I'm Here

5 Capítulo 5


Não demorou muito para que Olivia pegasse no sono, mas antes de adormecer, ela pensava em quão protegida estava e naquele momento, tinha toda certeza do mundo de que estava protegida e refugiada aos braços de seu parceiro. Era a primeira vez naquela semana que ela poderia dormir sem medo, estando completamente segura, a salvo.

Nada mais importava naquele momento, somente ela e Elliot, Elliot e ela, como se as pessoas ao seu redor não existissem – e de fato não existiam naquele instante – aquela ocasião era única – e talvez a ultima – então pouco interessava se estavam olhando para eles ou não, ela o tinha – mesmo que não fossem nas condições as quais desejava – mas já era mais que aceitável, era considerável.

Ela permanecia deitada sob o ombro de seu parceiro, dormia pacificamente, quase não esboçava um único sonido.

Com repleto cuidado ele a trouxe mais para si e Olivia – mesmo que adormecida – se aninhou mais ao corpo de Elliot, ele sorriu com o feito e passou seu braço pela cintura dela. Ainda cuidadosamente ele fez com que ela deitasse sobre seu peitoral.

Elliot encostou-se no banco e se ajeitou de forma que favorecesse Olivia, daquela maneira ela estava completamente por cima dele, praticamente dividiam a mesma poltrona. Ele a abraçou – não muito forte – mas o suficiente para que o satisfizesse.

Por mais sonolento que estivesse ele não conseguia dormir, ficava apenas olhando para Olivia, admirando sua beleza, sentindo seu suave perfume. Naquela condição que se encontrava, ela parecia mesmo requerer de cuidado, nem parecia mais a durona det. Olivia Benson.

Ele nem se deu conta por quanto tempo ficou acordado, olhando para ela – mas fora muito – quase durante todo o voo, até que ele também adormecesse junto a ela.

XxxxX

Olivia ainda não conseguia assimilar tudo que ocorreu dentro daquele avião, como pôde se deixar levar? Como aquilo tudo foi acontecer? Como permitiu que ele se aproximasse tanto? Eram inúmeras perguntas sem respostas, eram vários pontos de interrogação em sua cabeça. Bem, na verdade ela tinha todas as respostas para suas perguntas, mas recusava-se a aceitar.

Ela sabia muito bem dos seus verdadeiros sentimentos – por mais que tentasse esconder –, e se antes era uma dúvida, ela agora tinha certeza: Elliot também sentia o mesmo. Mas isso não fez com que ela se sentisse melhor ou aliviada, ainda se culpava e julgava inaceitável o que “quase aconteceu” entre eles. Olivia mais uma vez tentava evitar o inevitável.

Sentia-se tão constrangida que não fora capaz de olhar para Elliot, suas bochechas ficavam vermelhadas todas as vezes que ele tentava.

Elliot por sua vez achava graça de toda aquela situação, não queria de forma alguma repulsar seus desejos e vontades, sabia muito bem o que queria e como queria.

Ela caminhava com passos rápidos e desajeitados, ele tentava acompanhá-la e algumas vezes, pedia para que ela parasse e olhasse para ele, Olivia – é claro – sequer respondeu – e seguia seu trajeto até o hotel, sem se comunicar e olhar para Elliot.

A policia local já esperava por eles, e Elliot podia jurar que no meio de alguns policiais, um rosto lhe era familiar, mas não se martirizou com aquilo, estava mais preocupado em seguir sua parceira.

Seus quartos eram um em frente ao outro e ambos tinham as chaves dos dois quartos – como já era de se esperado – para caso de emergência, complicações.

Ela tentava de maneira desajeitada abrir a porta, mas estava tão nervosa e pensativa que, uma simples ação, se tornou dificultosa. Elliot sorria de longe ao vê-la daquela maneira – era divertido.

Ele se aproximou e ficou observando-a, ainda com o mesmo sorriso debochado nos lábios, Olivia podia ouvir as gargalhadas ocultas de Elliot – aquilo a matava por dentro.

Elliot: you need help?

Olivia: não – disse em mais uma tentativa fracassada de abrir a porta

Elliot: ficaria mais fácil se você colocasse a mala no chão – não pôde evitar uma breve gargalhada

Olivia finalmente se virou para ele e o observou por alguns segundos, – ela ria por dentro diante daquela situação ridícula, como não conseguia abrir uma simples porta?

Olivia: is no funny – disse seriamente

Elliot: qual é Liv – soltou mais uma gargalhada – é só uma brincadeira!

Olivia: não temos tempo para brincadeiras El – com mesma feição de seriedade – estão nós esperando lá embaixo – concluiu olhando para ele

Elliot: apenas converse comigo

Olivia: não há o que conversar – disse timidamente

Elliot: você sabe do que eu estou falando – insistiu

Olivia: não, eu não sei – finalmente conseguiu abrir a maldita porta

Elliot: você vai mesmo fingir que nada está acontecendo? – entrando juntamente com ela

Olivia: Elliot pare! – elevando a voz

Elliot: não sou eu que estou com vergonha e não consigo olhar para minha parceira – disse prontamente

Olivia: – revirou os olhos

Elliot: Liv – se aproximando – está tudo bem, você não tem o porque se sentir assim, eu não quis envergonhá-la, apenas ..

Olivia: pare com isso Elliot – bufou – apenas pare ok? – implorando também com os olhos

Elliot: do que você tem medo Liv? Converse comigo, me diga o que tanto lhe incomoda, eu vou ajudá-la com o que quer que seja. Sou seu parceiro, vou cuidar de você.

Olivia: eu não preciso de ajuda – balançando a cabeça negativamente

Elliot: você tem certeza? – olhando dentro de seus olhos

Olivia: não temos tempo para isso Elliot, estamos atrasados – dando as costas para ele

Elliot: hei – a puxando – pare de fugir de mim! Já é a milésima vez que isso acontece hoje

Olivia: não estou fugindo, só quero terminar logo com isso. Temos que descer ou você acha que eles vão subir ao nosso encontro? – disse tentando parecer o mais irônica possível

Elliot: ok, ok – a soltou – mas essa conversa não acaba aqui, vamos conversar mais tarde sobre isso, certo? – olhou para ela

Elliot não tiraria o pé dali se ela não desse uma resposta positiva, depois de alguns segundos, Olivia disse “ok” e eles seguiram juntos até á policia.

No meio de tanto constrangimento, ela nem havia se dado conta de que Porter estava entre os policiais, por fração de segundos ela “congelou-se” no tempo, sentiu suas mãos suarem, não sabia o porquê, mas se sentia assim todas as vezes que o via.

Elliot apertou fortemente seus maxilares uns aos outros, contendo sua raiva, nunca foi com a cara daquele sujeito e sinceramente o achava um tremendo oportunista.

Mike: sou o detetive Mike Collins – estendendo a mão a Elliot em sequencia a Olivia – esse é meu parceiro Peter Cook – apontando-o – e esse é o agente federal Dean Porter

Notas finais
Reviews me deixam felizes e me fazem continuar u.u yeah ;*
então podem comentar a vontade ..