Illumina
4 Caminho para selvageria
Notas iniciais
A musica cantada pelo jovem Diego é uma musica de autoria da Banda Blind Guardian "Skalds and Shadows"...
Sem mais a musica é foda e retrata o que o reino de Kriengor nos traz...
_ Meu bom senhor quanto mais falta até chegarmos ao reino de Kriengor?_ Pergunta o jovem Pedro, filho de um dos mais respeitados druidas de Lumia.
Repentinamente a carruagem faz uma parada brusca, o rapaz que estava deitado quase cochilando, se assusta com a parada, sua parada foi completamente inesperada, ele estava a quilômetros de Kriengor, parou em uma estrada que sua neblina assustaria até mesmo o mais bravo, olhos normais não podiam ver, tochas não clareavam nada além de dois metros, os uivos gélidos dos bosques faziam a alma dos mais jovens implorar por salvação, o reino de Kriengor era lindo apesar de sua aparência tenebrosa e assustadora, se ao menos tivesse luz naquele reino, se ao menos as feras que dizem habitar seus bosques não estivessem ali.
_ Nem todas as moedas de ouro do mundo pagariam para adentrar nesse reino maldito._ Responde o cocheiro cuspindo no chão e beijando seu colar protetor._ Saia já de minha carroça e vá seguir teu rumo rapaz.
Pedro simplesmente pulou da carruagem, o salto o faz posar em cima de uma poça de lama, suas botas eram luxuosas, sua túnica era branca feita da melhor seda do reino de Lumia, seus braceletes eram feitos de ouro e ferro, certamente era alguém que chamaria muita atenção. A atenção de ladrões era o que o jovem menos queria isso só atrapalharia em busca do que ele queria.
Caminhou ate a cidade, em busca de informações e algo para comer antes que pudesse se focar em seu objetivo, andou poucos metros e a cada passo que dava lembrava-se do que lhe ocorrerá, logo um flashback veio em sua mente que durou apenas alguns segundos:
_ Por mais que tu sejas meu filho mais velho, tu és um inútil._ Dizia Avelar o Feroz. _ Tu podes perder tua vida em jogos e meretrizes, mas tu não destes o devido valor e respeito aos teus pais e irmãos... Muito menos ao teu povo.
Com essas palavras o grande homem calvo e barbudo se retira do salão onde Pedro estava sentado em varias almofadas enquanto bebe vinho, ouve a musica de tambores e assistindo as belas dançarinas de sua morada que possuía um arem de 23 concubinas, ele tinha um fascínio sobre a dança delas e também o sexo. Pedro ouvia as palavras de seu pai mas não dava a mínima atenção para tal fato de que ele relatara.
Enquanto ou e aproveita de sua festa particular, aproveita das mulheres seu irmão mais novo invade sua festa com um chute na porta principal.
_ Para ensina-lo vergonha de nosso pai._ Gargalhava um garoto que nem ao menos demonstrava 15 anos._ Estou aqui para mostra-lo o que significa ser um druida.
Pedro ergueu-se assustando ate mesmo suas concubinas que estavam ao seu lado, algumas caíram dos seus assentos a dança e a musica cessou, o jovem caminhou ate seu irmão com o punho cerrado, pronto para dar um fim a discussão, aproximou se do garoto e apenas esticou seu punho na direção do menino e de leve tocou seu rosto. O garoto sentiu uma irritação no gesto de desdém do irmão, aquilo foi certamente alguma provocação...
Dentro de instantes o flashback acaba e Pedro se distrai em seu caminho não percebe que tem um grupo de cinco homens se aproximando, logo ele muda sua feição e serra seus punhos, apesar de ser alto com pelo menos um metro e noventa, ele era apenas um e dois homens do grupo que se aproximavam ate eram maior que ele em alguns centímetros, o rapaz suspirou, cerrou seus punhos, cobriu sua cabeça com seu capuz e apressou seu passo, um pouco mais próximo ele percebeu que um dos homens era um orc, ele passou através do grupo sem chamar muita atenção. cobriu se em sua capa e continuou andando.
