If You Say So
2 Eu Ficarei Ao Seu Lado
Notas iniciais
Acabara de amanhecer em Nova Iorque. Todos estavam lidando com a perda de Finn, quando Tina havia ligado e avisado Kurt que seu noivo sofrera um acidente, felizmente ele estava bem, porém uma coisa ruim havia acontecido; Blaine perdeu sua memória.
No mesmo instante que a ligação terminou, Kurt foi correndo arrumar as malas. Por ele já tinha partido no mesmo instante, mas Rachel convenceu o amigo a ir no outro dia, já que Blaine estava bem.
Nesse momento, Kurt já deveria partir para Ohio. Lima era o lugar que os dois amigos jamais quereriam voltar, mas depois do acidente Kurt só pensava em ficar ao lado do companheiro. Rachel permaneceu em Nova Iorque com Santana, pois as duas não conseguiram uma dispensa do restaurante, como Kurt, e a judia ainda tinha que se preparar para Funny Girl.
Santana havia sido a primeira a levantar naquela manhã. A Latina não tomava café. Rachel ainda estava deitada, pois ficou consolando o amigo na madrugada. Já ela não, estava fria após a morte de Finn, sentia constantes saudades da ex namorada, e não encontrava consolo na atual. Dani era uma garota legal, mas não deixava Santana totalmente apaixonada. Talvez por ainda ter sentimentos por Brittany. E onde estava Brittany, afinal? Ela sabia que a garota havia saído do colégio, onde estudaram juntas, para entrar em uma espécie de faculdade.
Ela olhava-se ao espelho e via outra mulher, diferente do que era antes. A tristeza fazia parte do seu cotidiano, seu semblante era sempre deprimido. Ela não tinha uma profissão, diferente de Rachel que chegou e conquistou algo em NYADA, e logo após ganhou o papel principal em uma peça da Broadway. Kurt foi pedido em casamento e ainda formou uma banda, da qual ela participava. No entanto não trazia nenhum contento. Ela queria algo grande, mas na maioria do tempo estava servindo comida nos restaurantes, porém era seu meio de sustento. Não podia se demitir, mas do mesmo modo sabia que não podia continuar infeliz.
Após fazer um coque em seus cabelos escuros longos e vestir seu uniforme de trabalho, ela saiu de casa. Tomou cuidado para não bater a porta e acordar Rachel. Já que ela ainda estava de licença.
No caminho, ela notou que abrira uma nova casa de stripper, achava nojento que as mulheres se sujeitavam a um nível tão baixo, para mostrar o corpo para homens sujos que, geralmente deixavam suas esposas em casa para jogar dinheiro fora. Ela lembrou que usou seu corpo para transar com alguns garotos no colegial, mas se considerava estar em uma fase confusa.
Chegou no restaurante e já estava cheio. Revirou os olhos ao ver seu chefe. O homem era muito irritante e Santana afastava-se o máximo que podia, para não soltar a verba e não ser demitida.
Seu chefe, no entanto, não parece pensar do mesmo jeito. Logo que viu a latina adentar o restaurante, ele a chamou e os dois entraram em uma sala. Ela ligeiramente estranhou, mas seguiu calada.
— Sente- se Santana, precisamos conversar – O Homem disse com um semblante sério.
—Pode começar – Disse ela já sentada na cadeira.
— Bem, como sabe deve saber, eu contrato vários funcionários durante o ano – Disse olhando para a lousa, onde havia a foto de todos os funcionários. – E por consequência, tenho que demitir alguns também. Você me entende? – Perguntou ainda com semblante sério.
— Não tanto – A Latina respondeu confusa
— Está demitida Santana. Já coloquei alguém no seu lugar
Ela ficou sem palavras. Estava chocada por ter sido demitida. Nem sabia o porquê da decisão, mas já não importava. Ela resolveu sair daquela sala antes que começasse a chorar.
Ao sair, Dani veio ao seu encontro:
— Está tudo bem meu amor? – Perguntou preocupada.
