Illumina
1 Caminho incerto
Notas iniciais
Segue seu caminho em busca de vingança...espera nada mais que isso...
Porem o destino prega lhe peças todos os segundos...
O sol nem havia surgido no horizonte, o ódio e a sede de vingança não podiam aguardar mais, deitado em uma cabana improvisada Guilherme observa as luzes de um novo amanhecer surgir, planeja o que fazer a seguir, reflete se realmente vale a pena...
Seu olhar focado nos céus, lembrando-se de tudo o que outrora teve, a felicidade que teve com o seu povo. Flashes invadem sua mente, Guilherme recorda quando ele e seu primo corriam pelas colinas para apenas fazer um aquecimento, a forma em que treinavam a cada dia para ser nada mais do que a melhor arma viva entre todos os reinos.
Guilherme se levanta, sacode a poeira e começa a desarmar sua cabana, seguir viagem buscar a cabeça do cretino que humilhou sua família, o bastardo que matou seu pai. A viagem seguiria agora rumo a Necronsgar, ele rumaria para a terra dos necromantes em busca de informações sobre o homem que ele procura matar. Guilherme prepara a sela em sua montaria e seus fieis parceiros um lobos cinzento chamado Golias e seu filhote Bruce , esses lobos cinzentos foram adotados por Guilherme a muitos anos, os lobos cinzentos são criaturas magníficas, possuem um tamanho assombroso como também sua força física, quando treinado são realmente leais.
Guilherme prepara sua sela em seu lobo, enquanto em suas costas ele ajeita suas espadas e seu arco com sua aljava vazia._ Inferno... _Guilherme suspira ao pensar em sua falta de flechas _ Vou dar um jeito de arrumar algumas com os Necromantes... Isso se meu avô ainda tiver alguém que o considere amigo por lá.
O jovem arrumou suas coisas e sua cela nas costas de Golias, Bruce era menor que o Golias porem ainda era grande, ele era útil para levar alguns objetos, sempre um trabalho sincronizado, durantes as viagens durante a caça...O assassino e os lobos agiam e operavam como uma família, sim, Guilherme tinha os lobos como filhos principalmente Golias que quando jovem cuidou das feridas do filhote, o alimentou e se tornou forte junto com ele.
Guilherme rumou para o norte, em busca da terra dos temidos necromantes, apesar de ser um povo odiado e temido são bravos os seus guerreiros, belas suas mulheres e grandiosos seus salões de festa. Durante 3 dias de viagem Golias estava exausto, Golias parecia era um animal orgulhoso, os lobos cinzentos de sua espécie demonstram uma inteligência descomunal entre outros animais, somente por essa razão foram caçados ate sua quase extinção. Golias rosnou e Guilherme compreendeu isso como um pedido de pausa para um descanso breve, Guilherme desceu do lobo afagou sua cabeça e seu pescoço e o lobo retribuiu o gesto lambendo sua mão.
Guilherme aproveitou a parada para reabastecer se de agua já que estavam próximos de um riacho, havia algumas arvores frutíferas alguns animais pequenos que Guilherme não dava importância, diferente de Bruce que estava faminto a 3 dias, não hesitava e buscava alguma coisa com a qual poderia se alimentar, Guilherme manteve se focado em uma torre, não uma torre qualquer , sim uma torre diferente ele nunca havia visto tal torre nesse mesmo caminho, ele executara muitas vezes esse caminho quando criança com seu avo e durante sua adolescência, porem, esta torre majestosa com bandeiras ao vento nunca estivera no caminho.
Guilherme colheu algumas frutas pra matar sua fome, diferente do seu lobo jovem Bruce , Golias mantinha se focado nos mesmo pensamentos que Guilherme, Golias sabia que ele queria invadir aquela torre, ele sabia o que seu dono planejava e arquitetava para essa noite. Guilherme e Golias sentados lado a lado como se tivessem os mesmo pensamentos, apenas a torre suas cortinas escarlates com suas bordas douradas, os olhos do guerreiro e do lobo focados e olhando fixamente para as janelas, pensando em como entrar por onde entrar qual a distancia que ela estava deles, Guilherme calculava ao menos um quilômetro e meio, ele pensava em como escalar seus muros, onde seus lobos aguardariam.