_ Devias voltar pelo mesmo caminho moleque._ Disse um homem ruivo que estava no grupo._ Se tu prezas a vida volte.
_ Tu apenas dizes tais coisas por medo ou por incapacidade?_ Pergunta o rapaz com seu tom zombeteiro.
_ Tu és desrespeitoso, porém não o mataremos._ O ruivo sorriu._ Deixaremos que Kriengor cuide do serviço.
O grupo afastou-se, enquanto o jovem druida seguia sozinho, primeira coisa que fez foi procurar um restaurante local, a cidade tinha janelas reforçadas por todos os lados, grades grandes e pesadas estavam em todas as casas, os muros estavam cobertos de sentinelas armados com bestas e com armaduras completas, como se isto fosse ajudar em algo. Pedro olhava para todos os lados enquanto todos os guardas olhavam para ele fixamente a cada movimento que fazia, a cada passo seu suas miras apontavam suas flechas em sua cabeça. Pedro caminho procurando algo para comer e algum lugar para descansar, precisava coletar informações sobre a tal floresta, precisava saber no que ele iria entrar e o que enfrentaria na sua busca.
_ Melhor seria voltar pelo mesmo caminho._ Diz um garoto de cabelos claros em cima de uma casa, sentado sobre a neve com uma maçã em sua mão._ Tu estas com fome, forasteiro? Toma pegue._ Dizendo isso o garoto arremessou a maçã para o forasteiro que segurou com as duas mãos.
_ Obrigado garoto._ Mordeu a maçã sem demora pois estava faminto, não comera nada desde sua saída de Necronsgar e dois dias de viagem são mais longos quando se esta faminto.
_ Tu vieste em busca de que forasteiro?_ Logo o garoto pulou do telhando em cima de um monte de feno ao lado da casa. _Tu sabes que vivemos em um reino amaldiçoado não? _Disse levantando se e limpando o feno de suas vestes.
Pedro deu uma breve risada com a cena, pois o garoto que aparecera imponente sobre o telhado da casa se mostrou apenas um garoto brincalhão, não aparentava mais de quinze anos. Usava uma túnica azul escura com uns tons de vermelho, o garoto aproximou se do druida e cumprimentou-o curvando se mostrando alguma reverencia.
_ O senhor certamente precisa de um guia por entre estes vastos caminhos._ Afirmou o jovem._ Serei então seu guia meu senhor... Contanto que me pagues em ouro.
_ Será ótimo pagar-te garoto._ O viajante sorri respondendo ao jovem._ Porem preciso de um lugar para comer, beber e onde haja belas mulheres._ Alguns segundos de pausa seguidos de uma breve risada. _ E tu jovem, me levaras onde posso arrumar tal coisa.
_ Mas sabes que te custara ao menos cinco moedas de ouro meu senhor? _ Com a palma da mão estendida o menino espera alguma recompensa antecipado pelo serviço._ Pois levar te hei ao melhor lugar e mais secreto de todo o reino de Kriengor, nem mesmo o rei conheces este lugar.
_ Agora sim pareces que estamos a conversar meu jovem, tome duas moedas, as outras três receberas quando eu descobrir quão belas são suas mulheres._ Responde Pedro pagando o garoto.
_ Aproposito senhor, chamam de Diego._ O garoto se apresenta ao seu novo empregador.
Os dois partiram pelas ruas de Kriengor, mesmo dentro da cidade sua nevoa era densa, as suas construções maiores como o castelo continham gárgulas em suas decorações, por mais que suas tochas estivessem acesas, as suas ruas são escuras, ela transmite medo para todos que andam ali pela primeira vez, o garoto crescera ali, conhece seus atalhos suas façanhas e mais nada nesta cidade o surpreenderia. Param diante de uma construção antiga e o jovem aponta para a porta, estende sua mão e espera as outras três moedas que Pedro lhe deve.
_ Não tão rápido meu jovem, preciso primeiro saber como são as mulheres de Kriengor._ Responde enquanto segura as moedas de mãos fechadas.
