If You Say So

7 Olá, De Novo


Notas iniciais
Primeiramente, gostaria de pedir desculpas pelo atraso. Eu não consegui escrever nada, mas felizmente saiu alguma coisa. Espero que quem esteja lendo, aproveite bem o capitulo.

Kurt abria os olhos lentamente e foi vendo borrões se transformando no rosto de seu pai, Carole e Adam. Todos o encaravam com semblantes de preocupação. O menino estava desacordado fazia muitos dias desde o ataque na casa de Adam.

— Finalmente você voltou rapaz! — Burt contente, pegou na mão do filho

Kurt apenas sorriu. Não estava bem. Sua cabeça doía e seu corpo estava amortecido.

— Assustou todos nós querido – Carole se aproximou também e deu um beijo na testa de seu enteado.

— Você sabe o que nos atacou Adam? — Perguntou preocupado.

Adam respirou fundo. Se aproximou da cama e sentou-se.

— Não, realmente não sei. — Disse olhando nos olhos de Kurt. — Mas já passou. Agora estamos bem – Mostrou um sorriso confortante.

— Não! — O garoto gritou dentro do quarto de hospital – Quem me atacou, possivelmente foi o mesmo que atacou Blaine e essa pessoa não vai descansar enquanto não me matar. — Disse em tom amedrontado.

— Filho se acalme! — Apertou forte a mão de Kurt – Não vamos deixar que ninguém mais se machuque. A polícia está cuidando disso.

Kurt revirou os olhos impaciente.

— Assim como acharam a pessoa que tentou matar meu noivo?! — Gritou revoltado.

— Tenha paciência meu querido, essa pessoa estará presa quando menos esperar. — Carole tentou amenizar a situação.

— Posso falar com Kurt em particular? — Adam pediu.

Burt e Carole se entreolharam e balançaram a cabeça positivamente. Ele deu um beijo em seu filho, enquanto a mulher lançou um sorriso para o mesmo. Antes que os dois saíssem, uma enfermeira abriu a porta e disse:

— Sinto muito, mas o tempo para visitas acabou.

— Posso ficar mais cinco minutos. Por favor? — Adam pediu a moça de uniforme branco.

— Não, me desculpe, mas são regras do hospital. — Respondeu, deixando Adam desapontado.

— Vamos garoto, amanhã poderá vê-lo de novo. — Disse Burt dando um tapa de leve em suas costas.

— Fico feliz por ter acordado senhor Hummel. Tenho um recado para ti. — Disse a enfermeira, entregando um papel a Kurt.

A sala ficou vazia. Ele abriu o papel que estava dobrado. Nele havia escrito apenas uma frase, algo que o deixou mais aflito.

“Isso foi só parte de um susto. Pena que Blaine não terá a mesma sorte hoje a noite.”

O garoto gritou pela enfermeira, mas não adiantou, ninguém apareceu. Então ele levantou devagar da cama, sentiu seu corpo mole e segurou-se ao redor da mesma. Pegou suas roupas no armário e vestiu. Antes de sair, colocou o bilhete no bolso de sua calça e se desplugou de tudo que o ligava aos aparelhos de hospital.

Em nova Iorque, Rachel se encontrava no palco de ensaio. Todos os dançarinos praticavam seus passos de dança e Jesse estava sentado na ponta do mesmo. Eles não se falavam por duas semanas desde o beijo. O silêncio permanecia constante lá, até que Rupert entra todo sorridente, e não estava sozinho.

— Quero todos ao meu redor. Tenho ótimas notícias.

Como pedido o elenco inteiro da peça se reuniu ao redor de Rupert para ouvir o que ele tinha a dizer.

— Obrigado. Gostaria de apresentar nossa Fanny Brice substituta, senhorita Harmony Destiny! — A garota ficou a frente de Rupert e foi aplaudida pelos novos colegas.

— Rupert, a gente não havia conversado sobre isso? — Rachel olhou dos pés a cabeça a novata e a desprezou com o olhar.

— Sim, e eu pensei melhor. Não posso arriscar minha estadia na Broadway. — Disse em tom inseguro.

— Mas..

— Mas nada Rachel, seja colega e cumprimente a senhorita Destiny! — Repreendeu a garota.

Rachel deu dois passos a frente e continuou fulminando a menina com os olhos.

— Já não nos conhecemos? — Perguntou

— Sim, se bem me lembro competimos uma Sectionals juntas. E também cantei para você e mais um garoto. — Sorriu ao lembrar da performance arrasadora

— Ai meu Deus é a Gerber baby! — Gritou Rachel espantada.

— Vejo que lembrou de mim. — Disse Irônica – Não se preocupe comigo Rachel, pois só ficarei aqui esperando o momento de ver você cair do palco. Então “Quebre a Perna”. — Harmony saiu e foi de encontro com Rupert.

— Vejo que ganhou uma inimiga, agora sim me parece a Broadway – Jesse falou ao se aproximar de Rachel. — Como está? — Perguntou desconfortável.

