Il Potere Dellamore

8 Arcangeli sono crudeli


Notas iniciais
Meldels, fiquei muito tempo fora né? Mas o que importa é que eu trouxe algumas coisinhas bem legais, e vai curtir mais ainda quem gosta do sobrenatural (coisas fora do comum, não a série, rs)! Espero que gostem e que esse cap supra minha ausência, beijocas!

Eu nunca pensei que morreria aos dezoito anos, na verdade, nunca pensei muito sobre a morte. Mas no momento que o homem negro e o albino entraram na cabana, um filme todo da minha vida passou pela minha cabeça, mas o rosto que mais se repetiu foi o do meu pai. Nunca conversávamos, mas quando o fazíamos eram longas conversas sobre etapas da vida e suas filosofias, quando terminei com meu primeiro namorado, Ícaro, ele me abraçou a noite toda enquanto eu chorava e me fez rir e até achar graça na dor. Não queria morrer e não poder me despedir do meu velho.

Diferente do convencional, nada aconteceu muito rápido. Os arcanjos usavam roupas brancas de linho, o que devia ajudar na locomoção, pois por comodidade que não era, já que fazia um frio danado em Roseto agora. Eles caminharam até o sofá e se sentaram confortavelmente, o moreno gesticulou com a mão para sentarmos, seus olhos amarelos me intimidando. Sentei-me rapidamente na poltrona mais próxima, minha cabeça começou a girar e minhas mãos tremiam, Sebastian também estava tenso, ele sentou próximo a mim e fitou os arcanjos.

– Ayil, velho amigo. – falou o albino de olhos cinza.

– Olá Gabriel, como vai essa força? – disse seco Sebastian.

– Forte. Você sabe jovenzinha, por que estamos aqui? – se dirigiu a mim.

Meu estômago congelou, por um momento, imaginei que eles soubessem do sonho, que vergonha! Fiquei de pálida a um pimentão.

– Hmm, dizer “oi”? – falei sorrindo amarelo.

– Há, que graciosa a sua namorada Ayil, entendo agora por que você se apaixonou por ela. – falou o moreno com um sorriso branco ofuscante.

– Encantadora, Mathias, mas por mais que ela seja meu par perfeito, ela já tem namorado, e não sou eu.

A face dos arcanjos permaneceu impermeável, mas não pude esconder a dor e a surpresa nos meus olhos, senti uma tristeza afundar meu coração em trevas.

– E quem, supostamente, é o namorado dela? – perguntou Gabriel.

– Gianluca. Vocês sabem de quem falo, por que a vigiam desde que ela chegou à Itália. E é por ele que ela está apaixonada, mas para defender a mãe e salvar a própria vida, fez o tolo pedido.

Ambos os arcanjos como Sebastian fitaram-me esperando confirmação, respirei fundo e pus toda a veracidade gerada da minha dor na minha voz, por mais que aquilo me ferisse.

– Sim, é verdade, sou completamente apaixonada por Gianluca, mas temia o que Sebastian faria com a minha mãe se eu não o impedisse, de outra forma nunca me envolveria com esse ser tão frio e desprezível. – mantive expressão fria ao falar, mas por dentro eu gritava de raiva.

– No sonho todos os sentimentos pareciam bem... Hm, reais. — falou Mathias.

– Eu queria me certificar de que ele estava mesmo sentindo algo por mim, e por fim, foi o que aconteceu.

– Então você nega seu interesse? – disse Ayil com um olhar superior, um olhar rude, como ele era antes de aceitar o que sentia por mim.

– Óbvio. Nunca me apaixonaria por alguém que além de ameaçar minha mãe, nunca poderia me tocar de verdade, ou me dar filhos.

Quando falei aquelas palavras, não poderia ter controlado melhor minhas expressões, mas Sebastian vacilou e seus olhos pareciam se encher de lágrimas — se fossem humanos – e dor, com um suspiro ele levantou da poltrona e olhou para o mar que se estendia fora da janela.

– Acho que vocês obtiveram suas respostas, já podemos ir? – Sebastian disse sem nos dirigir o olhar.

Os arcanjos levantaram e se curvaram para mim.

– Siga sua vida o mais normal possível, e quanto a você – se dirigiram a Ayil -, vamos cuidar de você lá em cima.

Fechei meus olhos para o flash de luz que era a forma real dos três arcanjos, e numa fração de segundo eu estava sozinha na cabana. Ayil se fora, para sempre.

~*~

Eu não lembrava ao certo como havia chego a casa, só sabia que estava deitada na minha cama. Tia Francis parecia ter adormecido aos meus pés, já que estava abraçada neles com um pala rosa sobre os ombros, mesmo dormindo pude ver que seus olhos estavam muito inchados, ela deveria ter chorado a noite toda até eu chegar a casa. Tentei levantar sem acordá-la, mas ao mero mexer de pés ela deu um pulo e gritou “Sebastian não!” e pôs a mão no coração tentando se acalmar, levantei-me da cama e a abracei, forte, mostrando que não havia mais motivos para preocupação, não mais.

