Notas iniciais
"Diga o que você precisa dizer". Puck decide acabar com sua vida, mas é capturado pelo agressor para ser alvo de um jogo doentio. Emma, não satisfeita, decide chamar Rachel para contar a verdade a respeito do bebê, mas acaba descobrindo coisas novas que vão chocar a todos. Quinn e Santana dão mais um passo para o futuro juntas.

Puck estava incrivelmente cansado e tinha rodado por toda cidade na noite de ontem. Se sentia humilhado e não queria nunca mais ver Quinn ou Santana em sua frente, também sentia uma vontade enorme em acabar com sua vida. Estava deitado em meio aos sacos de lixos jogados na calçada, segurava uma garrafa de vodca na mão, não sentia ânimo nenhum de sair dali, não enxergava quem quer que fosse, mas ainda podia sentir algum toque. Tanto que ele sentiu uma mão gélida que encostara em seu ombro.

— Puck? Você está bem? Te procuramos a noite toda.

Ele tentou abrir os olhos lentamente, um raio de luz invadiu suas retinas e o fez fechar os mesmos instintivamente. No entanto, mesmo sem conseguir ver, ele reconheceu aquela voz.

— Tina? Se for você, quero que me deixe em paz e não diga que me viu.

Ela soltou um riso abafado e foi tentar levantá-lo do chão, mas ele se mexeu rapidamente e afastou a garota de perto.

— Já disse que quero ficar em paz. – Gritou – Vou acabar com meu sofrimento ainda hoje.

Ela revirou os olhos, se aproximou lentamente da garrafa que ele segurava e a pegou, observou e tomou o último gole. Logo após, em um rápido movimento, ela golpeou ele com a mesma e sorriu maléfica.

— Agora vamos para minha casa. – Disse mostrando um semblante diabólico no rosto.

Obviamente ela não o levaria sozinha, e após um estalo de dedos um homem encapuzado o pegou pelos braços e ergueu até encaixa-lo nos ombros. Estavam prontos para irem a qualquer lugar.

Rachel acordou de um sono arrastado e pesado. Havia dormido na casa de Blaine porque Kurt não apareceu no casamento e também não atendera nenhum telefonema. Estava preocupada com o que poderia ter acontecido a seu melhor amigo, mas antes de dormir lembrou que Blaine falava com alguém de madrugada. Seria Kurt, Burt, a polícia? Não, não iria pensar nada ruim, pois seu amigo era forte e ninguém o machucaria.

Ela levantou da cama devagar e foi olhando para todos os cantos do quarto. Parecia que procurava algo importante, mas sua expressão era vazia. Pegou o celular para verificar as horas e notou que havia três chamadas perdidas de Jesse. Ora, o que ele queria agora? Pensou.

No entanto, ela sabia a resposta. Eles dormiram juntos e ele queria verificar como a mesma estava, mantendo o interesse que sempre demonstrou, e por alguma razão desconhecida, ou talvez nem tanto, ela estava gostando, mas se negou a ligar de volta. Tinha prioridade em saber como Kurt estava, e ia fazer isso.

Ao descer para a cozinha, ela encontrou Blaine e sua mãe tomando café e conversando alegres. Ele parecia despreocupado, e isso aliviou os maus pensamentos dela. Quem sabe ele não teria recebido uma boa notícia nesta manhã? Seu sono havia sido tão pesado que nem se lhe jogassem um telefone no rosto, ela acordaria.

— Bom dia – Ela os cumprimentou com um breve sorriso.

— Bom dia, Rachel – Os dois responderam em uníssono. E após riram bobos da situação

— Desculpe, isso não acontece muitas vezes – Blaine complementou ao parar de rir.

Rachel mostrou um sorriso amarelado. Estava curiosa a respeito de Kurt, mas não queria perguntar de supetão.

— Pode sentar e servir-se, quero que sinta-se o mais confortável possível. – A mãe mostrou um sorriso simpático enquanto recolhia as louças e levava para a pia.

— Na verdade, eu nem escovei os dentes ainda – Rachel disse um pouco envergonhada – Vim antes para saber algo de Kurt.

— Ah, não se preocupe, eu falei com ele nesta madrugada. Está tudo bem. – Ele disse terminando de engolir um pedaço de pão.

— Trate de subir, escovar os dentes, voltar aqui e tomar café – Seu tom era repreensivo, mas seu semblante continuava simpático. – Aqui ninguém sai de casa antes de comer – Lançou uma piscadela para Rachel e pegou o casaco.