— Incomodada – Respondeu ríspida

— Sinto muito. Então.. Pensei no que me disse e vou dizer ao Rupert que desisto. — Mostrou um semblante triste.

— Não. Preciso que me ajude a destruir essa garota. — Pediu – Não vai me ameaçar e ficar com o meu papel. Você e eu sabemos que nasci para interpretar Fanny.

Jesse ficou feliz em ver ela pedindo sua ajuda. E com isso resolveu permanecer na peça.

— Vamos derrubar a Vadia! — Disse Rachel determinada

Na casa de Rachel, Quinn e Santana estavam sentadas no sofá sem conversar. O Silêncio era devastador para ambas, mas a situação era delicada. Qualquer palavra interpretada de forma errada e isso se tornaria mais constrangedor.

— Então eu saio por uma semana e a Hobbit hospeda Mercedes, logo depois minha vitamina acaba. Coincidência? Acho que não. — Diz a latina insatisfeita.

— Não seja hostil Santana, ela precisa de um lugar. — Quinn repreende.

— Tudo bem, mas as minhas vitaminas ficarão em outro lugar.

— Podemos falar sobre nós? – Pergunta a loira aflita.

— O que tem nós? Não há nós – Responde Santana de forma ignorante.

— Ok, você quer fingir que nada aconteceu, tudo bem por mim. — Quinn levantou-se furiosa.

No momento em que a loira se levantou, Santana a puxou de volta. As duas deitaram no sofá, com a latina por cima. Quinn a beijou.

Um beijo intenso que deixou as duas com vontade de mais. Santana deslizou a mão pelo zíper da calça de Quinn e abriu lentamente, a loira retirou sua blusa, mas impediu da morena ir adiante.

— Vamos para o quarto, antes que alguém chegue e nos pegue em uma situação constrangedora.

Santana concordou e apressadamente as duas se dirigiram ao quarto da mesma.

Já estava anoitecendo, quando Kurt finalmente conseguiu chegar em casa. Estava mal, não tinha folego para falar, nem força para bater à porta. Sentia-se atordoado com as palavras escritas naquele bilhete. Imaginava milhares de pessoas que já lhe fizeram mal, olhava para estranhos e sentia sua adolescência voltando. Sentia as dores usuais nas costas, depois de colidir com um armário, as lágrimas que escorriam em seu rosto após ser insultado de várias palavras ofensivas que não se enquadravam ao seu modo de ser.

Porem depois de tudo aquilo acontecer, ele continuou vivendo. Teve apoio de seus pais, Finn, Rachel e o clube do coral.

Ele não era mais um ser frágil, agora sabia se defender, e lutaria contra quem fosse para salvar seu noivo.

Seu pai abriu a porta no momento exato que Kurt resolveria bater, ele segurou seu filho nos braços, que vinha cambaleando até então. Gritou para Carole trazer um copo d' água e sentou o garoto no sofá. Ele tremia assustado, mas não falava nenhuma palavra.

De repente, o garoto retirou o bilhete do bolso e entregou ao seu pai. Carole já havia chegado com a água e esperava para saber o que havia acontecido. Burt sentou, após ler as palavras no bilhete. Segundos depois ligou para a polícia e se dirigiu até a cozinha.

— Kurt você está bem meu querido? — Perguntou Carole preocupada – Como saiu do hospital?

Agora com um pouco do folego recuperado, o garoto olhou para a madrasta e respondeu:

— Estou melhor, obrigado pela água. — Sorriu e tomou o último gole – Voltei, pois Blaine está correndo perigo, preciso ajudá-lo – Levantou-se com um pouco de dificuldade.

Carole levou o enteado consigo para a cozinha, onde estava seu marido andando para os lados com a mão na cabeça.

— Alguém pode me dizer o que está acontecendo? —Perguntou novamente, preocupada.

— Essa pessoa que está maltando Kurt, o ameaçou por bilhetes. Blaine pode sofrer algo nesta noite. — Disse Burt.

— Sofrer? Como assim? — A mulher se desesperou.

O homem entregou o bilhete a ela e a reação não foi diferente dos demais.

— Temos que chamar a polícia! — Ela gritou assustada.

— Já foi chamado, mas eu concordo com Kurt, eles não vão fazer nada. — Disse o homem. — Por isso vou até o hospital.

— Ah mas não vai mesmo! — Gritou Kurt se desprendendo do Braço de Carole. — Você tem problemas sérios do coração, não pense que vai bancar o herói.

— E você que vai salvá-lo? Kurt acabou de sair de uma cama de hospital. Sem contar que não vou deixar arriscar sua vida. — O pai repreendeu o garoto.

— Vamos ser racionais! — Carole interrompeu os dois – O hospital é cheio de seguranças, ninguém vai deixar Blaine se machucar.

— Esta pessoa tem contatos, ela persuadiu a enfermeira que me entregou o bilhete, então um médico pode trocar seus medicamentos e matá-lo. — Respondeu trêmulo ao pensar na situação. — Eu não posso deixar isso acontecer.

— Então vamos todos? — Pediu a mulher, olhando para os dois

— Sem minha presença você não sai daqui Kurt – Afirmou o homem com convicção.

