Notas iniciais
Eu achei o capítulo meio curtinho, mas ele logo adianta o reencontro dos dois.
Lembrando que o POV é do Leo.
Boa Leitura.

"O primeiro amor deixa marcas para a vida inteira." — Nicolas Sparks

Trilha: Thaeme e Thiago – Deserto( http://www.kboing.com.br/thaeme-e-thiago/1-1230160/ )

Agradecimentos a: Clarisse Valdez, Isah Tori Valdez e McCarthy Cullen que me incentivaram a fazer uma short.

– Eu passei muito tempo amando aquela mulher. – Falo para mim mesmo levantando da cama e andando ao redor de meu apartamento.

Não disso isso porque me arrependo. Para falar a verdade arrependimento é a última coisa que posso sentir por este sentimento, nem por nada que ele provocou. Até o jeito meio ‘trágico’ que tudo ocorreu teve um significado. O qual eu não sei e tampouco me importo. O importante é que ele foi bom de todas as formas que pôde.

Mas não posso negar que ele me deixou uma dúvida. Acontece que todos dizem que é melhor que ser amado, é melhor doar que receber, mas sei lá, acho que ninguém pode responder isto sinceramente.

Parece meio errado afirmar isso ou negar uma destas coisas.

E é andando pela sala que encontro meu celular no sofá da sala. Imediatamente pensei em Jason. Passava muito tempo desde que eu conversara com ele, com o único ser que eu ainda mantive contato depois de tudo. E muitos podem achar isso irônico porque inconscientemente ele provocou meu afastamento. Mas só porque ela deixou. Porém o que eu posso fazer? Aconteceu. Simplesmente aconteceu. E, por isso, vou a escrivaninha e pego meu celular às três horas da manhã e deixo no viva-voz:

– Ei Jason.

– Leo... Quanto tempo.

– Eu estou pensando em visitar você a Piper ai.

– Você vai voltar? Cara! Ninguém vai acreditar...

– Mas não conta pra ninguém. – Falei tentando conter seu entusiasmo.

– Não contar para ninguém? Vou tentar...

– Jason...

– Agora já é tarde, alguém já acabou ouvindo. – Comentou gritando.

– Mas já! – Reclamei. – E não grita! São 4 da manhã e tem gente dormido uma hora dessas.

– Não me culpe, foi culpa sua ter me telefonado na frente de um dos locais mais movimentados daqui e eu não tenho culpa se o fuso-horário daí é diferente.

– Mas espera, quem ligou?

De repente o telefone ficou mudo. Ele havia desligado.

– Filho de uma p... Deusa muito linda. Não é Zeusa? – Nem pude se quer terminar a brincadeira e já tinha ouvido um trovão. Ás vezes Zeus me assusta com esse negócio de ver tudo o que se passa. – Calma, foi só uma brincadeira.

Depois disso fui em direção ao meu quarto pegando uma mochila qualquer e enfiando umas roupas dentro delas. Pretendia passar apenas o final de semana então não seriam necessárias muitas, porém mesmo assim acabei enchendo-a além da conta sendo até mesmo difícil de fechá-la. Não se porque fiz isso ao certo, mas sentia a necessidade de fazer.

Andei até a porta de entrada e a abri. Parei por um momento pensando no que me levara a ir visitá-lo. Nunca havia feito isso antes. Mas rapidamente deixei meus pensamentos de lado. Agir uma vez por impulso não iria atrapalhar minha vida.

Talvez até a tornasse mais divertida. E então decidi arriscar.

Atravessei corredor e fui em direção a garagem. Logo após isto, peguei meu carro e andei em direção ou até então desconhecido.

***

Desci do carro pronto para entrar na empresa que Jason trabalhava. Não sabia ao certo no que ele trabalhava. E assim que entrei vi Piper e ela correu para me abraçar.

Ficamos abraçados por um bom tempo enquanto Piper murmurava coisas ilegíveis que eu sabia que eram xingamentos dirigidos a mim. Com certeza seu humor não seria um dos melhores.

Quando nos separarmos ao contrário do que eu achava, ela estava com um sorriso.

– É bom te ver depois de tanto tempo.

– É mesmo.

– Você quer ver o Jason? – Perguntou Piper mudando rapidamente de assunto. Aquela habilidade dela às vezes podia ser estranha. – Ele vai adorar te ver. Você vai se surpreender bastante com as novidades. Então você quer?

– Quero Piper, vamos vai.

Quando entramos na sala de Jason ele estava em uma reunião. Pelo menos essa foi minha primeira impressão. Mas logo percebi o modo que eles conversavam. Parecia tão familiar, apesar de naquele momento não conseguir ouvir nada.

Comecei a me aproximar para confirmar minhas suspeitas e me aliviei quando percebi que era apenas Thalia. Realmente ela não havia mudado nada. É o que a imortalidade fazia com as pessoas afinal.

Thalia passou pouco tempo conosco e logo foi embora.

Após sua saída ainda ficamos várias horas conversando. E quando já anoitecia alguém bateu na porta e entrou logo em seguida dizendo:

– Piper eu já soube. E Jason você tá ferrado.

Assim que ouviu aquela voz tinha certeza quem era a dona dela. Não tinha nenhuma dúvida.

– Di immortales, o que será que eu fiz? — Indagou Jason para si mesmo.

– Você nada, mas o Percy fez. — Disse Piper com raiva.

A pessoa atrás de mim se aproximou mais e parou ao meu lado. Ao perceber quem eu era murmurou com voz fraca:

– Leo.

Sem olhá-la respondi:

– Oi Reyna.

Eu nunca iria esquecê-la. E confesso que fiquei um pouco feliz ao vê-la, pois ela sempre estaria comigo de uma forma ou de outra.

Notas finais
A música representa bem o que o Leo sentiu então se puderem dar uma conferida nela seria ótimo.