I'm Hopeless, Help Me?
20 And the journey becomes
Notas iniciais
Beeeijo :)
Capítulo 20
-Então vamos logo ao assunto – Ela disse apoiando os braços na mesa – Qual é o desafio?
-Eu preciso que você ache uma pessoa – Eu disse. Ela voltou a encostar as costas na cadeira e me olhou cerrando os olhos.
-Isso não é aquelas brincadeiras estúpidas que adolescentes riquinhos fazem.. É?! Por que uma vez me contrataram só para achar o endereço de uma garota, no dia seguinte ela recebeu o animal de estimação dela morto numa caixa, pelo correio e estava escrito ‘HAHA’. Se for alguma brincadeira idiota..
-Calma! – Eu disse a interrompendo – Não é, acredite em mim, não é nada parecido com isso.
-Prossiga então.. – Ela suavizou a expressão.
-Eu preciso que você ache a minha mãe – Percebi que ela se assustou um pouco, acho que ela não esperava por essa.
-Sua mãe está em uma segunda lua de mel com o seu pai, eu investiguei.a sua família.
-Então, isso é o que todo mundo pensa. É por isso que eu não posso fazer a queixa do desaparecimento dela. Mas minha mãe foi seqüestrada pelo meu p.. Pelo Hiram.
-Eu não estou entendendo, por que ele faria isso?
-Minha mãe queria o divórcio.
-Ah.
-E ela pediu no domingo passado, ela saiu de casa naquela noite, deve ter ido para casa de alguma amiga passar o tempo, quando eu cheguei em casa ela não estava mais lá. Eu achei que ela fosse voltar de madrugada, quando todo mundo estivesse dormindo, por que quando ela vai passar a noite fora, ela me avisa. Eu e meu pai tivemos uma conversa nada agradável, ele colocou a culpa em mim e bla bla bla. Eu passei a noite e o dia dormindo, talvez eu estivesse muito cansada. Quando eu cheguei aqui na escola, eu recebi um telefonema dela.
-E o que ela te falou?
-Ela disse que estava em um aeroporto, mas não sabia qual. Só sabia que não era o daqui da cidade, depois ele pegou o telefone e me disse que ia levar a minha mãe para longe. Que talvez quando ela mudasse de ideia ele a traria de volta. E que se eu me comportasse ele me levaria para vê-la.
-Mais nada? – Sue perguntou.
-Desde então eu não falei com ele, e muito menos com ela.
-E você sabe quando ele volta?
-Ele volta na metade dessa semana, mas ele vai inventar uma desculpa do por que a minha mãe não veio.
-É bem provável, e todos vão acreditar nele. Eu acreditaria nele, só você que sabe dessa história.
-O que você vai fazer? – Santana perguntou tentando acelerar as coisas.
-Eu preciso dos números dos cartões de crédito do seu pai, pode me trazer qualquer conta dos cartões, número da conta do banco eu consigo sozinha. Vou tentar cruzar com passagens compradas no domingo ou segunda passada para ver se acho alguma coisa. Se ele pagou a vista, vai ser mais difícil, mas se ele usou o nome dele, não vai ser impossível. Caso eu consiga descobrir o destino, tentarei ver se sua mãe está em hotéis ou clínicas de repouso. Consegue me trazer os números até amanhã?
-Eu posso fazer isso. – Finn disse – Eu já trabalhei no escritório com o Will, e se eu não me engano, ele tem registrado os meios que os pais usam para pagar a mensalidade.
-Eu vou em casa e pego no escritório dele os papéis só para garantir. – Eu disse sorrindo para Finn.
-Ótimo, escaneie e envie para esse email – Ela me entregou o cartão com o telefone e email dela. – Podemos conversar sobre os meus honorários? – Ela arqueou uma sobrancelha.
-Eu tenho dinheiro senhorita Sylvester, eu pago o que for preciso para encontrar a minha mãe.
-Então deixa eu me retirar para correr atrás de algumas pistas. Uma boa tarde para vocês, eu entro em contato. – Ela disse colocando o óculos dela e se levantando.
-Ok. Eu posso dizer o quanto essa mulher é estranha? – Santana disse quando ela foi embora. Eu olhei para Finn e soltei uma gargalhada alta.
-Ela pode ser estranha o que for, desde que ela ache a minha mãe.
-Ela parece ser bem competente no que faz – Finn observou
-Eu espero que dê certo. Quando Hiram voltar, isso tudo vai virar um inferno. E também tem o prazo do Will, se ele fizer mais alguma coisa comigo eu vou ter que denunciar, e talvez nunca mais ver a minha mãe.
-Você tem que parar de pensar nessas coisas Hobbit.
-É apenas a verdade Sant. – Nós três suspiramos tristemente.
. . .
Voltamos para o colégio e Finn fora falar com Will sobre os arquivos, eu e Santana fomos juntas até a minha casa para eu pegar os documentos. Eu não entrei, não tive coragem. Fiquei pelo telefone guiando a Santana para que ela achasse os documentos necessários. Depois dela vasculhar algumas gavetas ela encontrou o que precisava, e ainda pegou outros papéis que talvez ajudasse. Voltamos rapidamente para a escola e juntamos tudo o que conseguimos pegar, escaneamos na sala do Will e enviamos para a detetive Sue. O domingo já estava no fim, e outra semana escolar estava para começar, já estava escurecendo e meu corpo se arrepiou só de lembrar do que aconteceu na noite do domingo passado. Ta aí uma lembrança que provavelmente nunca vai sumir da minha vida.
Eu estava em pé, recostada na parede do banheiro feminino. Senti um par de braços em volta de mim.
-Pensando na vida Hobbit? – Santana perguntou me dando um beijo na bochecha.
-Eu ein.. Você está bem? – Eu perguntei me virando e a encarando.
-Por que a pergunta?
-Você veio toda carinhosa aqui, preocupada comigo..
-Eu sei ser bem carinhosa com quem merece.. E aparentemente eu me equivoquei à seu respeito. Não te abraço mais – Ela fez um bico.
-Awwwwwn Sant – Eu disse sorrindo e a apertando em meus braços – Você é uma linda sabia?
-É eu sabia – Ela disse sorrindo também – O Finn está te esperando, ele quer te levar não sei aonde antes do dia acabar.
-Ok, valeu Sant – Eu disse a saí rapidamente do banheiro. Finn estava na cantina conversando com o vendedor, ele olhou para o lado e percebeu a minha presença. Nós dois sorrimos, ele se despediu do vendedor e veio em minha direção. Compartilhamos um breve beijo ali mesmo, Finn me abraçou em seguida, me fazendo nunca mais querer sair dali.
-Aconteceu alguma coisa? – Eu perguntei me soltando dele e o olhando preocupada.
-Não.. É que você é muito importante para mim e eu não quero te perder. – Ele disse me puxando contra o seu abdômen novamente.
-Finn..
-Eu sei que você está com medo. Confesso que eu também estou. Eu tenho muito medo do que ele pode fazer com você. A detetive foi uma ótima ideia, mas se ele descobrir..
-Ele não vai ok? – Eu o cortei – Ela é boa no que faz, não vai deixar rastros. Pelo menos eu espero que não. E no momento eu preciso focar em achar a minha mãe, quanto mais rápido encontrarmos ela, mais rápido Hiram sai da minha vida.
-Você está certa. Agora vamos que eu quero te mostrar uma coisa.
-O que?
-Vou te deixar curiosa por uns minutos.. Mas eu prometo que você não vai se arrepender. – Finn disse me dando um selinho e me puxando para acompanhá-lo.
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