Ilusões

30 Capítulo 30


Notas iniciais
Mais um. Boa leitura. Mais tarde responderei aos reviews. Prometo.

Sasuke

Quando cheguei ao aeroporto, ela já havia passado pelo portão de desembarque. Mas do lado de fora, eu ainda a via sentada numa cadeira, esperando seu vôo. O maldito segurança não me deixou passar, então, fiquei os berros lhe chamando. Berrei tanto, até a porcaria da garganta reclamar. Mas não houve jeito de fazer aquela idiota me ouvir! Diabos! Então, em um momento, virou o rosto para o lado, para ver um cara que passava por ela, e vi que estava com fones de ouvido. Droga!, pensei. Maldito azar dos infernos, né? Até pedi, por gentileza, para que um casal de idosos, que passava pelo portão de desembarque, chamasse a atenção da retardada de cabelos cor de rosa. Mas eles me olhavam torto, achando que eu fosse louco e me ignoraram! Err. No final das contas, tudo o que me restou fazer foi ficar ali até ver o avião decolar...

— É melhor assim, Sasuke. — e lá veio Kakashi pousando sua mão em minhas costas — Assim, você poderá se concentrar no trabalho. Até conseguir atingir o auge, você precisa se focar. Aproveite esses dias de folga, até semana que vem para entrar em estúdios. Não esqueça que já assinamos contrato com produtores. O cara disse que realmente gostou dos teus testes.

— Eu conheço um resort muito bom! — só então, percebi que Kurenai estava do meu lado, passando a mão nas minhas costas — Eu posso marcar uma reserva, e você pode levar sua família também.

Quer saber? Eu estava de saco cheio disso.

— Pegue esse resort, e enfia lá no teu olhinho castanho de trás, querida. Eu vou dar o fora daqui! — dei a meia volta, para sair daquele aeroporto. Vi que algumas pessoas já estavam me olhando demais.

— SAH! VOLTE AQUI, SAH! MAS EM QUE PORRA VOCÊ ESTÁ PENSADO? — mas claro que Kakashi veio atrás de mim, e me agarrou pelo ombro, me fazendo encará-lo — O contrato está assinado, Sasuke!

Eu já entendi! — lhe digo, entre os dentes, morrendo de vontade de lhe dar um soco no meio das fuças.

Então, eis o que fiz: Gravei toda a porcaria do filme, odiando cada momento em que pisava naquele estúdio. Ok, nem tanto. Mas eu não conseguia parar de pensar que eu poderia unir o útil ao agradável. Por que isso, com certeza, não estava mais me agradando. Eu chegava todas as noites do no hotel em que fiquei hospedado — o filme foi rodado na Alemanha e Viena — com azia no estômago. O álcool piorava a situação, mas, ao mesmo tempo, aliviava a pressão que sentia na cabeça. Certa vez, a atriz com quem eu contracenava comentou meu hálito. Eu apenas sorri de canto e passei a carregar balas de menta comigo o tempo inteiro.

Quando tudo acabou, dei um jeito de me desligar da agência idiota do Kakashi. Eu estava com a paciência esgotada com ele e sua assistente que achava que me agradava. Pensei em procurar uma nova agência para me associar, mas, no meio da semana, encontrei uma notícia na internet sobre um grupo de teatro em Paris que estava fazendo sucesso, e o roteiro havia sido premiado. Escrito por ninguém mais, nem menos, que a Sakura. Involuntariamente, sorri ao ler seu nome.

Foi então que tive a idéia mais maluca da minha vida. Passei dois meses buscando por informações sobre seu endereço para descobrir que ela estava morando na casa que fora da mãe dela, bem na divisa com Orleans. Peguei um avião, assim que pude, e me fui para lá levando apenas uma mala. O taxista que me levou ao endereço me reconheceu, pois ficou o tempo todo me cuidando pelo espelho retrovisor, mas não disse nada. Menos mal! Menos estresse. E eu já estava nervoso, sem saber como ela reagiria ao me ver assim, de repente, batendo na porta de sua casa, e não queria me irritar com ninguém pegando no meu pé. Sequer sabia se ela estaria para me atender. Não sabia nem se abriria a porta, ou qualquer outra coisa. Ela poderia estar brava comigo, pensei. Não sei por que, mas achei que ela teria esse direito.

