I'll Protect You
4 Capítulo 03 : After the Bell
Antes de tudo isso acontecer, digo, mamãe ficar famosa e esquecer que tem uma filha, eu tinha que equilibrar seus talões de cheques e seu dinheiro na conta bancaria. Não sua agente, Amy.
Passar por uma detenção em que eu tinha que lidar com os fundos –amplos, alias, de onde tiram tanto dinheiro?- da Comissão Disciplinar não foi nada mais do que uma doce nostalogia. Em apenas dez minutos, metade da imensa pilha de papeladas desapareceu, correções e rabiscos feitos em tinta preta.
“Growwl”
Infelizmente, eu estava faminta. Realmente queria ter preparado algo para comer, embora esteja mais preocupada com Kiku, que sempre foi dependente de mim na cozinha.
Suspirei, e tornei a ler sobre os custos medicos. A maiora para alunos, por que sera?
– Em algum lugar na escola –
— Ugh!
A loura bateu sua testa contra a mesa, gritando de fome durante cada minuto de intervalo. Se fosse um dia como outro qualquer, Kazehaya teria dois pares de hashi em mãos, e mostraria-lhe uma abundancia de comida caseira. O pensamento fez com que ficasse com agua na boca.
“Droga, Kazehaya, por que pegou detenção justamente quando eu preciso de você!”
— Kazehaya disse que poderia estar aqui!
Ela olhou por cima do ombro, encontrando-se com o rapaz de cabelos prateados, o jogador de baseball e o Bom-em-Nada Tsuna.
—Oh, Gokudera-san, Yamamoto, é bom ve-los.
Tsuna suspirou. — Ela acha que eu sou invisível de novo...
— Kiku-chan! — Yamamoto sorriu. — Um de seus colegas da equipe de tênis me pediram para te chamar!
A loura, que até agora fitava discretamente a Tempestade, levantou uma sobrancelha: — Chamar? Por que?
— Um treino extra com seu professor...
— Estranho, ele nunca me chamou nos extras antes... — Pensou consigo mesma, antes que pudesse concluir algo, um pequeno vulto pousou sobre sua mesa.
— Boa tarde, srta. Fujiyama!
— R-Reborn! — O moreno gaguejou, e encarou seu tutor em descrença, ele vestia bermudas azuis, uma viseira branca como a camisa e uma raquete em mãos.
— M-mestre Williams! — Ofegou, inclinando-se em uma reverencia. — É uma honra conhece-lo!
— Não precisa ser formal, criança. — Sorriu o bebê.
— M-mas, você é meu ídolo! Nunca perdeu uma única partida! — Ela tinha estrelas de admiração em seus olhos azuis.
— Não há necessidade, gostaria de treinar comigo e aprender alguns segredos?
— E-está falando sério?!
— Vamos! — Reborn assentiu.
Ambos correram em direção a saida, mas Kiku parou no meio do caminho, e pediu um pequeno favor ao trio.
— Poderiam ir ver a Kazehaya? Eu iria, mas... — Sorriu, sem jeito.
Gokudera estreitou seus orbes verdes. — Por que deveríamos desperdiçar tempo com ela?
Kiku corou ao suplicar: — Por favor, eu quero ter a certeza de que ela está bem!
Ve-la assim, por algum motivo, era um tanto desgastante para o prateado. Antes que ele pudesse retrucar, Yamamoto cortou:
— Claro! — Sorriu. — Iamos para lá agora mesmo!
— O quê? — Gokudera e Tsuna engasgaram em uníssono.
A loira deu um sorriso de agradecimento, em seguida, simplesmente seguiu pela porta para alcançar seu mestre. — Obrigada, eu acho que ela está na recepção!
O mais alto acenou para a amiga e em seguida, virando-se, encontrou com os olhares chocados de seus amigos.
O prateado ergueu uma sobrancelha, o desgaste de segundos atrás sumira junto da garota: — Francamente, pra que concordar com a Mulher Idiota?
— Eu tenho um mau pressentimento sobre isso... — O moreno murmurou para si mesmo, chamando a atenção dos demais. — Reborn deve estar planejando alguma coisa...
— Então, isso é tudo mais um motivo pra irmos vê-la! — Afirmou o mais alto.
— Mas-...— Estava prestes a protestar, mas, viu algo que nunca achou que veria na vida. Os orbes castanhos de Takeshi continham um inesperado olhar sério.
