Identidades Indefinidas, Um Mesmo Coração

14 Capítulo 14 - Olá de Novo, Minha Irmã


Touta e Kuroumaru deixaram a sede da UQ Holder, mas não foram tão longe assim. Depois do mar que cercava a ilha onde ficava a sede, havia uma praia. Segundo o papel oferecido por Yukihime, aquele era o local de encontro. Mas… convenhamos, encontrar uma única pessoa em uma praia não era uma tarefa fácil. O lugar era enorme afinal. Já estava de tarde quando eles chegaram, e Touta supôs que deveriam haver muitas pessoas brincando na praia, tomando banho de sol, nadando no mar, construindo castelos de areia… mas o lugar estava completamente deserto, exceto por eles dois.
E por outra pessoa.

— Há quanto tempo, irmão. Sentiu saudades?

Antes que pudesse perceber o que estava acontecendo, antes que pudesse ver alguma coisa, Touta foi apunhalado pelas costas por uma enorme e longa lâmina de espada empunhada por uma garota morena de cabelos claros que se dizia sua irmã.
Uma porcaria de irmã, diga-se de passagem.

Touta tentou dizer alguma coisa, mas ao invés de falar, cuspiu sangue. Ele ouviu Kuroumaru gritar seu nome enquanto a garota puxava a espada de volta, arrancando a lâmina de dentro do corpo dele, provocando-lhe uma nova onda de dor. Touta caiu de joelhos e viu sua suposta irmã erguer a espada mais uma vez contra ele, como se fosse decapitá-lo, mas viu também Kuroumaru atacá-la por trás, fazendo um corte profundo diagonal em suas costas. A menina soltou um grito de dor e recuou alguns passos para longe dos dois.

— É mesmo, você trouxe uma de suas babás hoje — ela deu um sorriso de escárnio, o sangue pingando na areia — Para um clone defeituoso, até que você pensa às vezes, meu irmão. Mas você acha mesmo que vale a pena arriscar sua vida para salvar uma coisa quebrada como aquilo? — ela se dirigiu a Kuroumaru enquanto apontava para Touta como se ele fosse um jarro quebrado — Você sabe que ele é só uma cópia do meu avô, não é? E uma cópia que nem deu certo, por sinal. É só uma falha. Por que está se arriscando por ele?
— Porque eu o amo — Kuroumaru respondeu, surpreendendo-se consigo mesmo por ter conseguido dizer isso tão claramente, sem gaguejar nem corar — Não me importa se ele é um clone de outra pessoa ou o que for, eu gosto do Touta do jeito que ele é.
— É mesmo? Entendo… — ela começou a rodear Kuroumaru, como se o avaliasse — Você… é um garoto, né? E gosta de outro garoto? Vocês estão namorando? — ela voltou-se para Touta outra vez. E começou a rir — — Mas é claro! É lógico que um clone defeituoso como você iria se apaixonar por outro homem… e o que mais? São amigos de robôs? Estão pretendendo adotar alguma daquelas meninas mestiças de Marte-Reverso com orelhas de gato quando virarem adultos? É por isso que você é uma falha, meu irmão. Você está tão quebrado… que nem sequer é capaz de defender o seu precioso namorado!

Ela virou-se outra vez para Kuroumaru, pegando-o de surpresa e, com um rápido e violento golpe de espada, cortou ambos os seus braços. Literalmente. Em um instante, o garoto tinha dois braços. E no outro, os dois tinham sido decepados. Kuroumaru berrou de dor enquanto Touta se esforçava para levantar e gritava para que ela parasse, mas a menina continuava rindo e atacou Kuroumaru mais uma vez, fazendo um longo corte do peito até o abdômen, do mesmo jeito que ele tinha feito em suas costas.

É claro que aquilo tinha doído, mas Kuroumaru estava preocupado com outra coisa no momento. Com a camisa aberta desse jeito, seu corpo estava exposto. E, sem os braços, ele não tinha como escondê-lo. Ele ficou paralisado, sem saber o que fazer. A garota também parou de atacar e ficou observando-o por alguns instantes, surpresa.