Finalmente a noite surgiu, Golias já se recolhia para seu sono e levava seu filhote em sua boca. Uma toca improvisada de folhas os dois lobos se amontoavam para se aquecer e se proteger da chuva, Golias sabia o que viria a seguir, sabia que seu mestre iria saciar sua vontade e sua obsessão sobre a torre, Guilherme corria na chuva em direção a torre, coberto com sua capa e capuz, suas espadas estavam afiadas e suas facas estavam prontas. O seu foco não era derramamento de sangue, mas sim descobrir o que tinha naquela torre, por que sua atenção foi roubada desta forma.
Guilherme percorreu pelo pequeno bosque ate chegar ao jardim e a fonte que precede a torre, assim em seguida o jovem audacioso pisou sobre a fonte e se pendurou em uma das janelas, ousou sorrir pensando que a parte difícil tinha acabado com essa simples manobra, pretencioso, pois usava um amuleto que o defende de muitas magias, Guilherme esgueirou-se pelo corredor estreito, mal iluminado com velas e algumas tochas falhas. Tateando as paredes conseguiu chegar a uma vasta biblioteca, ao contemplar todos aqueles livros ele imaginou: “Quem viveria ali? Quem cuidaria de tudo aquilo?”. Logo seus pensamentos foram cortados com a imagem que acabara de ver, uma linda jovem de cabelos negros, olhos puxados, um sorriso gentil e com um toque de calma e tranquilidade. A visão daquela bela mulher o fez se descuidar como o garoto arrogante que sempre foi não se deu conta do que estava fazendo.
Retirou seu capuz, caminhou em direção à figura enigmática que caminhava com seu vestido branco, olhar atento no livro em sua mão como se não houvesse risco de nada lhe ocorrer.
_Olá senhorita._ Guilherme em delírio pergunta sem lembrar se que ali ele era um invasor um inimigo e aborda a dama como se estivesse comprando frutas_ Podes dizer-me onde estou e por que nunca outrora vi tal torre por este bosque?_ Neste mesmo momento a jovem assustou se e arremessou o livro na direção do rapaz, a aparência dele estava horrível, sua roupa parcialmente rasgada e sua barba crescera um pouco menos apresentável do que deveria. Realmente parecia se um ladrão ou mendigo.
_Como tu entraste aqui imundo? _ A jovem bradou em fúria movendo suas mãos como se quem jogava algum feitiço, que de fato era o que ela tentava fazer. _ Tu passaste da barreira magica e resiste aos meus encantos poderias dizer como antes que tua cabeça sejas cortada?
_ Ah creio que perguntas do meu amuleto milady, um presente de meu falecido avo, ele anula a maior parte dos efeitos das magias.
_ Intrigante, eu já li sobre tal amuleto, porem sei como ele não funciona pra proteger-te._ Dizendo isso a feiticeira subiu ao ar levitando e jogando as estantes de livros em cima de seu visitante indesejado.
Guilherme sorriu, não tinha pretensão alguma de mata-la ele estava errado, ele invadiu a torre, ele pretendia apenas divertir se com a jovem no seu jogo de combate. Saltou por cima das estantes e as viu estilhaçar contra as paredes.
_ Tu és veloz imundo, o que procuras adentrando aqui, uma morte lenta ou minha cabeça? _A jovem perguntou em um tom de ira e descontentamento por seu hospede escapar de suas investidas._ Ande animal! Responda! _ Bradou cessando os ataques.
_ Em verdade lhe direi, apenas vi beleza em sua torre, minha atenção foi roubada desde cedo ate o entardecer._ Sorriu curvando-se em reverencia e como um meio de pedir perdão a dama pelo ultraje._ Se presenciei beleza fora de sua torre, dentro dela a beleza se torna ilimitada em sua presença, desculpe comentário tão abusivo, milady.
_ Hahahaha tolo imundo._ Riu a jovem mordendo seu lábio e olhando fixamente os olhos do intruso._ Chamarei um criado para cuidar de ti e, por favor, tome um banho e me encontre no salão de refeições._ Assim em um estalar de dedos anões surgiram.
_ Senhor, por favor, acompanha-me _ Disse o anão com sua voz distorcida._ Vou mostrar lhe onde pode se trocar e se banhar!