_ Senhor, eu não posso adentrar em tal ugar e como saberei se depois de sair não me pagaras?_ Pergunta mais uma vez o menino de cabelos claros.
_ Deixes de bobagens garoto, quem te proibiste de vir._ Puxando o garoto para dentro._ Afinal de contas tu és um homem tu tens que adentrar e aproveitar.
Ao entrar no salão os olhos de Pedro brilham nunca em outro momento vira tão bonito salão, tantas mulheres sozinhas, tantas bebidas diferentes, quase não havia homens naquela taverna escondida, isso era algo que deixava o jovem druida muito mais feliz, levando consigo o garoto aproximou se duas mulheres que sorriam para o jovem que estava o acompanhando.
_ Miladies, quais dentre vos cuidariam bem de meu jovem amiguinho aqui._ Com sua mão sobre o ombro do garoto._ O jovem Diego precisa descobrir o que os prazeres da carne vindos de uma mulher podem significar dinheiro não será problema.
No mesmo momento que Pedro diz tal coisa, o garoto Diego que o acompanha muda de feição, passa rapidamente de risonho para assustado e de assustado para envergonhado, o garoto cobre se com o capuz de sua túnica e se afasta devagar, mas Pedro mais uma vez o puxa para perto das mulheres.
_ Ô, não sejas tímido meu jovenzinho._ Uma das meretrizes diz abraçando o_ Cuidarei de ti, diferente da forma de que tua mãe cuida.
_ Ele é belo e ainda deves cheirar a leite._ Disse outra meretriz se aproximando. _ Se quiseres ajuda para cuidar de tal jovem estou disponível hoje.
_ Acalma te, senhorita, pois tenho outro jovem que precisa de cuidados esta noite._ Disse o forasteiro._ Tu leves meu amiguinho a algum lugar onde ele fiques a vontade, e tu mocinha, cuidaras de mim._ Delegou às duas meretrizes da taverna.
Seguindo assim Pedro foi ate um dos quarto que havia na taverna com uma das meretrizes enquanto Diego foi para outro quarto, no dia seguinte o druida estava exausto, durante toda a noite entregara se aos seus desejos carnais, durante toda a noite teve relações sexuais com a prostituta da taverna.
_ Tu não és um homem comum és?_ Perguntou a meretriz. _ Tu me cansaste profundamente.
_ Entendo tua pergunta minha cara, apesar de também não fostes ruim ... Porem já estive com melhores a cama._ Respondendo a pergunta ele se levanta e começa a se arrumar, coloca sua calça e sua camisa branca.
Logo risadas altas acordam a maioria dos homens e mulheres presentes na taverna nesta manha. As risadas vinham do quarto em que o Diego estava logo Pedro pensou no que o garoto estava aprontando e será que ele já sabia como satisfazer uma mulher? Chegando ao quarto ele bate na porta e pergunta:
_ Estás ai jovem guia? Sabes que ainda precisareis que me guies ainda mais agora cedo.
Assim a porta se abriu e para o espanto dele o jovem e a mulher estavam arrumados, como se nada na noite anterior houvesse acontecido, o que de fato era verdade, pois o jovem havia passado a noite inteira conversando com a mulher.
_ O que foi Pedro? Viste algum fantasma homem?_ O garoto pergunta para seu novo amigo com uma cara de preocupado quando o forasteiro começa a gargalhar bem alto.
_ Tu não fizeste nada com esta mulher rapaz._ Por um breve momento ele para de gargalhar e continua._ Queria eu na tua idade que me tivessem pagado minhas putas.
_ Não fiz nada, não que, nós não quiséssemos, mas existe um problema em fazer tal ato com outra mulher que não sejas a jovem caçadora.
_Esta historia terás de aguardar meu jovem._ Pedro sorriu para o garoto, posou sua mão sobre a sua cabeça._ Temos mais trabalho a fazer.
