IRS346, a nova galáxia - interativa
4 Me digam a verdade
Notas iniciais
POV Noah
– por que está todo mundo olhando para nós? – sussurrou Eli, notavelmente incomodada com a excessiva atenção em nós, para falar a verdade eu também estava.
– tecnicamente eles estão olhando para você – respondi, ela piscou os olhos lentamente para mim, duas vezes e me olhou seria.
– é porque você está bem longe de mim certo? – ironizou, finalizando com um tapa na minha nuca, infelizmente ela estava certa se estavam olhando para ela, deveriam estar me olhando e isso me deixava ainda mais incomodado.
Ficamos em silêncio, observando o coronel chamar os últimos Aniquiladores, sentindo olhares em nós, fala serio não era a primeira, nem será a ultima vez que chamaram Aniquiladores de 16 anos, é totalmente desnecessário essa atenção total. Depois de alguns momentos longos e intermináveis, eles já nem nós percebiam ali.
– até quando ficaremos aqui? – perguntou um menino de cabelo raspado, irritado com a demora, já fazia quase uma hora que todos os selecionados estavam ‘trancafiados’ na sala de espera. – eu já estou de saco cheio – gritou para uma câmera de segurança, é assim que tratam seus futuros salvadores – ele pegou a jarra de agua que estava em cima da mesa e jogou na parede teria acertado uma garota de cabelos ruivos e se ela não tivesse sido empurrada por uma de cabelos coloridos, que eu conhecia de alguma aula, mas já tinha esquecido o nome, a ruiva se levantou.
– idiota – falou para o menino.
– o que você disse? – o menino tinha as mãos fechadas em punhos, mas a menina não demonstrava, ou não estava com medo.
– se eu fosse você eu me acalmaria isso deve ser algum teste psicológico e se for você não está indo bem – disse a menina de cabelos coloridos. Parei pra pensar, era bem capaz de ser isso, a sala não tinha nenhum tipo de ventilação e a porta estava trancada, de modo a ser o pesadelo perfeito para um claustrofóbico, varias câmeras de modo que não deveria existir um ponto cego e graças ao nosso amigo esquentadinho estávamos sem agua por um tempo indeterminado.
O garoto foi afastado pelas gêmeas. Uma hora depois as conversas cessaram, algumas pessoas dormiram, outras ficaram olhando o teto rezando para não morrer de calor e outras estavam quase desmaiando de fome e sede. Resolvi prender o meu cabelo, mesmo sabendo que não duraria muito, os cachos ficaram desajeitados, mas eu não me importava, Eli se abanava com a mão enquanto gotas de suor escorriam por seu pescoço. Céus! Isso já estava ultrapassando teste psicológico para tortura. Uma porta oculta se abre e o coronel nos sorri, divertido com o nosso sofrimento.
– bem meus caros alunos, vocês conseguiram passar por esse teste – alguns dos cadetes se levantaram, alguns ainda estavam se acordando e outros estavam com pura preguiça de se levantar – agora irei chamar de quatro em quatro para responder algumas perguntas – dava para ver que todos estavam muito ansiosos para sair daquela sauna e esperavam ser chamados logo. – Dominique e Verônique Kalil, Tyson bens e Benjamim Shun – anunciou e saiu, as gêmeas se levantaram e saíram, um garoto de capuz também, e o careca esquentadinho foi o último a sair fechando a porta com força.
POV Katerina
O que esses desgraçados estão tentando fazer, me matar? Já foi descoberto o teste psicológico, por que ainda me deixam nesse inferno?! Juro que estava quase tirando a camisa, assim como as gêmeas fizeram antes de serem chamadas. Debye dormia com a cabeça no colo de Norto, ainda não acreditava que tinham chamado o bundão e a idiota. A sala tinha ficado mais calma depois que benjamim tinha saído, ele fazia questão de xingar alguém de cinco e cinco minutos, além do imprestável ter acabado com a única agua que tínhamos. Alguns fios de cabelo já grudavam na minha testa e parecia que eu estava derretendo. A agua e a ventilação chegaram quando Summer desmaiou de tanto calor e sede, bem pelo menos para alguma coisa ela serve, mesmo assim esperar me estressava, essas perguntas não demoram tanto. Bem talvez aquela múmia raquítica do Coronel Stern tenha morrido no meio do caminho. A porta se abre e ele entra. Droga! Ainda não foi dessa vez.
