Notas iniciais
Olá leitores!! Essa é minha primeira fanfic de FMA então espero que gostem... E também é a minha primeira fic Hentai, embora o Hentai só esteja no segundo capítulo...A História é curta, só 2 capítulos! ^^E leiam minhas outras histórias se quiserem, se não quiserem não leiam '-'simples assim... Enfim,Boa leitura.

As mãos de Ed suavam e seu estômago parecia estar querendo dar um salto mortal enquanto ele pensava nela. “E se ela me entendeu errado?” ou “e se ela não sentir o mesmo que eu?” essas eram as perguntas que já há algum tempo assombravam os pensamentos do ex-alquimista federal.

– Você está sendo bobo nii-san. – Alphonse tentou tranquilizar o irmão mais novo. – Ela gosta de você. Eu tenho certeza disso. – Completou dando uma piscadela. Ed, ainda pouco convencido, respondeu:

– Será Al? Faz um ano que não voltamos a Resembool. Ela já deve ter até esquecido.

O Elric mais novo soltou uma risada fraca. Ele não acreditava em como seu irmão ficava inseguro pensando na Winry. Era tão óbvio que os dois se gostavam.

– É claro que a Winry-san não se esqueceria de um momento desses com tanta facilidade. – Al tentou inutilmente abafar o riso. – Principalmente pela cena que foi a sua declaração. – Agora o garoto não conseguia mais se segurar e ria alto.

– Muito engraçado Al. – disse Ed corando. – Queria ver você se declarar para a May sem ficar nervoso.

Edward se apoiou na janela do trem e ficou encarando a paisagem que corria do lado de fora.

Depois da luta contra os homunculus, eles haviam decidido viajar pelo mundo para aprender novas habilidades. Primeiramente foram em direções opostas. Ed para o oeste e o Al para o leste. Porém, após quase onze meses eles se reuniram em Xing para decidir o que fariam a seguir.

Agora os dois estavam em um trem que os levaria de volta para sua cidade natal, Resembool. A ideia era passar alguns meses ali para descansar um pouco e também para trocarem informações sobre o que aprenderam durante as viagens.

Ed viu a paisagem mudar, o movimento de carros e pedestres da cidade sendo substituídos por paisagens mais verdes e calmas. Estava finalmente voltando para casa e nada poderia deixá-lo mais feliz. Exceto talvez se seu automail não tivesse quebrado na semana passada. Ele ficara tão distraído pensando no seu reencontro com Winry que se esquecera de secá-lo direito e agora ele não se mexia muito bem.

Sem perceber Ed pensou no momento em que Winry iria consertar o automail e acabou corando bastante.

– A Winry-san vai ficar brava com você de novo nii-san – Disse Al que ainda tentava abafar o riso. – E, você lembrou-se de ligar para a Pinako?
Ed estacou. Ele tinha esquecido completamente. Ele olhou para o irmão e tentou disfarçar:

– Eu queria fazer uma surpresa. – mentiu. Já sentia a chave inglesa acertando sua cabeça. Ele ligava para as Rockbell uma vez por mês, e nas últimas vezes Al é quem falara mais, já que Ed sempre acabava falando alguma besteira que levava a uma discussão com Winry.

– Nii-san! Chegamos! – Disse Al dando um salto e pegando sua mala. Ele estava muito sorridente, tanto que seus olhinhos chegavam a brilhar.

Edward levantou-se com certa dificuldade e, com a ajuda do irmão, desceu do trem. Os dois respiraram profundamente assim que deixaram a estação.

– Que saudade do ar de Resembool! – Disse Alphonse sonhador.
– Vamos logo para casa. Preciso de um banho, e quero concertar logo essa perna.

– Resmungou Ed enquanto se alongava.

– E eu quero comer a comida da Pinako e a torta de maçã da Winry-san!

Os dois seguiram pela trilha até a casa das Rockbell o mais rápido que a perna mecânica quebrada do Ed permitia. Andaram em silêncio, salvo um ou outro resmungo do ex-alquimista de aço. Cada um absorto em seus próprios pensamentos. Assim que a casa entrou em seus campos de visão, após uma curva, os dois se entreolharam e sorriram. Enfim estavam de volta.

Um cachorro branco e preto com próteses em duas patas correu na direção dos dois. Ele abanava o rabo e latia alegremente.

– Den! – Gritou Al indo fazer carinho no cachorro que agora se jogava em cima dele. – Também senti saudades.

