Im Raio

17 Capítulo 16


Terceira Pessoa POV:

Depois que Richard foi levado pelos Bolverk, Micah iniciou sua tarefa de executar cada Lycan que tinha tocado os quatro mais submissos do pacote, os que deveriam serem protegidos. Dez dos novos Lycans tinham sido mortos por esse crime, e três do antigo bando os acompanharam.

A rainha ordenou que os dois vampiros, Edward Cullen e Tânia Denali, os quais não tinham sofrido nenhum dano durante sua estadia no castelo, fossem mandados para as masmorras com ordens de não serem tocados, pois ela mesma cuidaria deles.

Ethan ficou com a tarefa de levar os bruxos e vampiros para a área do castelo onde eles se acomodariam durante sua estadia. Domino, por ordens da rainha, foi mandado para o instituto Xavier e resolver os negócios da rainha por lá.

E Isabella, tomou para si a tarefa de cuidar de Nataniel, Viki, Gregory e Vivian. Usando feitiços para entorpecer a dor e deixá-los desacordados, Isabella os retirou das correntes que os prendiam e os levou para um dos quartos do castelo, desde que não voltaria para o seu enquanto a reforma que tinha ordenado não estivesse pronta.

Ela curou cada uma de suas feridas, eliminando cada uma das cicatrizes físicas, lamentando cada pequeno machucado novo que encontrava nos corpos dos quatro.

Nataniel tinha 19 anos, mas para todos parecia mais uma criança de 11. Ele tinha longos cabelos loiro-ruivos, olhos lilázes e um rosto de bebê. Seus pais morreram quando ele tinha cinco anos, seu irmão dois anos mais velho cuidou dele até seus sete anos, quando infelizmente, Nataniel teve que presenciar a morte de seu irmão por conta de um vampiro. Desde então Nataniel viveu nas ruas, num mundo de prostituição e drogas para sobreviver, até que o antigo alfa do Rokke Thronos o encontrou e o transformou. Umas das ordens do alfa antigo, era nada de drogas, e Nataniel como o bom submisso que era aceitou-as facilmente, mas isso não foi o fim da miséria em sua vida. O Antigo Alfa era sádico e cruel, e Nataniel não escapou de suas garras. Trabalhando com Stripper em um bar de BDSM que o antigo alfa possuía, Nataniel se tornou ainda mais submisso e dependente dos outros, até que Isabella assumiu o posto de rainha. Ela não aceitaria que ele fosse usado por ninguém contra sua vontade, nenhuma das atividades grotescas do antigo alfa eram aceitas. Principalmente o estupro. Quando Nataniel se mostrou incapaz de seguir com a própria vida, tendo sido um submisso toda a sua vida seguindo ordens, sempre tendo alguém para ditar a sua vida, Isabella tomou como objetivo fazer-lhe ter uma vida própria. Ela o adotou quase como um filho, ensinando-lhe sobre as coisas, dando-lhe o direito do que fazer. Mesmo que ele fosse um ano mais velho, ela sempre foi como uma mãe. Levou um ano e meio para Nataniel fazer progressos em sua nova vida. Ela o levava constantemente para o instituto, ou para qualquer lugar que ia, até que a ameaça de Voldemort retornou e se tornou perigoso para Nataniel estar perto dela.

Vivian era uma garota de 20 anos, com olhos azuis marcados pelo seu passado, corpo pequeno e esbelto cabelos castanhos claros com leves cachos, que perdeu os pais em um acidente de carro quando tinha quinze, e teria morrido se também, não tivesse sido transformada pelo antigo alfa. Colocada junto com Nataniel nos clubes do antigo alfa, Vivian lentamente perdeu sua personalidade feliz e inocente anterior, se tornando alguém depressivo e dependente. Nataniel era seu melhor amigo, e a única coisa boa que ela acreditava ter em sua vida. Quando Isabella assumiu, todos os caminhos promíscuos e forçados de sua vida anterior foram cortados e Vivian ficou perdida em como seguir em frente apesar das seções de aconselhamento com o psicólogo do bando, até que conhecera Stephen, irmão gêmeo de Gregory, nenhum dos dois é dominante ou alfa, apenas Lycans normais. Ele se tornou um amigo que estaria lá sempre que ela precisasse, então um amante que a consolava, e por fim, um companheiro que ela precisava. Sua vida estava indo perfeitamente bem, até que Quimera foi aceito no bando e o pesadelo dos seus primeiros cinco anos como Lycan retornou.

