Raio POV:

Caminhamos em silêncio pelos corredores até chegar ao salão comunal da Lufa Lufa onde as duas Denalis, Tânia e Irina, entraram.

- Ér... Bella... Será que você poderia tirar o feitiço que você lançou no Edward? – Carlisle pediu quando nos aproximamos do salão comunal da Corvinal. Assenti e sem mesmo olhar para o Cullen retirei o feitiço.

- Obrigado. – Carlisle agradeceu. Edward apenas bufou entrando no salão comunal sendo seguido por outros dois Denalis, Carmem e Eleazar, que nos desejaram boa noite antes de sumir pela passagem.

Caminhamos mais um pouco e Hermione disse.

- Os quartos dos professores são nesse corredor, tenho certeza que Dumbledore explicou qual o quarto de vocês é, estou certa? – Perguntou para Carlisle e Esme, que assentiram e desceram pelo corredor dando-nos boa noite.

- Humm... Então você tem treinamento em batalha? – Jasper quebrou o silêncio falando comigo. Assenti. – Onde você aprendeu? – Ele parecia genuinamente curioso, eu sabia de sua história ele devia gostar de uma boa briga...

- No Instituto. – Respondi.

- Existe um instituto que ensina a lutar? – Emmett se intrometeu animado. Eu sorri para ele e respondi.

- Sim, nós treinamos na escola e adquirimos experiência nas missões.

-Missões? – Jasper perguntou. Alice e Rosalie nos olhavam curiosas, e eu percebia que elas queriam dizer algo, mas tinham medo da minha reação. – Que tipo de missões?

- Do tipo em que agente luta contra os malvados. Algo como ‘super-heróis’ no mundo trouxa. –Respondi sorrindo.

-Isso é legal! Eu gostaria de conhecer esse lugar, deve ser o máximo! – Emmett exclamou excitado.

- É mesmo. Gostaria de saber quem é mais forte você ou a vampira? – Perguntei mais para mim mesmo do que para ele. Vampira tinha acidentalmente clonado os poderes da garota Marvel e adquiriu super força.

- Que vampira? – Alice perguntou incerta.

- Cada X-men tem um apelido, o dela é Vampira, assim como o meu é Raio. – Expliquei a ela.

- Qual o poder dela? – Jasper perguntou.

- Absorção de Poderes, embora ela não possa adquirir os meus, o ultimo poder que ela adquiriu foi super-força e vôo, por isso eu disse que gostaria de saber quem é o mais forte.

- Você ainda vai me mostrar seu poder? – Emmett perguntou.

- Sim, mas não agora, nos treinos talvez... – Respondi.

Ficamos em silêncio mais uma vez até que Rosalie o quebrou.

- Hmm, Bella você não está chateada com agente? – Olhei para seu rosto e respondi.

-Um pouco, somente porque vocês saíram sem se despedir, mas ao Edward... Bem digamos que eu não me importaria em matá-lo. – E era totalmente verdade, eu odiava aquele idiota.

- Bem você não é a única. – Emmett resmungou. – Ele disse mesmo aquilo?

- Sim.

-Porque você não o atacou? Ou mostrou para ele que é poderosa? – Rony perguntou se metendo na conversa.

- Eu não podia dizer a ninguém o que eu era, fiz um voto perpétuo com meu mentor. Afinal fugir de Voldemort não é algo fácil, qualquer brecha poderia acabar com meu disfarce. – Eu respondi.

- Você deve ter um autocontrole de ferro. – Harry disse. Eu ri e discordei.

- Oh, não, meu autocontrole é uma merda quando estou irritada. Eu sou tão cabeça quente quanto meu pai, ele se irrita quase por qualquer coisa, esses últimos tempos está melhor já que Le está namorando, mas vocês deviam ver antes, qualquer coisinha e ele mostrava as garras. – Eu ri lembrando das vezes em que meu pai se irritava. Eu tinha que concertar tudo com magia...

- Garras? – Jasper perguntou.