Suspirei, ao pisar na calçada. A casa parecia ser grande demais para uma pequena criatura, como ela, morar sozinha. Apertei sua campainha várias vezes, na impaciência. Até que, então, quando estava prestes a desistir, ouço passos vindo do outro lado do muro alto, com um grande portão na frente, metálico.

Quando ela apareceu, levei um choque. Onde diabos foi parar aquela doce — ok, não tão doce assim! Aquilo era um mini demônio, em corpo de uma criatura humanóide! Só podia! — criatura de cabelos cor de rosa? Ela resmungou algo, em resposta ao meu sarcasmo, mas me deixou entrar. Me guiou até a entrada da sala, e me fez sentar num grande sofá branco. No centro da sala, numa mesa baixa, havia muitos papéis espalhados, me fazendo pensar que estava lhe atrapalhando em algo importante.

— Você estava trabalhando? — perguntei, meio constrangido, até. Não sei por que, mas eu não me sentia mais tão confiante como antes ao falar com ela. Putz, eu estava nervoso! Muito nervoso. Não sabia nem onde colocar minhas mãos; se no colo, na cabeça, ou no sofá. Err.

— Estava, mas não tem problema. Eu posso dar uma parada... Eu DEVO dar uma parada, na verdade. Estou sem dormir por três dias... — ela diz, passando as mãos na cabeça desgrenhada.

— É... Você não parece bem. Talvez eu devesse vir outra hora... — fiz menção em me levantar, mas ela me impediu.

— Não, não tem problema. Sente-se aí! Está com sede? Fome? Eu tenho uma torta doce na geladeira. É de três semanas atrás, mas ela deve está boa ainda... Para um dor de barriga, se é que você me entende! — ela me olhou de canto, sorrindo. Err. Sorri de volta, me sentindo mais aliviado.

— Você está morando sozinha?

— Uhum. — ela responde, afirmativamente.

Isso me deixou ainda mais aliviado. Já pensou se eu chegasse com mala e cuia, e desse de cara com um namorado novo? Eu provavelmente teria o nariz quebrado, de novo. Isso, sim, não seria legal.

— Eu não tenho ainda onde ficar... — lhe digo, cuidadosamente, prestando atenção à sua reação. Ela ergueu a sobrancelha, meio que como se não acreditasse, ou estivesse surpresa, e então voltou a ficar séria, me olhando. Ela ainda piscou os olhos algumas vezes, engoliu a seco, e então se manifestou.

— Tenho um quarto sobrando... Porque você está aqui, Sasuke? — suspirei.

— Porque não me perdôo por não me lembrar da noite em que passamos juntos. — estufei o peito, decidido a deixar a enrrolação de lado.

— Então você veio só pra isso? — ela pareceu ofendida, como se não tivesse gostado da minha resposta. Isso me fez relembrar porque eu fiquei impressionado com ela. Se fosse outra, teria se jogado em meus braços num piscar de olhos, sem contestar nada.

— Não. Eu larguei tudo, a agência, o cinema... — ela fez uma expressão de horror.

— Mas você disse que gostava!

— Talvez nem tanto. — dei de ombros.

— Como assim, nem tanto assim, pudim? — aí, ela veio marchando em minha direção, e meteu os dedos no meu rosto, me fazendo escancarar a boca — Você andou bebendo é? — err. E não satisfeita, pegou em meus braços, afastando as mangas da minha jaqueta para verificar minhas veias — Não me diga que agora está usando drogas, Sasuke! Cheirou meias? Cuecas? Bebeu água do sanitário? Ficou louco? — e ela ainda analisou a coloração dos meus olhos.

— Não é nada disso! — lhe afastei. Quem estava com mau hálito aqui era ela! Parecia que guardava um defunto dentro daquela boca! — Eu só vim pra te fazer passar vergonha também, na frente de algum público! Fiquei sabendo que andou ganhando alguns prêmios aí...

— Tsc. — ela sorri — Como se isso fosse mesmo acontecer! Antes que você abrisse a boca pra dizer alguma coisa, eu te faria passar vergonha de novo em público. — e eu não duvidava dessa sua capacidade extraordinária! Err.

