Illuminous - Relíquias da Ressurreição
2 Capítulo 1 - O início
– Mais um ano e vocês não precisarão mais que nos "aturar"! Ânimo pessoal, vocês estão quase no final da primeira fase da vida de vocês...
Este era meu professor de história do último ano, passando sermão sobre o quanto devemos nos dedicar no final deste capítulo incessante de nossas vidas. Eu não gosto de história. Nunca gostei e provavelmente nunca conseguirei gostar. Não pelo fato do ato histórico em si, mas pelas histórias mesmo... Elas nunca me parecem "reais". É complicado entender.
Meu nome é Argus Montovi. Eu fiz 17 anos no começo do mês passado, e sim, eu repeti um ano do colegial por: não comparecimento as aulas. Durante o primeiro ano inteiro eu não pisei dentro do colégio. Motivos: eu, apenas, não queria ter que ouvir tudo que eu já sabia.
No começo eu costumava mentir para minha mãe. Sempre dizia que estava indo às aulas, quando na verdade ia para o Monte Austren escrever minhas histórias e pensar na vida. O Monte Austren é um dos únicos lugares onde me sinto realmente bem. É afastado de toda a civilização, possui ar puro, e uma vista muito privilegiada para toda a cidade. E melhor: minha mãe nunca soube que era possível chegar ao topo dele, o que melhorava minhas mentiras. Uma pena que, com o tempo, ela tenha percebido, recebido ligações e sido informada sobre minhas faltas frequente. Foi assim que lhe contei a verdade. Eu sabia que ela deixaria passar e entenderia... Talvez porque ela soubesse a falta que meu pai estava me fazendo. Ou talvez fosse esse o motivo que ela imaginava.
Meu pai morreu quando eu tinha 14 anos. Os reais motivos não foram revelados pelos investigadores. Minha mãe acabou tendo que criar a mim e a minha irmã sozinha. Como qualquer filho, eu precisava fazer o papel de rebelde, mas Amelia precisava de mim. A morte de meu pai deixou nossa mãe em um definhamento inacreditável. Ela morreu com ele por pelo menos 3 meses, até que percebeu que estava nos fazendo morrer aos poucos junto com ela e resolveu ressuscitar por nós.
South Lian é a cidade em que vivo. É uma cidade pequena, pouco conhecida e sem muitos atrativos turísticos. Aqui todas as pessoas se conhecem e gente nova, quando dá as caras, é notado de primeira. Estudo no Montreal High School. É um dos melhores colégios da cidade e mais caros também. A não ser, é claro, que você seja um aluno super auto–ditada, capaz de tirar mais de 896 pontos, em um total de 1000, conseguindo assim uma bolsa integral por conta dos dirigentes da comissão estudantil... Eu fui. 905 pontos. Motivo pelo qual não via razão em frequentar o primeiro ano.
Eu sei que estou enrolando para começar a história que vocês anseiam, mas há uma razão para isso. Toda história é feita de um começo, um meio e um fim. Toda história ocorre por um motivo. E eu sempre fui fissurado em motivos. Saber o real motivo das coisas é a primeira lei de sobrevivência no meu mundo. Ou pelo menos era, porque atualmente a primeira anda sendo me manter vivo...
Se uma história for contada para você amanhã, preste atenção, por que,houve uma razão para que tudo na história acontecesse como aconteceu. Acredite: o fim é apenas uma consequência... Mas não uma consequência de algo que ocorre no começo ou no meio da história. O fim é uma consequência do real motivo pela qual a história em si existiu. Minha história não podia ser diferente... Ela possui sim um real motivo. Um motivo com nome e sobrenome.
Angeline Burton: A razão para o começo, o meio e o fim de uma pequena parte do que viria a ser a eternidade.
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