– queiram me acompanhar Oliver O’Brien, Deborah Tyler, Norberto Nuble e Katerina Sun – até que fim! Infelizmente o bundão e a idiota viriam, mais já não importava, eu estava fora daquela sala, caminhamos até outra sala com quatro cadeiras de frente a uma mesa, também existia câmeras aqui, o filho do Coronel Stern, David Stern iria nos fazer perguntas. Sentei-me na extremidade do lado esquerdo, sentada do lado de Oliver, talvez se me sentasse perto de Deborah eu matasse a garota que agora cantarolava sinceramente ela parecia ter a idade mental de dois anos, não entendo como ainda tem pessoas que gostem dela.
David Stern tinha lindos olhos castanhos, um nariz fino e um sorriso bonito deveria ter por volta dos 20 anos e já era um aniquilador de alto cargo, acho que é mais fácil subir aqui se tiver ajuda de alguém de cima, sem chance que um jovem Aniquilador forte e saudável ficaria na academia se não tivesse algum superior que pedisse isso. Seus olhos castanhos se prenderam nos meus e me senti roubada de alguma maneira.
– Cadete Sun – ele disse sua voz, ao contrario da de seu pai era alta e limpa, do tipo que se pode ouvir em qualquer lugar, me pergunto se ele ficará igual à múmia do pai – Não é muito inteligente pensar mal sobre meu pai ou sobre mim aqui – droga ele era um maldito de um empata! – vejo que chegou a uma conclusão correta sobre mim.
– você sabe ler pensamentos? – perguntou Debye interessada
– não querida, eu apenas pressinto o que se passa na cabeça de vocês, bem vamos começar, eu gostaria que vocês me dissessem como vinheram parar aqui e com quantos anos – ele pegou um tablet e começou a escrever nossos nomes – vocês já podem começar — disse sem tirar os olhos da tela.
– eu sou Oliver e tenho 17... – Oliver foi interrompido por um gesto de David
– disso eu já sei, por favor, foque na pergunta – ele escreveu alguma coisa embaixo do nome de Oliver. – e não me xingue.
– eu era da cidade da cidade oeste, meus pais são engenheiros elétricos, eu vim porque sempre sonhei em ser algo mais, entrei com quinze anos.
– você entrou tarde por quê? – David perguntou.
– minha irmã já tinha tentado e não conseguiu entrar, pensei que poderia acontecer a mesma coisa comigo, mas eu vim e conseguir passar – Oliver deu um lindo sorriso convencido e estufou o peito para parecer mais forte.
– certo – murmurou David indiferente – próximo.
– eu! – Debye disse levantando a mão, com se aqui fosse alguma escola em que criancinhas levantam a mão, revirei os olhos – eu entrei com... 13 anos sou do leste e eu andava sozinha pelas ruas da cidade oeste, quando a mulher sombra me chamou e me aconselhou a vir para cá — Oliver e eu rimos.
– você acham isso engraçado? – perguntou David
– tem como não achar ela era do leste, mas andava pelas ruas da oeste e ainda esse encontro com a “mulher sombra” não pode ser verdade, ou você acredita nela? – Oliver disse confiante, mas ao ver o olhar de David entrou em duvida – acredita?
– a cadete Tyler passou por mais coisa que você e a Cadete Sun passaram – respondeu – sim eu acredito nela, a cadete Tyler sofreu perda de memoria por um tempo, tempo suficiente para ir do leste para o oeste. – isso fez Oliver se calar – próximo.
– eu entrei com 16 anos, depois de minha mãe matar uma pessoa, achei que meu dever era salvar vidas – disse Norberto. David escreveu alguma coisa.
– e quem sua mãe matou? – perguntou
– meu marido – disse com falso pesar, mas acho que não fui convincente o suficiente, David me olhou, seu olhar penetrante tentando roubar alguma outra informação.
– tem certeza? – perguntou a Nuble, ele me olhou desconfiado.
– bem foi o que saiu nos jornais. – o bundão respondeu, ufa! Salva.
– tudo bem, só falta a cadete Sun, sua vez. – ele olhou pra mim, concentrado, ao contrario das outros, ele estava determinado a descobrir a verdade de mim, tentei me controlar e ficar calma. – nem tente se acalmar, a cada minuto que me concentro em você, eu a conheço mais e nenhuma mascara de calma vai disfarça se você estiver mentindo pra mim.
– você vai me acusar mais ou vai me deixar falar? – ele sinalizou para que eu começasse, comecei com a verdade ocultando o que queria, contei de onde vim e como fui parar na cidade central, a grande cidade central. – entrei com 16 anos.
– você ocultou uma coisa muito importante Cadete Sun – disse referindo-se ao meu falecido marido. Revirei os olhos.