Viki tinha 22 anos, com cabelos loiros na altura dos ombros, corpo esbelto e pequeno, foi transformada pelo antigo alfa após ser estuprada pelo ex-namorado, e colocada nos clubes com Nataniel e Vivian. Como Vivian, ela se perdeu no meio de tanto sofrimento, e a única coisa que a mantinha viva era sua amizade com Gregory, que se tornou como um irmão para ela, ambos partilhando de seu sofrimento e consolando uns aos outros nos tempos difíceis. Quando Isabella assumiu sua vida melhorou e piorou ao mesmo tempo. Ela já não era mais forçada a fazer algo que não queria, mas não sabia o que fazer para seguir em frente, até que Isabella sugeriu que ela entrasse em algum curso de seu interesse para criar seu futuro. Assim como Vivian sua vida retornou ao pesadelo de seus anos iniciais como Lycan quando Quimera apareceu.

Gregory tinha 21 anos, cabelos loiros, olhos azuis claros e um rosto de criança. Ele, assim como seu irmão foi abusado fisicamente por seu pai após a morte de sua mãe durante toda a sua infância e parte da adolescência. Foi transformado pelo antigo Alfa do Rokke Thronos com o único objetivo de servir com Stripper nos clubes com Viki, Nataniel e Vivian. Sua amizade com Vivian foi o que o manteve vivo durante sua época mais escura. Quando Isabella assumiu, ele tomou seções de aconselhamento com a psicóloga do bando por dois anos antes de decidir o que queria fazer com sua vida, fazendo cursos de psicologia indicados pela sua conselheira. Quando Quimera assumiu, tentou lutar contra isso, mas sendo um submisso por natureza sua luta foi em vão.

Isabella repassava suas histórias em sua mente enquanto tratava de cada um deles, com feitiços e poções, tentada a apagar suas memórias sobre o ocorrido, mas sabia melhor do que fazer algo assim, ela só esperava que com o tempo eles pudessem superar tudo isso e ter uma vida calma e tranqüila. Sendo os mais fracos e submissos, eles deviam serem protegidos pelos mais fortes, mas ao contrario disso, foram usados e abusados. Ela culpava-se por isso, culpava-se por não ser uma boa rainha, uma boa protetora para eles. Falhou com seus deveres, e fora traída por seu povo. Não chegava nem a imaginar a dor que Viki, Vivian, Nataniel e Gregory tinham passado, mas ainda sentia-se terrível por deixar isso acontecer.

Ela tinha malditos 18 anos e já tinha o mundo em suas costas, pessoas que dependiam dela, tanto no mundo Lycan como no mundo bruxo. Ela fora forçada a crescer muito rápido, e logo cedo tinha o peso de inúmeras responsabilidades sobre si. Nunca tivera tempo de ser apenas uma criança, ou apenas uma adolescente... O mais perto de ter uma vida normal que teve foi quando namorava Tony, mas não durou muito antes que isso se tornasse um pesadelo também, ele a traíra como ela sempre temia que fosse fazer, e isso a mandou de volta correndo para sua vida conturbada cheia de mutantes, bruxos e lycans. Ela nunca pode lamentar a morte de sua mãe. Nunca pode ter os problemas de uma adolescente real. O destino tinha jogado mais e mais problemas e responsabilidades de vida ou morte para ela sem dar-lhe tempo para entendê-los ou lamentar por isso. E nesse momento ela sentia-se como se quebrar e lamentar por tudo em sua vida. Fingia ser forte e não se importar para todos, mas somente ela conhecia o peso de suas responsabilidades. Somente ela conhecia os segredos mais perigosos e obscuros que ela tinha que guardar. Por fora ela agia como alguém que ela não era, como uma pessoa forte, um líder de mão de ferro, alguém que apreciava as lutas e batalhas que eram constantes em sua vida, mas por dentro tudo que ela queria é sentar e relaxar, ir a escola, se preocupar com exames escolares ou com qual garoto vai sair no fim de semana. É claro, sendo quem ela era isso era impossível, mas ainda não deixava de ser um desejo. Ethan e Domino eram os que mais sabiam de seus segredos por que eles a ajudavam com isso, mesmo assim nem eles sabiam de tudo. Ela amaldiçoava constantemente Stryker e suas experiências malditas que a fizeram assim. Mesmo que não tenha características de cada ser sobrenatural existente, era muito mais próximo da verdade do que ela gostaria. Ser ‘híbrida de todas as espécies’ não era só vantagens como ela deixava mostrar, tinham desvantagens, muitas desvantagens que ela preferia manter para fora do conhecimento público, pois não poderia lidar com as pessoas achando-a fraca ou tendo pena dela. Não. Preferia que todos a odiassem e a achassem uma cadela orgulhosa do que isso.

