I'm Lost Again
18 Capítulo 18
Notas iniciais
POV. Robin
Eu estava apreensivo com esse encontro, eu teria de contar toda a verdade para a Marian e eu não sabia qual seria a sua reação. Mas de qualquer forma eu estava completamente apaixonado por Regina, nada poderia atrapalhar isso e com certeza o mais decente era contar pra Marian toda a verdade pra que ela assim como eu pudesse seguir em frente. O tempo tinha passado, as coisas tinham mudado pra mim e eu tinha fé que ela entenderia.
Eu vesti uma roupa arejada e fui direto para floresta, onde a gente tinha combinado de nós encontrarmos. Eu cheguei mais cedo então tive que esperar alguns minutos até que ela aparecesse.
–Olá – ela disse me tirando dos pensamentos em que eu já tinha mergulhado.
–Olá Marian – eu a abracei e pedi para que sentasse ao meu lado no tronco que estava ao chão. – Eu preciso conversar com você sobre uma coisa muito difícil, mas eu tenho certeza que a melhor coisa a se fazer é contar a verdade pra você.
–Você vai me dispensar não é? – ela me interrompeu. – Quer dizer, eu sei que você está apaixonado pela Regina. Eu posso não saber direito como namoro funciona nesse mundo, mas eu não sou cega...
–Eu sinto muito – eu abaixei a cabeça e comecei a mexer na madeira do tronco. – Marian você é e sempre será importante pra mim, você sabe disso não é? Eu te amei com todas as minhas forças e se eu sou quem eu sou hoje eu devo isso a você. Eu nunca vou esquecer de você... Acontece que eu pensei que você tinha morrido, eu tive que seguir a minha vida. Você não tem noção, mas muito tempo se passou e quando eu conheci a Regina... Foi como uma luz, uma possibilidade de amar de novo, uma esperança que eu já havia perdido há muito tempo. Ela trouxe alegria pra minha vida Marian, ela me trouxe de volta o amor.
–Eu entendo, quer dizer... – Ela respirou fundo.- Eu te amo Robin, te amo infinitamente, mas eu sei que o tempo passou pra você... Não é fácil pra eu lidar com tudo isso, no começo foi até pior porque eu pensei que não ia me contar e simplesmente ia fingir que eu não estava ali, mas... Mas eu acho que eu vou ter que aceitar não é? Eu não quero você preso a mim por um passado. Se algum dia me quiser de novo, bom, eu estarei aqui, mas eu sei que pelo menos agora o seu coração pertence à outra. –Ela tinha lágrimas nos olhos.
–Olha eu sinto muito, sinto muito mesmo. –Eu a abracei.- Me desculpa por essa confusão, por essa dor. Eu queria que fosse diferente, mas eu não posso mentir pra você...
–Eu sei... –Ela me abraçou de volta.- Mas prometa pra mim que isso não vai me afastar do meu filho?
–Claro que não Marian! O Roland é seu também e ele está louco pra te conhecer melhor! Eu nunca tiraria isso de você ou dele! Vocês dois merecem a chance de serem mãe e filho. A minha relação com a Regina nunca ficará entra vocês.
–Obrigada. –Ela disse em um sussurro.
Eu não podia acreditar que isso estava acontecendo. Tudo bem, Marian estava sofrendo, mas eu sabia, eu tinha certeza de que ela conseguiria seguir em frente, que ela superaria isso. Ela tinha sido completamente diferente do que eu imaginei que seria, ela tinha sido compreensível, amável, maravilhosa. Eu a abracei mais forte ainda.
–Eu que tenho que te agradecer. –Eu respondi em um sussurro também.
Tudo tinha saído melhor do que eu imaginava, eu mal podia acreditar.
–Own! Que pena que a Rainha Má estragou tudo isso porque de verdade, eu gosto tanto de vocês como um casal...
A voz vinha por trás de mim, e não era uma voz conhecida. Eu rapidamente peguei o meu arco, preparei uma flecha e me virei... Era Elsa.
–O que você faz aqui? Se afaste de nós. –Eu dizia firme com a flecha em sua mira.
–Você acha mesmo que me assusta com isso? Com um simples arco e flecha? –Ela deu uma risada irônica e com um simples balançar das mãos fez com que o arco se quebrasse.
Eu ia pegar outra flecha, ainda poderia atirar como se fosse um dardo apesar de que a intensidade não seria a mesma, mas antes que meu movimento se completasse ela nós congelou.
–Ora, mas você é uma inútil mesmo... –Ela disse em direção a Marian. – Eu esperava que você fizesse um show, gritasse, esperneasse, o fizesse mudar de ideia e ficar com você, mas não, você simplesmente aceita ser trocada. Heróis, sempre tão idiotas. –Ela deu um giro completo em volta do corpo de Marian, e agora estava entre nós dois.- Mas é claro, que eu não vou deixar Regina sair feliz nessa história, ela não merece, é claro, que eu vou meter os meus dedinhos nisso. –Ela sorriu pra mim e enfiou de maneira rápida sua mão em meio peito e tirando de lá de dentro o meu coração, logo em seguida fez o mesmo com Marian e por fim nos descongelando.
–Ora, me devolva isso agora. –Eu já partia para cima dela, mas ela apertou com força o meu coração o que me fez cair tamanha a dor.
–Vocês fazer tudo como eu disser entendido? – Ela sorriu maliciosamente.
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Eu tinha que ir até Regina, terminar com ela. A desculpa seria a morte de Marian, eu teria descoberto no momento da minha suposta discussão com ela que Regina era a sua assina, e isso me deixaria descontrolado. Mentira, mentira, mentira! Ela não se lembrava pois quando Emma a retirou do calabouço de Regina deu a entender que ela tinha sido morta no dia seguinte, ninguém se lembrava, mas não foi isso que aconteceu. Vamos lá, eu sou um dos maiores ladrões da história, já havia roubado de bruxos bem mais poderosos em lugares bem mais difíceis de entrar. Obviamente, roubar a minha esposa do castelo da Rainha Má foi moleza. Eu presenciei a sua morte, eu tive culpa de sua morte... Mas agora lá estava eu, caminhando em direção ao píer para gritar na cara da mulher que eu mais amava coisas que com certeza ela não merecia ouvir.
O papel de Marian era fazer a vilã, tinha que infernizar a vida de Regina. O pior de tudo é que ela tinha os nossos corações, ela tinha poder absoluto sobre a gente. Tínhamos regras claras e diretas sobre não contar nada para ninguém e poderia controlar até mesmo o que nós falávamos.
Eu chorava no caminho até o píer, chorava numa espécie de raiva e medo, porque eu sabia que eu faria Regina sofrer, que eu a afetaria e tinha certeza que Elsa faria com Marian entregasse a ela o nosso pequeno Roland.
Eu respirei fundo, tentando enfrentar esse pesadelo que em minutos a minha vida tinha se tornado e cheguei perto do campo de visão de Regina. Assim que ela me viu, Elsa que de longe acompanhou passou a mandar comandos para mim, dizia coisas e eu involuntariamente repetia, controlava até mesmo o meu modo de andar. Assim que os nossos olhos se encontraram eu não tinha mais controle nenhum sobre o meu corpo, eu era apenas o boneco de Elsa.
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