– Al? – Disse uma voz feminina de dentro da casa.- Al é você? Não sabia que você tinha... – A frese morreu assim que Winry saiu para a varanda do segundo andar e viu os dois irmãos parados logo abaixo perto da entrada da casa. – Ed? – Por um momento ela ficou em silêncio, e quando voltou a falar parecia levemente mais brava. – Quantas vezes eu vou ter que falar para ligarem antes de aparecer aqui?

– Oi pra você também Winry! – Disse Ed fingindo estar magoado, mas por dentro ele estava mais nervoso do que nunca. Principalmente porque Winry usava um top preto e um macacão com as mangas amarradas na cintura. O que significava que ela estava trabalhando em alguma prótese. Ed sempre achou que ela ficava muito bonita vestida assim e isso o fez corar um pouco.

Winry lhe lançou um sorriso e depois entrou na casa.

– Olha o lado bom, ela não jogou nada em você dessa vez. – Al deu um tapa no ombro do irmão. – Não é um bom sinal?

– Em se tratando da Winry eu diria que não. – Ed fez careta imaginando o que a garota poderia estar armando.

De repente a porta da frente se escancarou e Winry saiu correndo em direção aos Elric. Seus olhos estavam se enchendo de lágrimas. Primeiro ela se atirou nos braços do Alphonse e abraçou-o. Ed sentiu-se, por um pequeno momento, estranho. Estava nervoso e no fundo queria ter sido o primeiro a ser abraçado.

Logo ela o soltou e se virou para encará-lo. Seus olhares se cruzaram pela primeira vez em muito tempo e os dois ficaram em silêncio, apenas se olhando.

– Onde está a Pinako? – Disse Al meio constrangido por interromper os dois.

– Ah! – Disse Winry desviando o olhar. – Está na cozinha terminando o almoço.

– Certo, eu vou lá falar com ela. – Ele disse e logo em seguida saiu correndo para dentro da casa.

Winry voltou o olhar para Edward. Ele não conseguiu mais se segurar e puxou-a para um abraço, envolvendo seus braços ao redor do corpo dela.

– Senti sua falta. – Winry quebrou o silêncio. – Fiquei pensando em você e sonhando com esse momento. – Ed sentiu uma alegria invadir seu corpo, expulsando qualquer resquício de insegurança que rondavam seus pensamentos nos últimos meses.

– Também senti sua falta Winry. – Ed queria que aquele momento durasse para sempre, mas havia uma noticia que não poderia ser adiada e que com certeza acabaria com aquele clima. Ed respirou fundo, tomando coragem e depois falou. – Estava pensando em você também, e isso acabou me distraindo e...

– O que aconteceu Ed? – Perguntou a garota se afastando dele para olhá-lo nos olhos. O ex-alquimista de aço corou levemente.

– Digamos que eu me esqueci de secar o meu automail e ele...

– Edward Elric! – Bradou com raiva. – Não me diga que você quebrou o automail de novo?

O silêncio do garoto confirmou as suspeitas da garota que suspirou para poder acalmar-se.

–Certo. Vamos até a oficina e eu dou um jeito nisso aí. – Ela segurou o braço do Ed e o puxou para dentro de casa, eles passaram direto pela cozinha, onde Edward vislumbrou Al ajudando Pinako a tirar alguma coisa do fogão.

Os dois desceram uma escada e chegam a uma sala onde várias peças e ferramentas estavam jogadas polo chão. Em um canto havia carcaças de próteses amontoadas e em outro canto o sofá quase não aparecia debaixo de tantas sacolas com peças novas.

–Uau! Que bagunça. – Exclamou Ed boquiaberto.

– Tive muito trabalho nesses últimos meses. E quando eu vim passar uns meses aqui em casa acabei trazendo algumas coisas da loja para ir trabalhando aqui. – Disse Winry com ar sonhador

– Mas a intenção não era de você descansar? Você trabalha durante o seu descanso? – Zombou o garoto tirando algumas sacolas de cima do sofá.

– Algum problema com isso Ed? – Perguntou a garota pegando uma chave inglesa. Edward arregalou os olhos e escondeu o rosto atrás das mãos por precaução.

– Não, nenhum. – Ed deu um sorriso e virou de costas para Winry. No fundo ele estava super nervoso por estar sozinho com ela, mas estava muito mais feliz do que qualquer outra coisa.

Ed tirou a calça sentindo seu rosto esquentar. Antes ele não tinha vergonha de fazer isso, mas agora por alguma razão ele se sentia estranho ficando só de cueca na frente dela.