“Y-Yamamoto...Deve estar preocupado...”
— Eu acho uma ótima ideia. — Tsuna assentiu, seus lábios sorriram para o jogador de baseball e o homem-bomba. Que, claro, apenas acompanhou-os por que seu chefe fazia questão de ver a garota problemática que era Kazehaya. Juntos, seguiram para a Recepção
–--
— É aqui? — Indagou o prateado, encarando as portas duplas.
— Deve ser. Ali diz “Sala de Recepção”! — Yamamoto destacou, apontando a placa logo acima.
— Che, cale a boca! Estava apenas vendo se tinha certeza do que procurava! — Protestou Gokudera.
O moreno abriu uma porta, silenciosamente, adentrando o quarto bem mobiliado. Seus olhos logo se encontraram com sua melhor amiga, entediada, a cabeça pendia em uma mão, apoiada pelo cotovelo na mesa baixa de centro, seus orbes castanhos acompanhavam a leitura entediados, embora ansiosos por cada palavra, riscando e rabiscando algo no papel em tinta preta. Puxou uma mecha de sua franja para tras da orelha.
Ela ficava linda entediada.
– Kazehaya P.O.V -
— Maniaco do Baseball, voce está parado ai á cinco minutos, por Deus!
Eu deslizei meu olhar para cima, encontrando-me com meus três amigos. Takeshi, ao ouvir as palavras do prateado levou a mão á nuca, eu pude perceber um rubor quase invisível.
— Haya-chan! — Ele abriu um largo sorriso. Adoravel.
— T-Taka-kun? O que vocês estão fazendo aqui?
— Ver você! — Ele respondeu-me como se fosse a coisa mais obvia do mundo, eu desviei de seu olhar quando senti meu rosto se aquecer. Depois de tanto tempo, eu deveria saber lidar com isso.
— Parecia realmente desesperado para que ver essa problemática. — Resmungou.
Tsuna tinha uma expressão cômica desenhada em seu rosto, eu não pude deixar de rir deles, cobrindo a boca com uma mão. Embora um rugido profundo tenha cortado minha felicidade, vindo do outro lado.
— Esse barulho me irrita.
Meus orbes se arregalaram, por pouco não saíram de dentro de mim. Eu estava muito distraída para lembrar que Hibari estava dormindo, e ele me lembrou disso da pior maneira o possivel.
Com os olhos apertados, ele sentou-se no sofá verde.
— H-Hibari-san! — Eu ouvi a voz estridente do Bom-em-Nada exclamar, segundos antes de ouvir um estrondo. Ele desmaiara.
— Saitou. — Meu segundo nome foi pronunciado de maneira venenosa. — O que esses herbívoros estão fazendo aqui?
— Não é da sua conta porque estamos aqui! — Vociferou o prateado.
— G-Gokudera, espere!
— Repita, herbívoro. — Desafiou o Presidente do Comitê Disciplinar.
Ignorando os protestos de todos, o prateado aceitou o desafio do moreno.
— O que? Algum problema?! — Tirou, o que parecia dinamite do bolso traseiro, e acendeu-a com o cigarro que pendia em sua boca.
— Sugiro que saiam enquanto ainda podem.
Em um piscar de olhos, as faíscas das dinamites foram apagadas, ou melhor, cortadas.
— Odeio herbívoros fracos como voce. — Embora estivesse falando com os três garotos, Hibari enviou-me um olhar ameaçador que eu senti minha coluna arrepiar-se por inteiro. Malditos arrepios. — Desde que chegaram na minha escola, eu quero mata-los.
E se lançou em direção ao homem-bomba, com dois golpes simples e poderosos, foi jogado contra mesa em que eu estava com um estrondo, por pouco não quebrara e esmagou minhas pernas.
— Ugh.. — Resmungou de dor, eu rapidamente posicionei minha mão em seu pescoço. Gokudera é um babaca mal-humorado, mas eu me importo com ele.
Senti seu coração batendo forte, eu poderia sentir toda sua ira se chegasse mais perto. Ah, homens e seu orgulho. Deixei um suspiro de alivio escapar de meus lábios, endireitei-o sobre a mesa, levantando-me.
— Um. — Contou o demônio, então virou-se para Yamamoto com um olhar malicioso. O moreno rapidamente evitou a maioria dos ataques. Embora eu tenha notado uma coisa: Ele protegia o braço direito. E se eu pude notar isso tão facilmente, Hibari deve ter percebido há décadas. Usando essa vantagem, chutou-o contra a parte de trás do sofá, fazendo-o cair.
