I'm Hopeless, Help Me?

8 Aonde está você agora além de aqui, dentro de mim?


Notas iniciais
Gente, sério, a Lea é muito perfeita. (comentário nada a ver) tava vendo umas fotos dela hoje, e me apaixonaria fácil fácil por ela. (sou hétero kkkkkkkkkkkkk)

Capítulo 8

Suspirei pesadamente e abri mais a porta para que eles pudessem entrar. Santana não estava com uma cara muito boa e eu não queria escândalo no corredor da escola logo no primeiro dia de aula.

-Eu não arrumei tudo ainda, mas sintam-se a vontade.

-Claro né Rachel, esse quarto já foi meu! – Santana disse como se fosse óbvio.

-Eu tenho quase certeza de que é contra as regras eu estar dentro do quarto de uma menina. – Finn disse envergonhado

-Ahh cale a boca ô Franketeen.. Aposto que não é a primeira vez – Santana disse e deu um tapão na cabeça dele. Finn soltou um palavrão. Eu me senti melhor com eles ali, dei um leve sorriso, pela primeira vez no dia eu me senti bem.

-Você ainda nos deve uma explicação Hobbit – Santana disse e logo os dois me encararam. Finn estava sentado na beira da cama, Santana um pouco atrás dele, eu andei e me sentei perto deles.

-Me desculpem por não ter avisado. Me perdoa Finn. – Eu disse olhando nos olhos dele.

-O que aconteceu Rach? – Finn franziu a testa

-Minha mãe pediu o divórcio – Eu comecei.

-Uau – Finn disse – Por essa eu não esperava.

-Mas e depois? – Santana perguntou curiosa

-Foi tudo um caos, teve gritaria, meu pai estava bêbado e totalmente alterado. Eu fiquei até de madrugada escutando os dois discutirem – Eu menti, lágrimas começaram a descer pelo meu rosto. Tudo o que eu menos queria agora era lembrar.. – Depois eu fui procurar a minha mãe para conversar com ela, mas ela não estava em casa – Eu me levantei da cama e comecei a andar pelo quarto. Cruzei os braços abaixo do peito e apertei contra mim mesma, eu chorava mais agora – Quando eu fui procurá-la acabei dando de cara com o meu pai, e como ele não estava nada bem, acabou sobrando tudo para mim. – Eu me curvei um pouco para frente soluçando por causa do choro – Eu não tive culpa..

Santana reparou no meu estado e me olhou tristemente, observei Finn rapidamente e ele parecia estar em choque.

-Oh meu DEUS Rach, eu sinto muito. – Santana levantou e estendeu os braços para me abraçar. Hesitei pois não queria nada encostando nas minhas costas e na minha cintura. Sutilmente peguei nos pulsos dela e os guiei para meu pescoço. Santana me abraçou fortemente, eu agarrei a cintura dela e chorei no ombro dela. Depois de um tempo ela foi me puxando para a cama e eu novamente sentei e fiquei de frente para ela, Finn estava ao meu lado. Ele segurou a minha mão carinhosamente, e deu um sorriso de lado tentando me deixar melhor.

-O que ele fez Rach? – Finn perguntou. Eu engoli seco. Lembrei da ameaça de Hiram.. Minha mãe de fato não me disse para aonde ia, não me deu notícias e não atende ao telefone.

-Ah.. Ele gritou comigo, foi grosso, disse coisas que machucam, coisas que eu não esquecerei. – Eu disse e agora apenas chorava silenciosamente.

-Eu lamento Rach. E desculpa o meu ataque. – Santana disse tentando quebrar a tensão. Eu dei um leve sorriso e ela levou a mão ao meu rosto enxugando as minhas lágrimas com os polegares.

-Você é um anjo Sant – Eu disse sorrindo. Ela se inclinou e deu um beijo na minha testa.

-Eu sei que você não vive sem mim – Ela disse se gabando e nós três rimos.

-Essa Santana.. – Finn disse

-Cala essa boca Finn. Você é outro que não sabe viver sem a latina aqui – Santana disse batendo no peito. Eu e Finn gargalhamos. – Está vendo? Eu consigo até fazer a Hobbit rir quando ela está triste.

-Só você mesmo Sant – Eu disse sorrindo para ela.

-Bom.. Eu vou deixar os pombinhos sozinhos e vou jantar. – Santana começou – Até que vai ser divertido ter meus dois melhores amigos juntos. Mas se me abandonarem já sabem né? Eu sou de Lima Heights Adjacent. – Ela nos ameaçou.

-Sai daqui Santana! – Finn gritou rindo. Ela deu língua pra gente e saiu do quarto,

-Finalmente! – Finn disse revirando os olhos.

-Eu gosto da companhia dela – Eu disse.

-Eu também. Mas confesso que queria ficar sozinho com você, você não aparenta estar bem. – Eu abaixei o olhar.

