If The Roles Were Reversed
5 Capítulo 5 - Humble Me
Notas iniciais
Então como prometido, mais um capítulo, e apenas um dia de atraso! Mas relevem, eu recebi um trabalho escolar gigante para entregar, e tive que me dedicar a ele. Também, tem como resistir à tentação de assistir uma maratona de House? Hahaha pra mim é impossível.
Esse é capítulo pequeno, mas não deixa de ser legal. Aproveitem essa "Quinn protetora". Boa leitura.
*MACE é um spray de pimenta, ou algo assim.
Enquanto fazia o caminho até seu carro, Rachel achava cada vez mais difícil tirar o sorriso do rosto.
Sim, ela tinha acabado de ser confrontada pela garota cujo namorado ela havia beijado.
Sim, ela tinha acabado de ser ameaçada com uma “conversinha”.
Sim, ela havia visto a tristeza nos olhos de Quinn.
E sim... Ela pensava que, se por um breve momento, poderia oferecer a Quinn algum consolo, alguma garantia de que a outra garota deveria estar com Finn- que ele a merecia e ela merecia ele e que, naturalmente, eles viveriam felizes para sempre, e que Rachel estaria bem com isso. Ela desculpou-se por beijar Finn, mas a única coisa que ela realmente lamentava, era que seu plano não havia funcionado.
Mas não, Rachel não possuía certeza alguma de que as palavras que havia pronunciado eram verdadeiras.
Ela já havia tentado permanecer “neutra” ao longo da conversa. Mas seu nome, “Rachel”, tinha cruzado os lábios de Quinn, e tinha sido mágico. Por um segundo, Rachel pensou que o sonho com Quinn foi uma farsa completa- que a menina que fora capaz de tomar fôlego e pronunciar o seu nome não poderia coexistir no mesmo universo que a menina que ficou de braços cruzados assistindo Rachel sofrer.
Simplesmente não era possível.
Na verdade, Rachel estava tão distraída com seus pensamentos e com o ato de tentar parar de sorrir que, quando entrou em seu carro e colocou a chave na ignição, ela estava inteiramente sem saber que não estava sozinha. Até que alguém limpou a garganta ao seu lado.
Rachel soltou um grito agudo e imediatamente proclamou: “E tenho MACE!”, enquanto virava-se para a mulher sentada no banco do passageiro de seu carro. Levou um momento- um momento para tentar acalmar o batimento cardíaco irregular e a respiração em pânico- para perceber que conhecia esta mulher. “Sra. Schuester? Que diabos você está fazendo no meu carro?”
Terri Schuester sorriu para Rachel, e algo no modo em que seus lábios curvaram-se para cima, o seu baixo tom de voz e o fato de que Rachel podia dizer claramente que o sorriso da mulher não estava alcançando seus olhos, imediatamente fez com que suas defesas multiplicassem-se exponencialmente.
“Bem, eu estou feliz que você tenha perguntado”, Sra. Schuester começou. Rachel mentalmente revirou os olhos- mentalmente, porque a Sra. Schuester é, de fato, um adulto que deve ser respeitado, mas, merecidamente, levou uma revirada de olhos mental, porque, bem, obviamente ela iria perguntar o que a mulher estava fazendo em seu carro.
“Eu estou ciente da sua situação atual, Rachel”, ela falou baixinho, levantando a mão para colocar no pulso delicado de Rachel. Rachel estremeceu com o jeito que havia dito “situação”.
“Eu quero ajudar. Nenhuma menina de 16 anos deve criar um bebê, e ser apenas isso.” Rachel quase rosnou com o tom condescendente da mulher. “Acontece que eu tenho uma solução para você. E, vamos ser honestas, você estaria sendo absolutamente idiota se não a aceitasse.” Rachel arqueou a sobrancelha, curiosa e ofendida ao mesmo tempo. “Você tem algo que eu preciso. Podemos ser mutuamente beneficiadas.”
