INFECTADOS

7 Capítulo 3 - 2ª Parte


Notas iniciais
Não falei que não ia demorar dessa vez ? Obrigado pelos coments Suuuper fofos, pessoinhas. Boa leitura !

Corro o mais rápido possível. Elas estão bem. Precisam estar bem. O que será de mim se alguma coisa acontecer a elas ?

A dor na minha perna é tanta que lágrimas começam a sair dos meus olhos.

Fogo, fogo, fogo.

É só isso que se vê da casa em todo o seu primeiro andar. Por que isso está acontecendo comigo ?

– Cllara, Mellyka. — Grito com todas as minhas forças. — Cllara, Mell. — Quando estou prestes a subir os degraus da varanda uma grande pedaço de madeira incendiada cai bem na minha frente, impedindo a passagem e me fazendo recuar instantaneamente. Sofie estava certa; Não há como entrar... e muito menos como sair.

– Cllara, Mellyka. — Grito roucamente. — Responde, por favor. — Preciso encontrar um jeito de entrar, tem que haver um jeito. Não posso desistir, simplesmente não posso. Pensa, pensa, pensa. O Sótão.

– Jenny, precisamos ir. — Diz Micah, ofegante, que aparece do nada. — Os outros querem ir embora. Está muito perigoso aqui. Há Infectados por todo lado. — Fala tristemente. — Eu sinto muito pelas suas irmãs.

– Micah, elas estão no sotão. — Digo começando a andar para o jardim dos nossos antigos vizinhos, os Phillip's, .

– Como é que você sabe ? — Pergunta com descrença evidente na voz.

– Nós fizemos um acordo. Como o sótão tem uma escada de puxar é o local mais seguro da casa, para um ataque. O combinado é ir para lá caso algo acontece-se. Elas estão lá. Como foi que não pensei isso antes ? — Pergunto, tolamente, para mim mesma.

– Mas não é um ataque de Infectados. E se elas... — Micah se cala, deixando a frase morrer.

– Micah, elas estão lá, okay ? Eu sei disso. — Falo irritada andando rápido e o arrastando comigo. — Faz parte do acordo. Eu sei que elas estão lá.

Micah para de andar por um segundo, deliberando. Ele olha em direção aos outros e faço o mesmo. Fico chocada com a imagem. Há dezenas de Infectados jogados no chão, mortos, mas o que mais me assusta é a quantidade de Infectados ainda vivos. Passeando os olhos pela imagem macabra meus olhos se encontrar com outro par de olhos, só que esses são azuis e irradiam

ódio.

Mason.

Ele que já estava preparado para atacar um dos Infectados o empurra com força para longe.

– Micah. — Grita para seu amigo, mas o olhar de fúria dele é dirigido para mim.

Micah olha para Mason e de volta para mim, depois, parecendo tomar uma decisão agarra a minha mão.

– Vamos salvar as suas irmãs. — Fala e depois começamos a correr.

– Okay, qual é o plano ? — Pergunta ofegante.

– Primeiramente precisamos arrombar a casa dos Phillip's. — Digo entrando no jardim dos nossos antigos vizinhos.

– Que Diabos. E como é que vamos fazer isso ?

– Uma coisa de cada vez, Micah.

Subimos os degraus da varanda e paramos em frente a porta. Micah gira a maçaneta, provando o que já sabíamos, que a porta está fechada.

– Ah, droga. — Exclama Micah. — É isso aí, Micah. Tá na hora de mostrar sua masculinidade. — Fala para si mesmo esfregando as mãos,depois se vira para mim e da uma piscadela.

Voltando para a porta começa a se jogar contra ela com força. Depois de ver a imagem de Micah se chocando contra a porta algumas vezes, vou ver se tenho algum resultado com a janela, mas, não antes de concluir que Micah deve ter algum problema.

Olhando ao redor para verificar se não há nenhuma companhia indesejada, me aproximo da grande janela. É evidente que ninguém esteve aqui há muito tempo. A grama do jardim invade o rodapé da varanda de tão alto. Passo a mão pelo vidro da janela para retirar um pouco da quantidade absurda de poeira.

Espio do lado de dentro e vejo muita bagunça na sala que antes costumava estar limpa e impecável, um sinal óbvio de fuga. Pucho a base da janela, mas vejo, para minha infelicidade, que também está fechada.

– Inferno. — Praguejo alto, batendo com força no vidro que se balança ao meu toque brusco. Forço um pouco da janela para frente e depois para trás, vendo o trinco se mecher do lado de dentro. Conforme faço isso vejo o trinco cedendo.

Um pouco, só mais um pouco... BINGO !

– Micah. — Chamo a figura magrela que continua se jogando contra a porta, que aparenta não ter sofrido nenhum dano, o que não se pode afirmar o mesmo de Micah que corre até mim fazendo careta e esfregando o ombro.

– Bom trabalho, Ruivinha. — Declara quando chega até mim. — Deixa eu fazer meu papel de homem, pelo menor nisso, e me deixa ir primeiro para te ajudar. — Depois que entra desastradamente, passo minha perna machucada pelo beiral da janela e ele me ajuda a entrar.

Vou direto para o armário que fica embaixo da escada e começo a revirar tudo o que vejo pela frente até que encontro o que queria : A Caixa de Ferramentas.

– Ah, que interessante. Uma caixa de ferramentas. Você pode me dizer o por que de precisarmos de uma caixa de ferramentas ? — Pergunta Micah, desgostoso.

– Para o telhado, baby. — Digo, fazendo movimento de bater com um martelo que tiro da caixa. — Vem, vamos. — Falo puxando sua blusa e o arrastando para o andar de cima.

Aos tropeços subimos o mais rápido possível. Assim que chegamos ao segundo andar somos atingidos por um cheiro horrível de fumaça e nossa visão embaça de imediato.

– E agora ? — Pergunta Micah, tossindo.

– Temos que ir para o terceiro andar e de lá podemos pular para o telhado da minha casa.

– Pular ? Não sabia que ficar pulando de um andar para o outro estava nos planos.

– Ah, vamos lá, Machão. — Bato nas suas costas. -Tá na hora de mostrar sua masculinidade, lembra ? — Falo, sorrindo amarelo.

– Por que fui abrir a minha maldita boca ? — Resmunga.

Quando chegamos ao último andar entro no quarto principal sem rodeios. Como os Phillip's eram amigos íntimos dos meus pais conheço a casa tão bem como a minha própria. O quarto está ainda mais bagunçado do que a sala. Há roupas para todo lado, jogadas, e cacos de vidro pelo chão que antes pertenciam a grande porta de correr da varanda. O caos se completa com a fumaça sufocante que entra pelo lugar que antes era a porta do quarto.

Temerosa atravesso o quarto com cuidado e chego a varanda. O fogo continua se espalhando devorando aos poucos cada centímetro da minha casa.

Sinto um toque de leve no meu ombro, mas não me mecho.

– Você realmente acha que elas estão vivas ? — Pergunta, Micah, Baixo.

– Sim, Elas estão vivas. — Digo e jogo a caixa de ferramentas no telhado da minha casa.

– Ei, espera, Jen...

Mas não me interessa saber o que Micah tem a dizer. Passo minhas pernas pelo beiral da varanda e pulo.

Agora, nada mais importa.

Notas finais
Se tiver algum erro me desculpe, não tive muito tempo de revisar. O cap. ficou meio pequeno, mas resolvi postar logo como havia prometido : D Beijos !