- Sim, nós dois temos garras, é parte da nossa estrutura óssea. Aparece por entre os nós dos dedos. – Eles olharam para as minhas mãos e ficaram confusos ao não ver um espaço para as garras saírem.

- Como elas saem? Não posso ver uma abertura... – Hermione perguntou.

- Atravessando a pele. – Eu disse em tom de óbvio.

- Oww, isso deve doer. – Rony exclamou, Hermione deu-lhe um tapa na cabeça rolando os olhos, ele esfregou o local resmungando um ‘Ai’ e ela bufou.

Dobramos mais um corredor, a alguns metros de nós Severo parado em frente a um quadro que deveria ser a entrada para o salão comunal da Sonserina.

- Professor Snape. – Hermione cumprimentou um pouco nervosa. Eu ri internamente, ele me contou sobre o ‘medo’ que os alunos têm dele.

- Srta Granger. – Ele respondeu friamente, a olhando com uma sobrancelha arqueada. – Potter, Weasley... – Ele continuou no mesmo tom. Desviando seu olhar para eles e mesmo no escuro eu os vi empalidecer um pouco. Prendi o riso olhando para o lado tentando me controlar, eu achava hilário quando ele assustava alguém assim, noturno morre de medo dele... – Algum problema Srta Howlett? – Severo perguntou voltando seu olhar frio para mim, mas eu o conhecia melhor do que os outros para detectar o sarcasmo e a diversão em sua voz. Olhei para ele com um pequeno sorriso irônico nos lábios.

- Não senhor. – Respondi em uma voz carregada de sarcasmo.

- Não é o que parece. – Ele disse secamente.

- Ah é? E o que parece? — Meu sorriso aumentou e eu pude vê-lo com dificuldade de não rir.

- Parece que a Srta não sabe com quem está falando. É parente do Potter? – Ele zombou, soltei uma gargalhada sem conseguir me conter, quando finalmente me acalmei respondi.

- Oh, mas eu sei com quem eu estou falando. – Disse em um tom insolente. Hermione tentava sinalizar para que eu calasse a boca, Rony olhava para ele como se visse o bicho papão, já Harry parecia um pouco pálido, ele iria desmaiar? Como ele enfrenta Voldemort desde os 11 anos e tem tanto medo de Severo? Os Vamps simplesmente olhavam-nos confusos. – O tão famoso professor de poções Severo Morcego Snape. – Eu ri, ele fez uma careta para mim e eu continuei. – E sim eu sou parente do Harry, somos primos. – Harry se apoiou na parede um pouco sem ar.

- Isso explica muita coisa. – Severo retrucou.

- Hã... Eu acho melhor nós irmos, o salão da Sonserina é aqui, o professor Snape pode dizer a senha para vocês, boa noite. – Sem dar tempo para dizermos nada Hermione saiu puxando os outros Grifinórios.

- Covarde... – Severo sussurrou por baixo da respiração, eu apenas sorri. – A senha é Salazar Slytherin, vocês dois podem entrar, peçam ao Sr Malfoy para mostrar-lhes seus aposentos. – Ele disse para Jasper e Rosalie, em seguida virou-se para mim. – A Srta fica. – Jasper e Rosalie assentiram jogando uma ultima olhada para mim e entrando no salão. Assim que eles desapareceram eu pulei nos braços do meu morcego favorito abraçando-lhe com força.

- Que saudades Sev! – Ele finalmente soltou o riso que estava prendendo quando quase perdeu o equilíbrio. Ele não estava preparado para meu ‘ataque’.

- Também senti saudades Raio. – Ele disse me colocando no chão.

- Isso porque você me abandonou! Não apareceu no instituto nas ultimas duas semanas... – Eu fiz um biquinho fingindo chateação.

- Deixe de drama, você sabe muito bem que eu não podia arriscar. As coisas aqui estão ficando perigosas. – Ele disse repentinamente serio.