Nesse ponto, Rachel teve que interromper. Ela recusava-se a pensar que a Sra. Schuester estivesse insinuando o que ela achava que estava. Tinha que esclarecer. “Sinto muito Sra. Schuester, eu estou um pouco confusa. Poderia, por favor, dizer que “benefício” é esse que teremos?”
Sra. Schuester sorriu novamente, e Rachel colocou o braço em volta do estômago protetoramente. “Rachel, eu preciso de um bebê.” Os dentes de Rachel estavam implorando para serem descobertos, e soltar um grunhido. Em vez disso, ela tirou com violência seu pulso fora do alcance de Terri.
“O que você está dizendo?” Rachel exclamou. “Que você quer o meu bebê? Porque diabos eu iria dar-lhe meu filho? O que há de errado com você, ao pensar que está tudo bem aproximar-se de uma garota de 16 anos de idade? Uma menor- sozinha, em seu carro, depois da escola, sem supervisão? Tenho uma lista, e todos os sinais de seu rosto, apontam que você está claramente desequilibrada. Tenho toda certeza que irei ligar para a ACLU do local, meu advogado, e os meus pais! Em processo!”
A este ponto, Terri teve a decência de parecer um pouco envergonhada- embora apenas ligeiramente. No entanto, ela recuperou-se rapidamente.
“Pense nisso, Rachel. Você quer que seu bebê cresça sem pai? Você quer ter que voltar para escola depois de ter um bebê, e ver as outras crianças tirando sarro e jogando bebidas congeladas em seu rosto, e então, ter que ir pra casa no final do dia e cuidar de um bebê? Rachel, você está pronta para ser mãe? Eu preciso de um bebê. Você precisa de sua infância. Pense sobre isso.” Ela fez uma pausa. “Você ao menos está tomando alguma vitamina? Você fez consultas médicas? Já considerou as despesas?”
Rachel estava vendo vermelho.
“Ok, Sra. Schuester. O que irei dizer, será dito uma vez e somente uma vez. Eu nunca quero ver você perto de mim novamente, esteja essa criança dentro de mim ou na minha vida- Se eu optar por manter essa criança na minha família, meus pais serão figuras paternas excepcionais para ela. Quanto às crianças na escola, eu lidei com eles por tanto tempo quanto posso lembrar, então, sei bem cuidar de mim mesma. Eu sinceramente aprecio sua preocupação, o pensamento de cuidar de outra vida, embora consideravelmente difícil, não é algo que eu fugiria- seu eu ficar com esse bebê, eu o amarei e o alimentarei. Cabe a mim decidir se estou ou não pronta para ser mãe. Longe de você determinar uma coisa dessas.” Ela tomou uma respiração profunda. “Quanto às vitaminas, consultas médicas e questões financeiras, meus pais irão ajudar-me com tudo, eles já sabem.” Com isso, os olhos de Terri iluminaram-se de surpresa. “E eles me apoiam 100%. Então, eu posso assegurar-lhe: Não há nada para você preocupar-se, com minha vida ou do meu bebê.”
Depois que terminou seu discurso improvisado, Rachel olhou com expectativa para Sra. Schuester. No entanto, a outra mulher estava olhando de volta para Rachel com um olhar estupefato no rosto, claramente sem saber o que fazer ou dizer em resposta a atitude confiante de Rachel.
“Você poderia, por favor, deixar meu carro agora, Sra. Schuester.” Rachel ofereceu educadamente.
Sem dizer uma palavra, Terri virou-se e saiu do veículo, fechando suavemente a porta as suas costas.
Rachel não conseguia acreditar no que tinha acontecido. Ela se recusava a deixar-se ficar abalada com isso- em vez disso, fechou os olhos e respirou fundo, segurou o ar nos pulmões por apenas alguns momentos a mais que o necessário, e em seguida, liberou-o lentamente através de seus lábios entreabertos. Ela abriu os olhos, colocou o carro em sentido inverso, e deixou o estacionamento da escola, partindo para casa.
