Ilógico
2 Parte 2
Notas iniciais
Ela estava completamente sobre seu domínio, Zoicite sorria com este fato. Se qualquer um dos generais Shitennous os vissem o repreenderiam, isso era proibido! Quase tão proibido quanto o amor do Príncipe com a Princesa, mas Zoicite não ligava. Fazia parte dele esta loucura, este desejo louco de transgredir regras e se satisfazer. Ela estava olhando para baixo, não tinha coragem de encará-lo, ele sabia. A única coisa que ele não sabia era quanto tempo ela resistiria...
Eles não tinham tempo, não naquele momento... O mais sensato seria esperar ela dar o primeiro passo, mas que se foda a sensatez! Ele a queria e isso era a única coisa que importava...
Delicadamente, ele tocou o queixo dela — ela estremeceu, bom sinal. Sua pele do rosto era suave, ele o movimentou para encará-lo e seus olhos possuíam algo novo, desejo.
O toque dele causou o que Mercury temia, aquele toque gentil e quente fez com que ela desejasse mais e mais... Isso não era bom. O que ela era? Um animal no cio? Ia gritar, não se importava com a ameaça dele, não se importava com a promessa que fez à Serenity...
Mas nada fez... Ficou lá, encarando os lábios finos e firmes dele.
A vontade de beijá-la era intensa, bem como o desejo de realizar coisas mais... Somente esta aproximação e o cheiro salgado doce que ela emanava já o fizera endurecer. A calça estava pequena para o tamanho do desejo que tomou conta de seu corpo.
Sua mão estava no delicado queixo dela, apressou-se a pôr a outra mão em sua cintura e eliminar toda e qualquer distância existente entre ele. Começou a beijá-la, primeiro delicadamente, selinhos que cobriam seus lábios e o queixo dominado pela mão. Depois apertou mais o corpo dela no dele e tentou aprofundar o beijo. Mercury apesar de quase completamente entregue, resistiu, mas não por muito tempo. Abriu os lábios para o hálito fresco daquele homem que nem o nome conhecia. A sensação era intensa, quente. Estava quase que completamente úmida.
Mercury deslizou as mãos por cima da jaqueta que ele usava, mas não era aquilo que ela desejava, queria a pele dele aquela pele quente e bem torneada escondida por aquele pedaço de tecido. Abriu-a e começou a explorar seu peitoral desnudo.
Ele gemeu entre o beijo e começou a tomar posse do pescoço dela mantendo uma trilha de saliva por onde a língua dele passava.
–- Seu gosto é bom... – ele falou com voz rouca em seu ouvido. Mercury somente gemeu, não poderia formular palavras, qualquer ação neste sentido levaria-na a afastar o corpo dele do dela...
Os dedos fortes dele deslizaram pelas cortas de Mercury ameaçando a abrir o vestido. Isso ela não poderia permitir... Estavam no meio do corredor do castelo. Com muito pesar afastou o corpo dele do dela.
Ambos estavam ofegantes, mas ele não desistiria tão fácil. Jogou a jaqueta que ela havia aberto para longe e investiu mais uma vez para ela. Uma mão passou pela sua nuca arrepiando seus cabelos azuis curtos, enquanto a outra voltou para a cintura, evitando que ela fugisse – Lady Mercury, sei que você quer isso tanto quanto eu...
A distância fez bem para Mercury, ela recuperou um pouco da sanidade que ele havia tomado com aquele beijo – Não... – o “não” dela fez somente se intensificar o desejo dele, que voltou a beijar o pescoço da guerreira. – Aqui... não...
Ela segurou o rosto bonito dele e implorou – Vamos para outro lugar, meu quarto... pode ser...
Apesar dele gostar da adrenalina de ficar nestas condições em um local tão público quanto o corredor do castelo proibido aos habitantes de Elysion, o convite dela foi mais atraente. Ele aproximou os lábios do lóbulo da orelha dela, mordeu-o delicadamente – Ia adorar... -- ele colocou os braços dela sobre o pescoço dele, sempre hipnotizando-a com seus olhos, deu impulso e elevou-a a seu colo. Passou o rosto por seu pescoço e sussurrou em seu ouvido – Me guie até ele...
Ir pelo corredor do castelo sendo levada por um guerreiro de um reino tabu era demais para Mercury, mas por que ela estava gostando? A adrenalina embebida no desejo que ela possuía por aquele homem fazia-a querer esta loucura. Quando ela ficou tão ousada?
Seu quarto era no mesmo andar das estufas, no térreo, ela queria esta proximidade com o solo, com a água. Algumas portas se passaram e enfim chegaram à porta de seu quarto.
Não fomos vistos...
Esta nota de alívio preencheu a mente de Mercury, já seu guerreiro inominado empurrava a porta com os pés.
O quarto da guerreira era na verdade um pequeno apartamento com sofás brancos confortáveis na parte inicial e uma mesa de centro de vidro bem organizada. Ao fundo havia um balcão de mármore branco e vidro que fazia divisa para uma limpa e pequena cozinha. Ao lado era possível ver um grande aquário com diversos peixes multicoloridos e uma estante abarrotada de livros. Logo atrás o que mais interessou o guerreiro: uma grande cama de plumas com edredom branco acolchoado.
Ele rumou para a cama, voltando a envolver a guerreira em seus beijos. Ele colocou-a em sua cama que cedeu pelo peso dos dois. A respiração quente dele a fez tremer por antecipação, ou foram as mãos másculas e o jeito que ele as movia por sua coxa e cintura, elas roçavam sua pele fria de maneira tão carinhosa e sensual que quase a fez gemer.
Ele montou sobre a cintura fina de Mercury, afastando a boca da dela, enlouquecida de desejo ela fez um muxoxo de reclamação – Nãooo..
Ele sorri com prazer – Então peça para eu continuar...
–- Continue – ela implorou...
–- Zoisite... – ele a beijou no pescoço enquanto abria o uniforme dela e expunha o soutie de cetim – Chame meu nome...
— Continue... Zoisite.
Ele sorriu e caiu faminto em seus seios rosados. Adorando a forma que o peito dela arfava e como ela, a garota arrogante e sabe-tudo, implorava para que ele não parasse.
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