— Você… não é um garoto? — ela perguntou confusa — O que você… ah… — um ar de compreensão passou pelo rosto dela — Entendo. Você é um "daqueles" — ela virou-se para Touta outra vez — Meu irmão, como você pôde decair tanto? Namorar um garoto é uma coisa, mas ficar com uma coisa sem gênero como essa — ela indicou Kuroumaru com a espada — É o cúmulo do ridículo — Você é muito pior do que uma cópia mal feita. É uma criatura completamente patética.

Aquilo era insuportável. Nenhum dos dois aguentava mais. E não era só por causa da dor física. O que mais doía eram os insultos daquela menina que, no fundo, ambos sentiam que era verdade. Que ela só estava dizendo o que eles não tinham coragem de admitir. Que estavam tentando esquecer.

É claro que Kuroumaru sabia que seu corpo era bizarro. Onde já se viu uma pessoa sem sexo definido? Isso era completamente ridículo! Até hoje não entendia como Touta poderia querê-lo assim. Não que ele estivesse reclamando, é claro, mas ele nunca conseguiu se livrar completamente da insegurança de Touta deixá-lo um dia por causa disso.

E Touta… ele não precisava que ninguém lhe dissesse que ele era um erro. Que era um clone defeituoso. Touta sabia disso melhor do que ninguém. Todos os dias se lembrava de que não tinha pais porque nenhuma mulher o gerou, não tinha memória de sua infância porque possivelmente nunca teve uma… ele nem sequer tinha uma identidade própria, era só o clone do avô de uma garota psicopata. E ainda assim Kuroumaru gostava dele… e estava completamente acabado agora que tinha sido exposto e humilhado daquele jeito. Touta não podia deixar isso acontecer. Aquela menina sádica podia fazer o que quisesse com ele, era sua irmã afinal. Mas não com Kuroumaru.

Sem que ele percebesse, a Magia Erebea tinha sido ativada mais uma vez. Touta ainda não tinha total controle sobre ela, mas a controlava suficientemente bem para direcioná-la contra a menina e atacar com força total. Ela foi pega de surpresa e voou alguns metros para longe. Assim que se recuperou, conseguiu se defender com a espada, mas foi pega de surpresa por trás mais uma vez. A regeneração de Kuroumaru já tinha entrado em ação e os braços dele tinham crescido de volta. De alguma forma, ele também conseguiu restaurar a camisa dessa vez.

Kuroumaru sentia um profundo ódio daquela garota. Como ela ousava humilhar Touta daquela maneira? Pisar nos sentimentos dele? Queria acabar com ela, fazê-la engolir aquelas palavras horríveis que tinha dito para os dois. O ódio estava fazendo com que ele perdesse a cabeça… mas ele não podia se deixar ser consumido pelo ódio. Outra pessoa tinha lhe ensinado a canalizá-lo e quase perdeu a vida por causa disso. Ódio servia para distrair as pessoas, mas também servia como "combustível" para aumentar a força, então ele só precisava se focar no que realmente era importante. Proteger Touta. Ele conseguiu canalizar o poder adquirido pela raiva que sentia daquela garota junto com o desejo de proteger Touta e atacou a menina novamente, com o Shinraikouken, a mesma técnica que tinha usado para a afugentar a garota da primeira vez que a viram. Felizmente, funcionou outra vez. Depois que o redemoinho de areia causado pelo golpe se dissipou, ela havia desaparecido sem deixar rastros.