-Vem – Eu peguei na mão dele e o fiz deitar na cama, depois deitei e fiquei de frente para ele, mas mantive uma certa distância. Nós estávamos deitados de lado na cama, segurei as duas mãos dele com as minhas, tornando o momento mais íntimo e impedindo que elas passeassem por locais indesejados.

-Eu sinto muito que isso esteja acontecendo com você – Finn disse e pude perceber que ele estava sendo sincero.

-Eu também – Eu disse com a voz falha.

-Shh – Ele disse baixinho e se aproximando mais. Segurei as mãos dele mais firmemente. Ele deu um beijo demorado em minha testa – Eu vou cuidar de você, eu prometo.

-Por que você tem que ser tão perfeito? – Eu perguntei o encarando. Nós estávamos juntos há três dias, e pareciam anos. Parecia que ele me conhecia por completo, que ele era o encaixe perfeito que estava faltando na minha vida.

-Acredite, eu não sou perfeito. – Ele disse e me deu um selinho – Mas acho que o fato de eu estar completamente apaixonado por você, me faz uma pessoa melhor. – Finn disse envergonhado. Eu queria tanto abraçá-lo agora.

-Acho que estamos no mesmo barco então – Eu admiti. – Você é o cara certo para mim Finn.

-Eu espero que sim Pequena, pois não pretendo te largar tão cedo. – Ele desvencilhou nossas mãos e começou a fazer cócegas na minha barriga.

-NÃO! – Eu reclamei e comecei a rir. Depois de um tempo ele parou, ele passou um braço pela minha cintura e me puxou para mais perto dele. Mordi o lábio de dor, sufoquei o gemido de dor que insistia em sair. Finn aleatório ao que eu sentia, me beijou profundamente, pela primeira vez no dia. Fechei os olhos fortemente e tentei me concentrar no beijo, mas Finn a cada momento me pressionava mais contra ele. – Finn! – Eu exclamei me afastando dele – É melhor você ir embora – Eu disse tirando a mão dele das minhas costas – Você vai perder o jantar, e depois que acabar vai ficar complicado você sair daqui sem ninguém ver. Eu não quero problema hoje – Eu disse cabisbaixa.

-Ok – Finn disse calmamente – Durma bem Rach – Ele disse e levantou da cama – Não vai comer nada? – Ele perguntou preocupado.

-Depois eu compro alguma coisa. Eu prometo, mas agora eu não quero sair do quarto. – Eu sorri simpaticamente.

-Boa noite meu anjo. – Finn disse e saiu do meu quarto.

Eu suspirei de alívio, mas eu estava muito feliz por ter Finn e Santana na minha vida.

. . .

Eu fiquei escutando música no meu celular, eu estava cansada, mas já tinha dormido demais. A música parou e percebi meu celular vibrando. Quando olhei no visor, o número era o da minha mãe.

-Alô – Eu atendi rapidamente – Mãe que alívio. Aonde você está? Por que não deu notícia? – Eu soltei tudo de vez.

-Olá Rachel – Meu estômago revirou ao escutar a voz de Hiram.

-Mas.. – Eu comecei confusa.

-Tem alguém que quer falar com você – Hiram me interrompeu.

-Rachel? Filha? – Escutei a voz da minha mãe do outro lado do telefone e eu entrei em desespero.

-Mãe.. O que aconteceu?

-Eu-Eu não sei.

-Aonde você está?

-Eu estou em um aeroporto. – Ela disse confusa

-Aeroporto? Qual aeroporto?

-Eu não sei. Não é o da nossa cidade, esse aqui é bem diferente.

-Como você foi parar aí mãe? Para aonde você vai? – Eu perguntei preocupada.

-Essas perguntas a sua mãe não pode responder meu amor – Hiram disse.

-Seu desgraçado! O que você fez com ela?

-Eu apenas estou levando a sua mãe para um lugar aonde ela vai poder pensar bastante sobre a decisão que ela está tomando.

-Pra onde você está levando a minha mãe? – Eu gritava agora. – Não se atreva a machucá-la!

-Eu não machucaria a sua mãe Rachel. Eu a amo. E ela me ama. Mas ela está confusa, você fica colocando ideias idiotas na cabeça dela. Mas esse tempo longe de você vai fazer bem para ela.

-Não faça isso – Eu implorei – Por favor.

-Se você se comportar Rachel, e você sabe muito bem do que eu estou falando, se você souber ficar quietinha, eu deixo você visitar a sua mãe daqui a alguns meses. Eu vou te levar, é lógico, por que só eu sei para aonde ela vai. Você vai ficar quietinha? – Eu comecei a chorar.

-Vou – Eu disse apenas.

-Isso Rachel, eu sei que você é uma menina inteligente. E eu espero que sua mãe siga seu exemplo e tome a decisão certa no futuro. Adeus Rachel.

-Hiram! – Eu gritei, mas ele já tinha desligado.

Me joguei na cama e chorei praticamente a noite toda.

Que merda!

Notas finais
Legião Urbana é vida. PFVR.