— Eu fui demitida Dani. Estou arrasada! – Santana chorou no ombro de Dani.
— Vai ficar tudo bem, ok? Vá para casa depois nós conversamos – Disse a mulher para a namorada que concordou e soltou Santana após receber um olhar de desaprovação do chefe
Ela saiu rapidamente do restaurante. Não queria mais voltar ali, estava com ódio de seu ex chefe. Como ela iria se sustentar agora? Ela achou que deveria sair a procura de um emprego novo, antes que seus amigos descobrissem. Sempre carregava currículos em sua bolsa, caso alguém importante entrasse no restaurante. Sem demora ela partiu em busca de um novo emprego.
Rachel já havia acordado e estava preparando seu café da manhã. Notou que estava sozinha. Ela passou a noite em claro, dando apoio a Kurt, que precisava dela. Também estava preocupada com Blaine. No entanto, estava pensativa com a peça. A estreia demoraria um tempo, mas os ensaios já iam começar. Estava ansiosa para saber sobre seu novo parceiro, claro que não estava pronta para nenhum relacionamento no momento, mas seu parceiro teria que ter química, ou a peça seria um fracasso. Sua carreira acabaria, mesmo antes de começar. Não podia deixar que isso acontecesse, seria o Fim. De repente um meio sorriso formou-se em seu rosto. Era disso que Finn gostava nela. Sua perseverança. Quando a garota queria algo, ela conseguia. Pena que ele não poderia prestigiá-la na estreia e nem nas próximas. Agora uma lágrima escorria pelo rosto, ao lembrar do falecido amado. E por mais que fosse um sonho, ela devia acreditar que Finn estava certo, e estaria feliz se estivesse vivo.
Uma batida na porta, faz a judia sair de seus pesamentos vagos. Rapidamente ela vai atender e surpreende-se com quem está pelo outro lado.
— Quinn! – Diz Rachel surpresa com a visita.
— Que saudades!- A loira dá um abraço na garota.
As duas entraram e sentaram no sofá. Rachel estava feliz de rever a amiga, mas queria entender o motivo da visita. Quinn sempre estava ocupada em Yale e nem vinha para Nova Iorque, não apareceu no funeral de seu amado, pois tinha tanta coisa para fazer. Ela deve ter se sentido péssima, por perder, afinal ela foi uma parte muito importante na vida do garoto.
— Como estão as coisas por aqui. Onde estão os outros dois? – Olhava para os lados referindo-se a Kurt e Santana.
— Estão bagunçadas. – Disse ela tristonha. — Kurt voltou para Lima, após Blaine sofrer um acidente e perder a memória e Santana deve estar trabalhando no restaurante.
— Que Horror! – Disse a loira apavorada. – Blaine está bem? Santana em um restaurante?
Rachel assentiu com a cabeça.
— Como disse, ele não lembra de nada e Kurt vai tentar ajudá-lo. – Respondeu – Todos trabalhamos lá, é um lugar divertido... – Suas palavras saíram pausadas. Definitivamente aquilo não era nada divertido.
— Soube que vai estrelar sua primeira peça! – A Loira abraçou animada a mulher de novo
— Sim, estou tão feliz.- Ela disse – Mas me diga, o que veio fazer aqui? – Perguntou a judia curiosa.
— Eu dei um tempo na faculdade, vim dar o meu apoio a vocês. – Deu uma resposta não muito convincente
A verdade é que desde o falho casamento de Schuester, ela vem pensando em Santana de outra forma. Uma forma que jamais pensaria. Estava lá para poder ficar com Santana de novo e enfrentar esse novo sentimento. Porém não sabia se dessa vez seria correspondida. Da última vez, a latina estava deprimida por acabar o relacionamento com Brittany, então Quinn foi seu consolo, mas a loira acabou apaixonada. Só não sabia como dizer isso a amiga.
Em Ohio Kurt já estava no hospital em que Blaine estava internado. Havia visitado o quarto do noivo algumas vezes, mas em todas ele estava sedado e não puderam conversar. Também pouco adiantava, pois Blaine nem lembrava do amado e isso doía em Kurt.