Guilherme acompanha a figura cômica, passa pelo mesmo corredor que havia visto anteriormente, porem vai ao lado oposto, passa por varias portas trancadas a chave. Quadros alegre outros calmos e alguns assustadores decoram o lugar, chegando a um quarto no fim do corredor o anão para em frente e procura uma chave em um molho de chaves realmente cheio de chaves.
_ Senhor entre, por favor.
_ Sim meu pequeno senhor_ O anão respondeu com um sorriso o gesto de educação do rapaz.
Guilherme entrou no quarto, lá havia uma cama suntuosa, uma banheira com agua aquecida, logo começou a despir-se, retirou tudo menos seu amuleto ele sabia que tudo na torre funcionava por magia, não arriscaria ser pego de surpresa. Após banhar se sentiu um alivio imenso devido aos dias pelo qual fora obrigado a se virar por lagos ou rios, isso quando não usava agua de sua reserva para lavar apenas o necessário. Após terminar o banho pegou sua faca e decidiu fazer sua barba já que precisava estar apresentável para a dama que outrora o atacou. Sua barba estava terminada e seu cavanhaque estava realmente bem feito e apresentável, quando procurou vestir se notou algo realmente assustador suas roupas que outrora sujas e rasgadas estavam limpas e intactas, Guilherme simplesmente sorriu e pensou: “Obrigado milady”.
Guilherme chegou ao salão de refeições e se deparou com uma imagem ainda mais impactante do que qualquer outra que vira antes uma mesa coberta com um banquete incrível e bastante vinho, como pudera a mulher saber dos desejos deste bravo. O rapaz se aproxima da mesa e da dama nela aguardando o com duas taças em mãos.
_ Então não és tão feio quando não está imundo._ A dama sorriu fitando o rapaz e seus braços expostos. _ És um pouco bonito digamos.
_ Em beleza a senhorita és perita em argumentar, pois perto de ti sou apenas um pobre mendigo. _Respondeu sorrindo o jovem._ E então me ofereces comida e vinho?
_ Tu demonstras certa impaciência._ A jovem colocou as taças na mesa e se aproximou do visitante._ Antes tenho um teste para ti jovem audaz.
_ Se tu precisas de um teste eu gostaria ao menos de saber por quê?
_Tu saberás, foi proscrito que eu seria libertada desta torre quando aquele que me vence em combate vier libertar-me._ Posou a mão sobre o rosto do visitante e acariciou seu rosto.
_ Eu não ousaria ferir seu rosto_ Guilherme responde afastando a mão de sua anfitriã._ Destruir tal beleza seria um crime que me recuso a cometer.
A jovem sorri e desferi um soco em direção do rapaz que esquiva de uma forma simples e direta, após esquivar do soco dela ele apenas segura seu braço, olha nos olhos da dama e se aproxima de seu ouvido e diz:
_ Não procuro um combate quando poderias agradar-lhe de outra forma.
_ Como tu ousas dizer tal asneira? _ Perguntou com sua face ficando avermelhada e indignada._ Tu pensas que sou o que uma meretriz?
_ Milady não quis ofende-la, mas reconheço alguns sinais em uma mulher, a forma que me olhas, a forma que tens respirado quando me aproximo e a forma que tu iras suspirar assim q eu fizer isso._ Seguindo essa fala, Guilherme beija o pescoço da dama, que responde com uma reação explosiva com um chute em suas costelas.
_ Como tu pensas que eu trocaria minha liberdade por uma noite carnal contigo mortal?_ Ela se afasta enquanto tenta esconder seu arrepio com sua mão no pescoço.
_ Tu precisas ser derrotada pra seres livre?_ Guilherme pergunta enquanto tira sua camisa._ Peça para seus criados não entrarem aqui por pelo menos 4 horas.
_ Eles não iram interromper._ A roupa da jovem se transformou, aquilo que era um vestido se tornou uma calça os sapatos que outrora eram luxuosos se tornaram botas.
O combate se inicia, apenas uma luta de habilidade marcial sem o uso de armas, a jovem apesar de meiga e uma incrível intelectual, lutava como um dos mestres mais bem treinados, Guilherme esquivava dos golpes e se recusava a responder aos golpes da dama, esse baile de golpes velozes e esquivas incríveis durou apenas por 15 minutos, ate que Guilherme foi acertado mais uma vez, com um soco em seu queixo, ele caiu ao chão.