Blaine que já decorara os passos de sua mãe, levantou e abriu a porta para a mesma sair, antes dela ir, ele deu um beijo na testa da mesma, e disse:

— Bom trabalho mamãe, amo você

Ela retribuiu o beijo e saiu cantarolando, o que fez Rachel lembrar ligeiramente de Shelby. O garoto vendo ela parada, tratou de recordar o que sua mãe havia dito antes de sair, e fez a judia subir apressadamente.

Lá em cima, ela pegou celular e discou o número de Jesse e após uns minutos de relutância, ela limpou da tela e tornou a guarda-lo de volta. Não demorou muito e o mesmo tocou, ela retirou do bolso e atendeu;

— Oi – sua voz falhou – Eu estava verificando suas chamadas agora, o casamento foi uma loucura – De algum modo tentou se explicar.

— Tudo bem Rach – O tom de Jesse era compreensivo – Liguei para lembrar que o julgamento de Rupert é hoje.

Suas pernas tremeram. Como ela poderia ter esquecido que o julgamento do produtor da peça era hoje? Ela era uma testemunha para colocá-lo na prisão, lugar onde deveria ter ido a muito tempo.

— Droga, eu me esqueci. – Bateu com a mão na própria testa em forma de castigo – Jesse você precisa estar lá por nós, diga que vai!

Ele soltou um riso abafado e respondeu:

— É claro que estarei, te ligo para contar as novidades. Até Rach – Dito isso ele desligou e ela ficou esperando um tempo na linha.

Não havia sido tão ruim quando imaginara. Quem sabe ele já não havia se cansado dela e se apaixonado por outra? Seria algo bom, afinal ela estava querendo isso.

As respostas não chegavam e sua mente a deixava mais confusa. Amar ou não, questão que ela achava que não pensaria tão cedo.

— Rachel o café vai esfriar! – Blaine gritou lá debaixo

— Eu já estou descendo! – Gritou de volta, mas se manteve parada pensativa

— Já não era sem tempo, tive que esquentar seu café de novo! – Blaine reclamou quando viu Rachel descendo as escadas.

— Ora pare de reclamar e vamos, temos que conversar com Kurt.

— Mas e sua refeição? Minha mãe...

— Diga que tomei e adorei, não vai ser a primeira vez que mente para ela. – Rachel o interrompeu e foi em direção a porta.

— Como queira senhorita Berry. – Blaine debochou

Antes deles saírem, ele arrumou a gravata borboleta a frente do espelho da sala. Rachel já estava ficando irritada e saiu apressada.

— Achei que Kurt era o que demorava na frente do espelho – resmungou

— Você mais do que ninguém deveria saber como um casal gay funciona – Ele rebateu, mas não obteve mais resposta. – Preciso que me faça um favor, avise que não poderei ir por que tenho ensaio do coral.

Rachel o encarou de forma agressiva, e desta vez era sério.

— Jura Blaine? Seu namorado não está bem, e você vai deixa-lo por um ensaio? – Seu tom era irritado, seus olhos estavam avermelhados.

— Não é um ensaio. Eu estarei indo fazer minha inscrição em NYU, mas não quero que Kurt fique esperançoso, caso eu não entre. – Ele se explicou lentamente

— Assim está melhor, mas e NYADA? – Ela indagou

— Já fiz minha audição mês passado, mas quero me inscrever para medicina. Sonho de criança, sabe. – Ele deu de ombros.

Ela não sabia, mas entendeu.

— Pelo menos nos encontraremos mais tarde? – pediu

— Sim, leve Kurt até o Lima Bean e diga que estou com saudades. – Ele deu passos largos e se despediu de Rachel.

Quinn e Santana estavam sentadas no pátio de sua antiga escola de mãos dadas. Era um alivio não ter mais que se esconder, nem se reprimir diante da sociedade. O amor estava no ar e nos corações das duas.

— Como Puck deve estar? – Quinn começou o assunto.

— Querendo nosso pescoço, aposto. – Ela respondeu – Quer ligar para ele? – perguntou

Quinn balançou a cabeça.

— Não, deixa ele absorver a notícia.

Santana apertou a mão da namorada e olhou fundo em seus olhos.

— Não queria ser a estraga prazeres, mas precisamos conversar sobre o futuro.