Diego não sabia do que se tratava, mas consentiu, pois sabia que ganharia mais moedas ajudando tal viajante, logo os dois se retiraram da taverna escondida num casarão velho, o dia estava chuvoso e os céus de Kriengor escuros, mesmo durante o dia, tal lugar ainda era sombrio, as nuvens quase que o encobriam todo o céu, os dois rumavam para fora da cidade, para a floresta negra, nenhum homem entrava la, nem mesmo durante o dia.
O medo tomava conta do garoto que pensava em desistir e abandonar o viajante sozinho, o garoto levava consigo apenas uma besta, uma faca e algumas flechas, ele habitou-se a caçar ali quando precisava, hoje não era um dia desses, hoje ele adentrava em tais bosques sombrio, seguiram para a região norte da caverna, longe das cavernas por recomendação de todos que viviam em Kriengor, Pedro sorriu olhando em volta quando notou que haviam cachoeiras, arvores frutíferas e alguns animais o qual podia se alimentar com facilidade.
_Senhor._ Diego curva-se e pergunta._ Qual a razão para virmos ate aqui?
_ Diego, precisarei de tua ajuda._ Nesse momento quem fez reverencia foi o próprio Pedro que demonstrou alegria e imponência ate o presente momento._ Preciso de ti como aprendiz e como elo a minha humanidade, em troca dou te poderes e ouro.
_ Poderes? O que isso quer dizer, tu és um bruxou ou algo assim? _Diego afasta-se e segura sua faca para se defender de um possível ataque.
_ Vou mostrar lhe algo que nunca ninguém vera, apenas meu irmão, meu pai e algumas meretrizes.
Dizendo isso curva-se no chão, suas roupas começam a rasgar, alguns pelos crescem em seu corpo, sua face muda, presas enormes crescem em sua boca, seu corpo muda para uma forma grande sua massa muscular aumenta de forma surpreendente, sua voz que já era grossa se torna como o som de um trovão acertando em uma montanha.
_Vede, este é o tal poder que te ofereço, tu tens o que é necessário, teu coração é puro em bondade. _ O som daquela voz poria medo em qualquer homem._ Estou elegante não? Diga pequenino.
O garoto caiu em gargalhada, assim que o druida proferiu suas palavras, ele percebera que o homem que ele conheceu ainda era o mesmo, que sua forma não alterava sua personalidade, que mesmo com um corpo de fera ainda era o amigo de bom coração que conhecera. O garoto aproximou se olhou nos olhos da fera e apenas disse.
_Tu és ainda o mesmo tolo que perde todo o outro que tem em meretrizes?
_ Não seria outro tolo, pois no que mais eu perderia meu dinheiro?_ Respondeu o rapaz transmutado em fera.
O garoto ajoelhou, em sinal de reverencia ao amigo, logo a fera tratou de fazer um corte em seu polegar e marcou a testa do garoto com seu próprio sangue. O garoto achou aquilo completamente esquisito ainda mais que o sangue do druida foi absorvido pela pele do garoto e não mostrava mais vestígio algum, o garoto desmaiou depois daquilo. No a noite se aproximava, não havia meios de Diego ir embora e deixar Pedro sozinho na floresta assim como eles desejaram, eles resolveram esperar o amanhecer os dois concordaram porem seria a ideia mais insana, era a coisa mais coerente a se fazer.
A noite caiu, algo sobre aquela floresta que era um segredo, algo sombrio, algo que deixaria de ser oculto, uivos denunciam que tipo de criatura ali vive, Pedro ergue-se e começa a rugir, seus rugidos por essa noite afastam as criaturas que vivem na floresta a noite acaba e os dois estavam a salvo.
_ Diego tu iras todos os dias entrar na cidade e passar suas noites la e os dias treinando aqui.
_Sim, meu amigo._ O garoto compreendeu e partiu para a cidade.
Nos dias que se passaram Diego ia para a floresta levava sua harpa e outrora sua besta. Quando sua harpa estava com ele, sempre cantava a canção da cidade, a cada dia dentro da floresta Pedro se tornava mais selvagem e assim mais poderoso.
_ Senhor, posso tocar para ti a canção de meu povo?_ Diego pergunta segurando sua Harpa para seu amigo.
