treinando isso se não fosse necessário, já abandonei tantos treinamentos por causa disso, que no Instituto, tem uma seleção cuidadosamente escolhida dos mutantes antes que os mande para que eu possa treiná-los, e uma seleção ainda mais seleta de quem pode assistir os treinamentos, porque muitas pessoas irritam bastante com perguntas inoportunas. O diretor olhou constrangido por um segundo antes de voltar a seu alto sereno e impassível.
- Você fez seu ponto visível. – Ele disse fazendo ponte com as mãos em frente ao corpo.
- Ótimo. Agora, vocês dois, posicionem-se. – Ordenei para Sev e Harry, que imediatamente fizeram o que eu mandei, colocando-se frente a frente, varinhas rente aos rostos.
Fim do Capitulo.
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