If The Roles Were Reversed

2 Capítulo 2 - This Ruined Puzzle


Notas iniciais
Oi, gente! Atualizei rápido né? kkkkkkk
Em primeiro lugar, eu agradeço a todo mundo que leu e comentou, e quem só leu eu agradeço também. Segundo, eu não posso levar crédito nenhum por essa história, a única coisa minha é a tradução ok?
Segundo, amei os reviews, e que bom que estão gostando. Fica cada vez melhor.
Terceiro, eu tenho que esclarecer uma coisa. Eu tentando manter a tradução da fic o mais fiel possível a original, então você claramente vão notar que no começo do capítulo, a narração está na Primeira Pessoa, e no meio, está na terceira. É realmente assim que está na história e eu resolvi não alterar.
Boa leitura, e terá uma pergunta nas notas finais.

Fechei a porta da sala do coral atrás de mim suavemente. Não era uma saída tempestuosa, afinal. Eu só... Precisava de um pouco de espaço.

Inclinei-me contra a parede do lado de fora da sala. Já podia ouvir os sons de alegria e a risada geral. Pela primeira vez, eu não me importava- talvez eles já tivessem se esquecido de mim.

Exatamente quando esse pensamento passou pela minha cabeça, a porta da sala do coral se abriu. Para minha surpresa, Tina Cohen Chang saiu. Ela fechou a porta atrás de si e fez seu caminho para o corredor. Eu não disse nada, mas ela conseguiu me ver, já que seu corpo é praticamente do mesmo tamanho que o meu.

“Rachel”, ela disse.

“Oi,Tina”. É realmente tudo que podia dizer. Eu estava surpresa que ela havia saído da sala, mas isso não queria dizer que ela queria alguma coisa comigo. Talvez ela só precisasse ir até seu armário.

“R-Rachel eu... eu só queria saber se você está bem. Essas ga-garotas d-d-disseram coisas realmente ruins, mas... E-Eu n-não sei, eu s-só posso imaginar, mas deve ser realmente duro p-passar p-por isso agora.”

Eu acho que meu queixo literalmente caiu, aberto em choque. Tina e eu nos conhecíamos há muito tempo. Na verdade, nós éramos o que eu considerava de bons amigos do ensino fundamental e médio. Afinal, fazíamos aulas de dança juntas há anos.

“Obrigado por sua preocupação, Tina. Eu não posso dizer que estou bem agora, com certeza. Estou indo para casa e me prepararei para o que vier amanhã, já que tenho de enfrentar todo o corpo discente”, suspirei suavemente “Acho que é uma nova aventura”.

Ela olhou para mim com uma expressão de piedade. É algo que me deixava enjoada- que alguém ache que eu preciso de piedade- e que ao mesmo tempo me deixa feliz- que alguém está disposto a me ajudar.

“Eu s-só quero q-que você s-saiba, Rachel, q-que pode contar comigo. Vou tentar estar l-lá para v-você. Você não d-deveria ter que passar por isso s-sozinha”. Ela estendeu as mãos e puxou-me para um abraço muito gentil, seus braços envolvendo-se facilmente em volta dos meus ombros. Eu retribuí o abraço suavemente, passando, devagar, meus braços ao redor de sua cintura. Estava quase sem saber o que fazer naquele momento. Esse pensamento me deixava triste.

“Obrigado, Tina. Você é uma boa amiga.” Paramos de nos abraçar e ela recuou, indo mais para perto da sala do coral. “Tenha um bom ensaio.” Ela sorriu e acenou, e eu me virei para ir ao final do corredor. Quando ela colocou a mão na maçaneta da porta, eu chamei sua atenção.

“Ei, Tina?” Ela olhou para mim. “Você é uma cantora fenomenal e uma grande atriz. Mas não está enganando ninguém com essa gagueira. Espero que logo você ganhe confiança suficiente para acabar com ela. Sua voz é realmente bonita.”

Primeiro, ela pareceu ter sido pega de surpresa, sua boca formando um pequeno ‘oh’, então ela apenas respirou profundamente, sorriu brilhantemente na minha direção, e voltou á sala do coral.

Os corredores estavam vazios, e lentamente fiz o caminho até meu carro. Meus pais haviam comprado- o há dois meses, para o meu aniversário de 16 anos. Eu me perguntava como eles reagiriam a essa notícia... Só podia imaginar que aceitariam melhor do que os pais de Brittany ou Santana. Na verdade, eu tremia só de imaginar o que aconteceria com Quinn Fabray, se ela engravidasse nessa escola. Eu havia conhecido pai dela anteriormente. Ele colocou o temor de Deus em mim, e eu nem sou uma pessoa particularmente religiosa, em primeiro lugar...