Ela limpou novamente as lágrimas que escorriam de seu rosto, mesmo que novas as substituíssem em segundos e se levantou dando um beijo carinhoso na testa de cada um deles enquanto caminhava para o banheiro e pegava quatro frascos com poções no armário, antes de retornar para o quarto e fazer cada um deles tomar duas dose de sono sem sonhos. Eles mereciam descansar seus corpos e suas mentes por um tempo.

Depois de jogar os frascos fora ela pegou uma roupa comum no closet, tênis, jeans e camiseta, antes de ir para o banheiro tomando um banho demorado. Depois de três horas somente sentindo o jato de água fria correndo por seu corpo misturando-se às lágrimas que caiam de seus olhos, ela terminou o banho rapidamente se vestindo sem se preocupar com olhar no espelho, tinha certeza de que parecia tanto uma merda como se sentia.

Deu mais uma olhada nos quatro Lycans dormindo no quarto em uma ‘pilha de cachorro’ cobrindo-os com cobertores e beijando seu rosto como uma mãe faria ela saiu do quarto colocando uma mascara sem emoção e se dirigiu a ala onde a ordem da Fênix, os Cullen e os Denali estavam. Tinha muitas coisas para resolver ainda hoje e era melhor começar a fazê-las. Ethan ainda estava lá junto com todos os outros, um clima de tensão e luto eram predominantes na sala.

– Ethan. – Ela falou anunciando sua presença. – Domino já deve ter retornado. Você poderia avisá-lo que já pode trazê-lo para essa área? – Eu falei. Ele assentiu levantando e fazendo uma pequena reverencia antes de caminhar em minha direção para chegar a porta. Mas ao invés de passar por ela ele parou à sua frente encarando-a firmemente nos olhos. Suas orbes cinzentas demonstravam compreensão, absoluta confiança, preocupação e proteção. Isabella quase perdeu a compostura ao ver o olhar que ele lhe dava, ele parecia ver sua alma enquanto a olhava, e tanto a desconcertava por não entender como isso era possível, a envergonhava pois a lembrava de que guardava segredos, e a fazia sentir-se suave, pois esses olhos traziam muitas lembranças boas para ela.

Depois de alguns segundos, que pareceram horas nessa troca de olhares, Ethan inclinou-se para frente roçando seus lábios aos dela, e esse mero toque enviou uma onda de choque e eletricidade por todo seu corpo, fazendo sua respiração vir trêmula. Ela fechou os olhos respirando fundo em busca de controle enquanto sentia a besta dentro de si se agitando, e segundos depois ela sentiu o hálito quente de Ethan em sua orelha.

– Você fez bem Marie... – Ele sussurrou tão baixo que ela quase não teria escutado se ele não estivesse tão próximo a ela. Ela sentiu a eletricidade familiar por seu corpo com o sentimento de seu corpo tão próximo ao dele, e a calma que suas palavras trouxeram. Ele sempre sabia o que dizer para consolá-la. E ele sempre sabia quando ela sentia-se oprimida ao ser chamada de rainha, é por isso que ele não a chamou assim agora. A fez sentir-se quase... Normal. Ela assentiu minimamente de volta para ele com medo de que se movesse rápido de mais a besta atacaria.