— Taka-kun! — Exclamei, correndo o mais rápido que meu corpo permitia. Pude sentir sua batida ao segurar sua mão, ele estava inconsciente, não perceberia meu toque.
— Dois. É só isso? — Perguntou, um leve aborrecimento em sua voz.
Encarei-o, a raiva queimada em todo o meu corpo, aquele imbecil. — O que foi isso?!
Hibari apenas me fitou calmamente, zombando: — Não é nada com o que eu possa me preocupar, diferentemente daqueles estupidos.
Minha raiva apenas cresceu mais ainda: — Seu maldito, eles são meus amigos!
Apertou seus olhos frios, sorrindo maliciosamente. Ele era bem mais alto do que eu, não tanto quanto o jogador de baseball, mas ainda sim era enorme comparado á mim. Portanto, não seria difícil para Hibari inclinar-se e ficar na mesma altura que eu, poderia sentir sua respiração sob minha pele quando ele zombou:
— E o que está pensando em fazer, herbívora?
Se aproximou ainda mais, e por instinto, eu caminhei para tras até que me encontrasse com a parede, batendo contra ela em um barulho surdo. Desesperadamente, minhas mãos procuravam qualquer coisa para salvar-me do demônio que se aproximava lentamente, seu sorriso ainda presente.
Um revolver, um bastão de baseball, um crucifixo. Por Deus, qualquer coisa que me ajude! Eu agarrei uma superfície de madeira, e trouxe ao meu rosto assim que Hibari atacou, bloqueando-o. Entao, eu pude ver que o meu salvador era uma vassoura.
“Que sorte a minha...”
Ele tentara me atacar novamente, eu bloqueei a tonfa metálica com dificuldade.
Balancei a nova arma para que atingisse seu estomago, fazendo-o cair de joelhos.
Sabe, uma das coisas que eu mais odeio no mundo é que as coisas que voce planeja, nunca saem como deseja. E esse era o caso dele, Hibari era muito mais rápido do que eu imaginei, ele acertou-me nas pernas. Protegidas apenas por uma meia azul-marinho. Eu senti uma única mão empurrar meu ombro esquerdo, eu bati a cabeça duramente contra a parede branca. Tudo em mim queimava e latejava de dor, ainda sim, não tanto quanto minha raiva.
— Ahg... — Resmunguei, apoiando-me pelos cotovelos. Olhando para cima, era possivel ver o demônio, ainda sorrindo. E o pior de tudo: Ele estava praticamente ajoelhado em cima de mim e pressionava a arma contra meu pescoço.
— Ainda não é uma ameaça á minha escola. — Colocou ainda mais pressão contra minha pele. No inicio, não doía muito, até que minha respiração começou a ser roubada, pedindo mais e mais ar, agarrou minha franja e bateu minha cabeça contra a parede. Dei um grito de dor, ele parou, então, preparava-se para me nocautear.
Eu fechei os olhos, apertando-os, esperando pela dor.
— O que aconteceu...? — Abrindo os olhos, eu pude ver Tsuna, finalmente acordado, ele tinha um olhar de pânico no rosto. Hibari, que ainda tinha a mão em meu cabelo, apertou-o com ainda mais força antes de me soltar.
— Ah! H-Hibari-san, Kazehaya! — Corou. Quem veria a cena de mim e do demônio pensaria algo extremamente diferente de uma briga. Ele estava agaixado ao meu lado, a tonfa ainda pendia sob meu pescoço e eu estava muito, muito perto dele. E o fato de que eu usava apenas uma saia lembrou-me que o Presidente do Comite Disciplinar vira tudo o que não deveria.
Hibari retirou-se do meu lado, andando calmamente em direção ao mais baixo. Eu queria poder me rastejar até suas pernas e tentar derruba-lo, embora fosse difícil sequer pensar em mover um musculo. O demônio simplesmente desviou do Bom-em-Nada e agarrou Gokudera e Yamamoto pelo colarinho da camisa, pendurou-os na janela, como se estivesse tirando a sujeira de casa.
— O-o que esta fazendo?! — O moreno perguntou, em pânico.
— Limpando. — Afirmou. — Eles estão sujando minha escola.