— Eu sei, é por isso que estou aqui. – Eu disse correspondendo ao seu humor, ele ainda era meu bruxo-mentor afinal. E colocando um encanto silenciador ao nosso redor caso alguém estivesse escutando. – Tome cuidado ok? Tudo isso é muito arriscado, ainda mais para você que é um agente duplo, ou melhor, triplo. Qualquer sinal de perigo, qualquer ameaça mesmo, me chame ou ao menos saia antes que algo realmente ruim aconteça. Você ainda tem aquele portal que te dei não é? – Perguntei. Eu havia criado uma chave de portal para ele, era somente tocá-la e desejar o lugar aonde quer ir e você estará lá. A chave ainda continuará ligada. Ele assentiu e disse.

- Não se preocupe tanto comigo, eu sei me cuidar e não sou tão tolo. Agora entre e descanse amanhã você terá o dia cheio com os treinos.

- Você ainda vai me ajudar com eles não é? Não é necessário mais segredo pelo menos não dos nossos aliados, eu colocarei uma proteção que os impedirá de dar essa informação a qualquer um, mesmo sobre veritasserum ou qualquer outra coisa forçada, e Dumbledore está louco de curiosidade para saber quem é meu mentor, você devia ter visto... – Balancei a cabeça rindo um pouco na ultima parte.

- Aposto que ele está... – Sev murmurou acenando negativamente. – Eu ainda vou ajudar e concordo com o que você disse. Coloque o feitiço antes de qualquer coisa ok? – Eu assenti. – Isso será divertido... Não vejo a hora de dar uma lição naquele sanguessuga... – Ele disse com um brilho maníaco. Eu apenas sorri e me estiquei na ponta dos pés dando-lhe um beijo na bochecha.

- Boa Noite Sev, até amanhã.

-Boa noite Raio. – Ele respondeu tranquilamente. Virei-me dizendo a senha e com uma ultima olhada, vendo sua capa deslizar pela esquina do corredor entrei no salão comunal.

A garota que conheci no Jantar, Pansy Parkinson ficou mais que feliz em me ajudar a chegar ao dormitório que eu dividiria com ela. Conversamos um pouco, quer dizer ela conversou, eu só ouvia e de vez enquanto dizia alguma coisa, ela me apresentou seus amigos. Blaise Zabine, o qual eu percebi ter uma queda por ela, que pela cara de boba dela era retribuída, Lilith Nott, ela parecia uma boa pessoa apesar de flertar com todo mundo, talvez seja uma tática de se enturmar? Theodore Nott gêmeo de Lilith e bastante simpático, eu realmente gostei dele, ele tinha uma aura de sinceridade e tranqüilidade ao seu redor, deixando todos à sua volta instantaneamente calmos, ao contrário de sua irmã que deixava todos agitados. Crabbe e Goyle, esses aí só falavam em comida, e Draco Malfoy, o loiro idiota do trem. Nós nos encaramos por um tempo antes que ele me oferecesse sua mão em um cumprimento, acho que isso era o seu modo de estender uma bandeira de paz, eu realmente não sei, estava cansada de mais para tentar descobrir mais, então apenas aceitei seu gesto. Conversamos muito pouco, pois logo ele e Pansy tiveram que sair para a ronda e eu subi par o dormitório.

[...]

Na manhã seguinte acordei bem cedo como estava acostumada, mais ou menos umas 05h30min e vesti minha roupa de ginástica. Fiquei me exercitando no jardim até umas 6h40mim, e voltei para meu dormitório para me vestir e ir para o salão principal.

Eu coloquei o uniforme da escola ajustando-o um pouco ao meu corpo e deixando-o justo, mas ao mesmo tempo que me desse liberdade de movimento.

Entrei no salão principal e segui para a mesa da Sonserina novamente com todos os olhares em mim. Sentei-me em um dos únicos lugares livres, perto de Pansy. Ao seu lado estava o Draco Malfoy, Blaise Zabine e Lilith Nottt, Crabbe e Goyle não estavam às vistas.

- Bom dia Raio. – Pansy e Lilith cumprimentaram animadas. Dei um sorriso para ela e respondi.