– Ela está na superfície não é? – Ethan perguntou afastando-se um pouco para olhá-la nos olhos. Ela assentiu outra vez enquanto ele a olhava significativamente, preocupação brilhando em seus olhos. – A quanto tempo você não a alimenta? – Ele perguntou.

– Desde a lua cheia... – Ela sussurrou para ele.

– Isso faz quase cinco dias. – Ele disse. – Você não poderá segurá-la por muito mais tempo. – Ela assentiu concordando. – Você precisa fazer isso hoje, quanto mais demorar com mais fome ela fica. – Ele a lembrou e ela assentiu novamente parecendo frustrada.

– Esse é o tempo mais longo que eu segurei. Ontem eu a acalmei um pouco com Quimera, mas isso não a satisfez. – Ela sussurrou para ele. – Eu a sinto pressionando... – Ele passou os braços ao redor dela a confortando e sussurrou.

– Vou chamar Domino, depois que terminarmos aqui nós vamos ajudá-la com isso. – Ele prometeu e ela assentiu em seu peito.

– Obrigada. – Ela sussurrou beijando seu peito.

– Nós fazemos isso porque amamos você querida, não duvide disso. – Ele disse com firmeza beijando o topo de sua cabeça, entendendo que um beijo nos lábios era longe de mais para a besta nesse momento e se afastou. – Não vamos demorar. – Ela assentiu e com isso ele se afastou saindo pela porta para cumprir sua tarefa.

Isabella suspirou recolocando sua expressão sem emoção e se virou para o grupo de bruxos e vampiros, sendo que os últimos a encaravam com confusão depois de ouvir a conversa, mas nenhum deles comentou, embora Kate e Irina parecessem entender tudo um pouco melhor que os outros.

– Eu sei que vocês estão de luto por Dumbledore e Hogwarts e tudo o mais. A cena ontem não ajudou em tudo, mas eu sei que vocês tem perguntas então eu vou respondê-las o melhor possível, mas antes de tudo. Dumbledore não está morto. – Isabella disse recostando-se contra uma das paredes da sala.

– O que? – Draco, Pansy, Theo, Lilith e Harry gritaram.

– Nós vimos ele morrer Raio! – Lilith falou.

– O Avada o acertou em cheio! – Draco disse.

– E mesmo se não tivesse ele caiu da torre! Isso o mataria de qualquer jeito! – Pansy falou.

– Ele está morto. – Foi só o que Theo e Harry comentaram.

Isabella suspirou.

– Olha, eu vi a cena quase toda ok? Antes que o Avada batesse em Dumbledore, eu envolvi-o com meus escudos, quando ele caiu eu criei uma ilusão para todos pensarem que ele caiu lá, ninguém me viu, eu fiz uma cópia do corpo e o mandei o instituto para que os médicos de lá cuidassem dele. Todo o mundo bruxo vai pensar que ele está morto por enquanto e é melhor assim. Voldem... – Ela parou de falar rapidamente franzindo a testa antes de continuar. – Você sabe quem, vai relaxar um pouco mais porque para ele Dumbledore está fora do jogo. É uma vantagem para nós.

– Por que você hesitou no nome dele? – Moddy perguntou assim que Raio se calou.

– Meus instintos me dizem que dizer o nome dele nesse momento é perigoso. Eu não entendo exatamente o porque, mas algo como se dizer o nome dele ele saberia onde estamos... – Ela franziu a testa tentando encontrar uma solução para isso.

– O medo de um nome... – Harry começou a dizer, mas Hermione o interrompeu.

– Tabu! – Ela gritou e todos a encararam confusos fazendo-a corar um pouco. – Ele deve ter colocado uma maldição no próprio nome porque ele sabe que somente Harry, Você e seus mais próximos amigos pronunciam esse nome. – Ela disse.

– Que maldição? – Tonks perguntou interessada.

– Eu não sei, mas pelo que Raio disse deve ser algo que lhe dá a localização de quem quer que diga o seu nome, desde que ele está atrás de Harry e Raio. – Hermione disse.

– Faz sentido. – Raio concordou.

