Idiota (Rakan x Xayah)
3 Parte 3 - Eu vou te amar como um idiota ama
Entrei no banheiro e me deparei com ela nua, esperando a banheira encher de água enquanto sentava-se no chão. Seu corpo era uma das coisas mais lindas que eu já havia visto na vida... Os seios médios e redondos (que viviam presos por conta das faixas que ela usava) estavam enfim livres, a cintura fina e as coxas grossas pareciam implorar por toques, beijos e mordidas. E seu rosto, ainda corado, me correspondia do modo com que eu sempre havia sonhado...
— Acho que vai demorar um pouco para encher... – Disse ela, encarando a água.
— Tudo bem, podemos ficar juntinhos do lado de fora enquanto isso. – Sorri de volta, me sentando do lado dela.
Xayah sorriu, ligeiramente tímida. Toquei seu rosto de leve, fazendo-a se virar em minha direção e olhar para mim. Então selei de leve meus lábios nos seus, e ela correspondeu com a mesma intensidade e doçura.
— Rakan... Eu... Queria pedir desculpa... – Disse ela, baixinho.
— Pelo quê, amor? – Perguntei, colocando uma mecha de seu cabelo atrás da orelha.
— Eu te tratei mal pra caralho todo esse tempo... Quando, no fundo, eu só não queria... – Ela hesitava e suspirava, parecia ser algo difícil de dizer.
— Hey... Relaxa. Eu tô aqui por você, e sempre vou estar. – Sorri, abraçando-a com força.
— Eu preciso terminar de falar... Não te tratei bem porque não queria admitir... Que estava gostando de você... Eu não queria mais uma pessoa para perder nessa revolução. Não queria me apaixonar e ficar fraca. – Disse ela, soltando um peso enorme de suas costas.
Franzi o cenho ao ouvir suas palavras. Revirei os olhos e inspirei fundo.
— Sabe... O amor não te deixa fraca. Só te faz mais forte, Xayah. E, miela, é o nosso amor que vai salvar o mundo! – Sorri, pegando suas mãos entre as minhas e beijando seus dedos.
Ela sorriu, doce e dócil. Então segurou meu rosto entre suas mãos e me beijou com vontade, sentando-se em meu colo no meio do processo. Eu retribuí seu beijo na mesma intensidade, colocando minhas mãos em sua cintura e deixando-as passear pelas curvas de seu corpo.
— Rakan... Acha que podemos dar certo? – Perguntou ela, hesitante, enquanto afundava seu rosto em meu pescoço.
— Tenho certeza, meu amor. – Sorri, enquanto acariciava as plumas violetas de sua asa.
Ela me abraçou mais forte, murmurando um “obrigada” e depositando beijos na minha clavícula. Abracei-a e continuei acariciando suas plumas macias, ela se arrepiava com o toque e eu continuava... Quero fazê-la se sentir bem... Quero que ela se veja como eu a vejo...
— Acho que a banheira já encheu. – Disse ela, em tom baixo, erguendo um pouco o rosto.
Eu assenti, beijando de leve sua testa. Ela levantou-se e estendeu a mão para mim, segurei firme e levantei-me rapidamente, vendo-a reagir com um sustinho leve. Ri baixo e ela também... Era como se o mundo estivesse fora de sintonia e só existissem nós dois... Como se falássemos uma língua só nossa e dos nossos corpos...
— Vou na frente, vai que a água tá congelando igual hoje cedo... – Falei, entrando com os pés na banheira, me surpreendendo ao ver que estava morna.
Estendi a mão, chamando-a para entrar. Ela segurou firme em minha mão e avançou até colocar os pés dentro da banheira também. Sorrimos olhando um para o outro, como os dois bobos apaixonados que éramos, então sentei-me, dentro da água, e ela sentou-se também, de frente para mim.
— E então... Você vem sempre aqui? – Perguntei, querendo cortar o clima tenso e vê-la rir um pouquinho.
— Todos os dias! – Riu ela, irônica.
Fiz carinho em sua bochecha e ela fechou os olhos, como se para apreciar melhor o momento. Depois, apoiei minhas costas na borda da banheira que estava encostada na parede, tendo um bom apoio. Então chamei Xayah para que viesse ficar abraçada comigo. Ela veio devagar, se apoiando em minhas coxas para chegar mais perto, arranhando-as de leve com as garras.
Suspirei fundo com a sensação que aquilo causava, e ela percebeu, arranhando um pouco mais de propósito, me tirando mais alguns suspiros profundos.
— Miela... — Chamei-a em tom baixo e grave.
— Diga, mieli... – Respondeu ela, sentando-se em meu colo novamente, de frente para mim.
Xayah me encarava profundamente com aqueles olhos dourados e brilhantes. Como âmbar, como fogo, como o sol: Queimando...
— Eu te amo! – Disse, beijando-a com todo meu amor.
— Você sabe... O que a gente tem é maior do que uma mera palavra humana. – Rebateu ela, num instante séria e no outro sorrindo de lado, meio boba e meio travessa.
— E como você descreveria? – Perguntei, intrigado.
Ela hesitou um pouco antes de responder, arranhando de leve meu peito com uma mão, enquanto segurava meu pescoço com a outra, acariciando vez ou outra. Inspirei fundo, tentando me manter são diante daquela situação, mesmo com uma parte grande de mim querendo agarrá-la de uma vez.
— Acho que é um pouco de tudo, mieli... Um pouco de amor... – Disse, sorrindo.
Ela acariciou meu maxilar, com a mão que estava apoiada no pescoço. Em seguida arranhou de leve meu peito com a outra mão.
— Um pouco de dor... – Disse, afundando as garras em minha carne, me fazendo arfar.
— Um pouco de paixão também? – Perguntei, apertando firme suas nádegas.
— Sim... E um pouco de... Magia... – Sorriu, puxando uma pluma da minha asa e batendo-a de leve em meu nariz.
Caralho, essa mulher vai acabar comigo hoje!
— Xayah, eu... – Hesitei, e se ela só estivesse jogando comigo?
— Eu quero você, Rakan... – Disse ela, enrubescendo bastante ao perceber o que havia dito. – E você sabe como...
Naquele momento eu tinha tudo o que precisava: o sim dela.
— Então estamos esperando o quê? – Perguntei, puxando-a para mim e encerrando de vez com a distância entre os nossos corpos.
Fale com o autor