–Eu não acredito que você ainda tem essa mania de quebrar o seu automail Ed. – Falou a garota ainda sem encará-lo, enquanto pegava algumas peças. – Como eu fui me apaixonar por ele. – Completou baixinho.

–Falou alguma coisa Winry? – Perguntou Ed curioso.

–Nada não! – Disse a loira virando-se e lhe lançando um belo sorriso, para disfarçar a vergonha.

Edward já estava sentado no sofá com a perna mecânica esticada. Ambos estavam corados agora, talvez porque ambos tinham consciência do sentimento que sentiam um pelo outro. A garota se ajoelhou ao lado da perna mecânica dele e começou a mexer no pé para ver o quanto de mobilidade ainda tinha. Enquanto isso Ed a observava. Até que tomou coragem e disse o que estava preso em sua garganta a muito tempo:

–Ahn... Winry!? – Agora ele realmente estava vermelho. A loira olhou para ele, que tomou fôlego e prosseguiu. – S-sabe o que eu te disse na estação um ano atrás? Quando eu saí para minha última viagem? – A garota assentiu. – Então, eu queria saber se, digo... Se você ainda...

– Se eu ainda quero te dar metade da minha vida? – Ed corou ainda mais, se é que era possível e assentiu. – Idiota! É claro que sim. Isso é, se você ainda quiser também, afinal já se passou um ano inteiro e... – Ela abaixava a cabeça conforme ia falando.

–É claro que eu quero Winry! – Interrompeu-a. Isso a surpreendeu. Subitamente os dois estacaram. Winry levantou e Ed acabou levantando também, apoiando no braço do sofá para não cair.

Ficaram se olhando por um tempo. A distância entre eles era pequena e cada um podia sentir a respiração do outro roçar em sua pele. Então Edward fez algo que surpreendeu os dois. Ele acabou com a distância entre eles, selando seus lábios. O beijo começou calmo, como um selinho longo. Quando Ed tentou aprofundar o beijo, Winry retribuiu na mesma hora. Edward colocou as mãos na cintura da Winry e a puxou para mais perto, enquanto ela colocava seus braços ao redor do pescoço dele.

Separaram-se apenas quando o pulmão dos dois implorou por ar. Afastaram-se o mínimo necessário, mantendo as testas coladas enquanto olhavam-se nos olhos. Os peitos subindo e descendo acompanhando a respiração descompassada. O coração batendo a mil por hora.

– Win... – Começou a falar Ed, mas foi interrompido por Pinako que gritou do alto da escada:

– Edward! Winry! Se já tiverem terminado aí o almoço está pronto.

– Já vamos Baa-chan! – Gritou Winry de volta usando isso como desculpa para desviar o olhar do garoto ainda parado a sua frente. Ela se concentrou em consertar a prótese dele a partir daí. Ficaram em um silêncio torturante enquanto Winry terminava os reparos. Ed colocou as calças de volta quando ela terminou e em seguida subiram para a cozinha.

– Olá Ed. Não me cumprimentou ao chegar. Nanico, estava com pressa de ficar sozinho com a Winry? – Perguntou Pinako com o cachimbo na boca quando os dois subiram.

– N-não é nada disso! É que eu quebrei o automail e precisava consertar. Só isso. – Edward tentou se explicar. Seu rosto parecia estar queimando e ele sabia que estava totalmente corado.

O olhar que Pinako lhes lançou não melhorou a situação. Winry se remexeu desconfortável. Finalmente a senhora desviou o olhar, respirou fundo e disse:

–Bem, não importa agora. Vamos comer. – Os quatro sentaram-se a mesa e Al contou, animadamente, sobre suas experiências em Xing e nos outros países do leste. Winry fingia prestar atenção no Elric mais novo, mas seus pensamentos estavam longe. Na verdade nem tão longes assim, ela pensava em Ed e no beijo que tinha acabado de acontecer.

Seu coração ainda estava acelerado e ela sentia uma vontade imensa de pular nos braços dele e recomeçar a beijá-lo, mas se controlou. Assim que acabaram o almoço, Pinako voltou para a cozinha para lavar a louça e Al subiu para seu quarto para tirar um cochilo, deixando Winry e Edward sozinhos de novo.

– Win... – começou Ed, e desta vez foi interrompido por Winry, que o abraçara. Ed entendeu o que ela quis dizer e apenas abraçou-a de volta. Ficaram assim por algum tempo e quando se separaram ficaram encarando-se por um tempo. Até Ed finalmente resolver falar algo:

–Winry eu... Quero quiser, eu queria que. — Ele sentia um calor invadir seu corpo e estava tão nervoso quanto no dia em que se declarou para ela um ano atrás. Ele respirou fundo, reuniu toda a coragem que possuía e continuou a falar.