– Isso quer dizer que ninguém aqui deve dizer o nome de Vold... Você sabe quem por enquanto, não devemos dar-lhe a nossa localização. – Remus disse.

– Vigilância Constante! – Exclamou Moddy.

– Agora que descobrimos isso... – Sirius começou antes de se virar para Raio. – Continue sua explicação.

– Domino foi buscar Dumbledore no instituto mais cedo, eu mandei Ethan ajudá-lo a trazer o diretor para essa área do castelo, ele já deve estar curado, mas vai precisar de um tempo dormindo, provavelmente um coma mágico para se recuperar de ser atingido pelo Avada. – Raio falou.

– Mas você não disse que seu escuto tinha protegido ele? – Molly perguntou confusa.

– E protegeu. O escudo diminuiu os efeitos do Avada, mas não anulou completamente, ele vai precisar de um tempo para se recuperar do golpe. – Raio falou. – Eu fiz o melhor com meu poder para diminuir isso, mas o Avada deve tê-lo esgotado magicamente. Os médicos do instituto devem ter cuidado do seu corpo, mas sua magia só pode se curar sozinha. – Todos eles suspiraram entre o cansaço, a resignação, esperança, alívio e preocupação.

– O que foi tudo aquilo ontem? – Remus perguntou quebrando o silencio. Raio suspirou.

– Você não conhece as leis Lycans, mesmo que seja um. Nenhum de vocês faz. A melhor forma de explicar isso é essa. Um Rei ou Rainha Lycan, tem uma conexão com cada membro do seu bando. Uma que permite que o líder possa curar, dar ou tirar poder do seguidor. Há muitas outras funções para essa ligação, mas essas são as principais. É obrigatório, para qualquer Rei ou Rainha Lycan ter essa ligação com seu povo. A função do Rei ou rainha como maior dominante do bando, é proteger os membros do seu bando com tudo o que puder, morrer por eles se necessário. Todos os seus problemas, por mais pequenos que sejam, o Rei ou Rainha deve ajudá-los a resolver, fazer tudo em seu melhor para que o seu povo esteja bem. Aniquilar todas as ameaças ao bando. Em resumo, o que o Rei ou Rainha faz é olhar para o melhor para o bando. Em troca de tudo isso, os membros do bando devem lealdade absoluta ao líder, eles devem obedecê-lo e alertá-lo em qualquer sinal de traição. Há muitos títulos no bando, Erato ou Eros, são os que ajudam os Lycans jovens a terem controle de suas transformações durante o sexo, Bolverks são os malfeitores, eles cuidam das punições que a Rainha não faz com suas próprias mãos, ou cuidam de colher informações do inimigo. Há a Lupa, a fêmea mais dominante do bando que, neste caso, sou eu. O dever da lupa é o mesmo que a rainha, exceto que a autoridade da Lupa não é tão forte quanto a do Rei ou Rainha, nem do Geri ou Freki, que são o segundo e terceiro no comando. O Geri, é o segundo no comando. Sua autoridade só pode ser questionada pela Rainha ou Rei, ele é o que assume o comando quando o líder não está por perto ou não pode tomar decisões. Se por um acaso, o Rei ou Rainha for morto o Geri assumi o comando do bando. Para ganhar essa posição o Geri tem que lutar o seu caminho pelo bando, ele primeiro assume o lugar do Freki, o terceiro no comando, e se ele vencer a luta contra o Geri atual, ele pode assumir o título. Nenhuma das lutas é obrigatoriamente até a morte. Na verdade apenas uma luta deve ser até a morte. A luta entre o Fenrir e o Ulfric, que é o titulo dos lobos para desafiante e líder. O Fenrir é aquele com poder e dominância o suficiente para desafiar o Rei ou a Rainha, ontem à noite eu me tornei Fenrir ao desafiar Quimera para Recuperar o trono, a luta só termina quando um dos dois morrerem, o desafiado, mesmo em lutas menores, tem o direito de escolher o estilo da luta em seu favor, seja em forma animal, mudança parcial, forma humana, com armas ou sem armas, o desafiado escolhe. A única regra é que um dos dois deve morrer na luta. Se no final, mesmo que o Fenrir ganhe, o Ulfric ainda estiver vivo, o trono ainda é do Ulfric porque ele ainda está vivo.

