If The Roles Were Reversed

8 Capítulo 8 - Say It Ain't so


Notas iniciais
Hi, guys. Não demorei tanto,não é mesmo?
Bem, aqui está o capítulo, sinceramente, espero que gostem!

Era uma tarde de sábado, Rachel encontrava-se gravitando em direção a um local improvável- o estádio de futebol. O clima ficava cada vez pior. Os invernos em Ohio podiam ser traiçoeiros. Mas a neve tinha desacelerado, e estava apenas extremamente frio- não de congelar os ossos ou deixar a respiração desconfortável. Apenas... Frio.

Rachel sentou-se sobre a linha superior da arquibancada do estádio. Quando o metal frio entrou em contato com seus jeans, ela percebeu tardiamente que algum tipo de cobertor teria sido mais adequado.

Ela segurava um envelope de papel pardo grosso em suas mãos.

Dentro deste envelope residia o futuro de Rachel. Poderia ser brilhante, ou devastador.

Tudo havia começado há uma semana

“Papai, papai, eu preciso falar com vocês”, Rachel se aproximou de seus pais em seu estúdio uma noite após o jantar.

“Tudo bem, querida. O que é?” Marcus perguntou, inclinando-se para trás na cadeira. Brendon bateu no assento ao lado dele no sofá, indicando que Rachel devia sentar-se ao seu lado. Ela assentiu alegremente.

“Como vocês sabem, Tay- Sachs é um risco inerente para crianças de ascendência judaica,” Rachel começou. Marcus e Brendon imediatamente olharam-se, expressões preocupadas desfigurando suas características. Por que não haviam pensado nisso antes? “Como tal, eu venho fazendo uma generosa pesquisa no facebook sobre Jesse St. James e sua família. Estou sinceramente com medo de anunciar que ele, de fato, tem parentes de sangue que são judeus.” A voz de Rachel vacilou um pouco. Brendon estendeu sua mão e pegou a da filha, depositando um leve beijo na parte de trás, puxando-a para um abraço de um braço só. “Você sabe o que significa. Eu preciso fazer um teste genético no meu bebê. Idealmente, devemos fazer isso o mais rápido possível.”

“Você está certa, pumpkin. Vou ligar para o escritório do Dr.Hayworth na primeira hora da manhã e agendar uma consulta. Por favor, tente não se preocupar. Estou confiante de que não há nada de errado com o bebê.” Ele sorriu de forma tranquilizadora para sua única filha e esperava com todas as fibras do seu ser que suas “garantias” estivessem certas. Marcus caminhou até o sofá e inclinou-se, beijando Rachel levemente na testa e apertando seus ombros amorosamente.

Dois dias depois, Rachel dirigiu até o escritório de seu médico. Seus pais a encontrariam lá. O sangue foi extraído e enviado para ser analisado. Depois, Brendon e Marcus compartilharam um abraço de família com ela e disseram-lhe que iam se reunir em casa para o jantar. Rachel sorriu brevemente e assentiu. Ela fechou a porta do carro as suas costas enquanto seus pais saiam do estacionamento.

Suas mãos começaram a tremer primeiro. Então seus ombros. Seus lábios permaneceram hermeticamente fechados enquanto ela tentava segurar algum resquício de dignidade. Não desmorone, Rachel. Não desmorone. Mas ela desmoronou. Era inevitável, não conseguia conter. Seu corpo inteiro estava tremendo. E se os resultados dessem positivos? E se ela tivesse condenado esta criança a uma vida curta e cruel? O que ela havia feito. Ela chorava copiosamente. Até o momento em que as lágrimas haviam acabado, sua garganta estava crua e seus olhos inchados. Ela finalmente conseguiu controlar sua respiração, então se dirigiu para casa.

Quando entrou na cozinha, seus pais não questionaram por que ela estava vinte minutos atrasada para o jantar. Brendon puxou uma cadeira para ela, ele e Marcus beijaram-na na testa, antes de encherem seu prato.

Amanhã é outro dia ela pensou.

E hoje era o dia. Rachel tinha chegado em casa da escola bem antes que seus pais estavam em casa do trabalho. Quando verificou seu email, seu coração parecia que havia se alojado em sua garganta. Era relativamente difícil forçar suas mãos a não abrirem o resultado dos testes que estava em suas mãos.

Ela não poderia abrir o envelope ali, não em sua casa. Se os resultados fossem negativos, então Rachel conseguiria dormir à noite sabendo que seu bebê ia ser forte e saudável. Se os resultados fossem positivos... Bem, se os resultados dessem positivos para o bebê ter a doença de Tay- Sachs, ia ser um longo e difícil caminho pela frente para sua família. Não podia correr o risco de abrir o envelope que poderia conter notícias devastadoras dentro desta casa. Ela escreveu um bilhete a seus pais, explicando que não estaria em casa para o jantar- não deveriam esperar por ela.

E era por isso que ela se encontrava no estádio de futebol.

O envelope estava apertado firmemente em suas mãos. Ela não havia mudado de posição a mais de uma hora. Era apenas 17:00 horas da tarde, mas deduzia que estaria escuro logo. Ela deveria abrir o envelope.

