Notas iniciais
Geente, só pra falar que não conheço São Paulo, eu pesquisei, mas relevem qualquer alteração com a realidade.
:D

Capítulo 41

Os quatro estavam exaustos, eles ficaram parados, sentados por dez horas e ainda assim o corpo doía. Mas ficar dez horas dentro de um avião, esperando chegar em seu destino, não podendo fazer nada mais divertido do que dormir, mexe com o psicológico. A mente de Rachel estava zonza e alerta, ela queria chegar logo ao hotel, achar sua mãe, mas também queria deitar num colchão e descansar. Precisava relaxar urgentemente, se sentia tensa, ansiosa..

Finn reparou o semblante de Rachel na hora do desembarque, fez questão de segurar a mão dela que estava livre para passar segurança, a respiração de Rachel era audível, e o nervosismo dela (assim ele pensava) era perceptível. Santana e Sebastian apareceram logo em seguida e se juntaram a Finn e Rachel, eles pararam na entrada/saída do aeroporto procurando por Sue, ela tinha dado a palavra dela de que estaria lá. Olharam atentamente em volta, se assustaram um pouco com a quantidade de pessoas, muitos esbarraram neles e soltavam palavras que eles não entendiam, avistaram um ponto de táxi e pensaram seriamente em pegar um, mas não demorou muito para um carro estacionar e eles avistarem Sue dirigindo.

-Olá crianças – Ela disse e os ofereceu um sorriso – Bem vindos à São Paulo.

-Boa noite Detetive Sylvester – Finn a cumprimentou foi recolhendo as malas dele e de Rachel para colocar no porta-malas. Depois de tudo guardado, eles se acomodaram no carro e seguiram viajem para o Hotel onde Shelby e consequentemente Hiram se encontravam.

No carro, Sebastian caiu no sono rápido, Santana não o deixou dormir no avião, agora ele estava cansado. Sue foi passando algumas informações que ela tinha conseguido, aparentemente, Hiram era um foragido da lei, ela não tinha o poder de prendê-lo, não passava de uma detetive particular, ela conversou com alguns policiais em São Paulo que trabalham em ‘missões’ internacionais e eles disseram que assim que o acharem , irão prendê-lo e mandá-lo de volta para os EUA para enfrentar o julgamento. O problema, é que Hiram ainda não tinha dado as caras, pelo menos a polícia ainda não tinha conhecimento de que ele estava no Brasil, muito menos em São Paulo, e ele sumir assim, dificultava bastante as coisas. Rachel sentia que Hiram estava com sua mãe, ele era possessivo, não ia fugir sem ela, ele só deve ter dado um jeito de entrar no país sem vestígios, ele tinha dinheiro, muito dinheiro, e depois da burrada que fez com ela, ele tinha mais é que se esconder mesmo.

-Vamos para o Hotel que Sue disse que ela estava, talvez ela ainda esteja lá, se ela não estiver lá, quer dizer que Hiram passou por aqui e a pegou.

-Faz sentido – Santana disse – Esse hotel é muito longe?

-Umas duas horas da capital – Sue disse e Rachel, Finn e Santana suspiraram pesadamente, mais duas horas confinados no carro sem poder fazer nada.

-Viajar já perdeu a graça já! – Santana disse depois de um tempo e revirando os olhos. Finn soltou uma risadinha. Rachel fez menção de falar alguma coisa e Santana a interrompeu – Você Hobbit, fica quietinha, você é a única dentro desse carro que não pode reclamar, veio porque quis!

-Ihhhh mau humor mandou lembrança pra você também! – Rachel implicou

-Urgh, eu preferia quando você não conseguia falar – Santana deu um leve empurrão nela dentro do carro.

-Idiota! – Rachel devolveu o empurrão e Santana acabou esbarrando em Sebastian que acordou.

-Eu sei que você me ama.

-Amo nada.

-Ama sim!

