Illuminati: Sobreviventes
3 3 - A Prova
"Não perca tempo com os fracos, eles podem ser o motivo de sua morte."
Agora é o momento de ver se o grupo é realmente um peso morto. Mas vai depender dos números de Crosseds também. Eu e Guilherme seguimos o som do tiro disparado. Ouvimos outro tiro, a gente se preocupa. Chegamos. A primeira coisa é olhar o local para ver quantos Crosseds tem. Havia seis. Temos chances de sobreviver. O grupo estava sendo cercado por cinco deles, o sexto estava com o Pedro.
– Guilherme, ajude o Pedro a matar o Crossed, mas sem gastar a munição! Vamos ter de gastar nos outros cinco!
Ele foi ajudar sem pensar duas vezes. Agora eu tenho que ganhar tempo, eles estão se aproximando e o pessoal tá ficando com medo. Pensa em algo cara, pensa. É melhor deixar eles aí... Não! Não posso fazer isso! Não posso deixar eles dois lá. Guilherme e Pedro mataram o Crossed... E eu estou parado aqui, que merda! Tenho que tirar eles de perto do grupo. Tive uma idéia, isso vai ser meio suicida, espero que funcione.
– Ei filhos da puta! Venham me pegar!
Cara, eu estou maluco. Pelo menos consegui chamar atenção de dois. Havia no meu lado um pedaço de pau, feito para muros de casas no chão, eu pego e deixo em um ângulo baixo. Observo para o primeiro Crossed que vejo e começo a correr. Agora o que conta é a sorte. Mas eu vou sobreviver, eu tenho que sobreviver. Os dois estão vindo em minha direção, minha mente diz para eu fugir, mas eu ignoro. É agora. Seguro com toda as minhas forças o pedaço de pau e acerto a canela do primeiro, com um movimento similar a uma tacada de golf. Com o impacto, o primeiro Crossed cai. O pedaço de pau quebra em pedaços, perco o equilíbrio e vou direto ao chão. Isso é ruim. O segundo Crossed tá vindo atrás de mim. Escuto disparos, são Crosseds sendo mortos, isso é bom. Pedro é a minha última chance para eu conseguir sair vivo.
– Pedro... Pedro! — o desespero começa a tomar conta.
– Não dá para te ajudar cara! Não posso largar o grupo aqui!
– Eu vou abrir um buraco em seu estômago e vou gozar dentro dele, hahaha! — diz o Crossed vindo em minha direção.
– Merda Drew, corre! — Grita Guilherme enquanto estava ocupado com outros Crosseds.
Pelo menos eu retardei um Crossed, já o outro está contando com a vitória. Pego minha faca de bolso como último recurso de proteção. Começo a rastejar para trás com medo, ele está vindo muito rápido. Estou decidido do que fazer. Mordo meus lábios e começo a respirar frenéticamente. Ele pula em minha direção. Perfeito, era o que eu queria. Cravo minha faca em seu estômago. Os olhos dele arregalam mais que o costume, mas ele não para de rir. Esses caras não tem medo da morte.
– Parece que quem vai ter o estômago aberto, é o seu!
Começo a puxar a faca em direção a sua cabeça. O sangue cai em cima de mim. Ele cospe sangue em minha direção, mas desvio o rosto rapidamente. Uma gota acertando em meus olhos, ou caindo em minha boca, é o meu fim. Ele perde a força, e morre. Sorte grande garoto. Empurro o corpo para o lado. Olho para trás e o Crossed que retardei está se levantando. Ele teve tempo para se recuperar. Me levanto e começo a correr, e ele vem atrás. Agora eu não tenho como me defender. Dessa vez nem a sorte tenho. É o meu fim. Ele está correndo como se não sentisse cansaço e eu, estou ficando sem folêgo. Tiro o meu casaco e jogo na direção dele, na esperança que algo dê certo. Foi em vão. Mas que merda de idéia. Estou ficando sem fôlego, ele tá ficando bem perto. Acho que minha tragetória acaba aqui. Fecho os olhos e espero pelo pior. O Crossed já havia me alcançado. Mas escuto um disparo, mas foi um som potente. Isso não foi do Pedro. A bala passa perto do meu ombro, que fura a minha camisa.
– Caralho! — eu grito assustado.
Eu olho rapidamente pra trás e acabo tropeçando. Acabo caindo, mas dessa vez não tinha problema, o Crossed estava morto. Eu olho em direção ao grupo, procurando meu salvador. Mas era uma salvadora. Lá estava Ludmila ajoelhada, com um rifle na mão. Faço um sinal de "ok" para ela. A mesma retribui. Deito e olho para cima, estava sem fôlego para nada, mas o que importa é que sobrevivi.Após um tempo para recuperar meu fôlego, volto para o grupo. Vou direto a Ludmila:
– Muito obrigado por me salvar. Até te daria um beijo.
– Bem, era o mínimo que eu poderia fazer por ajudar o nosso grupo. E, hã, pode guardar o beijo pra você, afinal, você está imundo de sangue.
– Espera, o Drew está flertando? — Pedro fala com um tom de espanto, olhando para Guilherme.
– Você atira bem, poderíamos conversar mais sobre isso depois no jantar, topa? — ignoro a frase de Pedro.
– Por favor Drew, pare, você é muito ruim nisso! — Pedro diz rindo.
– Agora eu acho que estamos no fim do mundo. — completa Guilherme.
O grupo entra em risadas, incluindo eu. Não dava uma risada fazia meses. Eu estou feliz, afinal, estou vivo. Pedro tinha razão, o bom humor faz bem. Realmente nos deixa mais humanos.
– Todos estão bem? — pergunto ao grupo.
Todos respondem que sim. Conseguimos salvá-los. Acho que os subestimei, terei de trabalhar melhor com eles. Agora é esperar o outro grupo aparecer, e ver no que vai dar.
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