— Touta! Você está bem? — Kuroumaru correu até o garoto.
— Sim… na medida do possível — ele respondeu. O efeito da Magia Erebea já havia se dissipado e, exceto pelas roupas sujas e amarrotadas, nem parecia que tinha acabado de lutar pela própria vida — E você?
— Estou bem — Kuroumaru respondeu, embora fosse apenas fisicamente — Acha que era ela que a Yukihime-san mandou a gente encontrar?
— Claro que não! É impossível dialogar com aquela louca psicopata — Touta descartou imediatamente a hipótese — Francamente, acho que aquela maluca que se diz minha irmã não vai sossegar enquanto não me matar, viu… desculpe por te envolver nisso também.
— Tudo bem. Ela tinha razão afinal — o garoto respondeu. Touta o encarou confuso. Estava se referindo à segurança e ao bem-estar físico do rapaz, mas Kuroumaru parecia mais preocupado com outra coisa — Eu sou mesmo uma criatura com um corpo bizarro, não é? Não ter um sexo definido… é tão ridículo. Ela estava certa. Namorar um garoto é uma coisa, mas ficar com alguém como eu… como você consegue ficar com alguém como eu, Touta? — ele olhava para o próprio corpo, como se tivesse nojo de si mesmo.
— Ei, o que você está dizendo? — Touta o segurou pelos pulsos e o balançou, tentando fazer o garoto recuperar a razão — Aquela maluca só está tentando confundir a sua cabeça! Além do mais, se for para pensar assim, então ela tinha razão sobre mim também. Você pode até não ter um sexo definido ainda, mas eu nem sequer sou uma pessoa de verdade. Sou só um clone de alguém que nem conheço… — ele soltou os pulsos de Kuroumaru e baixou a cabeça, cerrando os punhos — Não tenho memória, não tenho família… não tenho nada.
— Você tem a mim, Touta — Kuroumaru tocou o rosto dele, fazendo o garoto erguer a cabeça apenas para ver seu sorriso tímido — Você não tem pais nem memória, mas ao menos é um garoto de verdade. Já eu, tenho uma família que me rejeitou, e não tenho um gênero definido ainda… ambos somos incompletos. Mas, se ficarmos juntos… acho que não estaremos tão "quebrados" assim.

Ele tinha razão. Aquelas palavras eram tristes de certo modo, mas também eram reconfortantes ao mesmo tempo. Touta se esforçou para sorrir de volta para ele. Um sorriso igualmente triste. E então ouviram alguém gritando ao longe, e se separaram. Seria outro inimigo? Se fosse, não seriam pegos de surpresa outra vez. Quem quer que fosse, se aproximou rápido demais para uma pessoa comum. Touta mal se virou para encarar o dono da voz às suas costas e se deparou com uma pessoa a meio metro deles.

Uma mulher. Tinha longos cabelos negros e olhos castanhos. Vestia uma blusa com mangas que iam até a metade dos braços e uma saia curta rodada. Ela devia ter corrido muito para chegar até ali, pois estava com as mãos apoiadas nos joelhos e respirava com força, tentando recuperar o fôlego.