— E-espera! Não pode fazer isso! — Um grito desesperado rasgou minha garganta, enquanto Tsuna olhava ao seu redor, procurando algo que aparentemente não estava na recepção.
Finalmente consegui me movimentar e tentei chegar ao carnívoro, eu seria chutada, porem, ganharia tempo para que o moreno tomasse alguma atitude. Estremeci quando a dor voltou, me tornando incapaz de reagir. Eu encarei o Bom-em-Nada, desesperada, não teria outra escolha a não ser deixar que ele protegesse Yamamoto. E Gokudera, claro.
— Tsuna...Por favor, voce consegue.
O moreno fechou os olhos, apertando-os e contemplando a escuridão, uma gota de suor escorreu por seu rosto, então, gritou: — Pare!
Hibari bufou, encarando-nos pelo canto dos olhos. — Se puderem, herbívoros, me pare.
Tsuna, subitamente, fora baleado. Bateu violentamente contra o chão e, em seguida, voltou como se não tivesse acontecido nada. Isso, não era estranho em comparação a cueca de corações que ele usava. Entretanto, o Bom-em-Nada tinha algo diferente nele...Uma aura nascia em sua testa, como fogo, alaranjado, quente e cheio de energia.
Eu não pude acreditar naquilo. Quero dizer, ele é um fracote. Como um passe de magica, ganha coragem –ou burrice- o suficiente para enfrentar Hibari. E, PUF! Salta para frente, desafiando-o:
— Eu vou derrotar Hibari-san como o meu ultimo desejo!
Ele bateu no demônio com um chinelo, o moreno facilmente desviou e soltou os dois rapazes. Por um segundo, eu quase consegui me levantar para tentar resgatar Yamamoto em queda-livre, mas, o Bom-em-Nada fez isso por mim antes que pudesse fazer qualquer coisa.
Hibari encarou o mais baixo com um sorriso malicioso, e preparou-se para ataca-lo. — Eu vou te morder ate a morte.
— Tsuna! — Arregalei os olhos, equilibrando-me sobre minhas pernas que não poderiam me sustentar. Uma pequena sombra pousou no caminho do Presidente do Comitê Disciplinar.
Seus olhos metálicos se apertaram, o sorriso malicioso de segundos antes transformou-se em uma carranca. O bebê vestindo um chapéu sorriu para nós a partir do tapete creme.
— Já foi o suficiente. — Ordenou.
— Eu não sei quem você é, mas eu estou irritado agora. — O moreno voltara toda a sua atenção para o bebê.
Eu jamais duvidaria que Hibari seria baixo á ponto de machucar uma criança, mas, quando o pequeno defendeu-se de seu ataque com facilidade apenas sorriu:
— Uau, você é ótimo.
— Você realmente é forte. —_ O bebê disse com um olhar semelhante em seu rosto.
— Eu quero lutar com você. — Seu sorriso ficou mais largo.
— Mais tarde. — E trouxe uma das bananas de dinamite que Gokudera teria usado mais cedo.
Ela estava acesa.
Meus olhos se arregalaram, e eu me encolhi o máximo que pude para proteger meu interior. O que não ajudaria muito, pois ele já estava machuchado, mas, bem, eu não gostaria de virar churrasco.
Então uma explosão forte me levantou no ar, eu tive que tossir muitas vezes antes de poder respirar normalmente e abrir os olhos, irritados pela fumaça. Gritei de pavor ao perceber que estava a centenas de metros acima da escola.
— Calma! — Eu ouvi a voz infantil, ao meu lado. Olhando ao redor, o mundo menos acinzentado, eu pude ver os três rapazes. O pequeno descansou em meu ombro como se não estivesse acontecendo nada.
Eu me separava ligeiramente dele quando a gravidade tornou a fazer seu trabalho. Indo cada vez mais rápido, em poucos segundos de queda, tudo o que vi depois foi a imensidão azul da pscina da escola.
A água me consumia, debatendo-me, fui até o topo e tomei uma enorme expiração. Os quatro estavam lá também, aliviando-me da preocupação, sentamos na borda de mármore.
Eu ainda tossia quando ouvi Tsuna gritar com uma voz estridente: — O que?! Nos fez correr todos esses riscos de propósito?!
— Foi perigoso. — Ele saltou para o ombro de Yamamoto. — Que, felizmente, acabou com apenas alguns machucados e arranhões.
O moreno não se convenceu com as palavras do bebê, e apontou para mim. — Mas, nós trouxemos uma pessoa que não pode se defender!