_ Sem duvida podes começar seria bom alguma musica.
Logo o som doce da harpa se mistura com a voz do jovem que juntos entram em sintonia e a musica começa.
_ Acreditas que há algum sentido nisto
É verdade ou mito?
São um só nas minhas rimas
Ninguém sabe o significcado por trás
Da linha do tecelão
Ninguém além dos Norns pode
Veja através das chamas ardentes do tempo e
Tudo procederá como a
Criança do Sagrado
Falará a ti agora
Veja-me nas sombras
Veja-me nas sombras
Canções entoarei de tribos e reis
A Ave Podre e o Salão dos Mortos
Nada parece real
Em Breve sentirás
O mundo em que vivemos é mais um, de escaldo
Sonho nas sombras
Sonho nas sombras
A musica foi tocado varias vezes, em vários dias diferentes logo Pedro estava próximo de seu objetivo de se sair de dentro da floresta. Logo o garoto corre em direção a algo que deixa seu amigo druida intrigado, não consegue entender o porquê de ele sair corre tão desesperado.
Uma garota com um vestido verde escuro com um arco e flechas corria pelas florestas, algo que era muito incomum, uma garota, sua aparência era de um nobre, apesar de seu vestido com rasgos nas barras, sua feições nada alegres para uma dama, parecia se como uma menina birrenta, apesar de sua aparência ser de uma garota rica e mimada sua habilidade com arco durante a caça era notável, acertara um cervo no pescoço com uma habilidade notável e uma mira excelente, Pedro abaixou se entre as arvores para observar o que o jovem aprendiz faria indo em direção a moça, o garoto se aproxima da jovem que parece parar quando o garoto se aproxima, ela abandona sua caça morta no chão e corre em direção ao garoto e o abraça, logo em seguida da lhe um tapa no rosto, Pedro quer cair em gargalhada pela total falta de jeito de seu aprendiz com a garota mas mesmo assim ele se contem, ele se aproxima do jovem casal que estava em um campo aberto com uma grama alta, o jovem druida já se vestia com trapos, apenas seus adornos foram mantidos, uma capa rasgada e uma calça que também estava em trapos eram suas vestimentas, sua barba crescera significativamente, aproximou-se e reverenciou a dama como cumprimento por educação a garota olhou e sorriu imitando o gesto.
_Quer um pouco da caça gentil mendigo?_ A garota perguntou.
_ Onde tu vês mendigo eu vejo meu tutor._ Respondeu Diego intrometendo se na resposta de seu amigo.
_ Ahh, então és este o tal druida que te ensina a se tornar fera e usar magia?
_ Sim, este mesmo, ele esta sujo, mas é um cara educado e rico._ Diego sorriu e continuou._ Pedro amigo mostre a ela, de uma amostra do que podes fazer, transforme teu corpo.
_ Diego isso não é um brinquedo ou um jogo, devido ao estado de selvageria que eu alcancei tal coisa seria muito perigosa, mas tem algo que posso fazer sem risco algum._ Logo o druida transformou apenas sua mão e ainda fez com que chamas surgissem em sua mão estendida.
_ Tu és de que reino? _ A garota pergunta com espanto e afastando ao ver as chamas no punho do druida.
_ Sou de Lumia minha jovem, la meu pai é um regente, temos muito ouro e minha família és muito respeitada._ Logo as memorias de Pedro o levam em outro flashback em sequencia de sua lembrança anterior.
...Devido ao desdém se seu irmão, o mais jovem se transformou em fera, seu pelo era vermelho da cor de sangue, seu irmão por sua vez também faz o mesmo porem sua pouca pelugem era verde da mesma cor que sua pele, os dois tinham os olhos amarelos, suas concubinas assustaram se e fugiram do salão, nem mesmo os bardos ficaram no lugar, o mais novo começaram atacando o mais velho, ele cuspia chamas em direção ao irmão.
