Notas iniciais
Oláaaaa balinhas, tudo bem? Essa é mais uma selecionada, espero que gostem. Lista dos próximos caps: - Holly Stewart - Mikaze Aria - Aimeé - Serena - Elizabeth - Alice -Natasha' - Andy - Eva. ' - Kaolin - Carter Mason

“O que vejo, o que sou e suponho não é mais que um sonho num sonho”

–Allan Poe

Storytime- Nightwish.

Gisele nunca esteve tão animada, fora uma das selecionadas para o príncipe de Illéa. Sabia que tinha chances de ganhar, as outras candidatas que se cuidassem, pois ela não seria eliminada facilmente.

Terminou de pentear as longíssimas madeixas loiras-médias com um leve reflexo acinzentado com orgulho, adorava ter os cabelos longos, era algo que a caracterizava como Rapunzel, era única.

A menina tinha olhos verde- esmeralda, com uma auréola negra ao redor. A pele, branca como leite, lábios fartos, nariz delicado. Estava longe de ser uma menina extremamente magra, o corpo era o de uma dançarina de dança do ventre, só que com seios miúdos.

– Gisele. – Ouviu a mãe chamar.

– Estou no quarto. – Disse ela.

A maçaneta girou e em um segundo a porta estava aberta, mostrando a mulher na porta. Mãe e filha eram muito parecidas, os mesmos cabelos, o mesmo tipo de corpo.

– Achei que ainda estivesse dormindo. – A mãe disse.

– Quem me dera estar dormindo...

– Nem pense nisso, é quase hora do almoço.

Gisele abriu a mala preta, lá colocaria as coisas para a seleção.

– Ainda não arrumou essa mala? Quero dizer, faz uma semana que o sorteio foi realizado.

– Será que posso fazer alguma coisa no tempo em que eu quiser? – Queixou-se a menina.

– O tempo é precioso, filha, deve saber utilizá-lo. Antes que a filha respondesse, a voz de seu pai cortou o ar, chamando pela mãe. A mulher então saiu do quarto cor de rosa.

Gisele não tinha irmãos, nem mesmo tios, por isso sempre teve uma família pequena e reservada. Achava melhor assim, as pessoas podem ser muito incômodas quando o querem ser.

Ela caminhou até o rádio de seu quarto, que ficava sob a cômoda. Ligou em uma música antiga e voltou a fazer as malas. Adorava música,ajudava a se concentrar melhor no que devia fazer. Apesar de apreciar a canção, fazer as malas continuou a ser uma tarefa chata, assim como todas as outras que uma boa dona de casa deve saber executar (lavar a louça, limpar os corrimões, arrumar o quarto...). Encheu a mala de vestidos, mesmo sabendo que no castelo seriam disponibilizados vários deles, queria levar algo de casa, algo que ela gostasse, os vestidos eram a opção perfeita. Com o passar do tempo, irritou-se com a função e deitou-se em um lado vazio da enorme cama, dormiu ali mesmo.

* * *

O sol já havia cedido seu lugar para a lua quando Gisele terminou de arrumar a mala. Ela havia tomado um banho longo e relaxante, nesse momento estava terminando de colocar um vestido para a seleção.

Mal podia esperar, hoje mesmo partiria para o castelo, juntamente com as outras trinta e cinco meninas. A ansiedade assolava-a até o último fio de cabelo.

Terminou de fechar o zíper do vestido rosa-chá, que o governo enviara para cada selecionada, todos iguais, como um uniforme.Era longo, rosa chá na parte inferior e cheio de detalhes pratas na parte superior. O cabelo, felizmente, já estava arrumado em uma trança estilosa que ela mesma fizera. Optou por usar uma maquiagem leve, por medo de parecer uma palhaça. Encarou-se no espelho mais uma vez, constatando que tudo estava em ordem. Colocou o crachá com seu nome escrito em letra cursiva e bela, quem quer que o tenha escrito era muito paciente, disso ela sabia. Escrever o nome de trinta e seis garotas devia ser cansativo.

Em menos de duas horas, já estaria à caminho do palácio.

* * *

– Tem certeza de que ficará bem? – Indagou a mãe, soltando-a de um abraço apertado.

– Irei, farei o meu melhor para vencer.

Estavam agora no aeroporto, juntamente com várias outras selecionadas. A cidade natal de Gisele havia sido escolhida para ser o cenário do início da seleção, dessa forma todas as garotas selecionadas estavam ali. Algumas choravam, outras já tentavam fazer amizades, mas a maioria estava acanhada, perto da família. O pai de Gisele, afastando os cabelos negros da testa, se despediu da filha em um abraço mal-ajeitado. Ela e o pai se davam bem, mas a relação com o pai não era como a que tinha com a mãe.

Os aparelhos de som soltaram um zumbido ensurdecedor, em seguida uma voz feminina anunciou que o voo das selecionadas estava para sair. As meninas se afastaram das famílias e foram inundadas de fotógrafos, alguns chegavam a sair da grade de proteção. Uma delas, que estava quase no fim da fila, gritou, ao que parecia um fotógrafo havia disparado flash bem no rosto dela.

Ouviam-se gritos, pessoas dizendo nomes que achavam que mereciam ganhar, familiares dizendo que amavam as participantes. Um menino de cerca de cinco anos atravessou a grade de proteção e agarrou as pernas de uma das garotas, tiveram de esperar até que alguém fosse tirá-lo dali.

Gisele seguiu o caminho quieta, os olhos focados no caminho. Estava torcendo para que não caísse ou tropeçasse com os sapatos de salto, pois se os quebrasse, não teria outro (claro, haviam sapatos na mala, mas ela já estava no bagageiro do avião).

Chegaram ao avião sem dificuldade, e cada uma se sentou em um local. Em cada bloco haviam três poltronas, por isso a menina teve que dividir o lugar com duas desconhecidas.

A que estava em sua direita, na janela, virou-se para o lado e fechou os olhos, indicando que não queria conversa. Já a da esquerda, cujo crachá indicava se chamar Carter Mason. Era negra, com olhos castanhos e cabelos cacheados e pretos. Era bela, como todas ali dentro. “A seleção é uma farsa” Gisele pensou “Por que não há nenhuma menina que não seja bela?”.

A garota fechou os olhos, pensando no quanto àquela viagem seria longa.

* * *

O voo foi muito entediante, não havia com quer conversar, não havia músicas e vez ou outra, uma garota que se sentou na frente do avião gritava, mas não era por medo, era apenas para chamar a atenção.

– Margarette Buford – Bufou Carter, a menina que se sentou ao lado de Gisele. – Vim na mesma van que ela, e essa garota já me dá nos nervos.

– Ela é chata? – Indagou Gisele.

– É o capeta de saia. É uma patricinha manipuladora, preconceituosa.

– Sempre tem uma pessoa assim no meio de cosias boas... – Queixou-se Gisele.

Bocejou, e aproveitando a chance, fechou os olhos novamente e dormiu.

Só acordou com a voz de uma aeromoça dizendo que haviam chegado ao destino.

Notas finais
O que acharam da Gisele? Bjus da Zia *-*