If I Could Change Your Mind
59 Tempos depois
Notas iniciais
12 de Fevereiro, Quinta-Feira de manhã, Rachel havia dormindo na casa de Quinn na noite passada.
— Hey baby – disse Quinn dando um cheiro no pescoço de Rachel, pois estavam de conchinha – Vamos levantar? – perguntou apertando mais a morena contra seu corpo.
— Hannnnnn – a morena soltou um som que indicava preguiça – Ta tão bom aqui.
— Mas eu já estou com fome amor... são 11 da manhã – disse a loira agora beijando-a no pescoço.
— Com você fazendo isso fica difícil – disse a morena se virando de frente para Quinn.
Quinn ficou observando Rachel que estava com os olhos fechados sorrindo de canto com o carinho que recebia na cintura.
— Eu te amo – disse Quinn vendo a outra abrir os olhos devagar.
— Você é tão perfeita – disse Rachel acariciando o rosto de Quinn – Eu nunca pensei que fosse encontrar alguém assim depois de tudo que eu passei. Você é realmente a mulher que eu mais amo nesse mundo – disse dando um beijo lento e carinhoso na namorada – Claro que depois da Barbra – disse em tom de brincadeira ao separar os lábios.
— Ah é? – Quinn falou com um tom de quem ia aprontar – Ainda vai amar mais a Barbra depois disso? – disse atacando as costelas da pequena com cócegas.
Rachel ria descontroladamente e já quase não conseguia respirar, a loira vendo isso cessou o que fazia. Ainda rindo a morena fora acalmando a respiração.
— Ok – disse suspirando – Vamos levantar – disse se sentando e colocando os pés para fora da cama – Depois disso não existe mais sono pra mim.
Depois de algum tempo, Quinn estava levando Rachel ao teatro, pois a mesma tinha vendido seu carro por questões financeiras. Quinn dirigia quando Rachel resolveu falar sobre isso.
— Olha, eu juro que eu ia de táxi se não tivesse dormido na sua casa.
— Que isso Rach, é no caminho da revista, e mesmo que não fosse não teria problema.
— É que é esquisito ficar dependendo de alguém.
— Já falei eu não tem problema amor, afinal sou sua namorada, que mal tem nisso? É normal, e mesmo porque é melhor eu te levar do que um desconhecido.
— Tudo bem – Rachel ligou o radio e tocava Take On Me do A-ha. A morena fechou os olhos, jogou a cabeça para trás apoiando-se no banco e cantarolou um pouco – Eu amo essa música...
— Eu também... Mas ela me lembra meus pais, minha casa...
— Ela me lembra do Clube Glee – a morena suspirou sorrindo – Como eu tenho saudade daquela época, era tudo tão fácil.
— Está preocupada com amanhã? – Quinn a olhou parando no sinal.
— Preocupada não é a palavra certa. Ansiosa sim, estou quase explodindo – disse abrindo os olhos e olhando para a loira.
— Vai dar tudo certo amor, você é ótima, os críticos vão amar eu tenho certeza.
— Tudo depende deles... – a morena olhou para fora do carro – Eu participei de tantas competições de coral, me apresentei na frente de tantas pessoas e agora estou assim.
— É claro meu amor, você nunca estreou um musical da Broadway, é normal isso que está sentindo – disse a loira acelerando o carro.
— Eu acho que não ensaiei os paços o suficiente e penso que a qualquer hora o Sam ou alguém do cast pode esquecer alguma fala, ou que alguém possa cair, pior, e se EU cair? – disse enfatizando o pronome – Além do mais a estreia vai ser em uma sexta-feira 13 e...
— Ok amor – Quinn disse rindo – Desde quando tem supertições? Sexta-Feira 13? Sério?
— Ah Quinn eu não sei, eu só...
— Vai dar tudo certo – disse estacionando o carro em frente ao teatro – Eu vou estar lá por você – disse colocando a mão na perna da morena – Assim como seus melhores amigos, sua irmã, sua mãe, até seus pais vão vim de Ohio, e juro que isso é o que me assusta mais – disse arrancando uma risada de Rachel – Vai ficar tudo bem, não sei comigo porque meus sogros vão me conhecer, mas...
— Meus pais são legas Quinn – disse tirando o cinto.
— Mas continuam sendo pais – fez uma careta – Você jura que vai parar de paranoia, entrar no teatro, fazer sua ultima prova de figurino, o ultimo ensaio vocal, vai voltar pro meu apartamento, descansar a voz, a mente, o corpo e tudo mais pro jantar com seus pais depois de os pegarmos no aeroporto? – disse olhando com amor.
