If I Could Change Your Mind
27 Beth - parte II
Notas iniciais
Durante o almoço, Quinn interagiu bastante com a menina, a loira pôde conhecer mais da filha. No fim, elas pediram a mesma sobremesa e viram que partilhavam dos mesmos gostos. Elas cinco saíram do restaurante e foram para a casa de Emma.
– Nossa! Esse tempo, até que cessou mais um pouco a neve — disse Emma abrindo a porta e entrando, logo seguida de Mercedes, Shelby, Beth e Quinn que estava sendo puxada pela menina.
– Bom... Eu acho que já vou – disse Quinn com as mãos no bolso do casaco.
– Nããããããão! – gritou Beth a agarrando na cintura – Você é muito legal, fica mais um pouco... – disse olhando nos olhos da loira.
Quinn olhou para Shelby e olhou para a menina de volta, se abaixou e disse:
– Que tal uma aventura? – disse sussurrando para que Shelby não ouvisse.
– Que tipo de aventura? – perguntou também sussurrando.
– Primeiro tenho que convencer sua mãe... – disse se levantando – Shelby, posso brincar com a Beth la fora?
– Nesse tempo Quinn? Não sei – disse preocupada.
– Ah vai dizer que nunca brincou na neve? – perguntou a loira e Shelby sorriu.
– Tudo bem, mas tomem cuidado – disse a morena.
– EBAAAAAAAA! – disse a menina correndo e abraçando a mãe – Te amo mamãe! – disse dando um beijo no rosto de Shelby e aquilo mexeu com Quinn.
– Também te amo filha – e a menina correu puxando Quinn – Cuidado!
– Juízo Quinn! – disse Emma sabendo o jeito de Quinn, a loira era uma criança grande.
Na frente da casa, Quinn e Beth faziam bolas de neve e tacavam uma na outra, elas riam e gritavam, corriam atrás uma da outra, até que numa hora as duas se jogaram no chão e começaram a rolar.
– Vamos fazer anjos? – disse Beth.
– Estava pensando nisso agora... Vamos – disse a loira ficando ao lado da menina.
As duas fizeram os movimentos necessários para fazer um anjo na neve, depois levantaram e ficaram observando o que tinham feito.
– Um dia eu vou ser como você... – disse Beth pensativa e Quinn não tinha entendido.
– Como eu? Por quê?
– Um dia eu vou crescer e consequentemente, vou ficar grande, que nem a forma do seu anjo ali na neve. Vou ficar bonita também, que nem você. Sempre nos filmes, as meninas que usam óculos como eu e sentam sozinhas, ficam bonitas no final e muito famosas.
– Beth, você é linda, o que os outros pensam ou falam de você é mera bobagem, isso não define o que você é de verdade – disse passando a mão nos cabelos da filha e a menina sorriu – Sabe por que eles fazem isso?
– Por que?
– Eles não te conhecem , não sabem que você é essa menina legal, ou os que te conhecem um pouco e não gostam de você, devem ter inveja.
– Inveja? Por que?
– Porque todo mundo quer ser inteligente, mas poucos conseguem. O que você pode fazer em relação a isso é conversar com eles e mostrar que eles podem ser pessoas melhores e quem sabe até vocês não viram amigos.
– Impossível – disse Beth com as mãos na cintura e Quinn sorriu.
– Ok, vou te provar que não. Há muito tempo, quando eu era muito menor que você, acho que tinha uns quatro anos, meu pai começou a trabalhar com um amigo, eles abriram uma clínica juntos, então ele e a família dele começou a frequentar bastante minha casa e vice- versa. Esse amigo do meu pai tinha uma filha da minha idade, nós brigávamos muito por coisas bobas de crianças, mas depois fomos nos entendendo, começamos a estudar no mesmo colégio, fizemos o Ensino Médio juntas, até mesmo a faculdade, mas ela mudou de profissão depois, enfim, ela sempre esteve comigo, é minha melhor amiga, por mais que nos odiássemos quando criança. Somos meio que irmãs sabe, ela é uma pessoa muito legal e eu só pude ver isso quando conversei e tentei conhecê-la melhor.
– Verdade?
– Sim, o nome dela é Santana.
– Santana? Esse nome é... – disse pensando – Ela é latina?
– Sim.
– Deduzi pelo nome, nome de latinos – disse sorrindo – Com certeza o sobrenome dela deve ser Martinez, Lopez ou Perroni.
– Lopez – disse Quinn rindo e pegando o celular – Aqui ela – disse mostrando uma foto.
– Uau ela é muito bonita!
– Sim é sim.
– Quem é essa outra ?
– Brittany, outra amiga minha – disse Quinn e seu celular tocou – Oi Rach...
– Você ta bem ? – perguntou preocupada.
– Sim , estou sim, e você?
– Estou preocupada com você, saiu tão triste daqui.
– Não se preocupe, estou bem melhor – disse Quinn sorrindo e olhando para Beth que estava no chão fazendo outro anjo na neve.
– Que bom meu amor, quer conversar mais tarde?
– Sim, preciso te contar algo e não quero que seja por telefone.
– Ai meu Deus, o que foi? É grave?
– Calma Rach, é muito importante, mas não se preocupe ok?
– Tudo bem... Queria tanto você aqui comigo, to com saudade... – disse a morena manhosa.
– Eu também estou... – disse pensando – Eu vou passar aí pra conversarmos e a gente sai pra aproveitar pode ser?
– Claro que pode, quero logo te beijar e te abraçar – disse sorrindo.
– Poxa só abraçar e beijar? Só isso? – disse Quinn sorrindo.
– Depende de como se comportar...
– Hum... gostei.
– Eu tenho que desligar amor, Kurt ta me chamando dizendo que tem alguém da peça me chamando.
– Tudo bem amor, até mais tarde.
– Te amo Quinn – disse desligando não dando chance da loira responder.
Quinn sorriu e balançou a cabeça, caminhou até Beth e continuou conversando com ela, depois as duas entraram a mando de Shelby, pois o tempo estava ficando ruim novamente. Quinn entrou com a menina, conversou com todas. Elas cinco assistiram um filme do Homem Aranha a pedido de Beth, quando acabou o primeiro, a menina queria colocar o próximo, porém Quinn tinha que ir, pois já era noite e tinha um compromisso. A loira se despediu e combinou de assistirem em um outro dia uma maratona de filmes do Homem Aranha, a menina concordou e Quinn se despediu de todas. A semana seria surpreendente para a loira, mas não só para ela...
Fale com o autor