Illusion: A beira do perigo
1 Capítulo 1: Prólogo
Notas iniciais
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Meu nome é Angel... tenho 16 anos, filha do arcanjo Kaiden... quando tinha 5 anos fiz meu melhor amigo, Kastiel, ser condenado por algo que não cometeu... Todas as noites eu me culpo... e eu... bem, eu não posso fazer nada...
POV's Flashback On (Narradora)
Angel sempre fora mantida presa por seu pai, o arcanjo Kaiden. Quando tinha 5 anos, a garota de cabelos grisalhos e olhos azuis conheceu um demônio, desobedecendo as ordens de seu pai, e saindo de casa, a grisalha seguiu o demônio Kelvin, de cabelos grisalhos e olhos vermelhos cor-sangue, porém a mesma não esperava que, Kastiel, filho do arcanjo Leif, a encontrasse. O anjo Kastiel, avançou no demônio Kelvin, que retirou uma espada e abriu suas asas negras e frias como a noite.
Angel não conseguia esconder o medo em seu rosto, ela via algo bom naquele demônio... mas a mesma não sabia oque era. Kastiel retirou uma espada, e os dois começaram uma luta, penas negras e brancas misturavam-se sobre a luz do luar, o choro agudo de Angel era abafado pelo som das espadas se chocando. Até o momento de um trovão... e lá estava ele, o rei dos anjos...
– O que está acontecendo? — O superior dizia. — Porque tem um demônio aqui?
– E-eu posso explicar. — Falou Angel.
– Esse demônio, sequestrou a Angel. — Iniciou Kastiel. — Eu decidi ajudá-la.
– Eu não estou aqui pela garota, e além do mais, foi ela quem me seguiu se você não sabe. — Interrompeu Kelvin.
– Isso é verdade garota? — O rei perguntou.
– Bem... eu... — As palavras não saiam da boca da pequena menina, Kastiel percebendo a insegurança da amiga, decidiu ajudá-la.
– Eu fiz isso... — Disse o garoto de cabelos negros e olhos azuis. — Eu quem o coloquei aqui, para podermos matar o rei... tudo um plano... mas não pensei que daria errado...
– Bem... então não tenho escolha... seu pai ficará decepcionado Kastiel... eu não esperava isso de você.
– As pessoas nem sempre são o que você espera... — Disse o moreno olhando para a grisalha com um ar decepcionado.
– Você será julgado... e levado para o submundo.
– Certo.
POV's Flashback Off (Narradora)
– Filha! Vamos precisamos nos apressar! Temos muita coisa para fazer!
– Estou indo pai...
Eu estava no meu quarto, deitada na cama branca, observando cada detalhe do cômodo, a mesa de madeira com alguns pergaminhos espalhados , a janela onde havia uma bela vista da cidade de Aozora, anjos andavam calmamente pelo local. Levantei-me da cama e fui em direção a cozinha, meu pai estava lá com minha irmã mais nova, Lizzie.
– Bom dia. — Falei.
– Bom dia Angel!! — Lizzie disse com um de seus dentes faltando.
– Você sabe que hoje... — Meu pai falava.
– Sim, eu sei e você não precisa falar sobre isso, eu não sou idiota. Que horas será?
– Bem... as 14:00 irão avaliar o caso, as 15:00 será anunciado.
– Ele estará lá?
– Sim...
Tomei meu café da manhã, e sai de casa, precisava tomar um ar... minha cabeça estava explodindo. Abri minhas asas e voei até onde eu e Kastiel costumávamos ficar, antes dele ir para o submundo. Esse lugar continuou o mesmo... ainda havia um lago cristalino, rochas, flores por todos os lugares, pássaros voando...
Peguei um dos meus pergaminhos e comecei a escrever algumas frases aleatórias que vieram em mente...
"O futuro é algo que você mesmo faz, por isso é necessário acreditar nele."
"Um dia todo esse seu orgulho irá destruí-lo."
"É patético desistir de algo sem ao menos ter tentado"
"Não é sobre estar certo ou errado. Algumas coisas são mais importantes que isso, por isso precisamos de coisas como desculpas e perdão."
– Belas frases... — Olho para cima e lá está ele Kastiel...
– A-ahm o-obrigada...
– Tímida como sempre né?
– Ah... bem sim... — Kastiel deu uma risada, pegou uma de minhas asas e acariciou. — O que houve com as suas?
– Apenas ficaram negras, acho que ficou mais macho. — O moreno riu alto, enquanto eu ria timidamente.
– É bom saber que você está bem... ah, e o julgamento? Você já tem o resultado? — Provavelmente ele teria... eu gostaria de dizer... contar a verdade a todos... que foi minha culpa o Kelvin entrar em Aozora...
– Eu não vi, falei que gostaria que fosse surpresa, hehe.
– A certo. — Agora estou mais ansiosa que antes...
Eu comecei a ficar pensativa, acho que Kastiel percebeu pois, o mesmo me abraçou e sussurrou um "vai dar tudo certo".
– Espero que sim... Desculpa... foi tudo culpa minha... — As lágrimas caiam do meu rosto, era algo inevitável, Kastiel apenas me pegou no colo e me jogou no lago. — Heeey.
– É fácil fazer você parar de chorar...
– ...
Sem nem me dar oportunidade de defesa, Kastiel abriu suas asas negras e deu um impulso para traz, oque fez vir um vento forte em minha direção que secou minhas asas. As brincadeiras continuaram por um bom tempo, fizemos um piquenique e aproveitamos o tempo para conversar...
Passando muito tempo, fui para minha casa me vestir para o tribunal, coloquei um vestido branco com uma sapatilha, amarrei o cabelo e fui.
O jure era um local muito... estranho o rei estava presente, e lá estava Kastiel, sentado em frente do juiz.
– Há onze anos atrás, Kastiel foi acusado de traição, a pena é morte. Porém como na época ele ainda era uma criança gostaríamos de saber... por que o ato?
– Como eu disse no dia em que fui acusado, eu queria matar o rei... e roubar seu lugar no trono.
– Certo, arrepende-se disso?
– Não. — Oque ele está fazendo? — Não me arrependo de nada.
– Condenado a morte.
– Não! — Gritei e as lágrimas caíram. — Não! Não!
Meu pai precisou me segurar, porém foi em vão, abri as asas e fui na direção de Kastiel.
– Você é um idiota! Idiota! Idiota!
– Saia agora se não deseja ser a próxima.
Então eu fui para minha casa, o vento frio batia em minhas asas, as lágrimas caiam no meu rosto e enfim... eu decidi... irei resgatar o Kastiel... mas para isso preciso da ajuda do Kelvin...
Esperei a noite cair, arrumei uma bolsa e coloquei comida, vesti uma capa que cobria minhas asas e fui para a barreira dos mundos. Pulei a barreira e quando cheguei no mundo dos mortais, abri as asas e desci. Finalmente cheguei no submundo.
O lugar era super desagradável não só porque haviam demônios, mas porque era visível a depressão, a ruína do lugar...
Sai andando por um tempo até avistar certos cabelos brancos numa árvore, logo o reconheci.
– Kelvin, preciso de sua ajuda.
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