I'm Hopeless, Help Me?
43 A conhecida felicidade.
Notas iniciais
Capítulo 43
POV Narrador
TRÊS DIAS DEPOIS
–Bom, ela está bem agora – O médico dizia para Finn num inglês confuso, na opinião dele. Mas ainda assim, era melhor do que nada, porque ele simplesmente não conseguia entender uma palavra do idioma brasileiro. – Sua pressão já está normalizada, e seu corpo já se mostra mais forte. Não há com o que se preocupar filho – O médico disse simpaticamente e dando um tapinha no ombro de Finn. Finn sorriu e acenou para o médico enquanto saía e se dirigia para a sala de espera.
Andou até a sala de espera e viu Sebastian babando, com a cabeça encostada na parede, e Santana mexendo no celular.
–Acho que vocês deveriam ir para o hotel, não tem muito o que fazer aqui, Shelby vai ter alta hoje a noite e amanhã a noite pretendo voltar pra casa, só preciso arranjar passagens.
–Pode deixar isso comigo criança – Sue chegou de surpresa e se inseriu na conversa – Eu preciso levar vocês pra casa em segurança e eu acho que consigo tudo até amanhã a noite, só irei precisar dos documentos de todos, mas isso a gente resolve mais tarde no hotel. Já está anoitecendo – Ela observou – Vou para o hotel, vocês vão comigo ??
–Opa, carona é comigo mesmo! – Santana disse se levantando – Sebastian você vem também – Ela ordenou e ele revirou os olhos – Tentar falar com esses taxistas daqui é muito complicado – Ela reclamou.
–Certamente, mas entenda, neste país, quem resmunga, é sempre a pessoa que não fala o idioma – Ela deu uma risadinha e saiu andando. – Estou saindo! – Ela gritou e Sebastian e Santana foram atrás.
Finn se despediu e se dirigiu para o quarto de Shelby, ao abrir a porta, observou as duas conversando e rindo levemente. Era bom ver Rachel sorrir de novo, e era mais que bom vê-la sem o curativo no rosto.
–Hey meninas! – Ele disse animado
–Hey Finn – As duas o cumprimentaram. Finn andou até Rachel e deu um beijo na bochecha dela, demorou mais do que devia, pois acariciou a cicatriz com a coloração branca que havia no rosto dela agora, Rachel suspirou e meneou um pouco o rosto, se sentiu desconfortável, mas se forçou a não pensar nisso. Finn acenou para Shelby
–Boas notícias! – Ele disse cortando o clima e chamando a atenção das duas – A senhora vai poder ir para casa hoje a noite, logo que anoitecer
–Nossa, mas isso é o máximo! – Rachel disse animada e batendo palmas
–Sim, isso é muito bom – Shelby disse com seu tom de voz fraco – Mas eu já falei para me chamar de SHELBY, a senhora está no céu! – Ela fingiu irritação.
Finn riu sem graça, ele ainda tinha que se acostumar com a ideia, para ele, Shelby não passava de um nome até três dias atrás, ouvira muito falar, tinha certo apego por ela, pois se preocupou verdadeiramente com ela baseado nos relatos de Rachel, mas ainda assim era estranho vê-la em carne e osso.
Rachel observou a expressão dele e sorriu o reconfortando, sabia que ele ainda estava associando as coisas, mas ela não podia estar mais feliz. Ficou muito preocupada ao encontrar Shelby completamente dopada naquele quarto de hotel, ela estava vivendo de remédios, e quando Hiram não estava presente, ela mal comia, então o corpo dela estava muito fraco, juntando com os remédios pesados que Hiram deu a ela, a pressão abaixou severamente, e o coração dela começara a falhar. Mas ainda assim, nada dera errado, dois dias de descanso absoluto e uma lavagem para limpar o sistema fora o suficiente para faze-la nova em folha.
Rachel se levantou e sentou ao lado de Finn no pequeno sofá do quarto, enroscou sua mão com a dele e sorriu para sua mãe.
–Vocês... ? – Shelby apontou para os dois – Ai, desculpa a pergunta, mas não resisto – Ela riu e corou um pouco – Vocês estão namorando?
Rachel soltou uma gargalhada gostosa e Finn riu também, mas porque estava sem graça.
–Sim mãe, vai fazer um mês – Ela sorriu para ele e depositou um selinho nos lábios dele.
–Hmm.. Minha filha ta namorando! Eu te disse que não teria como ele não se apaixonar por você – Shelby disse provocativa
–Bom, ele é um namorado e tanto, e eu estou completamente apaixonada por ele. – Rachel disse segurando mais forte a mão dele.
Finn não sabia em que buraco se enfiar, estava totalmente envergonhado e vermelho igual a uma pimenta. Coloração que Rachel percebeu e estranhou a princípio.
–Awwn mãe, ele ta com vergonha! – Rachel disse segurando os dois lados do rosto de Finn e o fazendo olhar para ela.
–Para Rach! – Ele reclamou tirando as mãos dela e depositando o rosto no pescoço dela.
–Ah, desculpe baby, mas nem tem motivo para vergonha ok?
–Hm, ok! – Ele disse se levantando – Vou beber um copo d’água. – Finn disse e logo depois saiu do cômodo.
Andou até o bebedouro, que ficava numa saleta perto da cantina e dos banheiros. Estava terminando de encher o seu copo e sentiu um par de braços abraçando seu abdômen por trás. Ele apenas sorriu, não falou nada, e começou a acariciar os braços dela.
–Tá tudo bem? – Ela perguntou. Ela afrouxou um pouco o abraço e ele se virou de frente para ela, enlaçando a cintura dela.
–Tá sim, é só que eu não me sinto confortável ainda com a minha futura sogra – Ele disse rapidamente e com uma face de nervosismo que Rachel achou adorável.
–Calma que ela não morde – Rachel brincou
–Vocês duas juntas são impossíveis! – Ele comentou
–Vai se acostumando, porque a minha mãe é D-E-M-A-I-S!
–Hm sei – Ele disse fechando o assunto e apertando o abraço, trazendo-a para mais perto de si. Abaixou o olhar e este encontrou o de Rachel, que estava um pouco duvidoso, mas ele nem se importou, abaixou-se mais e colou os lábios nos dela. Começou calmo, apenas lábios, até porque Rachel demorou um pouco para processar a informação. Parecia que eles não se beijavam há séculos.
Rachel subiu a mão pelo abdômen dele e depositou em sua nuca, o puxando para baixo e ao mesmo tempo entreabrindo seus lábios e aprofundando o beijo. Era o beijo do reencontro, desde o episódio na casa de Hiram que eles não passavam de beijos na bochecha e selinhos, isso só atiçava mais.
O beijo foi ficando mais e mais intenso, Finn pressionou Rachel contra a parede da saleta e ela soltou um suspiro de satisfação ao sentir o corpo dele colado ao dela.
–Que saudade de você – Ela disse quebrando o beijo, pois sabia que já tinham ido longe demais.
–Você não faz ideia – Ele deu ênfase nas palavras e a abraçou forte.
–Vem – Ela disse se soltando e segurando a mão dele – Vamos porque está quase na hora da minha mãe ir embora deste lugar..
–Sim, o pesadelo está acabando – Finn disse com o tom ameno
Rachel sorriu e soltou um suspiro de alívio, o alívio que demorou a vir, mas veio e é como se as coisas não importassem muito neste momento.
Ela estava feliz, e ninguém ia tirar isso dela.
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