De alguma forma, eu sentia que ainda teria um teto sobre minha cabeça, mesmo depois de tê-los decepcionado com a notícia. Embora eu certamente não pudesse especular os resultados, sentia-me confiante de que os cenário que havia escrito no caderno cobririam todas as reação verdadeiramente possíveis de meus pais, e eu não via eles me colocando para fora de casa. Esperava estar certa.

Destranquei meu carro e entrei, colocando minha mochila no banco do passageiro. Eu havia chegado a ligar o motor, mas um peso repentino parecia estar pressionando-me para todos os lados. Sentia como se fosse sufocar, e não havia como escapar. Estava ficando difícil respirar. Forcei-me a tomar três respirações profundas. Vamos lá, Rachel, não desabe.

Acho que ainda não tinha percebido que estava chorando copiosamente, as lágrimas já escorrendo por meu rosto.

De repente, meu estômago começou a reclamar. Abri rapidamente a porta e consegui esvaziar o conteúdo dele na calçada do estacionamento da escola. Urgh, o gosto em minha boca era repugnante. Lembrava-me de quando eu era criança e ficava enjoada...

“Mas papai... Eu me sinto muito, muito enjoada. Meu estômago dói muito. Acho que estou morrendo”, uma pequena e dramática Rachel Berry chorava enquanto segurava a mão de um de seus pais. A pele morena de sua mão empurrava suavemente a franja para trás.

“Rachel, querida, você não faz ideia do quanto irá sentir-se melhor se vomitar. Só uma vez, vai ser drástico.” Rachel fechou os olhos com força quando ele disse isso.

“Papai, não diga essas palavras.” A jovem Rachel Berry claramente tinha propensão para o teatro, mesmo pequena. “Faz com que eu me sinta ainda mais enjoada, só de pensar.” Rachel simplesmente começou a enrolar-se em uma firme posição fetal, recusando-se a sair da cama, e fazer o ato abominável de limpeza, colocando para fora as toxinas que faziam de seu estômago doente.

Adam, seu “papai”, suspirou e esfregou suas costas suavemente. “Ok, baby girl. Vou dar uma corrida á farmácia e conseguir alguns 7-Up. Vou esperar seu pai chegar, e ver como você vai estar em alguns minutos.” Ele se inclinou e beijou sua testa. “Você tem que ficar melhor logo. Temos ingresso para o Rei Leão em alguns dias, lembra?”

Ele ganhou um pequeno sorriso em resposta. Levantou-se e saiu do quarto, fechando a porta suavemente as suas costas. Rachel suavizou as sobrancelhas franzidas e adormeceu rapidamente.

~RQ~

Sentada em seu carro, Rachel suspirou. Uma criança? Embora o aspecto adolescente tradicionalmente rebelde da personalidade de Rachel queria afirmar sua independência e “maturidade”, Rachel sabia que ela era realmente só isso: uma criança. Como supostamente ela conseguiria criar um bebê?

Assim que começou a entrar nessa linha de pensamento, ela decidiu manter sua mente longe dele. Teria mais alguns meses para resolver as coisas. Não era particularmente de sua natureza adiar para amanhã o que poderia fazer hoje, mas ela não tinha certeza se suas emoções frágeis poderiam lidar com isso no presente momento. Então ela o empurrou.

Uma confusão muito bem feita, pensou com um indício mínimo de amargura. Ela teria que pensar em alguma coisa, qualquer coisa, que poderia colocá-la em um estado de espirito melhor. Rachel pôs o carro em marcha ré e, lentamente, saiu de sua vaga no estacionamento. Quando saiu da escola, ela voltou a pensar naquela noite cerca de oito semanas e meio atrás, até que o flashback começou, e ela percebeu que este pensamento, definitivamente, não iria deixa-la com um humor melhor.

~RQ~

As luzes eram muito fracas. A música era muito alta. Rachel não reconhecia ninguém na festa. Seus amigos que a tinham convidado- meninas com quem ela fazia aulas de balé e que eram estudantes da Carmel High School- tinham encontrado rapidamente as pessoas que conheciam. Rachel foi curtamente apresentada, mas logo percebeu que estava sendo excluída da roda, e separou-se do grupo.

Não demorou muito tempo para encontrar a cozinha, apesar de ter que empurrar várias dezenas de corpos para chegar lá. Ela realmente teria ficado bem só com água, mas, aparentemente, água era um bem escasso naquela casa. Então Rachel encheu um copo de cerveja que estava fluindo livremente do barril mais próximo. Ela tomou um gole e imediatamente odiou o gosto. Era sua única opção.

“Ora, ora. Bom. O que é que temos aqui?” Uma voz alta a detestável soou atrás dela. Rachel virou-se para encarar aquele que claramente falava com ela. Ela era, provavelmente, o único rosto desconhecido para a maioria das pessoas. “Olá, linda. Meu nome é Marcus, e eu não acredito que nós tivemos a sorte de nos encontrar.”