– o meu falecido marido foi uma pessoa importante e influente, andava meio mal da saúde, mas poderia viver mais um bom tempo, ele foi assassinado por uma pessoa cruel e provavelmente gananciosa – falei era verdade não toda, mas era verdade.
– isso com certeza é verdade, mas sinto que esta me escondendo alguma coisa – ele tentou vasculhar a minha mente – quem matou seu marido? – um leve frio percorreu minha espinha, David percebeu isso, me surpreendi ao ver Norto bater na mesa, tinha lagrimas em seus olhos e ele estava com raiva.
– você já sabe quem matou! – acusou. – pra quer faze-la reviver essas lembranças tristes? Isso é crueldade – acusou Norto, pobre tolinho, David estava certo que a mãe de Norto não matou meu marido, mas não voltou no assunto.
– tudo bem, por que você veio se tornar uma Aniquiladora? – David me perguntou
– por que é meu dever e honra defender a minha raça – disse me esquecendo por um momento o que aquele ser desagradável podia fazer, ele sorriu.
– tente de novo – procurei pensar, mas nenhuma resposta parecia ser convincente, então optei de novo por uma meia verdade.
– por que aqui é onde quero estar.
POV Dafne
Quando anunciaram que eu seria uma Aniquiladora eu fiquei tão feliz, bem, mas isso foi antes de quase morrer, por culpa de um louco que jogou um jarro de água em mim e antes de quase desmaiar por causa de sede e calor. Já fazia um bom tempo que o grupo de Katerina tinha ido, eu me pergunto o que é que estava acontecendo, bem pelo menos a sala estava repleta de pessoas agradáveis, fora uns três garotos que não conheço. Summ dormia em um dos sofás, Harley fazia uma trança um pouco desajeitada em Luci outra ruiva só que de cabelos vermelhos moranja, Noah e Ayla estavam como juiz em uma queda de braço entre Paul e Luke e há também Adara, uma menina com mechas verdes e rosas e que tinha me salvado, gostava de falar com todo mundo.
– vocês acham que ainda vai demorar muito? – perguntou ela a ninguém especial, enquanto limpava um óculos, muito grande para o meu gosto.
– espero que não. – respondeu Paul, ele e Luke tinham os músculos saltados de fazer força para derrotar o outro – estou cansado de ganhar do... Luke! – enquanto falava tinha se distraído e Luke batera a mão dele com força na mesa.
– você fala demais – Luke sorria vitorioso – quem sabe da próxima vez você tem mais sorte.
– você ganhou por pura sorte.
– você chama de sorte, eu chamo de talento – gabou-se.
– eu não estava prestando atenção, eu quero uma revanche – protestou.
Nessa hora o coronel Stern entra na sala, ele tem a pele fina e quase translúcida, dando pra ver ossos angulosos e teias de veias azuis e vermelhas na sua testa, anda lentamente um pouco mais pra dentro da sala.
– vejo que estão se divertindo – murmura – infelizmente vou ter que atrapalhar essa quebrar de braço – Paul, Ayla, Dafne e Summer me acompanhem.
– salvo pelo gongo – murmura Paul indo acordar Summer.
– sei – Luke ainda sorri – cuide bem dela e não deixe muito perto da Katerina – Paul sacode Summ umas duas vezes pra que ela acorde, Summer acorda, se espreguiça e é a primeira a sair.
Levanto-me e tento alcançar o Coronel, Ayla e Paul conversam atrás de mim, o coronel abre uma porta cinza, sem maçaneta ou fechadura, deve ser magnetizada e vejo que estou certa quando vejo Coronel Stern passar uma chave lisa e quadrangular na lateral esquerda da porta, ele empurra e entramos na sala. Um lindo garoto está detrás da mesa, deve ser o nosso interrogador, mas ele é tão jovem, então vejo seu nome David Stern e me pergunto se o Coronel Stern já foi bonito assim, chego à conclusão David não tinha nada do pai, ele nos dá um sorriso confiável e sinaliza para sentarmos. Sento-me em uma das cadeiras do meio, Ayla está a minha esquerda e Summer à direita, Paul está do lado de Summ.
– desculpem a demora, tive um pequeno contratempo com o grupo anterior, mas vou começar logo eu quero que me digam com que idade vocês entraram e o motivo que fez vocês entrarem. – ele anotou nossos nomes em um tablet – sintam-se a vontade para começarem.
– eu entrei com treze anos – começa Summer — eu sou da cidade Sul, mas eu via a tragédia acontecendo no norte e sempre acreditei que deveria ajudar de algum jeito, cheguei a entrar para um grupo que levava comida, médicos e remédios para lá, mas eles sempre eram atacados e o grupo acabou fechando, me tornar Aniquiladora é o meio mais eficiente de salvar vidas.
