If I Could Change Your Mind
21 Janet Weiss
Notas iniciais
Quinn dirigia em rumo a estação Penn escutando Scorpions em seu carro. A loira estacionou, saiu do carro, entrou na estação a procura da menina, mas já haviam passado uns 10 minutos que ela estava procurando Aria e não a encontrava. A loira saiu da estação e resolveu procurar pelo lado de fora, quando chegou na entrada, tropeçou na mala de uma menina que estava em pé. A loira pediu desculpas e quando olhou para uma plaquinha que a garota segurava, a loira sorriu ao ver escrito Aria Montgomery Berry.
– Desculpe, mas acho que é você que estou procurando... – disse a loira sorrindo.
– É a namorada da Rachel? – perguntou a menina desconfiada.
– Sim, meu nome é Quinn – disse a loira estendendo a mão e a menina a cumprimentou sorrindo – Acho melhor irmos – disse ajudando a morena a carregar as malas.
– É melhor mesmo, estou morrendo aqui – disse a menina pegando sua mochila e outras malas.
– Como conseguiu sair do trem com tudo isso? – disse fazendo uma careta a respeito ao peso da mala.
– Um carinha me ajudou – quando Aria disse isso, um rapaz passou correndo e derrubou Quinn.
– Mas que filho da puta – disse a menina ajudando a loira a levantar.
– Nossa, ainda bem que não disse isso pra mim quando tropecei em você – disse levantando.
– Foi diferente – respondeu rindo.
– Querem ajuda? – disse um rapaz desconhecido e muito bonito aos olhos de Aria.
– Claro – disse a baixinha olhando o rapaz dos pés a cabeça, o que arrancou uma risada de Quinn.
O rapaz as ajudou com a bagagem de Aria, a baixinha não perdendo tempo, trocou telefone com o rapaz e em seguida entrou no carro.
– Uau, você não perde tempo – disse a loira acelerando.
– Não mesmo... Nossa eu estou congelando – disse se esticando e pegando seu sobretudo que estava na sua mochila no banco de trás.
– Estava com isso e não vestiu?
– Sim.
– Por que?
– Porque ele é horrível e eu não ia vestir isso em público – disse de um jeito que Quinn lembrou de Rachel.
– Nossa, você fala igual sua irmã.
– Não vejo a hora de abraçar a Rachel.
– Ela está muito ansiosa também pelo o que me disse hoje de manhã. Na verdade eu soube da sua existência hoje de manhã.
– Nossa que boa irmã eu tenho – as duas riram.
– É que ainda estamos começando e não falamos sobre família ainda.
– Hum... Quando começaram a namorar?
– Na verdade, ontem – a loira riu.
– Sério? — A menina ficou surpresa.
– Sim, a gente tava saindo há um tempinho, mas oficializamos ontem.
– Quem fez o pedido?
– Foi meio que eu.
– Como assim?
– É complicado, acho que ela pode te explicar melhor – e a menina acentiu com a cabeça – Mas por que você estava do lado de fora da estação? Se tivesse ficado lá dentro não estaria com tanto frio assim.
– Rachel me pediu pra ficar em um lugar visível, então...
As duas conversaram bastante no caminho do apartamento de Quinn. Quando chegaram, a loira pagou um rapaz para pegar a bagagem e orientou a menina sobre a casa se caso quisesse alguma coisa. A menina sentou no sofá da sala e ligou a TV, enquanto Quinn se afastou para ligar para Rachel, já que a morena estava em seu horário de almoço.
– Oi – atendeu a morena sorrindo.
– Já chegamos – e a menina prestou a tenção na conversa.
– Ai Quinn, não sei como te agradecer.
– Sabe sim... – disse com um tom de malícia.
– Sua safada – e a loira riu.
– Brincadeira amor, enfim, acho que vou pedir algo pra comermos, ela deve tá com fome.
– Ah Quinn, ia me esquecendo, essa daí dá certinho com você.
– Que?
– Só come porcaria, a preferida dela é pizza, acho que ela come pizza todos os dias.
– Você ta brincando Rach? Já amei essa menina – disse rindo – Você já almoçou?
– Ainda não, mas já já eu vou. Acho que vou pedir pro meu chefe me dispensar, dar a desculpa de que to com febre ou sei la.
– Ai que coisa feia dona Rachel Berry.
– Ah, tem quatro anos que não vejo minha irmã e to com saudades.
– Tudo bem.
– Amor, tenho que desligar, um cliente pediu uma música especial – disse revirando os olhos.
– Ok, eu te amo.
– Eu também te amo Quinn – disse desligando.
Quinn conversou mais com a menina e depois pediram uma pizza. Na lanchonete Rachel havia acabado de cantar um clássico de Funny Girl, pois cliente havia pedido para que a menina cantasse People. Rachel não teve dificuldade alguma, pois como sempre dizia, cantava os clássicos da Broadway desde crinça.
– Nossa, magnífico! – disse o homem aplaudindo de pé.
– Obrigada – disse descendo do palco.
– Espera! – disse o homem a puxando pelo braço e viu que a morena não gostou – Me desculpe – disse ele a soltando – Posso saber seu nome?
– Rachel, Rachel Berry – disse a morena.
– Nossa, você tem a atitude que estou procurando.
– O que?
– Você teria um minuto para conversarmos ?
– Eu estou no meu descanso, mas pode falar – disse com a mão na cintura.
– Ok, mas antes uma pergunta... – e a morena fez uma expressão como se dissesse “manda” – Você gosta da Broadway? Gosta da possibilidade de uma vida brilhando nos palcos? – disse o homem e Rachel na mesma hora respondeu.
– Sim, claro, Broadway é minha vida – disse eufórica.
– Perfeito. Gostaria de sentar ? – disse o homem e a morena o fez, sentou-se junto ao homem – Bom, meu nome é William Shuester, mas pode me chamar de Will. Enfim, você conhece o musical Rocky Horror?
– Sim, é um dos meus preferidos – disse a morena se interessando na conversa.
– Eu estou dirigindo uma versão desse musical na Broadway e estamos fazendo audições, só que não audições do tipo a pessoa vai lá e canta pra nós, estamos indo atrás dos talentos por toda Nova York, aí eu entrei aqui e te vi cantando mais cedo. Depois chamei um rapaz e perguntei sobre você e ele disse que gostava de Funny Girl, então pra te testar, pedi para cantar aquela música, o que fez eu ter mais certeza da pergunta que vou fazer agora – o coração de Rachel estava quase saindo pela boca – Senhorita Berry, gostaria de ser minha Janet Weiss?
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