– Então como é que ele assumiu o trono se ele não matou o antigo líder? Mesmo o segundo e terceiro no comando ainda estão vivos! – Moddy perguntou.

– Ele foi aceito no bando pelo Geri. Juntamente com os seus. Por não alertar a rainha, o Geri e todo o resto dos dominantes, ou alfas do bando cometeram o crime de traição contra a rainha. A punição para isso é a morte, mas eu escolhi uma outra punição. Richard iria tomar o lugar dos mais submissos do bando, que são os lycans mais fracos, que deveriam serem protegidos pelos mais fortes, e os Bolverks, que me encontraram pessoalmente na lua cheia anterior foram punidos porque eles não me alertaram do perigo. Nenhum outro membro do bando me encontrou pessoalmente para dizer isso. Nenhum outro membro do bando tinha o meu número em Forks porque era perigoso qualquer comunicação comigo, Hogwarts não tem telefone e nenhum deles pode mandar uma coruja ou um patrono. Meu Skoll e Hati, que são meus protetores pessoais, estiveram comigo em Forks, e depois disso eles ficaram no instituto Xavier. Na lua cheia eles foram direto ao lupanar, não ao castelo, eles não sabiam de nada, portanto não foram punidos. Eu não teria ordenado a morte de tantas pessoas ontem se Viki, Vivian, Nataniel e Gregory não tivessem sido tocados. Cada um deles teve um passado traumático e abusivo, e os membros do meu bando não traíram só a mim, mas a eles ao deixarem-nos sendo torturados quando deveriam terem pelo menos tentado protegê-los. É tarefa dos mais fortes protegerem os mais fracos. E eles falharam nisso assim como eu falhei em ser uma boa rainha em não me manter a par dos acontecimentos do bando com toda essa coisa de Você-sabe-quem e seus comensais. Eu não poderia deixar isso por nada, ou dar uma punição como a de Richard para eles, porque nenhum Rei ou Rainha pode parecer fraco, nós temos que mostrar-se fortes e dignos de ser o líder do bando. Um líder não pode ser fraco, um líder tem que passar confiança e proteção aos seus. Se eu tivesse mantido eles vivos, haveria sempre o medo de que eles desobedecerem novamente sem se importar com a punição, afinal, se não morreram da primeira vez porque morreriam na segunda? – Ela suspirou. – Se eu parecer fraca em frente ao bando, muitos Fenrir apareceriam, muitos me desafiariam e eu teria que matar muito mais pessoas. – Um longo silencio se estendeu depois disso, todos pensando nos deveres e responsabilidades que o Bando, principalmente a rainha tinha que lidar.

– Isso não parece muito bom... – Theo comentou chamando a atenção para si mesmo. – Você tem que proteger e cuidar de várias pessoas, a maioria delas mais velhas que você... Você deve dedicar sua vida toda a eles, não podendo nem mesmo agir como si mesma em frente a eles... E tudo o que eles devem fazer é serem fieis e proteger os mais fracos, o que eles não estão fazendo direito... Você não parece ganhar muito com isso, então porque você mesmo lutou para o trono? Porque você quer ser a rainha? – Todos agora olhavam para Raio a espera da resposta. Ela suspirou novamente parecendo muito cansada antes de desencostar da parede e caminhar para uma poltrona no canto da sala se sentando e enfrentando os outros.