Mas não tinha coragem para fazê-lo.

Um movimento com o canto do olho lhe chamou a atenção, e sua cabeça se levantou. Uma figura estava correndo em direção ao estádio. A pista- totalmente livre de qualquer neve residual da tempestade mais recente- provavelmente proporcionaria um excelente lugar para correr. Levou apenas alguns segundos para que a figura fizesse seu caminho para a pista e mais perto ainda de Rachel. Assim que Rachel viu o rabo de cavalo loiro balançando para frente e para trás, ela sabia que agora estava compartilhando o estádio de futebol com alguém.

Quinn Fabray.

Seu coração saltou um pouco. Ela havia saboreado cada momento que tinha sido capaz de gastar com a outra garota no Glee Club durante as últimas semanas. Na verdade, ela tinha ouvido falar que e proibições de slushies tinham sido ordenadas por ninguém menos que a própria HBIC. Rachel ainda não tinha agradecido à menina.

Mas de alguma forma, ela não sentia que este era o momento, nem o lugar. Suas emoções estavam completamente esgotadas- e ela ainda nem tinha visto os resultados.

Alguns minutos se passaram, Quinn continuou fazendo se caminho ao redor da pista em um ritmo que claramente era confortável para ela.

E então aconteceu

Quinn olhou para cima, e seus olhos pousaram na figura solitária no topo das arquibancadas. Ela diminuiu sua velocidade gradualmente, finalmente chegando a uma parada com as mãos nos quadris- os ombros estavam se movendo ligeiramente para cima e para baixo com a inspiração e a expiração do ar em seus pulmões para o ar frio do final de tarde. Ela estava de frente para Rachel. Claramente, era Rachel. Na verdade, ela sabia que era Rachel desde o segundo em que a viu.

Fazendo um julgamento apressado, Quinn começou a correr em linha reta até as escadas das arquibancadas. Quando chegou ao topo, ela fez uma marcha mais agradável para encontrar com a morena agasalhada, antes de sentar-se ao seu lado. Ela imediatamente notou o envelope nas mãos de Rachel- estava ligeiramente fundo onde os dedos de Rachel- vermelhos de frio e esforço de segurar o envelope com tanta força- seguravam.

“Oi, Rachel,” Quinn disse calmamente.

O olhar de Rachel não vacilou do campo de futebol, Quinn notou. Seus olhos estavam um pouco vidrados. Parecia que estava à beira das lágrimas- como se estivesse estado à beira de lágrimas por um longo tempo. Quinn estendeu a mão lenta e delicadamente, colocando-a na perna de Rachel que estava mais próxima dela. Ela podia sentir a outra menina tremendo debaixo do seu toque. Quinn assumiu que não estava sentindo frio na mesma medida que Rachel- ela tinha, afinal, acabado de executar uma perfeita corrida por um bom tempo. E Rachel estava ali há muito mais tempo que Quinn.

“Rachel, você está congelando”, Quinn repreendeu-a suavemente, subconscientemente acomodando-se mais perto de Rachel de modo que suas coxas estavam pressionadas juntas.

Rachel finalmente mostrou sinais de coerência- depois que Quinn se aproximou dela, Rachel instintivamente trocou seu peso, de modo que ela estava de inclinado ligeiramente contra a outra garota. Ela finalmente soltou o aperto mortal no envelope, optando por coloca-lo suavemente em seu colo. Passou as mãos sobre as pregas de sua saia um par de vezes antes de simplesmente cruzar as mãos sobre ela.

Ela finalmente virou a cabeça para olhar para Quinn com um sorriso suave e triste em seu rosto. “Olá, Quinn.” Quinn apenas deu um sorriso igualmente suave, sincero em troca. “Você costuma correr no pátio nos meses de clima frio?” Rachel questionou em voz baixa.

Quinn sabia que Rachel estava desviando a conversa para longe dela. Quinn deixou.

“Sim, na verdade, eu costumo. Sempre odiei correr dentro de casa. Nunca me senti bem. E eu corro todos os dias. Então, eu apenas tento e me visto adequadamente.” Ela fez uma pausa. “Tende a dar certo. Como hoje, viu? Seu eu estivesse correndo em alguma academia, não teria acontecido de eu ver Rachel Berry sentada sozinha no estádio de futebol.” Os olhos de Rachel arregalaram-se – e ela permitiu-se ficar preocupada com o envelope novamente- bloqueando o olhar de Quinn. “Eu nunca teria percebido que você estava sozinha no momento. E nunca saberia que claramente precisava de alguém para estar com você, para ajuda-la a lidar com o que é que está dentro deste envelope que você está segurando tão cuidadosamente.”

“Eu...” Rachel começou, mas não poderia realmente continuar. O que deveria dizer?

“O que há no envelope, Rachel?” Quinn perguntou- ela estava pressionando, sim, mas sabia que precisava. Rachel parecia tão dilacerada sobre a abertura o envelope- Quinn sabia que era algo muito importante. Não era saudável para Rachel relutar em saber o que havia dentro por mais tempo. Quinn iria ajuda-la a abrir – e ela estaria lá para Rachel, fosse o fosse que estivesse lá dentro.

