I'm Not Okay

28 28 - Discipline, Always Discipline


Depois de ter trancado minhas coisas na gaveta denovo, havia me jogado na cama, tentando abafar o choro com o travesseiro, e só depois de longos minutos percebi que estava sozinho naquele quarto escuro.

Mãe- Frank, jantar na mesa! Não me faz ter que subir aí pra te buscar!

"Por que você não vai limpar a bunda?"

Levantei-me e, ao descer, notei que todos já haviam comido, mas meu pai e meu irmão ainda estavam sentados à mesa assistindo futebol.

Sentei e minha mãe pôs o prato na mesa.

Mãe- Ah, quase já ia esquecendo... Um garoto te ligou hoje.

Eu- Que garoto?!

Mãe- Um garoto, Frankie. Ora bolas...

Meu irmão entrometendose, disse:

J- Mãe, é que o Frank fica todo assanhadinho quando recebe ligações de caras... -zombou.

"Hahaha."

Além de melhorar minhas risadinhas eu tive também que me segurar para não partir a cara dele com o prato.

Eu- Oh, Jimmy. É a convicência, babe.

J- Ah, meu querido Frankie, quer ficar ainda melhor? Pede pra aquele seu amiguinho, o... Gerard, pede pra ele te ensinar umas coisinhas, sabe?

Mãe- Parem os dois com isso! Carl, você não fala nada?

Pai- Cala a boca, juncundina! E é GOOOOOOL!

Ela o olhou com cara de: "Mas o que está havendo nessa casa hoje?"

Mãe- Carl? Fale comigo quando falo com você!

Pai- Linda, eu estou prestando atenção no jogo, não vê?

Mae- E por causa disso você não vai ligar para as baixarias dos seus filhos?

Pai- Depois Linda, depois.

J- Manhê! O Frank tá namorando, la-la-la! Ele não consegue mulher, então o jeito é homem mesmo! -e gargalhou demasiadamente.

Eu- Seu idiota! -levantei-me e peguei a primeira coisa que tinha na mesa. Sim, um garfo. Joguei-o na testa do Jimmy.

"Ha-he-hi-ho-hu!"

Como aquilo foi engraçado. Eu nunca pensei que ficaria tão feliz depois de tudo o que havia acontecido. Não me importariam os gritos nem castigos, eu me sentia em paz cada vez que via a testa dele marcada pelo garfinho que eu jogara.

Tá, nem foi tão engraçado, mas mesmo sem graça, que eu ri o mais alto que pude.

Mãe- Mas que vandalismo é esse?

Eu- Ele começou, você viu!

Mãe- Os dois, de castigo! Você, Franki, já pra o quarto, e você... Seu fogosinho, deixe-me ve isso... -irritada.

J- Você vai ver, seu pirralho! -e se levantou da cadeira vindo em minha direção.

"Opá!"

Eu me levantei da cadeira e saí correndo.

J- Há, tá com medo agora? Imagina só quando eu estiver arrancando o seu olho!

"Logo o olho? Uh!"

Eu- Eu? -ri.

Mãe- CHEEEGA! Carl, faça algo, isso está impossível! -deu um tapa em sua cabeça com o jornal.

Meu pai se levantou da cadeira e me segurou pelo braço.

Pai- Linda, vai ver a testa do Jimmy que eu converso com o Frankie.

Okay. Agora definitivamente não tinha graça.

Minha mãe levou o Jimmy para cima.

Ele pôs a mão no meu ombro.

Eu- O que você vai fazer?

Pai- Te mostrar como ter diciplina, e como nunca mais me atrapalhar durante uma final de campeonato!

Eu- Não, pai... Desculpa, por favor! -tentando me soltar.

Pai- Você podia ter cegado o seu irmão, ou seja, mais gastos e gastos!

"Mas será que você só pensa nisso?"

Eu- Eu estava com raiva, não pensei antes e...

Pai- Eu também estou com raiva, meu Frank, você não sabe como! -e me deu um tabefe no rosto.

Senti um lado de minha face queimar.

Pai- Estou cansado disso, Frank. CANSADO! -me jogou na parede e subiu pisando fundo.

Fiquei durante um tempo sentado no chão. Talvez sim, aquele realmente tenha sido o pior dia da minha vida. Eu acho que eles jamais iriam me tratar como filho deles, por mais que eu tentasse não errar.