– Minhas bestas foram desencadeadas depois que eu sofri um ataque no lupanar anos atrás. Eu tinha 15 anos, ainda estava tendo problemas em lidar com os novos poderes das experiências de Styker. Eu nem sabia toda a extensão do meu poder, na realidade, nem mesmo hoje eu entendo qual a extensão do meu poder. – Ela olhou para Eleazar. – Eu sei que você pode me dizer quais os meus poderes se eu retirar meus escudos, mas a verdade é que eu acho que já tenho responsabilidades de mais agora, tenho medo do que você pode ver e de como isso vai me afetar ainda mais. – Ele assentiu compreensivamente. – Eu teria sido morta naquela noite se não fosse pelo fato de que o antigo Rei tinha me achado atraente. Ele me trouxe para o castelo e esperou que eu curasse, mesmo me ajudando com seu poder para garantir que eu não morresse. Quando eu acordei ele me disse que eu era uma Lycan, e me explicou um monte de coisas sobre isso. Então ele me disse que o meu dever era ser sua companheira. Eu me recusei, e ele me deixou quieta por um tempo, sem mencionar isso. Eu aprendi um pouco mais sobre o bando durante os próximos dias, então eu conheci Nataniel. Eu observei a vida das pessoas no bando, o modo que o Rei governava. Nataniel, Viki, Gregory e Vivian tinham sido mudados muito cedo, com passados trágicos e traumáticos e a transformação não mudou isso. O rei os forçava a trabalhar em um de seus clubes como Strippers, não só tirando a roupa, mas servindo fisicamente aos clientes. Os quatro eram como crianças, totalmente dependente dos outros, sem perdidos em meio a sua vida cruel. O rei forçava as mulheres do bando em sua cama, torturava pessoas por diversão... Era... Atroz. Então ele retornou aos seus avanços para mim, eu não tinha saído do castelo, ele não tinha deixado me dizendo que o meu controle era fraco nos primeiros meses, mas eu estava começando a ver que eu tinha um bom controle e que ele estava me mantendo presa. Ele queria que eu fosse sua companheira, e quanto mais eu recusava mais obsessivo ele ficava. Até que ele decidiu que minha opinião sobre isso não valia e me levou a força para seus aposentos. – Ela tinha um olhar distante ao lembrar-se disso. – Eu estava aterrorizada, quase desisti, mas então minha besta se revoltou, não queria ser domada. Ela era a única a domar. Nós não servíamos para ser submissa. Eu me lembrava constantemente de Nataniel, Viki, Vivian e Gregory, suas vidas eram um inferno, eu não deixaria que ele fizesse isso comigo, esses quatro nunca vão entender o quanto me ajudaram naquela época. Foi pensando neles que eu consegui me revoltar contra Oliver, E ainda sim não fui eu quem o destruiu. Minha besta fez isso. Ela assumiu o controle, mesmo na forma humana, ela o desafiou pelo trono e ainda em sua cama ela o matou. Depois que ele estava morto nós nos tornamos uma, eu tinha aceitado plenamente o que era e eu me sentia mais no controle disso do que todo o tempo depois do ataque. Eu oficialmente assumi o controle do bando naquele dia, e minha primeira ordem era que aqueles clubes malditos fossem destruídos e que algo útil fosse reconstruído no local. A segunda ordem era que ninguém iria ser torturado por diversão ou forçado fisicamente. A punição por desobediência a isso seria a morte. Eu tive que matar muitas pessoas do antigo bando por desobediência no inicio, eles me achavam fraca porque eu era jovem, porque seu antigo líder tinha me usado e porque é claro, eu era uma mulher. Eu matei cada um deles eu mesma, como prova de que eu era capaz, para todos aprenderem que eu não era alguém a ser desafiada. Eu não confiava em ninguém ali, estava sempre em guarda, as únicas pessoas que eu era remotamente próximas eram Nataniel, Viki, Vivian e Gregory. Eu conversava diariamente com eles tentando ajudar com seus problemas, mesmo que não fosse psicóloga e tivesse meus próprios problemas, de longe, Nataniel era o que mais precisava de ajuda...

To Be Continued...


Notas finais
Lamento a demora, mas eu ainda tô sem notebook, eu achei esse arquivo que é somente a primeira parte, desde que eu ainda não o terminei, mas eu resolvi postar só para dar algo a vocês para lerem. Sim eu sei parar aí foi ridículo, mas bem, eu só tinha feito até aí e prefiro não tentar digitar por esse pc desde que o teclado dele é horrível!

(N/A: A besta que ela comenta aqui, na conversa com Ethan, não é nada como os tigres, leopardos e tudo o mais, é outra besta que será explicada com o decorrer da história, e vocês vão entender o porque do medo que ela tem sobre isso, bem como a função dela, mas por enquanto isso é tudo que eu vou dizer)
Kiss Kiss
P. Eyva