– e como você pretende salvar essas vidas? – ele não se limitou a nos olhar.
– eu fazia um curso de enfermagem, enquanto o grupo ainda existia, eu queria ser medica.
– se você queria ser medica, por que se alistar?
– porque médicos não vão para o norte – ele pareceu pensar escreveu alguma coisa e colocou duas estrelas ao lado do nome de Summer. E pediu que o próximo começasse.
– eu entrei com 14 anos sou da cidade Leste e meus pais acharam melhor nos colocar aqui depois que um de meus irmãos mais velhos foi preso por porte de droga ilícita, mas assim que cheguei aqui percebi que não havia outro lugar melhor para mim e para minha irmã – Paul sorriu ao falar da irmã.
– certo – David escreveu por um tempo e acabou colocando uma estrela em Paul – próximo.
– eu entrei com 13 anos – menti – e... – David pediu para parar
– repita.
– eu entrei com 13 anos. – ele pediu para parar de novo.
– você não deveria mentir. – ele disse serio.
– como você sabe que eu estou mentindo? – perguntei incrédula, já tinha dito tanto aquilo que falava como se fosse verdade, ele simplesmente apontou para a cabeça, "certo, Dafne não se pode mentir na frente de um empata" pensei. – tudo bem, eu digo a verdade, eu entrei com 12 anos – disse a verdade, os quatro olharam para mim espantados – meus pais tentaram ser Aniquiladores, mas não conseguiram, tornando-se assim somente militares, que não deveriam ir para o norte, mas quando estávamos quase perdendo de novo e os militares foram chamados, eles não recusaram o chamado, mesmo dento uma filha pra cuidar, os dois foram e acabaram morrendo, meu irmão já estava aqui dentro, mas quando entrei ele já tinha sido chamado e se eles não tiveram medo de entrar para o projeto Aniquilador eu também não deveria e agora vejo que foi a melhor coisa que podia fazer.
– você é Carstairs certo? – ele perguntou, balancei a cabeça – eu conheci seu irmão, sinto muito por ele estar desaparecido – assenti, há tanto que eu não o via.
– esperai você não tem 17? Você é mais uma criança de 16 anos? – Paul perguntou com um tom de superioridade que me deu nos nervos. – eu não acredito nisso!
– e eu vou ignorar esse comentário desnecessário, só porque você é dois anos mais velho, não significa que você é melhor, eu demorei o mesmo tempo que a maioria levou, então sou tão apta quanto você. – David bateu na mesa chamando atenção.
– não queiram que eu chame um empata que controla as emoções – nós nos calamos – assim está ótimo, próximo, por favor.
– eu entrei com 13 anos, quando meu pai foi para mais uma missão no norte, me tornar Aniquiladora sempre foi uma questão de honra, eu ficava admirada com a quantidade de pessoas que meu pai ajudava e mesmo depois de tudo, eu decidi continuar aqui, por que é o que é certo a se fazer. – Ayla terminou com um suspiro, ela tinha as duas mãos em cima da mesa.
– eu me lembro — disse David – ele tinha olhos de um castanho quente, olhos gentis e sempre sinceros, ele colocou sua mão sobre a de Ayla – e se você quer saber minha opinião eles demoraram muito para chama-la — a morena deu um leve sorriso agradecendo a gentileza dele. – vocês estão liberados – antes de sair o vi colocar as duas estrelas ao lado do nome Ayla.
POV Adara
“E lá estava o herói de varias gerações o astronauta Sr. Esquilo, em sua missão para matar a princesa Hamster azul e quanto mais ele corria, mais ela estava distante até que um taco de beisebol o arremessa a uma velocidade maior que a da luz e o astronauta Sr. Esquilo consegue alcançar a princesa Hamster azul que por causa de uma carie não pode se defender, contudo enquanto o astronauta Sr. Esquilo balança seu rabo felpudo para mata-la é atacado por uma chuva de donuts e morre por alergia. Fim! Mais uma historia feliz” penso comigo mesma, tenho certeza que tenho um sorriso idiota na cara, mas ninguém pode me culpar, estou trancada em uma sala a um bom tempo e nessas situações não controlo minha mente simplesmente deixo-a fluir
– você é rápida, sabe eu não teria conseguido empurrar aquela garota – Luke diz ao meu lado
– deve ser por isso que me chamaram pra ser Aniquiladora – ele pareceu pensar no que eu disse, outro menino teria ficado sei lá ofendido, mas Luke era tão amigável que sorriu para minha resposta.