O clube do coral estava todo ali, menos Unique que deixou o grupo por oportunidades maiores, porém não foi revelado o que era. Todos esperando uma melhora de seu companheiro de clube.
— Como ele está? – Perguntou Tina preocupada.
— Do mesmo jeito – Kurt respondeu amargurado.
— Não fique triste Kurt. Blaine é forte e vai sair dessa, rápido – Disse Sam tentando consolar o amigo
Um policial adentrou a sala onde todos estavam e foi em direção de Kurt.
— Posso falar contigo garoto? – Perguntou ele com um semblante sério
Kurt assentiu assustado com a cabeça e os dois saíram da sala.
— Posso ajudar em algo senhor? – Ele perguntou
— Na verdade pode – O Oficial confirmou. – Vou lhe fazer algumas perguntas que possam me ajudar a descobrir quem cortou o freio do carro de seu namorado.
— Cortaram o freio? – Perguntou incrédulo
— Sim. Parece que alguém queria se livrar dele. – Respondeu o policial
— Não entendo. Blaine não tem inimigos. É um garoto tão sociável, gentil, amável – Uma lágrima caiu de seu rosto ao falar do noivo
— Algum motivo essa pessoa teve. – O policial deu a entender que Blaine havia feito algo para tentar matá-lo.
— Duvido muito – Kurt respondeu ríspido, diante da acusação. – Mas pode continuar com as perguntas.
O Policial interrogou Kurt sobre a vida de Blaine por mais alguns minutos e partiu. Kurt voltou a sala e tentou fazer uma visita a Blaine, que já estava acordado. Tina estava saindo do Quarto com um meio sorriso no rosto.
— Ele está bem Kurt. Acho que não demorará para recuperar sua memória. — disse entusiasmada
Kurt disfarçou um sorriso para a asiática e deu alguns passos rumo ao quarto de Blaine. Estava aflito, mas ele tinha que encarar que se próprio noivo não lembrava de nada, inclusive sobre seus planos futuros.
Dentro do Quarto ele vê Blaine sentado comendo uma sopa. Kurt sentiu vontade de correr e abraçá-lo, mas se conteve. O garoto parou de comer e mostrou um sorriso radiante ao ver Kurt. Nesse momento, Kurt pensou que ele poderia ter se lembrado, que nem tudo estava perdido. Ele aproximou-se da cama e perguntou:
— Lembra de mim Blaine? Sou seu noivo – Disse contente.
— Noivo? – Perguntou confuso – Me disseram que era solteiro e Hétero
A expressão de Kurt mudou. Quem poderia ter dito isso ao Blaine. Fazia parte de uma brincadeira, ou alguma enfermeira havia dito isso? Mesmo assim, Kurt estava triste, com muita vontade de chorar. Ele saiu apressadamente do quarto e derramou lágrimas pelo caminho. O clube do coral na sala ao lado o viu passar rapidamente e foram atrás. Menos Tina que preferiu ficar ao lado do melhor amigo e cuidar dele.
Estava quase escurecendo em Nova Iorque e Santana não havia conseguido nada. A Latina sentiu-se um fracasso e queria chorar ali mesmo na rua. Quase chegando em casa, ela passou novamente pelo bar de stripper. Resolveu entrar e pedir um emprego. Mesmo achando tudo nojento, era uma das poucas oportunidades que teria, e faria questão que ninguém descobrisse. Ela falou com o responsável pelo bar e foi contratada na hora.
— Quando começo? – Perguntou tentando não aparentar desanimada.
— Por que não começa comigo? – Disse um homem bêbado fitando o corpo de Santana que ainda vestia seu antigo uniforme.
A Latina se virou para xingar o cliente mal-educado. Era horrível receber tratamento assim. Quando ela se virou, percebeu que conhecia o homem bêbado e se espantou
— O que faz aqui? – Perguntou Incrédula
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