– Zia, sono qui! – falei já deixando algumas lágrimas escaparem.

– Ah minha querida, ele te machucou? Ele fez alguma coisa? Você ainda quer ficar em silêncio? – perguntava beijando meu rosto onde podia.

– Ficar em silêncio? Do que a senhora está falando?

– Oh cara, não se lembra que ontem chegou aqui como um zumbi e pediu pra não perguntarmos nada? Você está dormindo desde ontem de manhã.

Concentrei-me em lembrar sobre o que ela dizia, mas nada me vinha a cabeça, apenas trechos de uma música dos The Beatles...

Estou amando pela primeira vez, sabia que isso vai durar? É um amor que dura para sempre, é um amor que não tem passado. Não me decepcione...

Voltei a realidade com lágrimas nos olhos, não me decepcione, mas eu o decepcionei, e me decepcionei.

– Bah, que sono longo não? Porém não me lembro de nada tia. Melhor um café da manhã para eu lhe contar tudo.

Descemos para a cozinha e preparamos o café lá mesmo, um típico cappuccino com um croissant, o café normal dos italianos. Enquanto eu bebericava aquela delícia contei para titia o que acontecera na cabana – tirando a parte do sonho, claro – e ela pareceu ficar desconfiada, mas a realidade é que fora a parte dos arcanjos, nada demais havia acontecido.

Ouvimos batidas incessantes na porta, e é claro nos alarmamos, mas quem seria tão cedo? Poderia ser Marco, preocupado, titia me contou que ele viera umas cinco vezes no dia anterior. Ou poderiam ser os arcanjos querendo me matar. Ou poderia ser minha mãe e meu pai, vindo me buscar de voltar. Ou – a mais improvável e fantasiosa, e a que eu mais desejava – Sebastian havia voltado para me buscar.

Caminhamos de vagar até a porta, eu estava tremendo de ansiedade, tia Francesca de medo.

– Quem é? – gritei segurando um rolo de macarrão.

– Sou eu Gianluca, Por favor, abra!

Meu coração ao mesmo tempo em que se aliviou, disparou. Gianluca. Se os arcanjos estivessem ainda me vigiando, eu teria que fingir que o amava e o queria. Abri a porta e Gian me abraçou tão forte que achei que meus pulmões estavam sendo dissolvidos. Ele beijou o topo da minha testa e depois sem proeza nenhuma beijou minha boca, deixei-me cair em seus braços e permiti que ele me segurasse, eu não queria mais sofrer, e sabia que ele só me faria bem.

– Fiquei tão angustiado cara! Como você some desse jeito? Sem ter notícias suas senti que não havia sentido mais para a vida! – falava ele enquanto me olhava nos olhos.

Ta podem me chamar de Cruela, rainha da frieza, do que quisessem, mas que melodrama. Digo, nem namorados somos. Eu sorri fracamente e continuei o abraçando com o rosto enterrado no seu peito, para ninguém ver minha expressão de “okay já podem me deixar à sós com a minha tia”, afinal seus pais estavam junto com ele. Convidamos os Ginoble para o café da manhã, mas a família disse que já havia tomado e que só queriam saber como eu estava sendo assim sentamos todos no sofá e inventei uma história que obviamente não envolvia Sebastian.

Gianluca acariciava meu cabelo e mesmo tendo dormido todo aquele tempo acabei caindo no sono, e quando eu achava que ia ter um pouco de paz...

Corri pela trilha de um bosque escuro, as matas eram completamente diferentes de Roseto, parecia mais que eu estava em um lugar em que nunca fora antes, eu sabia que estava sendo perseguida, ouvia o arfar de alguém atrás de mim e seus passos fortes no chão, eu já estava ficando cansada e queria me refugiar em algum lugar, mas me dei conta de que havia algo estranho. Eu corria muito rápido, inumanamente rápido. Eu estava mais alta. Não sei como, mas no sonho eu podia fazer coisas incríveis, como escalar árvores super altas e pular de uma para outra em uma velocidade de 160 km/h sem cair.

– Morgana, espere, por favor! Preciso falar com você, você precisa de mim! – gritava um garoto ao fundo.

– Esquece, sai da minha cola! – gritei de volta e parei instantaneamente.

O cara que corria atrás de mim não previra a pausa e não conseguiu diminuir a velocidade, quando estava prestes a colidir comigo lhe dei um chute no estômago que fez seus olhos asiáticos ficarem mais fechados ainda, ele cuspiu sangue e me deu um olhar mortal.

– Pare de se esconder, você é uma nefilim e precisa conviver com outros nefilins para aprender seus poderes. Estou indo para Roseto te encontrar.

– Não! – gritei saltando do sofá deixando todos assustados.

– Não o que querida? – perguntou Eleonora.

– Nada, só um pesadelo.

Porque tudo tinha que começar com um pesadelo?

Notas finais
Pequena introdução para o que ela irá se tornar, curtiram? Reviews pleaaase!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.