- Bom dia Pansy, Lilith. – Cumprimentei. Os garotos assentiram para mim muito ocupados em uma conversa sobre quadribol. Comi meu café em silêncio, eu não estava acostumada essa rotina. Eu sempre acordava cedo, tomava café com os X-mens, tinha treinamentos a tarde e aulas três vezes por semana a noite, eu já estava sentindo falta do Instituto.

Terminei meu café e fui em direção a Dumbledore, os Cullens estavam conversando com ele e eu cheguei a tempo de ouvir a ultima parte do que o idiota do Edward estava dizendo.

-... Não é capaz de nos treinar nem... – Interrompi sua frase falando diretamente com Dumbledore ignorando os outros.

- Bom dia diretor, eu gostaria de saber onde os treinos ocorrerão caso eu precise organizar o local.

- Ah, Srta... Raio, — Corrigiu-se sorrindo para mim. – Bom dia. Os treinos serão na sala precisa, você não necessitará organizar nada, a sala lhe fornecerá tudo o que desejar. – Ele respondeu. Assenti me virando para dar o fora do salão, mas um cheiro me impediu. Meus sentidos instantaneamente ficaram em alerta, meus olhos em um âmbar como ouro derretido contra a luz, meus caninos se alongando e meu corpo mais flexível como os de um felino. Olhei diretamente para onde vinha o odor e me deparei comum par de olhos azuis com uma profundidade dourada e selvagem me olhando atentamente. Era um lobisomem, e estava sentado na mesa dos professores. Encaramos um ao outro em análise até que alguém limpou a garganta.

- Algum problema? – A voz de Dumbledore soou amplificada pelos meus sentidos mais aguçados que o normal. Ele olhava entre mim e o Lobisomem com o cenho franzido.

- Ele é um lobo. – Eu respondi sem desviar o olhar do mesmo. Os Cullens prestavam bastante atenção na conversa, Edward tinha uma careta de desgosto na cara e a Tânia estava bajulando-o; Vi tudo isso com minha visão periférica, já que não desviaria a atenção de um possível oponente. Dois assentos de distância do Lobisomem, Severo nos olhava divertido.

- Sim, o professor Lupin é um lobisomem, isso é um problema? – Ele perguntou.

- Eu apenas reagi instintivamente a um cheiro desconhecido possivelmente perigoso. Sinto muito. Você tem controle da sua transformação? – Perguntei diretamente ao lobo me acalmando o suficiente para voltar a minha forma normal. Ele piscou um pouco como se saísse de um transe e respondeu.

- Eu... Transformo-me toda lua cheia... – Olhei para ele a espera que ele continuasse o que ele não fez.

- Você não se transforma regularmente? Isso ajuda bastante no controle... – Eu perguntei interessada.

- Eu sou um lobisomem lunar, não posso...

- Não existe essa idiotice de lobisomem lunar, — O interrompi. – Isso é o que todos acreditam porque a lua tem bastante influencia sobre as transformações, porque para que a mutação seja ativada é preciso uma quantidade muito grande de energia que a luz da lua é capaz de dar. Mas qualquer lobo pode se transformar no momento em que desejar, é preciso uma energia forte o bastante como a luz da lua para ajudar no inicio, mas depois se torna natural.

- Porque eu desejaria me transformar mais que uma vez por mês? Eu não tenho o mínimo controle depois que me transformo, posso matar qualquer um sem me importar, isso é ruim o suficiente toda lua cheia. – Ele disse desanimado.

- Se você mudasse mais regularmente poderia adquirir controle total de sua besta. É preciso tempo, paciência, poder e orientação, mas não é impossível. – Eu disse a ele dando de ombros. Dumbledore me olhava curioso e surpreso, McGonagall ao seu lado me olhava como se eu fosse algum tipo de enciclopédia rara, Lupin curioso, Severo orgulhoso e os Cullens apenas confusos.

- Eu me transformo à anos, desde criança, se eu pudesse obter algum controle eu já teria obtido, já me transformei vezes de mais e nunca tive nenhum controle. – Lupin me disse desanimando novamente.