Apesar de jovem Matheus, o druida mais jovem já havia encontrado o que lhe motivava, o que o tornava mais selvagem, o ódio por ser o caçula, o ódio por não ser o herdeiro de seu pai e sim seu irmão Pedro. O jovem agora transmutado em fera corre em direção ao seu irmão, que tenta lutar, porem, desajeitado, sem ao menos nenhuma chance de revidar, apenas uma única patada ele consegue lançar em direção ao seu irmão que o faz cair, Pedro estava cansado, estava de joelhos já em sua forma humana, seu irmão se ergueu em sua forma bestial, um rugido frente a frente com seu irmão, ele poderia matar o mais velho naquele momento, ele podia acabar com aquilo, no entanto, ele retira- se do salão e a medida que anda sua forma bestial desaparece e o garoto que entrara volta a aparecer.
_Pedro? Pedro? Tu estás bem amigo?_ Diego pergunta enquanto acena na frente de seu amigo.
_ São algumas lembranças recorrentes, coisas que tenho de recuperar._ Pedro sorriu, e indagou._ Vamos para a cidade beber um pouco e gastar todo o dinheiro que tu me tiraste moleque.
_ Senhores, apesar do convite ser atraente eu irei me retirar, a noite esta próxima e estamos próximos as cavernas._ A garota soprou o chifre que carregava consigo, logo um cavalo marrom de grande porte surgiu correndo em direção a garota._ Chama me de Bianca, posso aprender qualquer feitiço vendo ele, mas não posso mudar de forma como você druida, mas posso fazer isso._ Com isso a menina também faz seu punho arder em chamas como druida acabou de demonstrar.
A garota se afasta com seu cavalo em direção a província que ela vivia em Kriengor, os dois jovens agora um druida completo e seu aprendiz, partiram de volta para a cidadela, com a esperança de chegarem antes da noite começar, os dois partem correndo antes do por do sol, momentos antes da noite chegar chegam aos portões da cidade, porem algo diferente acontece, um dos guardiões da cidadela os impede de entrar e sua guarda aponta suas bestas para o forasteiro e seu jovem acompanhante.
_ Tu não passaras com este habitante das trevas na cidade.
_ Habitante das trevas? _ Pedro pergunta ao guarda, pasmo pela ordem e as bestas apontadas para si.
_ Acalma-te senhor, meu amigo estava perdido nesta floresta, ele só quer um banho, roupas novas e uma bebida._ Diego tentava argumentar com o guarda quando é interrompido com o cavalo marrom que levara Bianca embora, retorna com a mesma montada nele.
_ A passagem para o sul de Kriengor foi partida e os guardas estão mortos, precisarei passar a noite aqui, antes que meu pai mande seus guardas para me caçar como se eu fosse fugitiva._ Disse a garota descendo do cavalo.
_ Lady Bianca, tu podes passar o tempo que achar necessário, filha do duque._ O chefe da guarda curvou-se diante da jovem como se seu posto ao qual dava muito valor dependesse disso.
_ O que os dois fazem aqui fora? _ Perguntou se referindo aos dois druidas._ São amigos pessoais meus e de meu pai.
_ Senhora, um deles passou dias dentro da floresta, aqueles monstros se não o mataram ele é um deles._ O guarda responde ainda curvado.
_ Deixas de ser tão burro, pois os dois são druidas._ A menina aponta para eles, quando um som de corneta a interrompe.
Logo uivos vindos das florestas são ouvidos, um dos sentinelas da muralha, o mesmo que tocou a corneta corre em direção em direção ao muro acima da muralha para que posso alertar sobre o motivo do alarme, chegando a beira do muro ouve-se o grito desesperado do homem de cima dos portões.
_ Lycans!_ O homem olhou fundo nos olhos do capitão e repetiu._ Lycans! Eles passaram pelos nossos batedores, eles estão em nossa direção, são muitos deles senhor!
Nesse momento o capitão da guarda sentiu o medo longe de sua segurança dentro da cidadela, ele teria de lutar por sua vida, algo que nunca foi posto a prova, teria que defender seu filho não nascido e sua esposa gestante. Lagrimas corriam o rosto de seus homens e o rosto dele, vendo isso Pedro notou que seu papel ali não seria apenas uma passagem.