Ela se aproximou, e sentou ao meu lado. Ficamos nos encarando por um bom tempo, deixando a tensão se aglomerar entre nós. Quanto mais eu a olhava, mais meu coração acelerava. Err. Eu estava começando a me sentir como um idiota, daquele jeito. Meninos ficam ansiosos perto de meninas, não homens!

Percebi que ela estava começando a respirar fundo. Hum. Ou ela estava começando a ter um ataque de asma, ou estava ficando excitada. Ahh! Dane-se! Joguei a almofada que estava entre nós para o chão e me atirei em cima dela. É. Foi algo meio estranho, meio louco e inesperado. Ela me agarrou com força, como se estive esperando por aquilo também. Segurou firme minha jaqueta com uma mão, enquanto a outra foi direto aos meus cabelos. E assim ficamos: nos beijando — fiz um esforço SOBRENATURAL para ignorar aquela mau hálito de quem não escova os dentes há séculos — e nos apalpando urgentemente. Minha mão ia da nuca dela para as pernas, costas, joelhos, rosto, ombro, rosto — de novo — e nuca outra vez. Ela já arranhava as minhas costas, com a mão por baixo da minha camisa, quando comecei a beijar seu pescoço. Dalí não me contive, e agarrei seus seios. Ela gemeu baixinho, mas não me rejeitou. Me fez tirar a jaqueta, depois a camisa. Segui sua idéia, fazendo-a tirar a blusa que vestia, também. Em seguida, ela me pôs deitado no sofá, vindo por cima de mim. Tirou meu cinto e desabotoou minha calça. Fiz o restante do trabalho, enquanto ela também se desfazia das próprias calças. Aí, me virei, pondo-a deitada em meu lugar. Meu coração já batucava em minhas orelhas, pulsando alto, e minhas mãos tremiam. Argh! Tão patético!

Mas ela era tão bonita que não deu para deixar de contemplá-la. Aquele cabelo rosa idiota até que lhe dava mesmo algum charme.

Na faculdade, aprendemos a ver o mundo e as pessoas com olhos diferentes. Em uma perspectiva diferente. As pessoas deixam de ser meros seres humanos, e passam a ser algo mais simbólico. Cada um deles. E olhando-a agora, eu via uma criaturinha irritante, com o sorriso mais belamente sujos que já vi. Err. Mas ela foi a luz do meu túnel. Suas peculiaridades foi o que me fez acordar para a realidade, me fazendo ver que eu não estava sendo quem eu realmente queria ser... Se ela não tivesse se intrometido na minha vida, Deus sabe quando eu iria me tocar disso.

— Vai ficar aí, me olhando com essa cara de paspalho, até que horas? Daqui a pouco, vou ficar com frio! — ela resmunga. Err.

— Eu estava apenas observando o quão bonita você é. Mesmo transformada em Frankstein.

— Valeu. Eu também acho. — diz ela, bem séria.

Foi aí — não me perguntem por quê — que me lembrei que ela disse estar há três dias sem dormir. Sem dormir, sem escovar os dentes e sem tomar banho, muito possivelmente.

— Sabe o que eu acho muito interessante?

— Sabão com desinfetante!

— Hein?

— Esquece.

— Na verdade, seria sabão e desodorante!

— Estou tão mal assim, é?

— Imagino que sim! — lhe digo, olhando em direção à sua calcinha. Imaginei três dias indo ao banheiro, para liberar líquido, sólido e gasoso, sem lavar “aquilo” apropriadamente. Err.

Aí, sem mais rodeios, lhe peguei no colo, e a deixei me indicar a direção do banheiro. Lá, a pus no chão, e nos desfizemos do restante de nossas roupas.

— Sabe, isso até que pode ser divertido... — eu ia dizendo, para tentar descontrair um pouco aquele clima tenso, sabe?

Ela não!

— AHHH! Cale a boca e me come logo! — ela diz assim, com aquela sua carinha de pau. Muito elegante e delicada, devo dizer.