Rachel não pode deixar de rir um pouco do cara. Ele era, nada mais, que confiante. Ou talvez ele tivesse bebido um pouco de álcool demais. Independente disso, Rachel não ia ser rude. Ela estava ficando com a pequena sensação de estar em Den do Leão, e não era confortável. Precisava relaxar um pouco.

“Olá”, ela estendeu a mão para ele. “Meu nome é Rachel Berry.”

Ele tomou sua mão dramaticamente, ajoelhou-se em um joelho, e levemente beijou seus dedos. “Rachel Berry!” ele quase gritou. “Bem-vinda, espero que você aproveite sua estadia nesta excelente, se é que posso dizer, verdadeira casa de festa” Piscou para ela sombriamente. “Diga, boneca, estamos nos preparando para começar um jogo de virar cerveja. Interessada?”

Rachel riu nervosamente. “Bem, não vou mentir- Eu nunca participei de um jogo de ‘virar cerveja’ antes, mas sou competitiva por natureza.” Ela parou por um segundo. “Claro, eu adoraria jogar”.

Três rodadas de “virar cerveja” depois, Rachel tinha perdido um total de... bem, três rodadas. A equipe que ela e Marcus estavam jogando contra consistia em um cara chamado Garret – relativamente pequeno, cabelo loiro, olhos muito azuis- e outro chamado Jesse. Mas Rachel conhecia Jesse. Pelo menos ela conhecia ele. Principal líder masculino do Vocal Adrenaline, o garoto era uma lenda nos círculos de show de coral em todo o Centro-Oeste. Ele tinha cabelos castanhos encaracolados e uma estrutura óssea de morrer. Ele tinha um grande apelo, e Rachel encontrou-se imediatamente atraída por seu talento – Err... Por ele. Pela sua aparência, é claro.

Após três rodadas perdendo- e considerando o fato de que Rachel Berry nunca tinha consumido uma gota de álcool em sua vida antes daquela noite- a garota foi derrotada.

A maior parte da noite foi como um borrão. Lembrava-se de perder espetacularmente no “virar cerveja”. Mais música alta. Ela tinha dançado com alguém. Uma de suas amigas, mas logo Jesse estava de pé na frente dela em seu lugar. Rachel lembrava-se de mal ser capaz de se suportar de pé, ainda mais dançando. As coisas eram vagas, agitadas- ela não se lembrava de sair da sala de estar. Mas, obviamente, tinha saído.

A próxima coisa que ela lembrava- e lembrava com uma clareza impressionante- era acordar na cama de um estranho. Ela ainda podia ouvir um barulho fraco ecoando através do assoalho e a porta fechada. Sentou-se lentamente, segurando a cabeça que latejava quando o fez. Uma vez que estava sentada, percebeu que o lençol havia escorregado da parte superior do corpo. Ela estava nua.

Isso por si só era suficiente para ter um ataque pequeno de pânico. O que ela havia feito?

Rachel rapidamente olhou para o lado e viu as costas nuas e cabelos castanhos encaracolados de ninguém menos que Jesse St. James.

Em pânico, ela levantou os lençóis e teve que apertar as duas mãos na boca para não gritar. Jesse estava claramente nu. E ela também.

Seu interior, sua parte mais privada – uma parte que ninguém tinha sentido, tocado ou visto antes- estava latejando. Rachel sabia o que essa sensação significava.

Ela sabia o que havia perdido.

“Você prometeu que esperaria até os 25 anos, Rachel”, ela se repreendeu mentalmente, severa, antes de sair da cama e começar a procurar por suas roupas.

Rachel vestiu-se rapidamente e foi para seu carro o mais discretamente possível. As duas horas que tinha dormido havia sido suficiente para limpar a cabeça, e ela voltou para casa. Ela calmamente esgueirou-se para seu quarto – ação completamente desnecessária, já que seus pais estavam em um jantar de negócios fora da cidade – e vestiu seu pijama. E com o quarto em total estado de escuridão, Rachel enrolou-se na familiar posição fetal sob os cobertos, e chorou.

~RQ~

Bom, Rachel pensou quando finalmente estacionou na garagem de casa depois de tanto divagar. Pelo menos está será uma criança incrivelmente talentosa.

Notas finais
Então, gostaram? Comentem.
Mas ai vai a pergunta: Como você viram, os nomes dos pais da Rach nessa história não são LeRoy e Hiram. Isso é porque ela foi escrita antes do episódio 3x13 ir ao ar, em que foi confirmado o nome dos pais dela. Então eu pergunto, vocês querem que altere os nomes deles para os que estamos acostumados, ou não tem problema com esses citados na fic? Vocês que decidem, e nos vemos na próxima atualização. Quinta provavelmente.
Beijos.