_ Protegerei- te com minha vida._ Com essas palavras o druida mudou de forma, o monstro verde tomara conta, virou se para um dos guardas e disse. Tu! Da me teu machado, tu só serás útil se fores besteiro.
Logo o homem larga o machado e prepara a besta, o machado que ele dará para o druida tinha um tamanho colossal, ate mesmo para ele seria dificultoso o manejo, porem o druida não estava em sua forma humana, seus olhos amarelos enxergavam de forma esplendida no escuro da noite, tornou os olhos para seu pupilo e disse.
_ Chegaste tua hora, tu tens o que és preciso para sobreviver e manter os outros a salvo._ Virou se para Bianca._ Não tenho como te pedir para que lances bolas de fogo como aprendeste recentemente mas fique atrás de mim e de Diego.
_ Pedro tu tens certeza de que posso?_ Diego abaixa sua cabeça diante de seu amigo monstruoso._ Nunca antes tive êxito em me transformar, como agora conseguirei?
_ Tu conseguiras._ A voz como trovão ecoava e os homens da cidadela em Kriengor criavam esperança._ Tu és selvagem desde tua criação nas ruas e tuas caças garoto.
O menino que outrora estava sem confiança em si, fez brotar uma fé imensa diante das palavras de seu mentor, o garoto começara a rugir, sua voz engrossava aos poucos logo sua roupa começava a rasgar sua pele verde e aparência monstruosa brotava do garoto de quinze anos. Diego estava conseguindo se transformar por completo, cada ensinamento de Pedro, cada lição o tornou mais forte e com um rugido estrondoso, porem mais fraco que o deu tutor a primeira prova pratica do garoto iria começar.
_ Ouçam homens de Kriengor, vede tais bestas, vede os amaldiçoados sedentos de seu sangue e de seus filhos._ Pedro dizia em frente a multidão de homens que se reuniu em frente a cidadela._ Tens a chance de evitar tal massacre, tens a chance de dar ao teus filhos mais um dia, esta noite todos dentre vós tens a chance de mandar alguma das crias dos demônios de volta para suas entranhas! E então homens o que vocês iram fazer!
_ Lutar ate o ultimo homem._ Uma das vozes da multidão responde.
Logo todos os homens começam a bater suas espadas em seus escudos, três batidas de cada vez, sempre nesse mesmo ritmo, o chefe da guarda estava a frente comandando o coro de guerreiros, os lobisomens o segredo mais oculto de Kriengor, moradores das cavernas de Kriengor, o mal mais antigo que afligia esse reino estava desperto, não para atacar um único individuo, mas sim para destruir a cidadela.
_ Homens de Kriengor!_ Gritou o capitão da guarda._ Avante!
Logos o conflito começou os lobisomens surgiram de forma abrupta todos de uma única vez, porem um deles se manteve distante, Bianca a menina enigmática e reservada se manteve na retaguarda de Pedro e Diego conjurava feitiços de bolas de fogo e rochas ardentes, Pedro passou a mão sobre a lamina do machado e em seguida a fez arder em chamas, a cada golpe do druida um lobisomem tombava, Diego lutava de forma ousada usando os punhos e duas facas que estavam com ele antes de se transformar. Os homens de Kriengor motivados pelas palavras do druida lutavam com bravura, alguns resistiam enquanto outros eram brutalmente estraçalhados, a garota na retaguarda conjurando feitiços se viu encurralada por quatro lobisomens, Pedro estava distante, porem Diego, surgiu com uma fúria incandescente e os punhos em chamas, quebrando o pescoço do primeiro, cortando a garganta do segundo e do terceiro quando se aproximou do quarto, que havia se encolhido com medo da criatura que jamais vira, o jovem druida pegou a cabeça do lobisomem e o bateu contra a muralha com tal força que o som do crânio de partindo pode ser ouvido ate mesmo de dentro do castelo.