Quinn assentiu

— Seja o que for, quero estar ao seu lado – Ela deu um beijo de leve na bochecha de Santana.

— Esse é o problema, como faremos isso? Você voltará para a faculdade? — Ela perguntou, mas não queria realmente saber a verdade.

— Voltarei se você entrar em Yale – ela respondeu olhando diretamente nos olhos dela.

Santana desviou o olhar, não estava pronta para revelar a surpresa.

— Sinto que você está me escondendo alguma coisa – Quinn disse, desconfiada.

A latina sorriu e respondeu:

— Eu me inscrevi em Yale há meses atrás, mesmo antes de saber que você viria para Nova Iorque, mesmo antes de descobrir o que sentia por mim; Acontece que eu não parava de pensar em você, e também o emprego estava escasso...

Ela fez uma pausa ao ver o sorriso da loira, e sentiu que a luz do sol estava ainda mais irradiada naquele momento.

— A carta chegou na semana passada, e eu entrei. – ela terminou a frase com um sorriso.

Quinn ainda sorria, transparecia um orgulho imenso ao ouvir aquela frase. Tudo que queria era a companhia de Santana em Yale, e agora teria.

— Então quer dizer que precisamos pegar um trem, não? – Quinn sugeriu, sorridente.

— A noiva precisa ter uma lua de mel antes, não acha? – Santana mordeu os lábios, provocativa.

— Mas eu não me casei... – Quinn falou confusa

— Mesmo assim, você precisa de uma. Comigo – Ela sorriu maliciosamente e pegou na mão dela – Vamos?

— É claro que sim – A loira respondeu animada

— Kurt como você não foi naquele casamento?!

Uma almofada foi arremessada diretamente no rosto do garoto que pulou assustado. Era Rachel que subiu irritada ao quarto de Kurt.

— Você me assustou sua maluca! – Ele levantou e guardou a almofada. – Vem cá me dar um abraço – Kurt a puxou e a manteve entre seus braços.

— Você está bem? – Ela perguntou ao se desprender do abraço.

— Depende se depois que eu lhe contar tudo, você não deve me achar um estúpido. — Ele suspirou e a encarou tristonho. – Acontece que evitei Blaine porque ele defendeu Tina na sala do coral, depois recebi um aviso de NYADA. Eles pediram para eu voltar, e caso não voltasse, eu estaria expulso. Depois de tudo que aconteceu, resolvi voltar, mas recebi uma mensagem anônima...

Kurt começou a tremer no momento que se referiu a mensagem. Ele olhava para Rachel assustado, como se ela fosse a próxima vítima. Estava atormentado com toda a situação, não sabia se devia mostrar a mensagem, não queria que Rachel fosse machucada, mas estava com medo. Medo de que alguém se machucasse e ele fosse o culpado.

Decidido a mostrar, ele pegou cautelosamente o celular e mostrou a mensagem. Enquanto segurava o mesmo para a amigar ler, ele tremia e pensava no pior. Rachel colocou a mão na boca e se espantou. Seja quem fosse, não estava brincando, e suas ameaças estavam começando a surtir efeito, pois o estado do melhor amigo não era bom.

— Tenho que protege-lo – Ele retomou a conversa, olhando nos olhos dela.

— Nós tomos vamos – Ela pegou a mão dele e apertou forte.

Neste instante o telefone tocou, fazendo as duas mãos se soltarem em um rápido segundo. Os dois riram e Rachel viu no visor do celular que era Emma ligando, então atendeu.

— Olá Emma – Ela cumprimentou alegre e Kurt a encarou esperando saber o que ela iria dizer.

“Rachel venha até minha casa, eu e Will temos assuntos a tratar com você.” Ema desligou o telefone e Rachel ficou na linha absorvendo as palavras.

— Acho que ela já desligou, você deveria fazer o mesmo. – Sugeriu Kurt ao ouvir o “bip”. – O que ela disse?

— Disse que ela e Will tinham assuntos a tratar comigo – Rachel repetiu a frase entonando a voz agressiva de Emma.

Kurt franziu o cenho.

— Ela disse quando?

— Não, mas pelo tom de voz, parecer querer agora. Vamos lá

Ele assentiu com a cabeça e os dois saíram rapidamente do quarto.