– Eu te amo Winry, mais do que eu gostaria de admitir.

– Ed eu... – Ela não terminou de falar, pois Ed selou seus lábios mais uma vez. O beijo desta vez era mais urgente e cheio de amor. Winry tentou manter a mente focada na realidade, mas estava ficando difícil. Seria tão mais fácil simplesmente se deixar levar por aqueles lábios e aqueles braços fortes que a envolviam – Ed, a baa-chan pode sair da cozinha e nos ver aqui. – Disse a garota quando eles se afastaram para recuperar o fôlego.

– Desculpa. Eu não consegui me controlar. Winry, eu gosto muito de você, muito mesmo.

– Eu também gosto muito de você Ed. – Winry respondeu. – Mas acho melhor não nos beijarmos no meio da sala.

–Qual o problema? – Disse Ed olhando para a porta da cozinha para ver se Pinako estava vindo. – Por que a Pinako não pode nos ver juntos? Eu achei que você tivesse aceitado casar comigo. – um subido desespero tomou conta dele.

–É que... – Winry estava vermelha por causa da vergonha da possibilidade de ser vista em um momento como aquele com Ed e também pelo que estava prestes a dizer. – Ed, eu só acho que deveríamos fazer isso em um lugar um pouco mais...

– Quer ir para o quarto? – Ed percebeu o que tinha dito tarde demais. – Digo, para conversarmos e... Droga. – Agora ele estava vermelho por causa dos pensamentos que teve. Será que ele falara alguma besteira muito grande? Mas Winry não pareceu ter se importado.

–Ed. – Disse a loira segurando na mão do Elric mais velho, olhando-o nos olhos. Ele podia sentir a respiração da garota bater de leve no seu rosto e aquilo lhe causava um arrepio bom, mas ele queria mais, queria beijá-la, queria tocá-la. Winry se sentia do mesmo jeito, mas estava um pouco mais receosa. Ela não tinha certeza do que Pinako diria se a visse ali, com Ed. Sabia que sua vó concordava com o relacionamento deles, mas mesmo assim...

– Win, eu quero você. – Ele não sabia por que estava falando aquilo, mas não conseguia mais ficar sem falar isso para ela. – Winry eu te amo há muito tempo e eu quero ter você do meu lado. – Um largo sorriso dançou nos lábios da garota. Ed sentiu seu estômago dar uma pirueta. Deuses, como ela conseguia ter um sorriso tão lindo?

– Finalmente parou com aquela mania de alquimia? O que aconteceu com a troca equivalente?– Provocou-o. Ed puxou-a para mais perto, colocando suas mãos na cintura da garota. Seus olhos dourados estavam fixos nos olhos azuis da garota. – Ed, eu já disse que aqui não. – Sussurrou a garota quando Ed se aproximou para beijá-la.

– Então vamos subir. – Disse Edward com um tom um pouco mais urgente do que pretendia.

– Ed! – Repreendeu-o. – Pervertido. – Ela estava completamente corada agora, mas o sorriso ainda estava estampado em seu rosto. Ele a conduziu escada acima até o quarto dela. Mas ao chegarem lá ficaram parados na porta.

Agora que estavam ali, Winry não conseguia encará-lo. Estava sentindo seu corpo quente e queria muito que ele a abraçasse, a beijasse, a tocasse, mas tinha vergonha de dizer isso em voz alta. Já Ed estava com medo de fazer algo que ela não gostasse e gerasse mais uma briga. Após tudo que passaram, a última coisa que queria eram mais brigas.

Winry foi a primeira a ceder. Ela entrou e fechou a porta atrás de si. Em seguida jogou-se nos braços do Ed e selou seus lábios uma terceira vez, mas desta vez a iniciativa do beijo fora dela. Esse beijo era mais urgente do que os últimos. Winry levou suas mãos até os cabelos de Ed e este já segurava a cintura da garota com uma mão e com a outra segurava seu pescoço para aproximá-la ainda mais de si. O beijo foi ficando mais ousado e quando se separaram em busca de ar, constataram que seus olhos estavam mais escuros que o habitual. Os dois estavam tomados por um desejo lascivo.

–Ed. – Disse Winry com a voz levemente rouca no ouvido do loiro. Fazendo-o arrepiar-se. – Eu amo você! E eu quero você, agora...

Notas finais
Deixem comentários e recomendações! E favoritem a história se gostaram... Até o próximo capítulo õ7