- Você disse que se transforma toda lua cheia não é? – Ele assentiu. – Isso não é regular o suficiente, você poderia passar a eternidade mudando uma vez por mês e a quantidade de vezes que você se transformar não te dará mais controle do que na primeira vez que aconteceu. Um mês, é um tempo muito longo, longo o suficiente para todas as moléculas do seu corpo responsáveis pelas transformações se acalmarem antes da próxima vez. No começo você precisa se transformar pelo menos três vezes por semana, assim suas moléculas manterão o instinto Lupo em você ativos o suficiente para dar- lhe mais facilidade na próxima transformação. Com o tempo os intervalos entre as mudanças vão diminuindo e seu controle e consciência na forma de lobo aumentam, assim como sua forma física humana e lobo irão se aprimorar à seu novo controle, se você for um lobo por descendência, isso irá trazer sua forma real a tona, os lobos em suas duas formas são criaturas extremamente belas e magníficas, se você for um lobo por contaminação isso irá te dar mais massa corporal, mais agilidade e resistência em sua forma humana. Acho que um ano é o suficiente para alcançar controle completo... Bem... Esse foi o tempo que eu levei para treinar Lupus, mas cada lobo é diferente do outro então... – Divaguei na ultima parte.

- Isso... Isso é verdade? – Lupin perguntou esperançoso.

- Porque eu mentiria? – Perguntei olhando-o.

- Não sei, mas... Não tem como eu me transformar sem a influencia da Lua, você mesmo disse que isso conta bastante... – Ele disse repentinamente triste.

- Bem... Não necessariamente, a lua tem influencia sim, mas somente por causa do enorme poder que ela exala, mas... Eu fui cobaia de laboratório por alguns meses e passei por várias experiências que me deram poderes, eu realmente não me lembro de todas as experiências, mas para essa especificamente eu tinha que estar acordada. De alguma forma meu seqüestrador conseguiu filtar um pouco do poder da lua dentro de mim, eu não entendo sobre experiências cientificas, mas ao que parece esse poder se filtrou em minha estrutura de adamantium. Isso me dá poder de controlar as transformações de licantropos, vampiros, transformos e outros seres. Eu acho que o objetivo inicial da experiência era me dar controle total de minhas transformações para as formas animais, mas eu não ganhei somente o controle das minhas bestas, ganhei o controle da outras também. Como eu disse antes eu treinei outro lobisomem, eu descobri esse poder quando ele me irritou o suficiente para que eu auto influenciasse minha mudança e isso acabou chamando a besta dele, depois desse mal entendido nós começamos a trabalhar juntos e dentro de um ano ele adquiriu controle total de suas mudanças. – Eu expliquei para ele, ouvi alguém, aposto que foi o telepata, fazer um som de incredulidade, mas não me virei para vê-lo.

-Você é um lobisomem? – Lupin perguntou.

- Não, eu sou um licantropo, uma trocadora de forma, mas minha espécie são os felinos, qualquer um deles, desde gatos até tigres e leões. Eu provavelmente teria os mesmo impedimentos que você sobre a lua se não fosse meus poderes. – Eu respondi.

- Como você virou uma? – Ele perguntou em seguida pareceu envergonhado. – Desculpe se não quiser responder eu...

- Como eu disse fui cobaia de várias experiências. Stryker me deu algum tipo de soro com as mutações, por várias semanas. Meu corpo parecia não pegar a mutação, parece que era uma resistência de algum outro poder, a licantropia corria em meu sangue mais não se manifestava então ele recorreu a algo mais prático. – Respondi.

- E o que foi isso? – Carlisle perguntou interessado.

- Nada de mais, ele apenas me colocou no Lupanar dos Licantropos felinos. – Eu dei de ombros.

- Lupanar? – Dumbledore perguntou.

- Se eu estiver correto, lupanar é onde os Licantropos se reúnem na lua cheia para trocar de forma longe da civilização. Provavelmente uma floresta com algo que eles possam caçar. – Lupin respondeu por mim, que assenti em concordância.

