I'm Hopeless, Help Me?
15 Suddenly
Notas iniciais
Sorry não ter postado ontem
Capítulo 15
Depois do susto da manhã de quinta feira, até chegar sábado foi um pulo. Aulas chatas, algumas legais. Falação da Santana, momentos com o Finn.
Finalmente é sábado. Eu acabei de acordar e Finn não dormiu comigo hoje, já consigo dormir normalmente, não preciso mais de dormir de bruços pois minhas costas pararam de doer. Aquele negócio que o Finn comprou realmente funcionou. Mas as marcas ainda estão bem aparentes, tenho quase certeza de que nunca irão sumir. Vão ficar cravadas em mim, nunca me deixando esquecer da tortura que eu passei. Respirei fundo, não poderia nem ir na praia sem ter que dar explicações, sem as pessoas me olharem feio ou assustados. Como eu explicaria as marcas e a agressão para meus filhos? Se é que um dia terei algum. Não! Eu não posso ficar pensando nessas coisas, eu ainda nem superei isso, como o Finn disse, um dia de cada vez. Não posso ficar pensando no amanhã, por que pode não ser agradável.
Finn não fora para a casa de Will, ele disse que ia passar o final de semana comigo. Me prometeu um final de semana inesquecível.
Flashback on
Estava na quadra da escola, no lugar que Finn pediu que eu o encontrasse. Como a quadra era em um lugar alto, dava pra ver a cidade daqui. Era de manhã cedo, senti aquele friozinho, depois senti um par de braços me envolvendo. Eu não precisava nem pensar muito para saber quem era, Finn deu um cálido beijo em meu pescoço, como de praxe, me arrepiei.
-O que você quer fazer hoje? – Ele perguntou com a boca contra a minha pele.
-Quero ficar com você. – Eu disse me virando de frente para ele – Mas a gente tem aula daqui a dez minutos. – Eu lamentei.
Finn me beijou na boca brevemente.
-Confia em mim? – Ele perguntou
-Você sabe que sim – Eu disse sorrindo.
-Então vem – Ele segurou na minha mãe e me puxou. Entramos em uma porta de baixo ou ao lado da arquibancada, nem sei dizer direito. Fomos descendo umas escadas que tinha ao lado da quadra, eu nem sabia que elas existiam
-Finn.. O que? – Eu comecei a perguntar, mas então ele abriu uma porta e a claridade tomou conta dos meus olhos.
-Vem – Ele continuou a me puxar e quando reparei, estávamos num ponto de ônibus. Arregalei meus olhos assustada.
-Mas.. – Eu continuava perplexa. Finn sustentava um sorriso convencido. – E a aula? – Eu perguntei por fim. Eu entendi que ele pretendia matar aula comigo, mas amanhã é sábado, é realmente necessário?
-Que se dane a aula Rach. Você disse que queria ficar comigo, eu apenas dei um jeito. – Ele sorriu e segurou a minha mão. Deu sinal para um ônibus que estava passando.
-Mas Finn.. – Eu resetei.
-Não quer passar o dia comigo? – Ele perguntou e sorriu. Aquele sorriso.. Era injustiça ele ter um sorriso desse. Chegava a ser cruel se não fosse tão lindo.
-É claro que eu quero!
-Você não vai esquecer esse final de semana Rach! – Ele disse piscando para mim
-Mas e os uniformes? – Eu perguntei preocupada
-Vamos dar um jeito nisso – Ele disse e nós subimos no ônibus.
Flashback off
Nós fomos ao Shopping, ele comprou uma camisa e eu comprei um vestido. Assistimos a um filme bem engraçado, tiramos fotos na cabine que tinha lá. Tomamos sorvete, conversamos bastante. Fora um dia bem legal, na verdade fora quase perfeito. Tomamos um cuidado especial ao voltar para a escola, Will nos pegou quando terminamos de subir as escadas. Nos olhou feio e falou um monte, disse que nos prenderia na escola durante o final de semana e ainda fazendo detenção se isso já não estivesse nos nossos planos.
Finn apareceu no meu quarto uns minutos depois de Will voltar para a sua sala. Nós rimos um pouco da aventura que tivemos, mas logo Finn capturou meus lábios e a brincadeira acabou. Ele aproveitou muito o fato de eu estar de vestido e sem sutiã. Possuo uma marca roxa acima do meu seio esquerdo por culpa dele. Não pudemos ir até os finalmentes ontem pois Santana conseguiu cortar o clima ao bater na porta e começar a gritar com a gente. Ela realmente tinha um vocabulário chulo. Lamentei quando Finn foi embora, e depois tive uma conversa forçada, nada agradável sobre sexo. Fora mais um monólogo da parte de Santana, ela não precisava me explicar tantos detalhes.