— Juro.
— Então tudo bem.
Rachel segurou o rosto da loira e beijou-a. A morena saiu do carro e rumou a porta do teatro. Quinn acelerou e fora para o trabalho.
Quinn estava sentada em sua sala quando Emma entra sem ser anunciada.
— Desculpa atrapalhar, mas sua secretária não ta ali fora, aí entrei – disse a Ruiva entrando depois de duas batidas na porta.
— Tudo bem Em... – disse apontando a cadeira da frente de sua mesa para a chefe sentar – Fica a vontade – e a ruiva sentou.
— Você não acredita com quem conseguimos uma exclusiva pra hoje? – disse sorrindo de feliz.
— Com quem? – Quinn se inclinou.
— A diretora da NYADA Carmem Tibideaux – disse batendo palmas sozinha.
— Hum... – Quinn não parecia muito confusa.
— Você não sabe quem é né?
— Desculpa Emma, é que eu já ouvi falar dela, mas não sabia nome e... Me desculpe.
— Tudo bem.
— Mas que bom, é um sucesso pra próxima edição né?
— Sim, e como. Quem vai amar vai ser a Rachel, já que ela ama essas coisas de artes dramáticas.
— Verdade.... E agora que lembrei que Rachel já falou sobre ela – a loira disse dessa vez empolgada.
— Então, a gente ta tentando uma exclusiva com ela tem uns meses e conseguimos, só que ela é uma mulher com muito pouco tempo, então ela nos disse que terá tempo hoje das 18 horas até as 20. Aí pensei na melhor pessoa pra entrevistá-la e escolhi você.
— Mas Em, eu sou só editora agora.
— Mas você é a melhor funcionária que tenho aqui Quinn. Quero que você a entreviste, faça uma matéria sobre ela, você fez a revista bombar com a matéria da Brittany, pode fazer bombar de novo nessa edição.
— Eu agradeço Em, mas lembra do que combinamos hoje?
— O que?
— Eu ia sair daqui exatamente as 19 horas, iria passar em casa pra buscar a Rach porque temos que pegar os pais dela no aeroporto.
— Quinn isso foi muito difícil de conseguir... dê um jeito – Emma disse se levantando – Ela vai estar nesse restaurante te esperando – disse colocando um papel na mesa – Exatamente as 18, não se atrase, pois já são 16 horas, use o tempo que tem para pesquisar bastante sobre ela e formular umas perguntas – a ruiva terminou de falar e saiu. Quinn colocou a mão na cabeça e apoiou os cotovelos na mesa, com expressão de estresse.
Já eram 18:05 da tarde, Quinn estava no restaurante com na mesa que fora reservada, a loira estava sozinha.
— É senhor Google. Acho que estava errado sobre ela – disse olhando no relógio em seu pulso vendo que a mulher estava 5 minutos atrasada.
— Boa noite – disse uma mulher mais velha e negra, com um turbante e um roupa diferente – É aqui que devo me sentar? – perguntou apontando para a mesa.
— Ah claro – disse Quinn levantando e esticando a mão para cumprimentá-la, a mulher olhou por alguns segundos a mão pálida antes de segurá-la, aquilo deixou Quinn encabulada – Sou Quinn Fabray, editora chefe da Pills Magazine. É um prazer conhecê-la – disse soltando a mão da mulher e se sentando. Carmen não disse nada e se sentou.
— Então... Eu realmente gostaria que essa entrevista fosse terminada logo – disse a mulher levantando o dedo e chamando o garçom – O seu melhor vinho, por favor – e o rapaz saiu apressado.
— No que depender de mim será – Quinn disse com um tom irritado.
— Não me pergunte nada até ele vim com a bebida – disse a mulher fechando os olhos.
Quinn respirou fundo e olhou para outro canto. A loira batia involuntariamente seus dedos na mesa, um sinal que mostrava inquietação, pressa.
— Por que está assim? – a mulher perguntou e Quinn a olhou.
— Desculpe?
— Parece estar ansiosa para alguma coisa.
— E estou – Quinn era curta nas palavras.
— Tem algum compromisso e a entrevista está te atrapalhando? – disse sendo servida pelo garçom que acabara de chegar.
— Sim eu tenho, mas trabalho é trabalho.