- Esse nome é originado dos Lobisomens, mas é o único que eu conheço para definir o local. – Eu disse.

- O que houve no lupanar? – Carlisle perguntou seus olhos brilhando com sede de conhecimento.

- Os ‘gatinhos’ se transformaram. Eu acho que fui uma bela caça, eles só não me mataram porque me reconheceram como sua espécie, ainda que eu não tivesse me transformado. Mas eu fiquei três meses em coma, nesse tempo Stryker continuou as experiências com a licantropia agora ativa em meu sangue.

- Então você foi infectada? – Lupin perguntou.

- Basicamente, eu ajo mais como se fosse uma descendente da espécie, porque eu já tinha a mutação antes do ataque, ela somente foi ativada um pouco depois. Quando eu acordei Stryker fez a experiência com a luz da lua e eu poderia me controlar totalmente. A mutação foi o único poder, além do adamantium e a energia da lua que se manifestou quando eu ainda estava no laboratório.

- Como você conseguiu fugir? – Jasper perguntou genuinamente interessado. Os outros estavam muito fascinados, ou desacreditados (Edward e Tânia) para dizer algo.

- Stryker abusou das experiências, ele me deu muito poder, e queria me controlar, mas o poder que ele me deu o impedia de me controlar, porque eu era, ou melhor sou um dos seres mais poderosos na terra. Eu não sou só uma bruxa-mutante, eu sou uma hibrida de todas as raças, mesmo que eu não seja um Lobisomem eu posso controlá-los, e isso é o poder de um alfa, mesmo que eu não seja um centauro eu tenho o dom da visão e sou ótima com arco e flecha, em fim isso vai para todas as espécies. – Eu disse me virando para ele.

- Você poderia... Ajudar-me com isso? – Lupin perguntou. – Eu sei que é pedir de mais já que você já estará treinando eles, mas... – Eu o interrompi.

- Se você quiser minha ajuda, é claro! Será bom ter alguma ação enquanto estiver aqui. – Eu disse sorrindo. Ele retribuiu o gesto, seus olhos brilhavam com alegria, esperança, duvida e agradecimento.

- Vampiros não é ação o suficiente para você? –Edward disse em sua voz desagradável, com um tom de escárnio nela.

- Vampiros frouxos como você, não. – Eu retruquei, depois voltei a falar com Lupin. – Você poderia reorganizar seus horários, para encaixar um tempo, três vezes por semana, para que possamos iniciar as mudanças? – Ele olhou para Dumbledore que assentiu ainda curioso, mas com um brilho estranho em seu rosto, algo como esperança e vitória mescladas. — Você poderia comparecer aos treinos também, isso ajudaria em alguma coisa... – Eu comentei. – Eu acho melhor eu ir buscar meus livros para a primeira aula. – Falei me virando para sair, os livros estavam no dormitório, eu poderia simplesmente conjurá-los aqui, mas eu gostaria de conhecer melhor o castelo. Ouvi a baixinha dizer um “Edward não!” em seguida a voz dele soou no salão, chamando atenção dos alunos.

To be continued...

Pévia.

- O. Que. Você. Disse? – Eu perguntei predatoriamente me virando lentamente em sua direção, só por precaução colocando um escudo bem forte protegendo os alunos e os professores, porque meu controle estava totalmente extinto.

...

Eu queria ‘brincar’ queria deixá-lo perceber que eu não o mataria de cara, oh não, eu o machucaria primeiro, só o mataria quando eu decidisse que não queria mais brincar.

...

- Adamantium, docinho, nem mesmo vampiros podem destruir. – Eu debochei já encostada na mesa grifinória na metade do seu salto.

...

– Eu poderia ter te matado 74 vezes de maneiras diferentes somente nos segundos que você deixa passar, tão descuidado... Tão... Fraco... – Sorri ironicamente.

....


Notas finais
Até o próximo capitulo!!
Beijos!!