If I die Young (REESCREVENDO)

17 “And I've seen him with girls of the night and he told Roxanne to put on her red light. They're all infected but he'll be alright 'cause he's a scumbag, don't you know?”


Notas iniciais
oi kk Cheguei um dia atrasada mas cheguei! Aquela pausa que eu dei só me iludiu de que eu conseguiria finalizar todos os capítulos mas na verdade só finalizei o planejamento. Sendo assim, eu escrevo o capítulo na semana que eu vou postar e essa semana eu ESQUECI TOTAL. Segunda foi meu aniversário( yey 19 anos de pura fanficagem) e eu fiquei meio longe das redes. Terça eu tive um compromisso e passei o dia fora, quando cheguei e lembrei que não tinha escrito nada para essa semana tentei escrever algo mas tava completamente sem ideia. Na quarta eu revisei todas as minhas matérias e fiz algumas provas da faculdade, então só pude finalizar a escrita desse capítulo as 17h de hoje hahahahah Me perdoem pelo atraso! Esse capítulo é mais curto por que ele só vai servir de ponte para os três últimos. Ele é mais confuso mas traz algumas respostas e planta mais algumas duvidas. Enfim, a música do capítulo já está na playlist: https://open.spotify.com/playlist/04O8XcjoKxfbXX2Be8rwdR?si=csTaaH9TQ2aCEZTzQYC3jw Espero que gostem!

Sophia arrumava as malas de maneira relaxada, mas com um sorriso radiante. Cursar artes plásticas em uma das maiores universidades de Londres tinha sido seu sonho desde o dia em que descobriu o que era uma universidade. Anos após a descoberta que a fez desejar pelos anos na UCL, lá estava ela, arrumando suas malas para a primeira festa como universitária. O convite havia sido entregue em suas mãos por alguns veteranos bonitões no dia em que se matriculou, há um mês.

A festa seria secreta e durante uma viagem de boas-vindas que a faculdade estava organizando para os veteranos. Os dias da viagem seriam dedicados a visitação e atividades ao ar livre, mas durante a noite, quando os responsáveis pelos alunos fossem dormir, os convidados iriam se esgueirar para o lago ali próximo para batizar os novatos.

Naquela mesma tarde, Sophia la Valle se despediu de seus pais para sempre e dirigiu em direção à sua morte.

*

Lily sentia sua cabeça pesada e seus olhos mal se abriam, havia um gosto metálico em sua boca e o seu braço esquerdo formigava pela posição. Seu corpo balançava de um lado para o outro e alguém a segurava pelas axilas e pés de maneira grosseira. Tentou se mexer, mas tudo nela doía. Tentou gritar mas nem um som saiu da sua boca. Lutou contra o sono crescente por mais alguns minutos antes de, lentamente, sucumbir ao cansaço que se alastrava por seu corpo.

*

Passava da meia-noite quando Sophia viu um feixe de luz vermelho passar rapidamente pela janela de seu quarto.

— Deve ser meu primo. – Sua companheira de quarto disse enquanto abria a janela silenciosamente. – Ele disse que ia usar uma luz vermelha para avisar os calouros. Uma de cada vez, as duas meninas pularam em direção ao chão. Ambas se olharam e compartilharam de uma risada.

— Sou Roxanne, a propósito. – Disse estendendo a mão em direção a Sophie, que aceitou de bom grado.

— Sophie. – Um assobio a alguns metros as fizeram quebrar o contato e olhar na direção da luz vermelha que, vista de perto era possível notar, estava sendo apontada por um garoto alto e de sorriso travesso.

— Vamos logo. – Ele chamou antes de se virar e correr. Juntas correram em direção ao lago, junto com uma massa de calouros empolgados. A noite havia começado.

*

Ela retomou a consciência no momento em que um estrondo foi produzido perto de si. Seu corpo já não balançava e seus braços e pernas estavam livres do antigo aperto. Tentou respirar fundo e, sendo impedida pelo saco em sua cabeça, mexer suas mãos em busca de seu celular. Nada. Tudo o que encontrou foi o tapete áspero do porta-malas do carro e a mão fria do que ela imaginou ser seu irmão.

Seu corpo estava dobrado e era impossível se esticar, tentou chamar Albus mas sua voz a deixou na mão novamente. Desesperada, começou a se debater no pequeno espaço. Sentiu o choro subir por sua garganta e os membros doerem pelo esforço de estar lutando contra o sono.

Outro barulho vindo do carro a faz parar. Ele começa a se movimentar rapidamente e ela luta contra o cansaço até sua cabeça bater com força em algo duro e seus olhos se fecharem novamente.

*

A música que vinha dos carros estava alta o suficiente para animá-los, mas não ao ponto de os denunciar para o dono da hospedagem. A beira do lado estava enfeitada com algumas luzes precárias e uma grande faixa com os dizeres “Bem-vindos ao inferno, calouros” borrado, com o aspecto de ter reutilizada de outras comemorações. Alguns barris de cerveja foram distribuídos pelo lugar junto com várias garrafas de outras diversas bebidas.