– boa resposta, você estava sorrindo de quê? – me lembrei da historia
– de algo bobo – respondi sorrindo, ainda bem que eu não era a única boba, Noah fora “forçado” a ser cobaia de Eli e Luci e agora as duas faziam tranças no cabelo dele, o que não deu muito certo, já que os cachos rebeldes nãos conseguiam ficar na trança, o moreno balançava a cabeça pra lá e pra cá conforme as meninas iam puxando seu cabelo.
– você não ficou com medo de não aceitarem você por causa do seu cabelo.
– eles me aceitaram na academia com esse cabelo – “de qualquer modo meu objetivo nunca foi me tornar Aniquiladora em sí” pensei. – você namora com aquela tal de Summer certo? – ele sorriu e balançou a cabeça, quase dava pra ver em seus olhos que ele a amava – não tem medo que ela morra nessa guerra? – ele nem pensou.
– não me preocuparei enquanto estiver ao lado dela para protege-la – isso foi tão fofo da parte dele.
Coronel abre a porta novamente, já estava cansando ver ele, ele não demorou muito a falar que grupo iria agora:
– Noah Hibisco, Adara Strax, Harley Elise e Luke Lambert não demorem – ele saiu deixando a porta entre aberta, Luke se despediu de Luci que ficaria sozinha com os três meninos, Harley também se despediu da nova grande amiga.
Noah caminhou ao meu lado
– seu cabelo é legal – me perguntei mentalmente o que meu cabelo tinha demais, era um simples sidecut com mechas verdes e rosas.
– o seu também – falei me referindo as duas tranças, ele tocou nas tranças e começou a desfazê-las, prendendo depois num rabo de cavalo pequeno – adorei seus cílios, eles são incríveis.
– obrigado – ele agradeceu chegamos à porta de outra sala.
Sentei-me no lado de Noah e Luke, com Harley ao lado de Noah. O cara na minha frente estralou a mão e escreveu algo em seu tablet, ele tinha uma plaquinha que dizia que seu nome era David Stern, o mesmo sobrenome do coronel, ele devia ser muito bom para estar em um cargo alto tão jovem.
– antes de responderem as minhas perguntas vou logo avisar que sou um empata que sabe dizer o que está por trás de cada palavra, não sei ler mentes, mas estou bem perto disso, então me digam a verdade quando eu perguntar irei fazer perguntas extras ou não isso está ao meu critério. Agora eu quero que vocês me digam com quantos anos entraram na academia e por qual motivo.
– eu entrei com 14 anos – começou Luke – depois que um grupo de Caeyns mataram meu pai na estrada Norte/Central quando tentávamos fugir, o motivo para eu estar aqui acho que você pode adivinhar. – David escreveu algo abaixo do nome Luke, mas não vi. E então apontou para que Noah começasse.
– entrei com 13 anos, depois que Caeyns mataram meu pai e... – ele pensou em alguma coisa – e eu estou aqui pra descobrir por que essa guerra toda. Tentarei ajudar a nossa raça o melhor jeito que puder, mesmo sem entender o motivo dessa guerra inacabável – “eu também” pensei com meus botões.
– você está omitindo alguma coisa.
– você disse que não podia mentir bem eu não menti – David passou as mãos nas têmporas e decidiu relevar, apontou para Harley.
– eu entrei aqui há seis meses, bem... Porque no norte não existe muita opção de trabalho – ela deu de ombros.
– repita – David parecia estar em um modo analisador, olhava fixamente para Harley tentando desvendar se ela estava dizendo a verdade.
– no norte não existe muita opção de trabalho – disse devagar, David analisa o que ela tinha dito, depois escreveu algo que de relance parecia ser relato duvidoso. Ele apontou para mim, okay, minha vez, tentei respirar calmamente e relaxar a minha mente, assim como tinha aprendido com minha família.
– eu entrei com 14 anos, e sempre vi muitas famílias serem mortas no Norte – comecei a mentir, David pareceu não notar, mas Luke me interrompeu.
– por que todos aqui são do Norte? – perguntou Luke, eu nem tinha percebido isso
– como vocês são do Norte tem um potencial maior para ser um traidor no futuro, o comando achou melhor reunir todos e pergunta-los de uma vez só – David dizia aquilo como se não fosse nada.
– se o comando tem medo que nos tornemos traidores, por que simplesmente não nos aceitar, seria mais fácil – Noah disse.
– porque ai estaríamos provavelmente perdendo futuros bons Aniquiladores – os meninos se calaram – respondi a pergunta de vocês? Porque eu ainda tenho que ouvir uma resposta, Cadete Strax qual motivo trouxe você aqui?
– eu vim proteger minha família – disse e dessa vez não menti.
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