Rachel exalou lentamente. Pegou o envelope novamente, mas desta vez, colocou-o firmemente contra seu peito- ela o abraçou como se o próprio envelope fosse seu filho ainda não nascido, embalando-o suavemente em seu abraço.

“Dentro deste envelope reside o destino do meu filho ainda não nascido”, Rachel respondeu à pergunta de Quinn.

Quinn sabia que a situação era severamente séria- mas ela não podia evitar achar a propensão de Rachel para o dramático totalmente cativante.

“Por favor, explique,” Quinn pressionou gentilmente.

“Eu tenho feito alguma pesquisa sobre a família de Jesse. Acontece que ele tem parentes judeus. Também sou judia, como você pode ou não estar ciente. Há uma doença genética recessiva, Tay- Sachs, que é mais comum em famílias judias. Se ambos Jesse e eu estivermos vinculados com a doença, nossa filha vai nascer com ela. Ela acabará cega. Surda. Não será capaz de engolir. Paralisada, mesmo. No máximo, ela irá viver até os quatro anos de idade.”

Agora, as lágrimas escorriam pelo rosto de Rachel abertamente. Um impulso irresistível de proteger Rachel – um desejo de Quinn que havia se tornado intimamente familiar nos últimos meses- bateu em Quinn naquele momento. Ela envolveu seu braço esquerdo ao redor dos ombros, puxando completamente a menina para os seus braços. Sua mão direita surgiu no rosto de Rachel, puxando sua cabeça até seu ombro. Ela descansou a própria bochecha contra o cabelo suave de Rachel.

“Shhh...” Quinn sussurrou baixinho, confortando Rachel, balançando o corpo trêmulo da garota para frente e para trás. Os braços de Rachel estavam segurando firmemente a coxa de Quinn. Era como se ela estivesse tentando não perder a aderência física de Quinn sobre a situação.

“Quinn”, ela chorou. “Eu não acho que vou ser capaz de viver comigo mesma se eu trouxer uma linda menina a este mundo apenas para vê-la morrer diante dos meus olhos!”

“Rachel, escute-me”, ela muito, muito relutantemente se afastou de Rachel, dando espaço para colocar o rosto da garota em suas mãos e força-la a olhar em seus olhos. “Vamos abrir este envelope agora. Nós vamos descobrir se seus temores são infundados. Então, a partir dái, vamos lidar com que o que tivermos que lidar. Você entendeu?” Rachel soltou um suspiro antes de apertar os olhos bem fechados- algumas lágrimas escaparam- e ela balançou a cabeça de uma vez. “Ok, você quer que eu faça isso? Ou será que você gostaria?”

“Você se importaria muito?” Rachel perguntou timidamente.

“Claro que não. Aqui,” ela pegou o envelope de Rachel.

Quinn não perdeu tempo em quebrar o selo do envelope e puxar a pilha de papéis. Havia muitos dados- vários gráficos. Ela estava segurando o que parecia ser cargas de informações, ao invés de simplesmente haver um parágrafo explicando de a menina de Rachel ia ou não nascer com Tay- Sachs.

Finalmente, Quinn encontrou o que estava procurando.

“Rachel...”, Quinn começou.

Rachel a interrompeu. “Quinn, por favor... Por favor, por favor, por favor... Diga-me agora. Faça rapidamente. Eu não posso aguentar mais nenhum segundo dessa espera horrível.” O som quebrado na voz de Rachel era mais que suficiente para estimular a ação verbal de Quinn.

“Sua bebê vai nascer saudável e feliz, e ela vai viver uma vida longa, Rachel. Ela não tem doença Tay- Sachs. Nem você nem Jesse são portadores da doença.”

Quinn podia ver claramente o peso sendo retirado dos ombros de Rachel. Seus olhos se iluminaram com a felicidade, ela apertou a mão de Quinn- a qual estava agarrada firmemente nos últimos minutos- ela literalmente saltou no ar, e soltou o que era possivelmente a maior e mais linda risada que Quinn já tinha ouvido em sua vida.

Rachel sentou-se ao lado dela, e Quinn não pôde deixar de sorrir brilhantemente para a garota em êxtase que estava encostando-se em seu ombro e continuava a segurar firmemente a mão de Quinn na sua.

“Então”, disse Quinn. “Uma menina, hein?”

Em resposta, Rachel simplesmente sorriu ferozmente antes de lançar-se para Quinn e dar-lhe um abraço excepcionalmente maravilhoso.

Nesse momento, cada uma das meninas estava pensando que não seria tão ruim, se elas nunca tivessem que se separar.

Notas finais
Então, o que acharam? Quinn é uma fofa, não?
Só pra esclarecer, tem algumas expressões que eu resolvi não traduzir, apenas porque não se encaixariam no contexto como um todo, então...
Espero que tenham gostado, e agradeço pelos comentários no capítulo anterior, realmente, fiquei bem feliz. Beijos!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.