Sophia andava erroneamente entre as pessoas ali dispostas. Já passava das duas e sua cabeça girava por todas as doses bebidas. Ao longe, ela observou um grupo de veteranos juntos envolta de um dos carros que forneciam a música. Eles estavam afastados, quase entrando por entre as árvores que os cercavam. Ela se aproximou a passos vacilantes do grupo animado que a recebeu com vivas.

— Hey, caloura! – Um deles gritou animado enquanto a abraçava pelos ombros. – Aqui, pega uma bebida especial.

— O que tem aqui? – Perguntou com a língua enrolada enquanto levava o líquido rosa em direção ao nariz e cheirou.

— Algo para alegrar a festa. – Respondeu maliciosamente. Sophia deu de ombro e virou o copo em um só gole. O líquido desceu queimando em sua garganta e em questão de segundos seus membros estavam formigando.

— Tem gosto rosa. — Ela constatou tonta.O grupo riu bobamente da menina que aceitava uma nova dose do mesmo menino. Estava pronta para virá-lo como fez com o outro quando teve o copo tirado de suas mãos. – Ei!

— Acho que você não sabe o que está fazendo. – Era o garoto alto e esguio, primo de Roxanne. Ele parecia menos abobalhado do que ela, mas claramente bêbado e talvez sob o efeito de algumas bebidas rosas.

*

Lily voltou a consciência pela terceira vez quando sentiu um solavanco e o barulho dos pneus freando. Com a cabeça pesada e doendo pela pancada anterior, ela tentou se concentrar nas vozes que discutiam próximo ao porta- malas. Com as mãos ainda sem força e claramente amarradas tentou balançar corpo que acreditava ser do irmão, mas não obteve nenhum sucesso. Sabia voltaria a dormir nos próximos segundos e precisava pensar antes que isso acontecesse.

Mas pela primeira vez em anos, Lily Luna não sabia o que fazer.

*

— Eu sei exatamente o que estou fazendo. – Respondeu em tom desafiador enquanto encarava com afinco os olhos castanhos do outro.

— Aposto que vai se arrepender amanhã. – Riu enquanto levava um cigarro até os lábios para, logo em seguida, soprar a fumaça no rosto da garota.

— Aposto que ficarei melhor que você.

Ele riu mais uma vez, mais alto do que antes.

— Me encontra no café da manhã e vamos ver quem ganha esta aposta.

*

No condomínio pacato onde a família Potter residia, a senhora Bagshot varia sua varanda com um de seus gatos embolados em suas pernas, completamente alheia aos papéis e celulares jogados no chão em frente a porta aberta de seus vizinhos. Alheia ao toque do celular de Lily, onde uma foto sua e de Scorpius brilhava na tela pela quinta vez. Alheia aos papéis que diziam que Sophia la Valle havia já estava morta quando foi jogada no rio.

A alguns metros de sua casa, na portaria, o porteiro Gabriel contava as várias notas de cem euros que havia recebido de suborno. Sem saber com o que tinha contribuído ou o que aquilo iria se tornar. Sem saber que aquela era a última noite de vida de alguém.

*

Sophie tinha perdido as contas de quantas bebidas rosas havia tomado, e de quantos veteranos haviam tentado beijá-la a força. Sua cabeça doía e seu coração estava apertado. Queria ir para casa. Saiu de trás de uma grande árvore, que estava usando de esconderijo, e procurou por seu celular no bolso traseiro. Digitou o número tão conhecido e esperou que a voz conhecida e reconfortante a atendesse.

— Hey. – Cumprimentou com a voz arrastada e embolada. – Essa festa começou a ficar estranha, não sei se quero continuar aqui. Pode vir me buscar? – Ficou em silêncio enquanto ouvia a resposta. – Tudo bem, vou te mandar uma mensagem com o endereço. Te amo, até daqui a pouco.

Segurou o celular firme em uma mão enquanto jogava o resto da sua bebida em uma moita e largava o copo em qualquer lugar. Respirou fundo antes de se preparar para caminhar pela pequena estrada de terra em direção a festa. Já estava na metade do caminho quando a luz de um carro começou a vir em sua
direção.

Antes que pudesse fazer qualquer coisa, conseguiu ver os grandes olhos castanhos que haviam a desafiado mais cedo. A luz se tornou mais forte e a cegou no momento em que ela sentiu seu corpo sendo jogado para frente com o impacto da batida.

Pode ver dois pares de pernas vindo em sua direção antes de apagar. Uma hora e meia depois, o corpo morto de Sophia era jogado no lago por dois pares de mãos adultas.

Notas finais
Então? hahahahaha Comentem para que eu saiba o que estão achando e quais são as teorias atuais! Me desculpem mais uma vez pelo atraso, prometo tentar não repetir. Até semana que vem :) Love always, BB.