Liguei o chuveiro, e a meti embaixo d’água. Ela se afogou, mas não me importei. Peguei o sabonete que encontrei no armário aéreo, ao lado do chuveiro, e fui ensaboando seu corpo. Aquilo tudo foi num ato inocente, de natureza pura. Minha intenção era apenas lhe dar banho. Mas a diaba estava me olhando de uma maneira extremamente provocativa, enquanto eu passava o sabonete em sua barriga.

— Ui, menino safado! Minha barriga te deixa maluco? — e ela ainda passou a língua nos lábios.

— Maluca és tu! Tem certeza de que não foi você quem andou fumando papel higiênico sujo? — ela revirou os olhos e pegou em minha mão, me fazendo subir.

Deixei o sabonete escorregar, sem querer querendo, e fiquei massageando seus seios ensaboados. A sensação era boa. Excitante. Aquela visão me instigava. Quando percebi, ela se aproximou, me dando um beijo, enquanto tocava em meu membro já erguido. A levantei do chão, e a pus contra a parede, enquanto ela se apoiava em mim, abraçando minha cintura com as pernas. Água levou toda a espuma de seu corpo, me deixando espaço para voltar a sugar seus mamilos rígidos. Ela gemeu, puxando levemente meus cabelos já úmidos. Fui roçando meu pênis contra sua bunda, enquanto ela mexia o quadril em meu abdômen. Voltamos a nos tatear freneticamente, com nossas respirações ofegantes. Ela se esfregava em mim, enquanto eu apertava sua bunda quente contra meu membro. E, então, minhas pernas fraquejaram e caímos no chão molhado; o que foi melhor. Assim, ela se acomodou entre minhas pernas, e pude penetrá-la. Ela gemeu, mordendo os lábios sensualmente. Não pude deixar de me surpreender ao perceber o quão sensual aquela debilóide conseguia ser. E, tão logo, ela começou com os movimentos para cima e para baixo, acelerando na medida em que pegávamos o pique. Eu passava as mãos em todo seu corpo, querendo mais, enquanto ela se apoiava em minha nuca com uma mão, e massageando seu clitóris com a outra. Eu não conseguia mais tirar os olhos de seus seios, pulando para cima e para baixo, enquanto ela gemia baixinho.

Quando eu estava prestes a chegar ao ápice da coisa, a joguei deitada no chão e abri suas pernas para beijar sua vagina. Ela rebolava minha boca, enquanto eu me deliciava com seu liquido quente, quase doce. Quando mais eu a lambia, mais ela gemia, pedindo-me mais. Aí não me agüentei, e a penetrei novamente, me deitando por cima dela.

A água do chuveiro não parava de cair em minhas costas, meus cabelos caíam sobre meu rosto e ela, às vezes, piscava para eliminar as gostas de água que lhe caiam sobre o rosto. E gemia mais alto, movimentando-se em harmonia com o meu quadril, que ia e vinha contra ela. Sakura ainda arranhou minhas costas, e, em seguida, senti que estava próximo ao clímax. Movimentei-me com mais rapidez, e rigor, me dando conta de algo.

Ela segurou firmemente meus pulsos, apoiados no chão, e mordeu o lábio. Retirei meu membro de dentro dela, e deixei meu liquido jorrar no chão, antes que fosse tarde demais.

— Eu tenho tomado anticoncepcional, para controle de espinhas. — ela diz, sentando-se. Err.

— Poderia ter me dito isso antes.

— Você não perguntou. — e ela dá de ombros.

— Então, simplesmente presumiu que eu fosse ler a sua mente?

— Nãaao! Sério! Ainda BEM que você não tem essa capacidade! Você teria um derrame cerebral se descobrisse o que penso. — err. Mas me deixei prender os olhos em seu rosto molhado. Putz, ela estava mais linda do que eu lembrava, ou minha memória era assim, tão fraca?

— Eu acho que te amo. — e soltei essa. Eu e minha boca grande!

E ela ficou ali, parada, me olhando com aqueles grandes olhos verdes esbugalhados, como se tivesse ouvido a coisa mais absurda do mundo.

— E... E eu amo os seus cabelos negros. — como é que é?

Notas finais
Pois é... não foi o ultimo ainda (normal, da tia Amanur).. mas o próximo, sem dúvidas, será. E explicarei por quê.

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