Eu suspirei, e tentei acalma-lo. — Eu estou bem, Tsuna. E, realmente, estou feliz que ainda estejam vivos!
O bebê pulou no meu colo, um sorriso se desenhou em seus lábios. — Você é Saitou, Kazehaya, estou certo?
Eu assenti, em resposta, ele se apresentou para mim:
— Meu nome é Reborn, eu sou um hitman da Família Vongola, e eu estou aqui para treinar Tsuna para se tornar o próximo chefe da nossa família.
Encarei-o confusa, ele apenas estendeu o sorriso, eu arqueei uma sobrancelha e deixei um riso nervoso escapar: — É-É bom conhecer você.
— Eu adoraria que você se juntasse a família de Tsuna, para ficarmos mais fortes. — Deu uma piscadela.
O dito chefe protestou contra: — O quê? Reborn!
— Isto é algo que cabe Saitou decidir.
Eu senti um sorriso triste e amargo atravessar meu rosto. Era o submundo. E o convite de entrada era uma criança e meu melhor amigo.
Por um instante...Se eu procura-lo...Talvez eu o encontre ali, perdido em meio á sujeira do mundo e aos humanos sem humanidade. Ele deve estar morto. Mas, é melhor matar essa esperança do que viver de uma ilusão, certo? Não quero pensar por um segundo que meu pai se foi, que ele abandonou á mim e a mamãe. Eu queria poder pensar que ele está em algum lugar, apenas perdeu o caminho de volta para casa...
Senti lágrimas se formarem. Ardia, e pesava muito para algo tão pequeno. Com um tão familiar gosto de mar que eu não pude degustar antes de limpar freneticamente os olhos. Meu sorriso se estendeu mais ainda quando eu ouvi Gokudera resmungar:
— Sim ou não, responda de uma vez, merda.
— Bem... — Comecei, erguendo-me, tendo a certeza que um olhar cumplice de Reborn nunca iria contar que eu estava quase chorando: — Se não fosse por minha culpa, vocês não teriam passado por tudo isso...Eu adoraria me juntar á família.
— A-ah, K-Kazehaya, se você não quiser não tem que se juntar!
Eu sorri quando Tsuna gaguejou meu nome, acenando a mão. — Não se preocupe com isso! — dei uma piscadela. —Você me ajuda, e eu te ajudo, certo, Bom-em-Nada-Tsuna?
— Ah...E-eu diria que sim! — Gaguejou novamente.
— Ei, mulher! Não fale com o Décimo tão casualmente! — O prateado exclamou.
— Por que? Com ciúmes, “Dera-kun”? — Zombei.
— N-não me chame assim, idiota!
–--
— Hoje foi realmente... — Disse para Takeshi, que me acompanhava para casa pelo segundo dia seguido.
— Legal, não? — Eu assenti, de alguma forma era muito bom ter uma família: —Então, como você se defendeu de Hibari?
Eu esfreguei a nuca timidamente. — Bem, meio que com uma vassoura ...
— Uau! Incrivel, Haya-chan! Eu não sabia que você sabia lutar!
— Nem eu. — Dei de ombros, o mais alto riu em resposta: — Na verdade, eu nunca soube, talvez seja instinto...Espere, eu estava com muita raiva de Hibari, deve ser isso. Raiva.
— Entendo...Mas, raiva por que?
Por que? Por que eu simplesmente não suportava ver ele te machucando. Seu idiota!
Verdade, ele realmente é um idiota. Um idiota que eu não posso chamar de “meu idiota”. Por Deus, isso é tão..Idiota.
Eu destranquei a porta, guardando a chave na minha mochila, eu me virei para encara-lo.
— Sabe que pode entrar, se quiser. — Eu convidei, e ganhei um sorriso adorável como resposta.
— Eu não vou entrar em sua casa até que Haya-chan vá nos meus treinos!
Meu sorriso era tão grande quanto o dele: — Então, eu acho que um certo alguém nunca vai ver minha casa!
Nós rimos um para o outro e eu abri a porta, olhando por cima do meu ombro:
— Boa noite Taka-kun.
— Vejo você amanhã de manhã, Haya-chan!
Eu rapidamente fechei o carvalho atrás de mim, meu sorriso se transformou em um olhar desesperado. Tomara que aquele velho realmente valha a pena.
— No que eu fui me meter...!?
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