— Claro, colocava o trabalho sempre a frente das coisas... com isso perdi meu marido para uma outra mulher, meus filhos foram morar com ele e eu estou só em minha casa até hoje – disse virando a taça em sua boca – Colocará isso na matéria se for esperta – e Quinn acenou com a cabeça prestando atenção na mulher – Não faça isso com sua vida, não deixe o trabalho ser você.
— Eu não faço isso, é que era a única data e hora disponível que a senhora tinha, então eu tive que vim pra cá.
— Ou seja, colocou o trabalho em primeiro lugar – disse olhando nos olhos da loira. Quinn abriu a boca, mas nada saiu dela, pois sem argumento ficou – Qual era seu compromisso? Família? Marido? Namorado? Filhos? Você tem filhos?
— Hann eu que deveria estar fazendo as perguntas, mas não, não tenho filhos, não tenho marido, nem namorado, e não é algo com minha família. Não exatamente.
— Com quem então?
— Bom... – Quinn disse hesitante tomando um pouco de seu vinho – Eu tenho que buscar meus sogros no aeroporto e depois teremos um jantar porque ainda não os conheço, eu já tinha combinado com minha chefe, mas...
— Espera... como tem sogros se não tem namorado ou marido? – a mulher cruzou os braços com uma cara desconfiada.
— Sim eu não tenho nenhum dos dois e sim uma namorada.
— Interessante... não pense que tenho problema com isso, minha filha mais velha é lesbica e eu já tive umas experiências quando jovem – disse sorrindo e Quinn sorriu com a informação surpresa.
— Bom, eu posso colocar isso na matéria? – Quinn perguntou tomando mais vinho.
— Acha que estou lhe contando todas essas coisas por qual motivo? – a mulher disse séria e Quinn parou de sorrir.
— Bom eu acho que... – Quinn ia falar, mas fora interrompida.
— Eu acho que você deveria ir para seu compromisso e me encontrar aqui amanhã nesse mesmo local, as 21 horas, irei abrir um espaço em minha agenda para essa entrevista.
— Bom, eu agradeço o que está querendo fazer, mas minha namorada é atriz e cantora, e amanhã o musical que ela está participando vai estrear, é o primeiro papel dela na Broadway, ela está bem ansiosa com isso, e com certeza eu estarei lá a essa hora, então...
— Ela é boa?
— Sim, ela é ótima, a melhor cantora que já vi.
— Ela se formou onde?
— Bom... em nenhum lugar, ela chegou até fazer um teste pra NYADA...
— Que interessante – a mulher interrompeu.
— Sim, mas ela não conseguiu, então ela corre atrás do sonho da vida dela que é a Broadway com os próprios conhecimentos.
— É um musical original?
— Não, eles estão revivendo o Rocky Horror, ela faz o papel da Janet.
— Eu soube há um tempinho que estavam querendo colocar Rocky Horror em carta outra vez, mas não fui a fundo nisso.
Quinn concordou com a cabeça e olhou no relógio em seu pulso.
— Eu fiquei curiosa... – a mulher disse.
— Com o que? – Quinn voltou o olhar para ela.
— Um pessoa que eu rejeitei está na Broadway, ou ela melhorou ou quem fez a audição não entende de música.
— Garanto que é a primeira opção.
— Onde ela está agora?
— Ela ainda está no teatro eu acredito. Ela ia fazer um ultimo ensaio geral, um ultimo teste de figurino, um ultima repassada no teste vocal.
— Então vamos vê-la. Estou curiosa do porque ela não ter entrado na minha universidade.
— Eu posso ligar pra ela avisando?
— Ligue, mas não diga que vou, só diga que está indo encontrá-la.
— Tudo bem – Quinn pediu a conta e a mulher insistiu em pagar tudo.
A loira estava com a mulher no banco do carona de seu carro, ainda em frente ao restaurante, a loira pegou o celular e discou o numero da morena.
— Oi amor – a morena atendeu com uma voz ofegante.
— Oi... o que ta fazendo? Por que está desse jeito?
— Eu acabei de sair do ensaio geral, e estava treinando uns paços no palco.
— Hum...
— Por que?
— Nada, é que queria avisar que teve uma mudança nos planos, eu já saí do trabalho e to indo aí te buscar.
— Quinn eu já estava de saída, mas eu espero, assim tomamos um banho juntas antes de irmos pro aeroporto... – a morena disse com um tom que arrepiou a loira, mas ela se conteve.
— Sim, daqui uns 15 minutos eu chego aí.
— Tudo bem, beijo amor.
— Beijo.
A loira desligou e rumou ao teatro. Rachel teria uma surpresa naquela noite.
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