I'm Lost Again

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Oiii! Eu fiquei muito feliz com os comentários no primeiro capítulo e espero que gostem deste aqui também. Bom, nesse será introduzido o passado de Regina, e eu espero que isso não confunda vocês. Eu vou por o nome "PASSADO:" antes de qualquer narrativa e será um narrador e não a Regina narrando. Aliás, a grande maioria dos capítulos vão ser narrados por Regina, mas caso eu ache necessário introduzirei "POV's" colocando ao lado o nome do personagem que vai narrar. Beijos, Boa leitura.

PASSADO:

Regina era uma criança feliz, apesar de ser muito fechada. Todos os que a conheciam de verdade eram apaixonados pela sua bondade. Ela morava numa casa grande, perto de um campo que logo levava a uma floresta, que era possível de ser vista no sótão da casa. Regina amava poder olhar pra lá, pois aquela visão dava a ela a sensação de liberdade que tanto almejava. Tinha o sonho de um dia poder sair cavalgando por toda essa área inexplorada, sem rumo e ninguém para mandar nela.

Tinha cerca de doze anos e estava entediada durante o intervalo entre as aulas de piano e etiqueta, então decidiu ir aos estábulos antes que sua mãe chegasse.

A menina correu desajeitada pela escada e saiu da casa já descalça. Costumava ir sempre que podia lá, então já tinha feito amigos. Elise era a mais doce entre os quatro, tinha os cabelos loiros, olhos bem verdes; parecia um anjo. Daniel tinha os cabelos castanhos e a pele clara. O menino sempre acompanhara Regina, pois desde que seus pais passaram a servir Cora ele havia ido junto e acabou desenvolvendo um afeto especial por ela. Collin era espontâneo e sempre corajoso e por mais que não admitisse tinha uma leve quedinha por Elise. Os seus cabelos eram negros como a noite e olhos azuis.

– Você demorou hoje, pensei até que não viria mais... – Elise disse se animando quando viu Regina chegar.

– Claro que viria! Eu prometi não foi? –Regina sorriu e a abraçou.

– Então, vamos cavalgar? Ou você está fresca porque está de roupinha nova Regina? – Daniel disse para provocar a morena.

– Claro que não seu bobo! Algum dia já me viu assim? – Ela deu um soco leve no ombro do rapaz.

Regina sabia que caso a mãe dela a pegasse perto deles e cavalgando com certeza entraria em encrencas, mas os momentos com eles eram a única referência de felicidade que ela tinha e ela não os trocaria por nada.

Eles andaram e conversaram por algumas horas, Regina até esquecera que tinha aula marcada com sua mãe. Quando chegaram novamente perto dos estábulos, Cora os esperava.

– Mãe, antes que venha brigar comigo eu queria...

Regina foi bruscamente cortada por Cora.

– Cale a boca e venha comigo sem reclamar.

PRESENTE:

Eu caminhei até a minha casa sem saber ao certo como conseguia me manter de pé. Quando eu estava brigando com Rumple, eu sabia que Robin me observava, mas eu não me atrevi a olhar em seus olhos novamente, até porque Marian continuava ao seu lado, e vê-los entrelaçados com certeza não me faria bem. Eu tomei um banho longo e deitei em minha cama. Tentei por horas dormir, mas foi em vão. O quarto estava em silêncio, mas a minha mente não parava de falar. Era como se gritassem em meu ouvido e as minhas lágrimas fossem incontroláveis.

Acho que quando dormi já passavam das três manhã. No dia seguinte eu fui acordada com uma pesada batida em minha porta. Ainda sonolenta, olhei no celular as horas. Oito e meia. "Essas pessoas não tem mais o que fazer?"

Me enrolei em um hobby preto para esconder meu curto pijama, arrumei mais ou menos meu cabelo e desci.

Inconscientemente eu criei esperanças que fosse Robin, querendo conversar ou ao menos saber como eu estava, mas quando eu abri a porta um vento frio invadiu a casa me fazendo ter calafrios, e tive a infeliz surpresa de deparar com Rumple.

– Se arrume e vá até o Granny’s. Não estou te pedindo para gostar de mim ou perdoar algumas coisas ruins que fiz a você, mas precisamos salvar StoryBrooke de Elsa, eu preciso...

Ele pareceu hesitar um pouco.

– Eu preciso de você, Regina.

As palavras dele de certa forma mexeram comigo. Ele, o Rumpelstiltskin, o Senhor das Trevas precisava de mim. Acho que ele percebeu que eu estava pensativa e soltou mais um apelo.

– Se não fizer por mim, faça por Roland.

– Espere, o que Roland tem a ver com isso?

– Parece que o nosso boneco de neve também se interessa por crianças, em específico o seu pequeno enteado.

"Enteado, ele ainda poderia ser chamado assim?..."

– Por que está dizendo isso? Rumple está me preocupando.

– Vá até o Granny’s, conversaremos melhor lá. Ah! E não esqueça o agasalho, a temperatura está caindo mais a cada hora.

Notas finais
E então gostaram? Não ficou confuso né? Qualquer coisa (reclamação, opinião) eu estarei completamente aberta para isso nos comentários. Obrigada, Beijos :)