~QR~
Quinn estava deixando a escola depois de apanhar sua bolsa das Cheerios no vestiário, quando viu Terri Schuester saindo de um carro pequeno, que ela reconhecia ser o de Rachel. Franzindo a testa, Quinn aproximou-se de seu próprio carro, que estava algumas vagas longe de Rachel. Terri parecia decididamente abalada, então Quinn focou no que ainda podia ver do rosto de Rachel- a menina estava claramente tentando se acalmar, com os olhos fechados enquanto aparentemente... Prendia a respiração? Quinn não tinha certeza, mas sabia que algo não estava certo. E isso não era aceitável.
Ela abriu a parte de trás de seu carro, atirando a bolsa dentro. Enquanto Rachel já deixava o estacionamento, Terri ainda não tinha alcançado seu carro. Quinn correu para a outra mulher, encontrando-a enquanto ela abria a porta do carro, no seu lado de motorista.
Quinn fechou a porta delicadamente.
“Olá, Sra. Schuester”, Quinn disse, um sorriso doce e sarcástico enfeitava seus lábios. Seu tom estava atado com uma jovialidade falsa.
“Oh, uhh...Olá. Quinn, não é?”
Quinn assentiu em resposta antes de responder com um tom honesto de curiosidade em sua voz, “Eu acabei de ver você conversando com Rachel Berry?”
Quinn não precisava de Terri respondesse verbalmente- o olhar em seu rosto parecia o de uma criança sendo pega com a mão na botija, Quinn sabia que havia pegado a mulher em flagrante.
“Olha, Terri”, Quinn afirmou de imediato, deixando cair cada pedaço de falsa sinceridade, e erguendo-se ereta (polegadas acima dos olhos de Sra. Schuester). “Eu posso dizer honestamente que eu não me importo com o que tenha a dizer para Rachel, ou se disse alguma coisa. Você irá ficar longe de Rachel Berry, fui clara? Ela não precisa de você a estressando e importunando, por qualquer que seja o motivo.” Quinn deu um passo mais para perto da mulher mais velha, fazendo com que Terri recuasse, um lampejo de medo passou por seus olhos. “Se eu te ver perto dela novamente...” Quinn parou; as implicações de sua declaração estavam abominavelmente claras.
Seu ponto estava feito, Quinn se afastou de Terri e caminhou de volta para seu carro.
Terri ficou em silêncio e imóvel por alguns segundos, antes de entrar em seu carro. Ela não podia fazer muito além de suspirar profundamente, e estranhar o que havia acontecido com a juventude de hoje- Ela definitivamente não era uma vadia quando tinha 16 anos.
Terri estremeceu um pouco, lembrando-se do olhar penetrante de Rachel Berry, brilhando com a fúria de uma mulher cujo filho tinha sido ameaçado, e o olhar igualmente intimidante de Quinn Fabray, que claramente tinha ido defender alguém que considerava ser uma amiga.
Crianças, ela pensou novamente, saindo do estacionamento.
Notas finais
Próximo capítulo teremos uma Quinn fofa e prestativa. Alguém ansioso? kkkkk
Não darei uma previsão para a próxima atualização, porque eu realmente não faço ideia, mas posso assegurar não irá demorar muito. Tudo depende do meu tempo livre.
Ah, e mais uma coisa. Eu havia dito que estava pensando em traduzir "I Can See For Miles" e "Deus Ex Machina", e irei traduzir ambas. Mas como disseram nos comentários, a segunda história estava sendo traduzida, mas as postagens pararam.
Então, teremos "I Can See For Miles", e quando essa estiver concluída, e as postagens de "Deus Ex Machina" não tiverem sido retomadas, começarei a traduzi-la. O que vocês acham? Realmente gostaria de saber a opinião de vocês.
Se houver algum erro na tradução ou na escrita, podem me falar. Não tive tempo para revisar.
Beijos e até o próximo.
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