Então aqui estou eu, acabei de levantar. Irei buscar Finn no quarto dele e nós vamos tomar café juntos.
-Bom dia – Eu disse quando Finn abriu a porta.
-Bom dia – Ele disse sorrindo e com uma carinha de sono.
-Você está linda – Ele passou a mão no meu rosto e me olhou de baixo a cima. Eu estava usando um short curto e uma bata preta. Não estava vestindo nada demais, só o que eu vestiria se estivesse em casa.
-Obrigada – Eu disse um pouco envergonhada e fiquei na ponta dos pés para beijá-lo.
-Entra – Finn disse – Você sabe que pode se sentir a vontade. Eu vou arrumar a bagunça que eu fiz no banheiro. Depois eu venho para passar o remédio.
-Ok – Eu concordei. Abaixei a minha blusa e deitei na cama dele o esperando. Ele não demorou a sair com o potinho na mão. Ele sempre ficava envergonhado a me ver assim. Ele passou o remédio lentamente e depois tirou o excesso com uma gaze, depois ele foi ao banheiro lavar a mão e eu me vesti. Ele não era de falar muito nesses momentos.
-Então – Ele disse saindo do banheiro – Acho que você percebeu que você está bem melhor. Está praticamente curada, suas feridas já fecharam e faltam cicatrizar agora. Daqui a doze horas nós podemos passar o remédio novamente, são que horas agora? – Ele perguntou
-Nove e pouco – Eu disse olhando no meu celular.
-Então às nove da noite têm que passar de novo. Espero que você saiba que infelizmente suas marcas não vão sumir – Ele disse triste e me abraçando.
-É eu sei. – Eu disse suspirando – Mas eu vou me acostumar com isso – Dei um sorriso fraco e Finn me deu um selinho.
-Vamos – Ele me chamou e nós fomos tomar café.
O dia fora bem divertido, passamos a maior parte dele no salão de jogos. Jogamos Playstation, totó, Finn me ensinou a jogar sinuca. E eu sei que ele ficou olhando para os meus seios quando eu me abaixava na mesa, e ele sempre querendo me ensinar colando o seu corpo no meu. Ele só estava me provocando..
Santana apareceu na hora do almoço com a cara de quem fora atropelada.
-Parece que alguém dormiu demais! Ou de menos né?! – Finn provocou sorrindo maliciosamente. Eu gargalhei baixo.
-Cale a boca Franketeen. – Santana deu um tapão na cabeça dele e nos acompanhou no almoço.
A escola ficava bem vazia no final de semana, e isso era muito bom, dava para acalmar um pouco as ideias. Santana depois do almoço me ajudou a dar um show quando fomos jogar X-box. Nós duas arrasamos dançando juntas. Finn só ficou rindo que nem um idiota nos observando. Nós três conversamos muito, rimos muito. Santana nos abandonou lá pelas oito da noite por que tinha um encontro com o casinho dela (depois vocês vão saber quem é), Finn pegou um violão que tinha ali e começou a dedilhar alguma música. Ele ficava simplesmente perfeito tocando violão. Peguei meu celular e tirei uma foto sem ele perceber, e ainda coloquei como a foto da tela do meu celular. Fiquei absorta apenas o observando.
-Finn, o remédio! – Eu o lembrei quando vi que já passava das nove horas.
-Ih é.. Vamos – Ele colocou o violão em seu lugar e nós andamos calmamente até o seu quarto.
Finn abriu a porta de seu quarto e entrou comigo. Depois ele me sentou na cama e ele se sentou um pouco atrás de mim. Ele colocou suas mãos na barra da minha blusa e deu um leve beijo em baixo da minha orelha. Um arrepio forte percorreu o meu corpo. Ele puxou a minha blusa para cima e eu levantei os braços para ajudar. Finn começou a distribuir pequenos beijos pelos meus ombros.
-Finn.. – Gemi em protesto ao perceber o que ele estava fazendo.
-Shh – Ele sussurrou em meu ouvido e logo em seguida mordeu minha orelha. Fechei fortemente os olhos e me joguei para trás, tentando sentir o corpo de Finn. – Você pode me parar quando quiser.. – Ele disse e começou a acariciar a minha barriga, me causando sensações que me inquietavam. Finn segurou meus cabelos e os prendeu em um coque desajeitado.
O jeito como ele se movia, como me tocava, como sussurrava.. Tudo era sensual.
O remédio fora esquecido, o mundo lá fora também não importava, nada mais importava.
Finn apenas passou o dedo no espaço entre os meus seios e eu senti vertigens.
Eu estava perdida. Finn era a minha perdição.
Notas finais
Comentem muuuito e eu posto amanhã
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