-Siiim, Rachel te ama, todo mundo sabe disso Santana – Sebastian disse sonolento – Agora cala a boca, fica quieta e me deixa dormir – Ele disse fingindo estar com raiva.

-Shiu Sebastian! Não to falando com você, fica quieto no seu canto – Santana disse a contragosto. Finn soltou uma alta gargalhada dentro do carro.

-Vocês parecem crianças – Ele disse rindo

-Mas eles são crianças! – Sue disse entrando na brincadeira

-Ihh vocês são chatos ein, não posso nem brincar mais com a minha amiga, credo

-Sant, você é chata, mas a gente te ama – Rachel disse dando um beijo na bochecha dela.

-AHAÁ! Viu, ela admitiu que me ama. Eu ganhei! – Santana quase gritou dentro do carro.

-Tá Santana! – Rachel desistiu e revirou os olhos.

-Bom crianças, eu sei que o papo ta bom, mas agora vamos levantar daí, pegar as coisas e fazer o check-in. Chegamos ao Maksoud Plaza – Sue disse estacionando o carro na entrada do Hotel. Os cinco observaram a fachada do prédio, parecia ser bem confortável.

-Ela está em qual andar? – Rachel perguntou saindo do carro.

-Ela está no terceiro andar, no quarto 303. Pelo menos ela estava, até ontem. Eu só consigo saber no final do dia, quem fez check-out ou não.

-Hm, okay. – Rachel disse pegando a mala dela e eles foram andando até o lobby do Hotel.

Sue tentava conversar com a recepcionista que dizia ser muito boa no inglês, mas na realidade não era. Sue, com muita paciência foi falando calmamente com a mulher, tentando fazê-la entender o que estava dizendo. Depois de muito custo, conseguiu reservar dois quartos, um para Sebastian e Santana e um para Finn e Rachel. Ela já tinha reservado o dela há alguns dias. Quando um jovem veio para acompanhá-los até os quartos, todos deram falta de Rachel.

-Cadê a Hobbit? – Santana perguntou assustada

-Oh crap! – Sue exclamou e saiu andando rapidamente – Sigam-me!

Rachel aproveitou a distração de seus amigos com a escolha dos quartos e saiu procurando um elevador. Não entendia nada do que o pessoal falava, mas tinha algumas placas que a ajudavam, pois estavam no idioma americano. Quando achou o elevador, apertou o três, e esperou a porta fechar. Rezou silenciosamente, suplicando para achar sua mãe. O elevador fez um ‘plim’ e as portas abriram, ela saiu do elevador e começou a procurar o quarto 303, não demorou muito, era um dos primeiros do corredor. Socou a porta e tocou a campainha, não falou nada, para ninguém suspeitar, ficou batendo durante um tempo e nada... Suspirou derrotada e sentiu lágrimas caindo do seu rosto. Já era, Hiram tinha a levado. Quando ia se entregar a tristeza, escutou passos no andar, pela sua visão periférica, percebeu uma pessoa andando apressadamente. Reparou bem na pessoa e ela era familiar, parecia tanto com... Hiram! Era Hiram! O coração de Rachel acelerou de medo, ela tapou a própria boca para não gritar. Saiu de frente da porta do quarto e foi se afastando, quando olhou para trás, percebeu que ele não entrou no 303, e sim no 304. Correu apressadamente para o 304 e deu de cara com a porta, ele tinha acabado de trancar. Bufou estressada, não sabia o que fazer, ela tinha achado Hiram, estava certa sobre ele, mas e sua mãe? Quando se virou, para ir embora e contar a novidade para Sue e seus amigos, escutou a voz abafada de Hiram falando por trás da porta

-Olá querida! Que saudades – Sentiu ânsia de vômito ao escutar o som cínico da voz dele e ao mesmo tempo seu coração acelerou mais e seu pensamento se direcionou a uma pessoa. “Mãe”!

Notas finais
Quem quer o próximo logo? AUHUAHUAHA'