— Maldição, estou atrasada — ela praguejou enquanto avançava mais alguns passos na direção deles — Que cara é essa, rapaz? — ela encarou Kuroumaru, que estava com os olhos pregados nela — Você está com uma aparência horrível, exatamente como a do dia em que nos conhecemos, sabia? E olha que dessa vez você nem está sozinho.
— É você…
— Você a conhece? — Touta perguntou para Kuroumaru, que não tirava os olhos da mulher — Ela me parece vagamente familiar, mas não lembro onde já a vi antes…
— É ela… é a mulher da praia — Kuroumaru enfim pareceu se recuperar do seu estado de choque — Aquela com quem eu lutei quando fugi de casa. Então você está mesmo viva.
— Bom, posso te garantir que não sou um fantasma — ela sorriu — E você também não é, certo? Está tão pálido que parece até uma assombração.
— Eu pensei que você tinha morrido! — Kuroumaru exclamou — Pensei… pensei que eu tinha te matado.
— Relaxe, rapaz. Eu estou bem viva — a garota suspirou — Depois de não sei quantos dias eu acordei. Me disseram que alguém tinha me levado para um hospital público, mas meu responsável me encontrou um dia depois da nossa batalha e me transferiu para o hospital particular dele. E aqui estou eu, completamente recuperada! É incrível o que se pode fazer com magia hoje em dia, não é?
— Você… se recuperou totalmente mesmo? — Kuroumaru perguntou. Ela era uma humana comum afinal, não tinha certeza de quanto tempo demorava para pessoas comuns se curarem.
— É claro. Exceto pelo fato de que o seu "golpe final" deixou uma cicatriz no meu peito. Quer ver? — ela segurou a barra da blusa e fez mênção de levantá-la.
— Não! — Kuroumaru e Touta gritaram juntos, ambos cobrindo os olhos com as mãos.
— Só estou brincando — ela riu — Não ficou nenhuma cicatriz.
— E você ia levantar a blusa por nada…? — Touta ergueu uma sobrancelha — Essa sua amiga é meio maluca — ele cochichou para Kuroumaru.
— Ela não é minha amiga — Kuroumaru sussurrou de volta — Mas antes que eu me esqueça! — ele falou mais alto, se virando para a mulher — Nós fizemos uma aposta quando lutamos, se lembra? Eu venci e você ainda não me pagou.
— Ei, ela te deve dinheiro? — Touta perguntou.
— Não. Me deve informações — Kuroumaru corrigiu — Eu te contei uma porção de coisas sobre mim, mas não sei nada sobe você. E você disse que, se eu ganhasse, poderia perguntar qualquer coisa que eu quisesse. Quem é você afinal?
— Sou a Yoko — ela respondeu simplesmente, exibindo aquele sorriso que tanto irritava Kuroumaru. Parecia que estava zombando dele por ser mais novo.
— Yoko, é? — Touta repetiu — Bem, finalmente descobrimos seu nome, pelo menos.
— Ora, e como vocês estavam me chamando até agora? Tinham inventado algum apelido para mim? — Yoko perguntou curiosa.
— "Mulher da praia" — Touta respondeu.
— "Mulher da praia"? — ela repetiu — Isso soa um pouco vulgar, não acha?
— Não caia na conversa dela, essa garota tem uma lábia incrível. Ela só está tentando mudar de assunto — Kuroumaru avisou — Certo, Yoko… san — ele testou o sufixo. Podia ser uma pessoa confusa e imprevisível, mas ela ainda era mais velha do que ele, Kuroumaru não conseguia evitar de demonstrar respeito para com pessoas mais velhas. Maldito hábito — Que bom que sabemos o seu nome, já é alguma coisa. Mas isso ainda é muito vago, quero saber mais coisas sobre você — Kuroumaru falou, decidido a não deixá-la escapar dessa vez — Você tinha dito que também tinha fugido de casa naquela noite, certo? Por que você fugiu?
— É uma longa história — Yoko respondeu de modo vago — Antes de começar, que tal se apresentarem também?
— Ah, é mesmo. Eu sou…
— Não! — Kuroumaru interrompeu Touta — Você já sabe muita coisa sobre nós, mas não sabemos nada sobre você!
— Na verdade eu sei muita coisa sobre você, mas não sei nada sobre aquele garoto ali — Yoko apontou para Touta — Ah! Não me diga que ele é o garoto do qual você me falou? Então você conseguiu?
— Ei, você falou de mim para ela? — Touta perguntou, meio surpreso, meio ofendido. Kuroumaru não era de comentar sobre sua vida pessoal com estranhos afinal.
— Você demorou muito para me dar uma resposta… e eu fugi de casa por sua causa — Kuroumaru murmurou como se aquela fosse uma ótima justificativa.
— Sua decisão de se tornar um homem quando virar adulto não mudou, não é? — Yoko perguntou, anormalmente séria. Kuroumaru respondeu com um aceno de cabeça e ela abriu um largo sorriso. E subitamente o abraçou — Incrível! Você conseguiu! Você realmente conseguiu! Você tomou a decisão certa, rapaz. Não sabe como fico feliz que alguém tenha conseguido superar isso, de verdade…
— Ei! Que bom que você está feliz, mas pode ir tirando as mãos dele, ouviu? — Touta exclamou, puxando-a pelo cabelo.
— Ai! Espera, meu cabelo não! — Yoko gritou, soltando Kuroumaru imediatamente — Não se preocupe, eu não tenho a menor intenção de namorar uma criança, ele é todo seu, hã… desculpe, como é o seu nome mesmo?
— É Touta. E ele é o Kuroumaru, sua tapada — Touta respondeu mal-humorado.
— Touta, não! — Kuroumaru exclamou — Eu disse para não dar informações nossas para ela!
— Ops… foi mal.
— Kuroumaru? — Yoko repetiu, estranhamente séria outra vez — Você é Kuroumaru Tonisaka?
— Sim, eu mesmo — ele confirmou, em parte porque Touta já tinha dito seus nomes mesmo, e também porque ficou curioso em saber de onde ela conhecia seu nome — Algum problema?
— Kuroumaru Tonisaka, do Clã de corvo Yata — ela repetiu, sem tirar os olhos do garoto, como se estivesse vendo algo muito impressionante pela primeira vez. Do jeito que Touta imaginava que devia ter sido sua reação quando descobriu a verdadeira condição do corpo de Kuroumaru — Você… acho que você é meu irmão.