Antes de sair de casa, Kurt recebeu uma ligação de Mercedes que avisou algumas novidades de Nova Iorque; Ela assinou contrato com uma gravadora nova e uma carta do NY Times havia chegado. Um pouco curiosa ela abriu e lá dizia que Kurt havia sido aceito para estagiar. Quando Rachel soube, ficou confusa, afinal o amigo nunca mencionara nada. Ele disse que a carta dizia que Isabelle Wright o havia recomendado. Um sorriso ligeiramente se formou ao saber da notícia, e claro, ficou feliz por Mercedes.

Chegando na casa de Emma, os dois encontraram Will estacionando o carro na garagem e estranharam. Ele não morava mais ali, então talvez também tenha sido convidado, já que Emma se referiu a ele também no telefone.

Rachel acenou para ele e os três se encontraram na porta da frente. Kurt tocou a campainha.

— O que vocês fazem aqui? – Will perguntou confuso.

— Eles estão aqui para saber a verdade! – Emma abriu a porta rapidamente e respondeu antes de Rachel, que agora, ficara um pouco assustada com que ouvira.

— Entrem – Com um sorriso maníaco no rosto ela abriu espaço para os três passarem. – Sentem-se que já trago o chá.

Ela deu alguns passos para ir até a cozinha, e foi impedida pelas palavras de Will.

— O que pensa que está fazendo? – ele perguntou em um tom furioso. – Você prometeu. – sua voz falhou.

— O que está acontecendo? – Rachel perguntou ainda mais confusa – De que verdade eu preciso saber?

— Nenhuma! – Will gritou – Emma e eu precisamos conversar a sós, por favor vão.

Ele foi em direção a porta para abri-la, mas retornou a falar.

— Rachel, você sabe que estou grávida, certo? – ela olhou fundo nos olhos da garota. – O que você não sabe é que Will não é o pai. – Ela sorriu diabolicamente para Will ao falar.

Kurt soltou um gritinho ao ouvir tudo. Rachel sentiu-se constrangida.

— Eu sinto muito, mas ainda não entendi. O que eu tenho a ver com tudo isso? – Ela perguntou

— Will e Finn combinaram de colocar o esperma de seu noivo em mim, depois que Will descobriu ser estéril. – Ela falava calmamente, enquanto percebia que isso torturava Will. – Eu prometi esconder tudo isso, mas minha consciência não deixou. Eu estou carregando um filho do seu ex noivo.

Rachel caiu no sofá com lágrimas nos olhos. Kurt correu para abraçar a amiga, enquanto Will parecia querer arrancar o pescoço de Emma.

— Rachel... eu... – Ele tentou falar, mas foi impedido pela mesma.

— Até quando ia esconder isso? Não é um direito seu! – Ela gritou com raiva.

— Eu ia esconder, pois não achei que Emma revelaria. – Ele olhou para ela decepcionado. – O filho não é de Finn.

— Ah, faça-me o favor! – Emma gritou do outro lado da sala – Assuma algo por um só vez!

— Não é de Finn!! – Gritou novamente – Nós conversamos sobre isso, mas ele achou que seria uma traição com você. Então eu fui a procura de outra pessoa e ela concordou em fazer.

Emma parou e ficou encarando seu ex marido.

— Você me mentiu mais de uma vez?

Ela pegou um vaso de flor e arremessou contra ele, mas atingiu a parede ao lado.

— Eu disse que foi Finn, pois não teria como ir atrás dele após toda sua revolta. – Ele disse, cuidando para ver se nenhum outro vaso seria arremessado – Me desculpe por tudo isso.

— Se não foi Finn, então quem é o verdadeiro pai? – Ela perguntou impaciente.

— Carl, lembra dele? – Ele respondeu irônico.

Ela ficou paralisada ao lembrar do ex-namorado. Rachel e Kurt assistiam a discussão calados, esperando o momento certo para sair.

— Eu te odeio William Schuester – Ela disse olhando dentro dos olhos dele. – Vou encontrar esse desgraçado e ficar com ele só para te infernizar.

Ela saiu correndo para o quarto de cima e voltou apressada com uma mala.

— Adeus. Queime no inferno seu desgraçado!

Ela saiu e bateu a porta, fazendo soar um estrondo forte que fez as paredes da casa balançarem.

— Ela vai ficar bem? – Kurt perguntou, assustado.

O silencio de Will respondeu à pergunta. Rachel permanecia de cabeça baixa, pensando em tudo que ouviu. Will se abaixou e pediu desculpas novamente.

— Finn se negou te ajudar por minha causa? – ela perguntou, atordoada.