_ Só isso que tens imundo? _Perguntou a jovem desapontada com o desempenho do parceiro._ Como esperas sair daqui vivo se não derrotas nem uma mulher com metade de seu peso?
_Milady, como eu disse ferir seu rosto seria um dos piores crimes._ Guilherme levanta-se, apesar de ter sentido o soco, não foi o suficiente, ela precisaria de muito mais para derruba-lo._ Em sua mente sabes que tu perdeste, eu não vou lhe golpear em nenhum momento.
Guilherme esquivou de mais um soco e desta vez segurou o punho da dama e torce fazendo a cair no chão contorcendo se de dor. A pressão que ele faz é pouca, limitada ele não quer machuca-la, ela poderia sair se se esforçasse para ignorar a dor. Porem sua falta de combate à traíra e isso foi mais o que suficiente para o combate ser encerrado.
_ Desisto meu senhor tu vences-te, mas deixa me ir! _ A dama urrou isso enquanto tentava se soltar.
_ Sim, milady agora tu és livre, não te recomendo que saias, tu não tens experiência em combate alguma._ Guilherme ajudou a moça a se levantar enquanto observava sua silhueta e sente algo realmente excitante naquela jovem.
_ Por que me olhas assim? Tu já fizeste o que devias vá para a mesa para o que espera vinho e comida não?
No momento que a jovem se levanta ela olha fixamente nos olhos do rapaz, ela vê em seus olhos castanhos doçura, ela não vê apenas o assassino que outrora imaginara. Seus olhos estão ligados, ele aproxima a jovem da parede, pressiona contra ela, ela sente seu corpo tremer e taquicardia, ele a segura com força na cintura e no braço, ela simplesmente não reage, ela só sente fluir o corpo dele sem camisa, suas unhas arranhando as costas dele, ela sente sua musculatura se enrijecer tocando o corpo sensual da jovem, seu pescoço é o primeiro alvo do rapaz, que o morde de leve e o beija, seu vestido é rasgado aos poucos ate que seus seios estejam expostos.
Só por um momento ele pensa em parar, se pergunta o porquê ele faz isso desta forma descontrolada com essa jovem, ela pensa em empurra-lo evitar que ele a viole... Mas ela se recusa, ela quer tanto quanto ele, ele pousa sua mão sobre os seios da jovem e os acaricia, enquanto beija sua boca.
Seus corpos suados, iluminados apenas por velas, agora nus ao chão, suspirando, gemendo, movimentos quase que ensaiados, com uma sintonia perfeita. Ele a incita com força e ela o responde com a mais pura intensidade, sem pausa, sem interrupções dois amantes antes inimigos, presos um ao outro por puro tesão, a jovem adormece de exaustão em cima de Guilherme. Passam se as horas, os jovens acordam com as luzes do nascer do sol.
_ Ana. _Sussurrou a jovem no ouvido de Guilherme que já havia acordado a 10 minutos._ Eu me chamo Ana Mangolin, mas sou conhecida como a guardião da livraria dos necromantes.
_Ana_ Sussurrou Guilherme._ Teu nome és tão belo quanto._ Beijou a mais uma vez.
_ Tu tens de seguir tua viagem.
_ Mas tenho tempo posso ficar mais um pouco._ Respondeu Guilherme sentando do se no tapete onde outrora a luxuria dos dois havia reinado.
_Não, tu não podes, deves ir agora, mas deves voltar pra mim ou irei atrás de tua cabeça._ A jovem levantou se e sua roupa estava de volta em seu corpo.
_Eu irei milady Ana._ Vestiu sua calça e sua camisa rapidamente, pois pode ter entendido a aflição da dama._ Mas voltarei pra ti, esta noite foi diferente da noite com outras mulheres, esta noite contigo guardarei pra sempre espero ter outras noites junto de ti.
_ Sim amado imundo, digas-me teu nome.
_ Miladies Ana, me chamam Guilherme._ Respondeu beijando a sua mão._ Guilherme Oliveira, me chamam muitas vezes de assassino mas me considero apenas um soldado._ Procurar te serás meu segundo objetivo.
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