Tanto Kuroumaru quanto Touta a encaravam pasmos. Mas o que aquela mulher estava dizendo? Touta sabia que Kuroumaru tinha um irmão mais velho, ele já tinha mencionado isso uma vez, mas nunca falou nada sobre ter uma irmã. E, até onde Touta sabia, todos do Clã de Kuroumaru o odiavam por causa da condição do corpo dele… mas por que aquela mulher não parecia menosprezá-lo? Ela obviamente sabia que ele não possuía sexo definido. Mas o jeito como ela agia… ela estava implicando com Kuroumaru desde que apareceu, mas ficou implicando com Touta também, então devia ser assim com todo mundo. Então o que isso tudo significava afinal?

— Eu não tenho irmã — Kuroumaru disse afinal — Tenho um irmão mais velho, mas nunca tive irmãs. Você deve estar me confundindo com outra pessoa.
— Não estou me confundindo. Veja só — ela se aproximou do garoto e puxou o elástico que prendia seus cabelos, deixando que as mechas negras caíssem como uma cascata por suas costas. Kuroumaru corou levemente. Quando estava com o cabelo solto se parecia mais com uma menina — Não acha que somos parecidos? Nem um pouco? — ela tirou um pequeno espelho redondo do bolso da saia, que refletiu a imagem dela e de Kuroumaru.
— Uau! Com o cabelo solto, vocês se parecem mesmo — Touta exclamou surpreso.
— Não é? — Yoko falou, guardando o espelho de volta no bolso.
— Certo, nos parecemos um pouco — Kuroumaru falou enquanto prendia o cabelo outra vez — Mas isso não significa que somos parentes…
— Significa sim — Yoko rebateu — Não se lembra do que eu te disse aqui, nesta mesma praia, antes de perder os sentidos? — ela perguntou — "Eu já vi sim alguém do Clã de corvo Yata, que nasceu sem gênero, completar a maior idade e assumir o gênero que optou ter, e ainda assim se apaixonar por uma pessoa do mesmo gênero que ela" — a garota repetiu as mesmas palavras que tinha dito para Kuroumaru na noite em que se conheceram, poucos momentos antes de perder a consciência.
— É claro que me lembro. Foi isso que me deu coragem para tentar ficar com o Touta e não fugir para ainda mais longe daqui — Kuroumaru confessou. Touta o encarou incrédulo. Kuroumaru nunca tinha lhe contado aquilo. Felizmente, tinha tato o suficiente para perceber que aquele não era o momento de discutir o assunto, mas precisaria conversar sobre isso com ele mais tarde — Mas o que isso tem a ver?
— Você queria encontrar a pessoa da qual eu falei, Kuroumaru-kun. Bem, você já encontrou. Eu sou essa pessoa.

Notas finais
Olá pessoas! Lembram da moça do capítulo 7, que conversou com o Kuroumaru na praia e lutou com ele até quase morrer? Pois é, eu não criei a personagem aleatoriamente como deve ter parecido, ela está de volta, e agora finalmente posso revelar o nome dela! Aposto que por essa ninguém esperava, né? Comentem o que acharam do capítulo, por favor, isso me fará muito feliz *-* Kissus^^