I'll Be Your Love

8 Capítulo VII - Empty Words


Notas iniciais
Depois de muitos³ anos... ;D
Desculpa a demora.... >.<
eu sempre lembrava, mas acabava esquecendo/ficando com preguiça...
Mas aí vai! :D

Empty Words

I\\\'ll be with you

\\\'Til you find the reason for love

Conversaram animadamente enquanto comiam a pizza de calabresa que haviam pedido.

Não tocaram no assunto do beijo na piscina.

Durante os segundos de silêncio, ambos resgatavam de suas lembranças a cena que ocorrera naquela manhã.

Depois de terminado o almoço, ambos de se dirigiram à sala.

No caminho, Teh lembrou-se novamente do beijo.

Sem conseguir disfarçar, sorriu.

- Por que você está sorrindo? — Iniciou o homem, irônico, como se não soubesse o que se passava na cabeça dela.

- É algum crime sorrir, agora? — Perguntou, segurando o riso.

Subitamente, Yoshiki parou no meio do corredor, e segurou a moça pelo pulso, impedindo-a de continuar o caminho até a sala de estar.

Ele a puxou ao seu encontro, grudando o corpo de Teh ao seu próprio, acariciando suavemente o rosto dela com a outra mão.

- Não... Eu só... — Sussurrou o músico, aproximando seus lábios aos da moça.

- Sim, é por você... — Disse ela, também num sussurro, olhando no profundo dos olhos do homem, se perdendo dentro deles.

- Então, ... Não deixe nunca de sorrir... — Respondeu ele, beijando-a suavemente.

Logo, o beijo foi aprofundado, e refletia-se em seus movimentos gentis o que sentiam um pelo outro.

Não conseguiam mais segurar as inúmeras sensações que invadiam ambos os corpos cada vez mais intensamente.

O homem começava a encaminhar a moça em direção à sala, mais precisamente, o sofá.

- Yoshiki... — Começou Teh, logo após separar seus lábios do outro, sem fôlego.

- Desculpe... — Disse, mantendo seu rosto próximo ao da moça, colando sua testa na dela. — Desculpe...

A moça olhou nos olhos de Yoshiki, que estavam extremamente próximos aos seus.

O homem envolveu sua cintura e a puxou para mais perto de si.

Teh colocou seus braços por cima do pescoço do outro e o abraçou.

- Te amo, Yoshiki-san... — Disse, apoiando sua cabeça no ombro do outro.

We take it for granted

We\\\'ll keep the time from fading

\\\'Cause the world is here to stay

Alguns dias haviam se passado, e todo dia Teh voltava à casa de Yoshiki.

Ele parecia estar cada vez melhor, mas ainda resistia a sair. E ainda, a única pessoa que permitia se aproximar era Teh.

Quase não chorava mais, e suas noites passaram a ser mais calmas.

Naquele dia, Teh chegara mais cedo à casa do músico.

Resolveu que aquela tarde seria na companhia dele.

Pediram comida pelo telefone, e ficaram à tarde toda juntos.

Mas, como sempre, tudo que é bom tem que acabar.

Perto da noite, a campainha da casa do músico tocou. Este estranhou, pois não esperava que ninguém viesse à sua casa.

O homem foi abrir a porta e gelou quando viu que a figura à sua frente era Toshi.

Sentiu as pernas moles, e se não fosse o amparo de Teh, teria caído.

A moça levou-o até o sofá, e voltou à porta para receber o cantor.

Sentia raiva dele.

Como ele ousa vir até aqui depois do que fez Yoshiki passar? Perguntava-se, a cada minuto.

- Toshi. — Iniciou Teh, quando já estava de volta à porta.

- Teh. Que bom vê-la novamente. — Disse ele, em um tom meio cínico, estando a falsidade estampada em sua face.

- ... — A garota não respondeu, apenas o observou.

- Vim ver o Yoshiki. — Falou o cantor, já meio impaciente por ela o estar fazendo esperar em pé, à porta.

- Eu sei. Só ainda não decidi se vou deixá-lo entrar ou não.

- Mas essa decisão não é sua, é? — Disse o outro, provocando a moça.

- Infelizmente, Toshi, nesse momento sim, a decisão é minha. — respondeu Teh, ríspida.

- Deixe-o entrar, Teh. — A voz de Yoshiki soou da sala. Estava dolorida, mas ainda sim, firme.

- Você tem sorte, Toshi. Se dependesse de mim, você já estaria com o nariz enfiado na porta há muito tempo. — Disse ela, abrindo espaço para que ele pudesse entrar na casa.

O cantor nada fez. Apenas mostrou um sorriso cínico para a moça, e dirigiu-se ao interior da casa.

Foi até a sala de estar, que não era distante, e colocou-se à frente de Yoshiki, a uma distância considerável.

O pianista olhava-o sem reação, não sabendo se devia começar a falar ou deixar que o outro começasse.

- Yoshiki eu... queria conversar. — Começou Toshi, quebrando o silêncio e, conseqüentemente, tirando Yoshiki de seus pensamentos.

- Hm... — Disse o outro, sem saber o que mais dizer. Dentro de si, pensava se escutaria o que seu amigo tem a dizer, ou se mandaria aquele que acabou com seu sonho embora dali naquele mesmo momento. — E o que você quer que eu faça?

- Que me escute? — Perguntou, cínico.

- Mas é muito atrevido! — Disse Teh, sentando-se ao lado de Yoshiki. Em seu rosto via-se claramente o ódio que sentia. — Como você consegue, além de vir até aqui, pedir para ser escutado?

- Teh, por favor... — Pediu Yoshiki, segurando a mão da moça, tremendo.

- Desculpe... — Disse ela, sentindo o quanto ele tremia. Olhou para ele, preocupada. -Yoshiki, você está bem?

- Sim, estou bem... — Respondeu, olhando para ela, com um pequeno sorriso nos lábios. E depois, voltou-se novamente para o cantor. — Toshi, eu realmente não sei o que fazer.

- Quem decide isso é você, Yoshiki. — O outro disse, mantendo-se em pé em frente ao pianista.

Depois de um tempo, Yoshiki resolveu deixá-lo falar, mantendo a mão da garota junto à sua.

Toshi iniciou a conversa pedindo desculpas por ser o causador da maior parte da dor que o músico sentia. Suas palavras foram até muito bonitas, mas não o bastante para convencer Teh.

Logo, Toshi começou a falar da banda e acabou até por falar em hide.

Yoshiki, que já estava abalado por estar ouvindo àquele que destruiu o X, começou a ficar nervoso, tanto que era perceptível o quanto estava tremendo.

Seus olhos encheram de lágrimas, e empalideceu.

O cantor parecia não notar e continuava a falar.

Notas finais
Bem, eu quero reviews! ;D