Will sorriu.

— Finn era meu melhor amigo, mas não faria nada que o impedisse de ter um futuro ao seu lado.

Kurt levantou e sorriu de canto.

— Acho que já devemos ir Rachel, está ficando tarde...

— Kurt espero que não se importe, mas eu gostaria de falar algo a sós com Rachel.

Ele assentiu e saiu para fora

— Tem mais alguma revelação? – ela ironizou.

— Não, é um conselho. – Ele sorriu. – Finn te amou, mas apesar de te amar, sua felicidade vinha antes da dele. Lembra quando ele te mandou para Nova Iorque para seguir seus sonhos? Duvido que ele realmente queria aquilo, mas ele fez porque sabia que seria melhor para você. Jesse está aqui, ele disse que te ama, e você sente algo por ele. Não estou dizendo que deve namorar, mas não pense que tentar algo com outra pessoa deixará Finn triste, pelo contrário, ele deve querer alguém que te faça sentir bem.

Rachel suspirou tensa.

— Você e eu sabemos que Finn não gostava de Jesse.

— Finn sentia ciúmes de Jesse, Rachel. No fundo ele sabia que Jesse cuidaria bem de você, tanto quanto ele.

O telefone dela tocou bem no momento em que ia falar algo. Ela olhou no visor e viu que era Jesse. Lembrou que ele ligaria assim que tivesse novidades de Harmony.

— Eu preciso atender – Ela disse, se retirando da sala.

— Oi – Ela atendeu desanimada.

— Oi Rach, tenho novidades- Ele parecia entusiasmado – Harmony venceu o caso, Rupert está preso.

— Isso! – Ela comemorou – Obrigado por avisar Jesse, mas enquanto a peça, alguma novidade?

— Sim apressadinha – Ela sorriu ao ouvir o apelido –Um novo diretor já foi escalado, os ensaios retornam amanhã.

Ela deu mais um grito animado.

— Rach, preciso desligar, o meu pai está me ligando. Até amanhã

— Até Jesse – ela respondeu, com um sorriso radiante no rosto e desligou.

Ao voltar para a sala, manteve o sorriso.

— Boas notícias? – Will perguntou.

— Preciso arrumar minhas malas, tenho ensaio amanhã – ela continuou sorrindo. – Vejo você daqui a algumas semanas na peça?

— Com toda a certeza! – ele a abraçou forte e deu um beijo de leve na testa dela. – Vá antes de que Kurt congele lá fora

Os dois riram e ela saiu.

Puck acordou em cima de uma cama, estava em um quarto pequeno, iluminado apenas por uma lâmpada. Do lado da cama havia um telefone com um bilhete colado no gancho.

“Você tem 2 ligações reservas e ninguém para ligar”. Ele leu e sentiu raiva, afinal, a pessoa que o escreveu estava certa. Puck avistou uma porta branca que indicava a saída, mas a mesma estava trancada. Isso ele constatou quando moveu a maçaneta e não houve nenhum movimento. Olhou ao redor e viu uma poltrona abaixo de uma janela, ele correu para olhar para fora, mas a vista era de um depósito. Ele estava preso. Parecia uma fábrica, lembrou de filmes de horror, mas tentou não entrar em pânico.

Resolveu pegar o bilhete e reler, e quando o fez, notou algo familiar. A letra era de alguém que já havia emprestado o caderno para ele. Arregalou os olhos ao lembrar de quem era e correu para fazer uma ligação.

Após vários toques a ligação caiu na caixa de recados, e como ele não poderia desperdiçar a ligação, resolveu deixar um.

“Kurt, eu estou preso em algum lugar, parece uma fábrica. Mas eu sei quem é o agressor, ele é....

Antes de terminar, Puck recebeu uma pancada na cabeça, que o fez desmaiar.

Sem ter percebido, alguém havia destrancado a porta e entrado para bater nele. O mesmo também pegou o bilhete e substituiu por outro que dizia:

“Bom trabalho, agora você só tem mais uma ligação. Ligue para alguém mais útil da próxima vez”.

Notas finais
Primeiramente desculpa por atrasar tanto. Acontece que tive muitos trabalhos e provas para fazer, que não deu tempo para nada. Agradeço a quem não desistiu da história e vai continuar lendo os próximos 2 capítulos finais que vão estar aqui no domingo que vem. Enfim, boa leitura e até mais.