If I Could Change Your Mind
52 Ano novo: Coisas boas?
Notas iniciais
Quinta-Feira, 8 de janeiro de 2015, ano novo. A vida estava corrida para todos, principalmente para Quinn e Rachel, que a cada dia aumentava o trabalho de ambas, Quinn atolada na revista, Rachel com ensaios que duravam mais de 12 horas, pois o a estreia fora marcada para Fevereiro, bem antes do esperado. As duas estavam em nervos, mas bastava ouvir a voz uma da outra que os ânimos se acalmavam, estavam tão apaixonadas que nada abalava a relação das duas, bom, até agora...
Quinn estava no escritório de Emma conversando com a ruiva sobre uma possível ideia para a próxima edição quando de repente...
— Quer dizer que ta namorando a irmã da nossa filha? – Puck entra gritando na sala e as duas levam um susto.
— O que? O que ta fazendo aqui rapaz? – Emma pergunta.
— Senhora eu tentei impedi-lo mas eles me ameaçou – disse a secretário logo atrás e Emma fez sinal para que ela o deixasse lá.
— O que você quer Puck? – Quinn perguntou chegando perto do rapaz – Você tá bêbado?
— Não, eu não sei – disse ele começando a chorar e se sentando no chão da sala. Quinn olhou curiosa pra Emma e as duas se aproximaram.
— Noah, você não está bem, melhor eu chamar um táxi pra te levar pra casa – disse Emma.
— Eu só queria você de volta Quinn – disse ele olhando para a loira – Tava tudo certo, eu voltaria, te reconquistaria, a gente poderia pegar a Beth de volta e nós poderíamos nos mandar daqui pra Los Angeles, ou pra qualquer lugar que você quisesse, ter um família. Não entendo ainda porque quis dar a Beth pra adoção.
— Olha Puck, se eu não tivesse entregado a Beth pra Shelby, nada disso tudo teria acontecido na minha vida, foi o melhor pra ela e não me arrependo disso, me arrependo de não querer ter tido nenhum contato com ela, isso sim foi ruim, mas to consertando isso – disse Quinn abaixada.
— Você ta tendo contato com ela desde quando?
— Há mais ou menos um mês, não sei ao certo. Mas quem te disse que a Rachel era irmã dela?
— Ela mesma – disse ele enxugando as lagrimas.
— O que? Como assim?
— Eu fui na sua casa, pra falar com você, te chamar pra beber e ela tava saindo de lá, disse que tinha esquecido algo e tinha ido buscar. Daí eu falei umas coisas pra ela...
— Que coisas Puck? – Quinn perguntou preocupada.
— Coisas que um homem que te ama sente.
— Ok Puck dá o fora daqui – disse Quinn o levantando pela gola da camisa — Você não muda nunca, você está bêbado, falando merda e ainda por cima me causando problemas no meu trabalho e vida pessoal – disse o colocando pra fora da sala – Maria, chame os seguranças se ele insistir – disse Quinn pra secretária.
— Mas nós somos amigos Quinn, lembre-se disso, eu só estou bêbado, eu sei que você não me odeia – disse ele e ela fechou a porta em sua cara.
Emma a acalmou, deu-lhe um copo com água e deixou a loira sair mais cedo se precisasse. Quinn não quis largar o trabalho, voltou pra sua sala e trabalhou até as 8:30, pois tinha terminado tudo e acabou saindo meia hora mais cedo. A loira quis ligar para a morena para saber se estava no teatro, mas desistiu, resolveu ir pra casa tomar um banho primeiro. Faziam 3° abaixo de zero naquela noite, Quinn tomou um banho quente, vestiu roupas quentinhas, preparou chocolate quente e resolveu ligar para a morena. O telefone chamou uma, duas e finalmente na terceira vez Rachel atendeu.
— Oi meu amor – falou Quinn um pouco receosa.
— Oi Quinn – a morena respondeu rápido e sentiu aquilo doer em seu coração, mas tentou fingir que não tinha sentido aquilo.
— Eu tomei um banho quentinho e to com uma xícara de chocolate quente, sentada no sofá da minha sala, esperando apenas o seu corpo vim esquentar o meu – disse Quinn com a voz mais doce possível.
— Que bom – Rachel ficou tentada em falar no mesmo tom da loira, mas resistiu.
— Onde você está? – Quinn perguntou com uma dor em seu peito.
— Olha Quinn, eu to um pouco ocupada, se não se importa eu preciso desligar...
— Tudo bem meu amor – disse Quinn e a morena desligou sem falar nada.
Quinn sentiu que se fosse piscar uma lágrima cairia, a loira olhou para cima, respirou fundo e procurou por outro nome em sua lista de contato.
— Oi cunhadinha – Aria atendeu.
— Oi Aria, tudo bem?
— Sim tudo ótimo, e você?
— Não sei – disse Quinn sorrindo triste – Escuta, a Rachel está em casa?
— Bom, eu não sei, eu saí com a Spencer, a Hanna, a Emily e sua irmã Kitty, quando saí de casa ela acabado de chegar do teatro. Por que? Vocês brigaram?
— Eu quero realmente saber se estamos bem, aconteceram umas coisas e não sei se ela está chateada comigo. Liguei pra ela ainda agora, mas ela disse que estava ocupada e desligou.
— Se quiser eu posso ligar pra ela como quem não quer nada e saber se ela ta em casa.
— Eu agradeceria.
— Tudo bem, vou fazer isso, espera só alguns minutos.
A menina desligou, se afastou das meninas e ligou para a irmã.
— Oi Era.
— O que foi Aria?
— Não, sabe o que que é... é que eu não sei se as meninas vão estar sóbrias pra me levarem pra casa e queria saber se você está em casa e pode vim me pegar daqui uma meia hora?
— Eu to na casa da chefe da Quinn conversando com mamãe, mas posso te pegar sim.
— Tá bom, escuta... sua voz ta diferente, o que você tem?
— Só umas coisas do coração, estou desabafando.
— Ah ta, manda beijos pra Shelby.
— Vou mandar, até mais.
— Até.
Aria desligou e retornou para Quinn.
— Só escuta – disse Aria quando Quinn atendeu – Ela está na sua chefe, desabafando com a Shelby sobre coisas do coração, ou seja, você né, ela tá com uma voz triste, então não sei o que fez pra ela, mas resolva.
— Tudo bem, obrigada – disse Quinn agradecida.
— Vá atrás dela – disse Aria desligando.
Quinn não pensou nenhum segundo, correu para o quarto, colocou calça, duas camisas, casaco, luvas e botas, foi para a sala, pegou a chave do carro e rumou para a casa de Emma, afinal tudo aquilo não passava de um mal entendido e drama de ambas as partes.
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