If I Would Have Known It Could Have Been You 2
1 #1 - Um jantar entre amigos
Notas iniciais

#1
Um jantar entre amigos
— Hora de acordar, meu anjo. – Blaine disse ao depositar um beijo na testa de Alec.
A criança se mexeu um pouco e murmurou alguma coisa indecifrável, logo voltando a dormir. Blaine sorriu com a cena e sacudiu o filho de leve. Kurt passou pela porta e perguntou se o filho ainda estava dormindo e, quando Blaine disse que sim, o castanho avisou que iria se arrumar para o trabalho.
— Meu amor, você precisa acordar. – O moreno sacudiu de novo o pequeno, com um pouquinho mais de força.
— Quero dormir, papai. – Disse Alec, coçando os olhos enquanto recebia um carinho gostoso de Blaine. – Onde eu vou passar o dia hoje? Com você ou com o papai Kurt?
— Hoje você vai para o jornal comigo! – Blaine disse entusiasmado. – Mas eu tenho um monte de coisas para fazer, então você vai ficar com o tio Seb, tudo bem?
— OBA, TIO SEB! – A criança gritou alegre e levantou da cama feliz da vida, como se nem estivesse frio e ele não estivesse com pouquíssima roupa.
— Vou usar essa tática todos os dias. – Brincou Blaine, pegando o filho no colo e o levando em direção ao banheiro do corredor. – Precisa de ajuda?
— Não. Eu já sou grande. – Alec disse cruzando os braços e fazendo bico. Blaine depositou um beijo na cabeça do filho e saiu de volta para o quarto.
Ele arrumou a cama de Alec e deixou a roupa do filho em cima da mesma, indo em direção ao seu quarto em seguida, onde ele arrumou a própria cama. Ele separou sua própria roupa e começou a vesti-la, já que ele já tinha tomado banho.
Quando ele estava já arrumando o cabelo em frente ao espelho, depois de colocar toda a roupa de frio, ele sentiu duas mãos repousarem em sua cintura. Ele sorriu quando sentiu o namorado beijar levemente seu pescoço e se virou de frente para ele, selando seus lábios nos dele.
— Hoje ele vai ficar com você? – Perguntou Kurt, enrolando um lenço em seu pescoço. Era um lenço azul claro, que combinava com os olhos do castanho.
— Ele vai ficar no jornal, mas com o Seb. Preciso terminar aquela matéria da qual te falei. – Explicou o moreno.
— Oh, sim. A do assassino louco de New York. – Kurt riu fraco. – Espero que peguem ele.
— Aparentemente o parceiro dele já está até preso. – Blaine disse também dando uma risada fraca e deu mais um beijo no namorado antes de sair do quarto.
Ele pegou Alec no corredor voltando para o quarto e foi com o filho até lá, ajudando o mesmo a se vestir e fechar os casacos quentes. Pela décima vez ele estava ensinando o filho a amarrar os cadarços dos tênis, mas o pequeno achava tanta graça naquilo que não conseguia prestar atenção, o que de fato acabava ficando engraçado.
Mas esse era o tipo de coisa que, por mais que Alec tivesse que aprender a fazer sozinho em algum momento, Blaine gostava de fazer. Ele gostava de ajudar o filho nessas pequenas coisas e, nesses quatro meses que ele estava ao lado de Alec, ele tinha aprendido tantas coisas sendo pai que ele não conseguiria descrever nem escrevendo uma trilogia de livros.
Quando todos estavam devidamente prontos, eles foram tomar café-da-manhã juntos, não se demorando muito para ninguém se atrasar.
Blaine sempre largava Kurt no trabalho, pois os dois acabaram vendendo um dos carros para pagar a decoração do quarto de Alec. Era para ser algo temporário, mas eles acabaram percebendo que não precisavam de dois carros, então deixaram assim mesmo.
Durante o caminho, Alec ficava perguntando quando ele poderia finalmente começar a estudar e o casal dizia ao filho que quando ele completasse seis anos ele iria para uma escola.
Blaine estacionou o carro para Kurt descer e deu um selinho no namorado, que deu um beijo na bochecha de Alec, desejou um bom dia a eles e foi em direção ao prédio em que trabalhava.
Alec e Blaine seguiram até o jornal cantarolando uma música qualquer que tocava no rádio e logo já estavam lá. Ao chegarem, já foram recebidos por Nicolas, que era o único que já estava lá – tirando Sebastian, o qual Nicolas disse que estava resolvendo umas coisas em sua sala.
Sebastian e Nicolas eram os únicos que tinham uma sala própria no jornal, mas no último mês mais uma divisória havia sido colocada, com uma nova sala sendo organizada por lá. Blaine sentiu uma ponta de inveja sem nem saber quem seria o próximo promovido.