— O.k., mas tomem cuidado.- Ele respondeu de forma insegura

De modo mais rápido, os três pegaram os casacos e saíram com pressa de casa. Kurt estava com medo, receoso de que algo ruim acontecesse, mas também, ainda esperançoso, pois podiam prender o agressor nesta noite...

Em Nova Iorque o Clima estava leve. Rachel convidou os amigos para uma janta no apartamento. Tirando o fato que todos, exceto Jesse já moravam lá.

Mercedes estava colocando os pratos na mesa, e Rachel os copos. Jesse ainda não chegara, porém não demoraria muito.

Quinn e Santana saíram juntas do quarto. Não paravam de sorrir.

— Só saíram agora do quarto? — Mercedes perguntou em tom malicioso.

— Deixa elas Mercedes, garanto que tinham muito a conversar. — Rachel Piscou para Santana.

— Sim, conversamos muito... — Respondeu Quinn meio sem jeito.

Rachel sorriu ao ver as amigas se dando bem. Essas semanas haviam sido muito intensas, e ela tinha certeza que todas achavam que um jantar entre amigos ajudaria muito.

A campainha tocou e Mercedes correu para atender. Todos esperavam Jesse, que estava 10 minutos, atrasado. Ao abrir Mercedes se surpreende com quem estava parada

— Você aqui, garota! — Surpresa, abraçou ela

— Jesse entra logo, Queremos... — Santana foi surpreendida também ao ver quem era. — Brittany, o que faz aqui?

Ao ouvir o nome que a latina pronunciou, o sorriso de Quinn sumiu de seu rosto. Rachel apenas abaixou a cabeça decepcionada. Jesse chegou segundos depois e entrou sem chamar muita atenção. Os braços que a tarde toda tomaram o corpo de Quinn, agora tomava o da ex, por qual Santana nunca havia superado.

A família Hummel já estava no hospital esperando a recepcionista atendê-los. O garoto estava impaciente e queria correr até o quarto de Blaine.

— Posso ajudá-los? — Perguntou a recepcionista

— Sim! — Kurt tomou a frente – Quero ver Blaine Anderson, quarto 201

— Oh sim! Mas receio que terá que voltar amanhã. Os horários de vista já não estão mais disponíveis.

— Eu preciso vê-lo. Me dê 5 minutos, por favor – Suplicou Kurt a mulher

— Tudo bem, mas ninguém pode ficar sabendo. — Sorriu e levantou para levá-lo até o quarto

— Podemos ir também? — Perguntou Burt

— Lamento, mas só um poderá ir. —Respondeu ela

— Tome cuidado garoto, estarei aqui se precisar. — O homem deu um abraço apertado no filho e o deixou ir.

Kurt tremia a cada quarto que passava naquele lugar. Via pessoas em estados muito ruins de vida. Sentiu pena. A mulher que o levava, mantinha um sorriso no rosto, era um sorriso perturbado. O mesmo como alguém em estado insano.

Quase chegando, as luzes do corredor começaram a falhar, até se apagarem completamente. Flashes da casa de Adam voltaram a sua memória e suas pernas tremiam muito.

— Sinto, mas deverei voltar ao meu trabalho. — Ela se retirou rapidamente.

Kurt adentrou o quarto escuro e ouviu uma mulher gritar do lado de fora. O susto foi enorme que o fez trancar a porta.

— Blaine? Cadê você? — Perguntou sem enxergar nada.

— Kurt? Que bom que é você! — Blaine expressou um aliviou ao ouvir a voz do noivo.

Os dois se abraçaram rapidamente e Kurt deu um beijo no menor.

— Eu sei que não lembra de mim, mas eu te amo e estou aqui pra te proteger – O garoto abraçou forte o noivo.

— Eu sei quem é você sim. Sei também que te pedi em noivado. Estou lembrando das coisas, de forma lenta, mas estou – Disse contente.

De repente uma pessoa encapuzada, vestida de preto sai de trás da cortina. Ela segurava uma faca na mão e correu na direção de Kurt. O mesmo desviou da arma e segurou a mão do agressor. Blaine deu um salto da cama e pegou um abajur.

Kurt lutava para desviar a faca de seu rosto. Ele deu um chute do estômago do agressor, que cambaleou para trás. Blaine jogou o abajur, mas errou o alvo. A pessoa correu em direção a porta, mas foi impedida por Kurt, que se opôs na frente. Ela empurrou o garoto, que caiu de cotovelos no chão e foi recebido pelo abraço de Blaine. O agressor saiu correndo pelos corredores e não foi visto mais.

As luzes acenderam e os dois continuavam abraçados. Burt e Carole, junto de um policial entraram apressados no quarto.

— Vocês estão bem? — Perguntou Carole assustada.

— Agora sim, o agressor saiu correndo. — Blaine respondeu ofegante.

Notas finais
O que acharam? Britt está de volta, será que Santana vai resolver as coisas? E Kurt descobrirá quem é o agressor? Os capitulos serão atualizados nos domingos as 19:30. Beijos! #WeMissYouCory