Um dos lobisomens estava distante, o povo de Kriengor estava em vantagem, de lobisomens foram reduzido a no máximo quarenta. Podia se notar que o líder dessa alcateia era aquele distante que apenas assistia a batalha, ele uivou para que pudesse cessar o ataque, alguns dentre os quarenta conseguiram sobreviver e fugir outros foram acertados pelos besteiros das torres e das muralhas. Pedro ao ver aquilo corre em direção ao líder que estava prostrado de pé entre as arvores apenas assistindo, o sol já estava a surgir no horizonte muitos deles mudavam de forma e corriam para as matas, o ultimo a mudar de forma, o ultimo a ir embora, correu para entre as arvores e Pedro em sua forma bestial foi atrás dele.
_ Diego tu e Bianca cuidarão de todos e se tivermos algum contaminado tu sabes o que fazer._ O druida diz isso para seu aprendiz que consente enquanto ele corre atrás do alfa.
Após perder o rastro da maioria ele se encontra em uma clareira, cansado, suas energias estão exauridas, nem mesmo uma fagulha ele consegue manter, tanto que desaba de joelhos e volta para sua forma humana. Sua respiração esta acelerada, precisa recuperar seu folego. Quando ele consegue se levantar um homem aparece, andando calmamente vestindo pele de animal o que parece ser um urso, ele se aproxima de Pedro que sem entender o que a figura faz ali.
_ Tu passaste dias em minha floresta._ O homem estranho indaga._ Tu te alimentas de meus animais, bebe de minha agua e ainda mata meus filhos e irmãos?
_ O que tu queres?_ Pedro retruca o estranho._ Tu e tua raça matariam inocentes, algo q eu não permitiria nunca, sem contar em todas as belas mulheres que suas bestas acéfalas matariam._ Um sorriso surge no rosto do druida.
_ Tu achas engraçado? Meus filhos e irmãos morreram por tua culpa, tu estragaste o equilíbrio deste lugar, nós matávamos só humanos para nos alimentar, decidimos destruir este reino assim como Kazdanian.
_ Então os boatos eram verdade sobre os kazdanianos, os lobisomens e outras bestas foram incitados a destruí-los? _ Pergunta o druida já de pé.
_ Foi um ataque maciço, a guarda de la estava lutando ao lado dos baldarianos._ Responde o homem enigmático._ Me chamavam a muitos anos atrás de Leonardo, porem hoje sou chamado de alfa.
_ Ótimo alfa tu sabes que não poderás se transformar sem a noite não?
_ Sei bem jovem druida, dar-te-ei apenas um recado, Kriengor foi salva hoje, porem num futuro próximo, não estará mais._ Partiu para as sombras correndo, para lamentar tal perda pois não contava que haveriam dois druidas e jovem feiticeira para defender a cidadela.
Pedro seguiu de volta para a cidadela, seu objetivo havia se cumprido, um mês inteiro treinando e ensinando, aprimorando-se, ele já estava pronto para partir para Elfheim, chegou aos portões da cidadela, la estava Diego, Bianca e o chefe da guarda. Ele olhou fixamente para o aprendiz e disse.
_Teremos de partir, tuas lições não acabaram apesar de ter se saído bem.
_ Eu ate os acompanharia, mas tenho assuntos familiares para resolver._ Bianca se pronunciou._ Mas tenho minha guerra particular com minha meia irmã, não posso me comprometer com outra jornada e deixar meu pai sem meu auxilio.
_ Amigo, irei contigo, porem gostaria de retornar para cá o mais breve que eu possa._ Diego diz para seu tutor.
_ Diego, tu retornaras coberto de ouro gloria e historias para contar para as mulheres de tuas aventuras, elas adoram contos de bravura._ Disse Pedro com a mão no ombro do rapaz._ Mas no momento tenho noticias para dar a certo kazdaniano.
Dizendo isso foram ate onde suas coisas estavam guardadas e fazer as malas do jovem aprendiz para a longa jornada que seria ate Elfheim.
Notas finais
Myrlene Miranda, Lucas Vieira, Isaque alguma coisa e Augusto estaram presentes
Fale com o autor