Quando Alec viu Sebastian, ele foi correndo para cumprimentar o seu “tio”.
— Tio Seb! – A criança gritou, abraçando Sebastian.
— Oi, pequeno. – Sebastian encheu o rosto da criança de beijos e o levou para sua sala.
Blaine e Nicolas foram aos seus afazeres e logo todos os jornalistas já estavam no local e trabalhando.
[...]
O dia tinha passado horrivelmente devagar para Blaine, que precisou entrar na sala de Sebastian inúmeras vezes e não pôde parar para dar a devida atenção ao seu filho. Quando seu expediente acabou ele só faltou se ajoelhar para agradecer ao mundo por aquilo.
Ele trocou algumas palavras com Sebastian, que jantaria com Nicolas na casa dele, pegou Alec e foi para o carro buscar Kurt e, não muito tempo depois, os três já estavam em casa.
Enquanto Blaine trocava a sua roupa, Kurt ajudava Alec com a do pequeno, botando uma roupa um pouco mais confortável para ficar em casa, já que pelo menos ali dentro eles ficavam aquecidos. Depois disso, o castanho deixou o filho na sala assistindo desenhos e foi trocar sua própria roupa.
Blaine insistiu em ajudar a arrumar o jantar, mas Kurt não permitiu então, se dando por vencido, ele foi para a sala assistir desenhos com seu filho. Quando os desenhos começaram a ficar chatos ao gosto deles, eles colocaram em um canal de músicas e começaram a cantar o que tocava. A música em questão era Believer, do American Authors.
— Sabe, filho, essa música foi o que fez seu pai se apaixonar por mim. – Blaine disse e ouviu a risada de Kurt, já que a cozinha e a sala eram praticamente juntas. – Vai dizer que eu estou mentindo. Ah, é, esqueci que você se apaixonou quando me conheceu.
— Vou deixar você ver por esse ângulo. – Kurt disse rindo. – Eu já diria que foi com sua distração de “vou limpar sua boca”.
— Mas eu realmente limpei. – Se defendeu o moreno. – Só que eu me sentiria muito culpado se eu tivesse desperdiçado aquela paisagem linda. Um dia precisamos levar Alec para que ele conheça San Francisco.
— Só vamos nos manter longe daquele departamento. – Pediu Kurt, ouvindo a risada do moreno como resposta.
— Aquela bancada era legal. – Kurt fulminou Blaine, espiando o moreno pelo canto da porta. – Quero dizer, aquela ponte é legal. É, isso, a ponte, a ponte é linda.
Alec sorriu com o vermelhão que seu pai ficou e a criança tinha um brilho enorme nos olhos, só por ver a conversa dos pais. Ele amava estar naquela família.
Alguns minutos depois a campainha tocou, era Sebastian e Nicolas, com direito a uma sobremesa para todos eles.
O jantar foi completamente tranquilo e agradável, a parte da sobremesa mais ainda. Todos arrumaram a leve bagunça e sentaram-se na sala. Já estava tarde, mas Alec não queria dormir, ele queria ficar com o “tio Seb”. Sebastian tinha uma conexão incrível com Alec, quase que igual à que ele tinha com Kurt e Blaine. Com Nicolas também era forte, as vezes mais do que com todos eles juntos.
— O que você achou da nova sala no jornal? – Perguntou Sebastian. Blaine pareceu ficar desconfortável com a pergunta, mas mesmo assim ele respondeu.
— Parece confortável. – Comentou o moreno, tendo uma chave atirada em sua direção.
— Eu esperava que você dissesse que ela é ótima, porque é lá que você vai trabalhar agora. Parabéns, meu segundo editor-chefe. – Nicolas disse com um sorriso enorme, fazendo Blaine quase nem acreditar.
O moreno agradeceu ao seu amigo – e chefe – inúmeras vezes, até Nicolas dizer: “Se você não parar de agradecer eu vou tirar essa chave de você.”, aí Blaine parou.
Quando os amigos foram embora, Blaine e Kurt fizeram Alec dormir como todas as noites e foram dormir em seu quarto. Ao chegarem lá, Blaine simplesmente foi empurrado para cima da cama, ficando extremamente confuso.
— Ah, já entendi... é isso que eu mereço por ter sido promovido? – Ele perguntou sorrindo safado. Kurt sorriu para Blaine e negou.
— Você anda trabalhando muito naquele jornal. Pensei em te acalmar um pouco, só isso. – Kurt disse com um sorriso mais safado que o de Blaine.
— Ah, como eu te amo! – Disse Blaine, puxando Kurt e o beijando.
— Não tanto quanto eu te amo.
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